Serra da Lousã

 


 

Castelo de Arouce (2006)

Candal (2018)

Panorâmica da serra (2018)

Castelo de Penela (2009)

Fontanário na Pena (2018)

Alminha na Ferraria de São João (2018)

A Serra da Lousã é uma serrania de Portugal Continental com 1.204 metros de altitude no ponto mais elevado, o Alto de Trevim. Sendo fundamentalmente xistosa e pré-câmbrica, é geologicamente muito antiga.

Situada na transição do distrito de Coimbra para o de Leiria, integra o ramo Norte da Cordilheira Central, constituída pelas serras da Estrela, Açor e Lousã, fazendo também parte do Sistema Montejunto-Estrela. Estas Serras fazem também a separação das bacias hidrográficas do Mondego e do Tejo.

A Serra da Lousã abrange os concelhos de Lousã, Góis, Castanheira de Pêra, Miranda do Corvo e Figueiró dos Vinhos.

Existem vestígios de uma ocupação deste território desde os tempos pré-históricos, seja nas gravuras rupestres encontradas à beira Zêzere, na Barroca, ou nos vestígios e achados arqueológicos do período Neolítico ou Bronze I, encontrados em Góis.

Romanos, bárbaros e árabes também por aqui deixaram os seus vestígios, em algumas pontes, calçadas e nomes de locais.

Há também evidências da época Filipina, numa ponte de Pedrógão Pequeno, e recordações do saque napoleónico.

Mas é na época medieval que se dá o povoamento ou a expansão generalizada desta serra, mais precisamente, das Aldeias do Xisto, algumas por se encontrarem em pontos estratégicos de rotas comerciais, como Sobral de São Miguel, Fajão e Aigra Velha, considerada uma autêntica estação de serviço dos tempos antigos. Outras foram povoadas por necessidade de fixação para actividades pastoris e agrícolas ou por aquartelamentos de ordens religiosas, como Álvaro. Sarzedas é a única aldeia povoada por decreto régio e a única com título nobiliárquico.

As aldeias atravessaram um período de desertificação e abandono em meados do século XX, quando as suas populações partiram em busca de melhores oportunidades. As velhas aldeias são hoje uma das maiores atracções da região, graças a uma geração de habitantes que lhes deu nova vida. Lugares com cheiro a lenha e pão acabado de fazer, de saberes e tradições por redescobrir, onde o tempo ainda corre ao ritmo da natureza. Assiste-se, assim, a um repovoamento e renovação destas comunidades que as faz vestirem-se de futuro.

Habitat de veados, javalis e corços, e de vegetação frondosa, a Serra da Lousã é atravessada por inúmeros cursos de água que, à sua passagem, vão formando belíssimas praias fluviais onde só apetece mergulhar e relaxar.

A confecção do Mel de Denominação de Origem Protegida da Serra da Lousã descende de uma antiga tradição em apicultura, praticada desde tempos imemoriais nas montanhas e vales da Serra da Lousã. O testemunho do vínculo antigo e indissociável entre o mel e esta região é evidente nos nomes das cidades e aldeias locais que muitas vezes derivam da apicultura e da produção de mel, como o Colmeal, Cortiços e Vale de Cortiços, Vale de Abelhas e Vale de Colmeias. Em 2013, a produção do mel de urze ascendeu a 27 toneladas.

Atravessada por inúmeros trilhos pedestres/BTT e por caminhos que nos levam ao Santo António da Neve, ao Alto de Trevim, ao Castelo da Lousã ou à Senhora da Piedade, a Serra da Lousã é uma montanha que conjuga de forma única a vertente cultural e humana das Aldeias do Xisto com a espectacularidade da paisagem, a exuberância da vegetação, a frescura das águas e a vida selvagem.

 


Serra da Lousã no Mapa de Portugal, com enquadramento nos mapas dos Distritos de Coimbra e de Leiria