Pedestrianismo na Geira Romana – Etapa 2

 

 

De Covide à Portela do Homem

 

Ficha Técnica

Em Covide, seguir a via romana oferece alguma dificuldade. A antiga via cruza a povoação, atravessando os campos, desviando, assim, da estrada. É um ponto fácil para se perder de vista a via romana, implicando alguma atenção.

Na saída da povoação, pela via romana, na direcção do Campo do Gerês, encontra-se a Milha XXVI com apenas um Marco Miliário.

A via agora ascendente retorna à estrada para encontrar a Milha XXVII. Desvia pela Ponte dos Eixões, no Campo do Gerês, regressando novamente à estrada já na povoação.

A Milha XXVIII tem um Marco Miliário que fica dentro de um quintal de uma vivenda.

A antiga via encontra-se sob a actual estrada que liga à Barragem de Vilarinho das Furnas. Junto ao estradão florestal que vai para a Portela do Homem a via surge, implicando seguir por um caminho de pé posto na direcção da albufeira.

Pela antiga via romana é possível ver o conjunto alargado de marcos miliários da Milha XXIX.

A antiga via depois desaparece sob as águas da albufeira de Vilarinho das Furnas o que implica subir ao estradão florestal. Nesse estradão encontra-se uma alusão a essa milha, sem marcos miliários.

Desse ponto e até à confluência dos Rios Maceira, Forno e Homem é possível encontrar as Milhas XXXI e XXXII, ambas com conjuntos generosos de marcos miliários.

Após passar a ponte sobre o Rio de Maceira sai-se do estradão florestal e entra-se na Mata da Albergaria. Sai-se pelo pequeno pontão que permite a passagem sobre o Rio do Forno, onde é possível ver os vestígios da ponte romana que por lá existiu.

Na Mata da Albergaria é possível observar o Rio Homem, as suas belas cascatas e a Milha XXXIII, também esta milha bem recheada de marcos miliários.

A passagem na Ponte de São Miguel, uma ponte de madeira que substituiu a que, em 1642, foi destruída pelas populações devido ao receio da invasão espanhola, marca a fase final da Via Romana em território nacional.

A Geira Romana, nesta parte do percurso, encontra-se em bastante mau estado e o trilho passa a caminho de pé posto, com muita pedra oriunda da antiga via. Segue ascendente até ao local que, em tempos, era fronteira e alfândega entre Portugal e Espanha.

O que resta na Portela do Homem são os abandonados edifícios fronteiriços, albergando um deles um café.

Na Portela do Homem encontra-se a Milha XXXIV com os seus marcos miliários.