Campo do Gerês
É uma aldeia e freguesia do concelho de Terras de Bouro, distrito de Braga, também conhecida por São João do Campo. Situada na margem esquerda do Rio Homem, em plena Serra do Gerês e no extremo Nordeste do concelho de Terras de Bouro, confronta com a não menos antiga paróquia de Covide, com o concelho de Ponte da Barca e com a vizinha Galiza.
Templário ou não, é povoado antigo com certeza pois são inúmeros os achados que testemunham uma arcaica, persistente e contínua ocupação humana do seu território, desde tempos pré-históricos até hoje, como evidenciam os túmulos megalíticos, também conhecidos por mamoas da Bouça da Chã, de Fundevila e da Bouça do Cruzeiro, ou como testemunha o Castro de Calcedónia. Instalado na vertente sudoeste do relevo da Picota, a uma altitude média de 630 metros, o lugar do Assento, principal núcleo populacional da freguesia de Campo, apesar dos excelentes exemplares de arquitectura rural de montanha que ainda exibe, encontra-se já bastante alterado na sua malha original.
Iniciou-se aqui, nas décadas de setenta e oitenta, como aliás no resto do país, a vaga de construção menos tradicional. Aqui e ali, ainda se descortinam, por entre os arruados estreitos, alguns canastros com as suas cruzes cimeiras, ou algumas varandas com madeiramentos costumeiros, abertas ao logradouro.
A Igreja matriz de Campo do Gerês, que teria sido edificada com materiais remanescentes do templo anterior, apresenta sobre a sóbria fachada, ao centro, um pequeno campanário e nas empenas tem as cruzes floreteadas da via-sacra. Dentro, além do altar-mor, tem os colaterais de Nossa Senhora do Rosário, do Coração de Jesus, de Jesus Crucificado e o de Nossa Senhora de Lurdes.
Alberga o Museu Etnográfico de Vilarinho das Furnas, como forma de preservar a memória da localidade submersa, em 1971, devido à construção de uma barragem.
Nesta aldeia pode-se visitar, desde Junho de 2013, o Museu da Geira, tendo como programa museográfico a abordagem das técnicas de construção das Vias Romanas, bem como os transportes utilizados na época.
Igreja Matriz de Campo do Gerês
A Igreja matriz de Campo do Gerês / Igreja de São João, que teria sido edificada com materiais remanescentes do templo anterior, apresenta uma fachada sóbria, ao centro, possui um pequeno campanário e nas empenas tem as cruzes floreteadas da via-sacra.
Cronologicamente falando, em 1692 terá sido transladada uma igreja para a aldeia de Campo, reedificada com a pedra a antiga Capela de Santo António; a igreja estava primitivamente no lugar da Veiga e foi transladada por estar em local ermo; em 1718 reedifica-se a igreja; em 1736 o Contador de Argote refere a igreja como estando primitivamente no lugar da Veiga de São João, além do rio, em distância de 50 passos, e a da aldeia de Campo a 500 passos; constrói-se a torre sineira em 1921 e, em 1971, um sino foi colocado na sineira, executado numa fundição de Braga.
No interior, além do altar-mor, tem os colaterais de Nossa Senhora do Rosário, do Coração de Jesus, de Jesus Crucificado e o de Nossa Senhora de Lurdes.
Capela de Nossa Senhora da Conceição
Dedicada a Nossa Senhora da Conceição, esta pequena ermida situa-se num ponto elevado da aldeia de Campo do Gerês.
É um conjunto de dois edifícios. Salienta-se a estátua de granito dedicada a Nossa Senhora da Conceição, estrategicamente colocada, de forma a visualizar toda a aldeia de Campo do Gerês.
Ponte dos Eixões
Situada no rural Campo do Gerês, ou São João do Campo, no verdejante Minho, esta construção é popularmente apelidada de “Romana” atendendo a que esta é uma região rica em património arqueológico, nomeadamente de vestígios romanos, encontrando-se nas imediações da fantástica Geira, a VIA NOVA Romana que ligava Braga a Astorga.
Pensa-se que esta Ponte terá sido construída ainda no período Romano de ocupação deste território, tendo sido muito alterada ao longo dos tempos, ou mesmo, que se tenha erigido a presente construção, já na Idade Média, à imagem da anterior Romana e/ou utilizando os seus materiais.
A Ponte caracteriza-se pelos seus dois arcos, pelos pujantes talha mares e pelo tabuleiro ligeiramente rampeado, sem guardas ou vigia.
Covide
É uma freguesia portuguesa do concelho de Terras de Bouro. Localiza-se nas abas da Serra do Gerês. A uma altitude que varia entre os 500 e os 900 metros, a aldeia de Covide situa-se entre os rios Homem e Cávado e encontra-se encaixada na Serra do Gerês e no Parque Nacional Peneda-Gerês.
Encontra-se documentado que no início do século XX a gestão da freguesia era realizada através de um sistema de comunalismo. Existia um regedor, escolhido pelos povos da freguesia para fazer executar e cumprir os usos e costumes. O regedor chamava e convidava para a junta (ou sessão democrática) todas as cabeças de casal, fossem homens ou mulheres.
Em Covide a junta fazia-se num local chamado a Carreira, um largo ao centro do lugar. Ali se discutia, faziam-se leis e impunham-se penas e multas. Para além disso tratava-se de usos e costumes da freguesia.
A Via Imperial Romana de Braga a Astorga, localmente conhecida por Geira Romana, Património Nacional Classificado desde 2002, passa por Covide. Prova da sua passagem são dois marcos miliários localizados dentro do perímetro da localidade.
Covide é um dos melhores centros do país de Percursos Pedestres, alguns homologados.
A etnografia e o folclore estão patentes em cada recanto de Covide.
Portela do Homem
É um passo de montanha sobre a fronteira Espanha-Portugal, na Serra do Gerês. Do lado português fica o concelho de Terras de Bouro e do lado espanhol o de Lobios. É também ponto limite do Parque Nacional da Peneda-Gerês.
Situa-se a 822 metros de altitude, numa garganta que desce para a Galiza. Este passo de montanha foi atravessado, em 1384, pela hoste invasora de Henrique de Trastâmara, obrigada a retroceder acossada pelos pastores e pelos frades guerrilheiros comandados pelo abade de Santa Maria do Bouro, e a 6 de Junho de 1828 pelas tropas liberais sob o comando do futuro marquês de Sá da Bandeira após o fracasso da revolução liberal de 1828.
Esta fronteira, para além de ser a única do distrito de Braga e do Baixo Minho, é a via de entrada entre a Galiza e o coração do Parque Nacional da Peneda-Gerês, no concelho de Terras de Bouro.
Perto deste passo de montanha há marcos miliários da antiga estrada romana, a Via Romana da Geira, que ligava Bracara Augusta a Astorga, e a 800 metros uma cascata do Rio Homem.
Milha XXVI
De acordo com Amaro Carvalho da Silva seria na Jeirinha, lugar das Várzeas, freguesia de Covide, a uma altitude de 550 metros, que se localizaria a milha XXVI. O mesmo estudioso acrescenta que este marco anepígrafe foi descoberto no "campo do Saganho", em 1988.
Do trajecto entre a Jeirinha e a milha seguinte apenas sobreviveu a parte inicial, ao longo de 600 metros. Neste passo a via sobe ligeiramente, ao longo da margem esquerda de uma ribeira, até à cota 580 metros. A partir daqui o antigo traçado foi ocupado pela EN 309, continuando a subida.
A distância entre a Jeirinha e o marco seguinte é de cerca de 1500 metros.
(Do site: http://www.viasromanas.pt)
Milha XXVII
Nesta milha, localizada no limite entre as freguesias de Covide e de S. João de Campo, a uma altitude de 620 metros, foi registado por José Mattos Ferreira um marco de Tito e Domiciano (79-81), datável do ano 80, indicando a distância a Bracara. Desconhece-se o paradeiro desta epígrafe. De acordo com o testemunho recolhido por Amaro Carvalho da Silva o miliário que, actualmente, se observa junto à EN 307 encontra-se a "poucos metros" do local onde foi achado, em 1947, quando foi aberta a estrada de terra batida, entre Covide e S. João do Campo. Trata-se de um marco de Magnêncio (350-353), com indicação da milha.
O trajecto da antiga via, entre o sítio onde se conserva o miliário até ao cruzeiro de Campos de Gerez (cota 628 m.) é ocupado pela Estrada Nacional ao longo de 400 metros. O miliário que integra o referido cruzeiro é do imperador Décio (249-251), datável do ano 250. Foi regravado. Indica a milha XXVII pelo que se deve admitir que foi deslocado. Entre o Cruzeiro de Campos de Gerez e a milha seguinte o traçado da via atravessa um veiga, quase plana. Em nosso entender o caminho segue em linha recta até à milha seguinte.
(Do site: http://www.viasromanas.pt)
Milha XXVIII
A milha XXVIII situa-se na Leira dos Padrões, a oeste de S. João do Campo, a uma altitude de 630 metros. Os miliários relacionados com esta milha têm sido encontrados em pontos dispersos, o que é normal considerando que o caminho atravessa uma área cultivada, dividida em numerosas parcelas. O local exacto da milha poderá ser o topónimo Leira dos Padrões, na Veiga de S. João.
No conjunto, em relação com esta milha, foram registados 9 marcos. Destes sabe-se, pelas referências bibliográficas do século XVIII, que dois foram destruídos a fim de serem utilizados na construção da igreja setecentista. De outros três não se sabe o paradeiro. Um deles, de acordo com José Mattos Ferreira era consagrado ao imperador Magnêncio (350-353), sem indicação da milha. Outro a Constâncio (292-306), tendo sido encontrado junto à s ruínas do antigo templo de S. João do Campo, também este sem indicação da milha. No terceiro apenas se lia o registo da milha: XXVIII. Junto à estrada municipal observa-se um outro marco, citado pela primeira vez por Mattos Ferreira, e cuja epígrafe, embora legível, é pouco explícita.
Amaro Carvalho da Silva divulgou, em primeira mão, outros três. Um deles, de acordo com aquele autor conserva-se na parede exterior de uma casa de S. João de Campo. Apenas se lê a indicação da milha XXVIII. O outro apareceu em 1945 numa leira, tendo sido colocado num muro de socalco. Mais tarde, em 1982, quando, na mesma leira, foi erguida uma vivenda, o marco foi colocado a 25 metros do local do achado, no quintal, onde ainda hoje se pode observar. A inscrição deste marco, segundo a leitura de A. M. Silva, refere-se ao imperador Caro (282-283). Um terceiro, anepígrafe, jaz numa parede de uma corte de gado em S. João de Campo.
Desta milha em diante a antiga via romana foi coberta, ou está adjacente à estrada aberta quando se construiu a barragem de Vilarinho das Furnas. Para diante do ponto em que se avista de novo o Vale do Homem, é possível calcorrear o antigo caminho, poupado, quer pela estrada que desce à barragem, quer pelo estradão florestal. Ao longo deste pequeno tramo, até à Bouça do Gavião (milha XIX), o caminho romano conserva-se em terra batida, observando-se uma calçada quando a via inflecte para sul, a fim de contornar o monte, descendo suavemente.
(Do site: http://www.viasromanas.pt)
Milha XXIX
A milha XXIX, localizada em Padrões da Cal, ou Bouça do Gavião, na freguesia de Campos do Gerês, a uma altitude de 610 metros, regista um conjunto de 13 miliários, entre os quais se destaca o que ostenta a inscrição de C. Calpetanus Rantius, governador da Tarraconensis.
Antes da intervenção arqueológica onze marcos, ou fragmentos, encontravam-se dispersos pela vertente e dois incrustados no muro divisório que separa os territórios de Vilarinho das Furnas e de Campos de Gerez. Anteriormente havia somente referência a um marco de Maximino e Máximo (238).
A partir do ponto onde a via desce à cota 570, o caminho é, periodicamente, submerso pela albufeira de Vilarinho das Furnas, sempre que esta atinge o seu nível mais alto. Contudo, em períodos mais secos, quando a albufeira desce mais de 10 metros é possível prosseguir o traçado da Geira até à milha XXX, conforme tivemos oportunidade de fazer em 1992. Devido à circunstância do caminho ficar numa zona de oscilação da albufeira, são visíveis as consequências nefastas do empreendimento hidroeléctrico. Entre a Bouça do Gavião e o ponto em que a estrada romana é cortada pela albufeira, a via desce suavemente, entre um magnífico bosque de carvalhos, azevinhos e medronheiros, conservando-se vários trechos de calçada, nos pontos em que o declive é mais acentuado.
(Do site: http://www.viasromanas.pt)
Milha XXX
A milha XXX fica localizada em Berbezes, lugar da bouça da Mó, na freguesia de S. João de Campo, a uma altitude de 585 metros.
Actualmente esta milha encontra-se submersa devido à construção da Barragem de Vilarinho das Furnas.
Em 1992 foram exumados os restos de uma mutatio e dois marcos miliários. Um apresentava-se quase totalmente soterrado, erecto, podendo por isso estar in situ. Outro encontrava-se incorporado num dos antigos muros dos campos de Vilarinho. Tinha apenas a metade superior, com uma epígrafe do Baixo Império, tendo sido recolhido nas instalações do PNPG, no Gerês.
Entre as milhas XXX e XXXI a quase totalidade do trajecto foi coberta por uma estrada florestal de terra batida pelo que nada há a assinalar.
(Do site: http://www.viasromanas.pt)
Milha XXXI
A milha XXXI, localizada no Bico da Geira, freguesia de S. João de Campo, a uma altitude de 610 metros, apresenta magnificas evidências da forma como os miliários eram extraídos dos afloramentos graníticos, distinguindo-se num deles as marcas rasgadas para a implantação das cunhas em madeira, tendo o trabalho sido abandonado já depois de terem sido abertas as cunheiras. Ainda hoje se observa um esboço de miliário que nunca chegou a ser completado.
Neste local, para além da pedreira de onde foram retirados os miliários, foi exumado um conjunto de 21 miliários, dos quais sete conservam as inscrições: Adriano (117-138), Décio (249-251), Caro (282-283), e Licínio (308-324). De realçar que aqui foi também encontrado um pequeno miliário semi-enterrado, que conserva traços de pintura a ocre. Perante esta evidência é possível que também os outros miliários fossem, regularmente, pintados.
Para além dos miliário e da pedreira, observam-se restos de uma calçada com pedras bem fincadas, de forma a facilitar a passagem de uma ribeira que desce da montanha. Nesta zona a via já transcorre a Mata de Albergaria, um imponente carvalhal, onde também se notam inúmeros azevinhos.
O traçado do caminho romano desta milha à seguinte foi coberto pela estrada florestal.
(Do site: http://www.viasromanas.pt)
Milha XXXII
Na milha XXXII, situada na Volta do Covo, freguesia de S. João de Campo, a uma altitude de 640 metros, conservam-se 23 miliários, dos quais 16 são anepígrafes. A bibliografia refere 7 miliários com epígrafes. Um de Adriano (117-138), datável do ano 135; dois de Maximino e Máximo (235-238), datáveis do ano 238; um de Décio (250); um de Caro (282-283); um de Magnêncio (350-353) e outro de Decêncio (351-353)
Não é possível afirmar que os miliários se encontrem in situ, já que teriam sido agrupados, provavelmente, quando se abriu a estrada florestal, tanto mais que parte deles estão junto a uma estrutura muito tardia, já referida por Mattos Ferreira.
No trajecto entre as milhas XXXII e XXXIII conservam-se vestígios de duas pontes romanas, que permitiam transpor as ribeiras da Maceira e do Forno.
Da Volta do Covo à zona de confluência das duas ribeiras mantém-se a estrada florestal. No local onde se juntam as ribeiras observa-se cerâmica romana de construção o que nos leva admitir que neste local terá funcionado uma mutatio, tal como na Bouça da Mó.
O troço entre a Ponte sobre a Ribeira do Forno e a milha XXXIII está relativamente bem conservado observando-se algumas calçadas e rodados marcados na rocha.
(Do site: http://www.viasromanas.pt)
Milha XXXIII
No local desta milha, localizada em Ponte Feia, freguesia de S. João de Campo, a uma altitude de 660 metros, conservam-se 20 miliários. Sem escavações não é possível afirmar se estão no local original, ou se foram repostos em épocas posteriores.
Actualmente apenas se conseguem ler as inscrições em quatro miliários. De acordo com a bibliografia as inscrições referem-se ao século III: Maximino e Máximo (238); Décio (250); Tácito (276); Carino (283-285) e Maximiano (285-305).
No trajecto entre a milha XXXIII e a ponte de S. Miguel podem observar-se os seguintes elementos relacionados com a via romana: uma pedreira para extracção dos miliários; uma das pedreiras que terá alimentado a oficina de talhe dos blocos que serviram para erguer a Ponte de S. Miguel (margem sul); uma passagem a vau sobre a ribeira de Monção, com sólidos blocos de granito de tosco aparelho.
O pavimento da via entre a milha e a ponte, embora sendo plano, encontra-se mal conservado, estando reduzido a uma camada de calhaus, ou seja ao leito de preparação. Da ponte de S. Miguel em diante sobe suavemente, distinguindo-se diversos trechos de via pavimentada com calçada.
Entre o Bico da Geira e a Portela do Homem a via sobe cerca de 140 metros numa extensão de três milhas. No entanto, o pendor da subida é mais marcado entre a Ponte de S. Miguel (670 m.) e a Portela do Homem (750 m.).
Na Portela do Homem dividem-se as bacias dos rios Homem e Lima Trata-se, pois, de um ponto estratégico, a porta de entrada para a vasta bacia do rio Lima.
(Do site: http://www.viasromanas.pt)
Milha XXXIV
Nesta milha, localizada na Portela do Homem, conserva-se um vasto grupo de miliários, mas nem todos pertencentes à milha XXXIV. O local onde, actualmente, se concentram os miliários não é, por certo, o ponto original da sua implantação. Também não o será a zona onde alguns metros mais a nascente e a uma cota inferior foi desenterrado um miliário coberto de sedimentos modernos, durante a campanha de 1992.
De facto, as antigas descrições referem-se a pelo menos treze miliários. Actualmente apenas se observam oito, contando com o que foi recentemente recuperado. Deve, pois, admitir-se a possibilidade de outros miliários ainda se manterem sob os aterros adjacentes à estrada.
A bibliografia refere dois miliários de Tito e Domiciano (79-81), datáveis do ano 80; Nerva (96-98); Trajano ou Adriano (117-138?); Caracala (198-217), datável do ano 214; Maximino e Maximo (235-238); Décio (249-251), datável do ano 250; Magnêncio (350-353) e um anepígrafe.
(Do site: http://www.viasromanas.pt)
Albufeira de Vilarinho das Furnas
A albufeira da barragem de Vilarinho das Furnas situa-se na freguesia do Campo do Gerês, concelho de Terras de Bouro. É como um refúgio isolado entre a Serra Amarela e a Serra do Gerês e alberga a Praia Fluvial de Vilarinho das Furnas.
Actualmente é desfrutada pela população para se refrescar nos dias quentes de Verão.
A barragem de Vilarinho das Furnas está localizada no concelho de Terras de Bouro e é alimentada pelo Rio Homem. Inaugurada em 21 de Maio de 1972, o seu formato é em arco, com uma altura de 94 metros e situa-se na bacia hidrográfica do Rio Cávado. É uma barragem com 385 metros de coroamento.
A construção da barragem de Vilarinho das Furnas, em 1971, originou a submersão da aldeia comunitária ali existente por parte das águas do Rio Homem.
Rio Homem
O Homem é um rio português, afluente da margem direita do Cávado.
Com um comprimento de 37 quilómetros, nasce na Serra do Gerês e drena uma área de 257 km². O escoamento anual na foz do Rio Homem, em Soutelo (Vila Verde), é de 399 hm³, sendo o afluente que mais contribui para o escoamento total do Rio Cávado.
Neste rio localiza-se o aproveitamento hidroeléctrico de Vilarinho das Furnas.
Rio do Forno
A Serra do Gerês é entalhada por uma rede de drenagem organizada em torno de cinco cursos de água principais, todos eles afluentes do Rio Cávado.
O Rio do Forno é um desses troços, com uma drenagem Norte-Sul.
Rio de Maceira
A Mata de Albergaria é um dos mais importantes bosques do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG).
A meio, a Mata é pacífica e generosamente invadida pela água dos rios Homem e Maceira, este afluente daquele, que têm as suas nascentes lá bem no alto da serra. O primeiro junto às antigas minas dos Carris e o segundo, no planalto da Lomba de Pau.