Chorense
Foi uma freguesia portuguesa do concelho de Terras de Bouro. A freguesia foi extinta (agregada) em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, para em conjunto com Monte, formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Chorense e Monte.
Chorense encontra-se nas imediações da sede Concelhia e situa-se nos terrenos acidentados do monte da Seixeira.
Nesta localidade existem vestígios da sua antiguidade relacionados com a época romana, com destaque para a VIA.NOVA.A BRAC., Geira ou via militar n.º XVIII do “Itinerarium Antonini”, que ligava Braga a Astorga, em Espanha, com os miliários que registam a memória dos Imperadores romanos; César Augusto, Marco Aurélio, Gaio Calpetano e Valério Festo.
Capela de São Sebastião da Geira
A Capela de São Sebastião da Geira, localizada na Freguesia de Chorense, é datada de 1687. Embora de reduzidas dimensões, distingue-se o grande alpendre edificado na fachada principal.
Anualmente realiza-se uma festa em honra de S. Sebastião no primeiro Domingo seguinte ao dia quinze de Agosto.
Junto à base do muro de suporte da capela passa a Geira Via XVII, que ligava Braga a Astorga.
Covide
É uma freguesia portuguesa do concelho de Terras de Bouro. Localiza-se nas abas da Serra do Gerês. A uma altitude que varia entre os 500 e os 900 metros, a aldeia de Covide situa-se entre os rios Homem e Cávado e encontra-se encaixada na Serra do Gerês e no Parque Nacional Peneda-Gerês.
Encontra-se documentado que no início do século XX a gestão da freguesia era realizada através de um sistema de comunalismo. Existia um regedor, escolhido pelos povos da freguesia para fazer executar e cumprir os usos e costumes. O regedor chamava e convidava para a junta (ou sessão democrática) todas as cabeças de casal, fossem homens ou mulheres.
Em Covide a junta fazia-se num local chamado a Carreira, um largo ao centro do lugar. Ali se discutia, faziam-se leis e impunham-se penas e multas. Para além disso tratava-se de usos e costumes da freguesia.
A Via Imperial Romana de Braga a Astorga, localmente conhecida por Geira Romana, Património Nacional Classificado desde 2002, passa por Covide. Prova da sua passagem são dois marcos miliários localizados dentro do perímetro da localidade.
Covide é um dos melhores centros do país de Percursos Pedestres, alguns homologados.
A etnografia e o folclore estão patentes em cada recanto de Covide.
Paredes Secas
Foi uma freguesia portuguesa do concelho de Amares. Até ao liberalismo esta freguesia constituía o couto de Paredes Secas. Integrava o concelho de Santa Marta do Bouro, extinto em 31 de Dezembro de 1853, data em que passou para o concelho de Amares.
Foi sede de uma freguesia extinta (agregada), em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, tendo sido agregada às freguesias de Vilela e Seramil, para formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Vilela, Seramil e Paredes Secas.
Na história desta povoação é de realçar a importância que teve para os Romanos, já que foi ponto de passagem da Geira e da Via XVIII do Itinerário de Antonino.
A Geira Romana, Via Nova ou simplesmente Geira, era uma estrada romana que ligava duas importantes cidades do Noroeste da Península Ibérica: "Bracara Augusta", actual cidade de Braga, em Portugal e "Astúrica Augusta", actual Astorga, em Espanha. Iniciava-se em "Bracara Augusta", passando pela zona do actual Areal, seguindo por Adaúfe, entrava no concelho de Amares com a travessia do Rio Cávado em Barca de Âncede, e seguia pelas localidades de Caires e Paredes Secas.
Igreja Paroquial de Paredes Secas
Situada na Estrada da Geira, um legado das ocupações romanas, encontra-se a Igreja Paroquial de Paredes Secas.
A paróquia de São Miguel de Paredes Secas integrou o concelho de Santa Maria de Bouro, extinto em 31 de Dezembro de 1853, data em que passou para o concelho de Amares.
Era abadia de apresentação da Mitra e pertenceu ao couto do Mosteiro de Rendufe.
É paróquia da diocese de Braga.
Santa Cruz
A povoação de Santa Cruz encontra-se na fronteira dos Concelhos de Amares e Terras de Bouro.
Na história desta povoação realça-se a importância que teve devido à sua localização, para o Império Romano, já que foi ponto de passagem da Geira e da Via XVIII do Itinerário de Antonino.
A Geira Romana, Via Nova ou simplesmente Geira, era uma estrada romana que ligava duas importantes cidades do Noroeste da Península Ibérica: "Bracara Augusta", actual cidade de Braga, em Portugal e "Astúrica Augusta", actual Astorga, em Espanha. Iniciava-se em "Bracara Augusta", passando pela zona do actual Areal, seguindo por Adaúfe, entrava no concelho de Amares com a travessia do rio Cávado em Barca de Âncede, e seguia pelas localidades de Caires e Paredes Secas e Santa Cruz.
Capela de Santa Cruz
No lugar de Santa Cruz existe uma capela com invocação à Santa Cruz.
É um templo de traçado simples, em granito, de uma só nave e com um sino centrado por cima da porta da estrada da mesma. Desconhece-se a data da sua construção.
Milha XII
Na milha XII, situada na Ribeira da Pala, lugar de Lama, ou Dornelas, na freguesia de Paredes Secas, a uma altitude de 350 metros, foi exumado um marco miliário dedicado a Maximino e Máximo (235-238), datável do ano 238. Este achado, ocorrido em 1957, foi divulgado pelo Cónego Arlindo Ribeiro da Cunha. Actualmente, conserva-se no adro da Igreja da freguesia de Paredes Secas.
O traçado entre a Ribeira da Pala e a milha XIII, uma subida suave, foi perturbado pelo alargamento do caminho, ocorrido em anos recentes. No entanto, ainda se conservam vários troços com calçada, perfeitamente observáveis.
Esta milha, considerando o valor de 1450 metros, terminava um pouco adiante de um pequeno desfiladeiro, fechado a Leste por um cabeço de onde se domina uma grande extensão do Vale do Cávado, bem como para Sul o Castelo do Lanhoso e, para Sudoeste o Monte de Santa Marta das Cortiças. Recordamos que no sopé do Monte do Lanhoso passava a Via XVII e que em Santa Marta das Cortiças se conservam as ruínas de um conjunto palatino, relacionado com o Reino Suevo.
(Do site: http://www.viasromanas.pt)
Milha XIII
A milha XIII, situada no termo de Vilela, na freguesia de Vilela, a uma altitude de 250 metros, é testemunhada por dois marcos, um dos quais de Tito e Domiciano (79-81), datável do ano 80. Estes miliários encontram-se hoje no adro da igreja de Vilela. Entre o local onde foi assinalada a milha XIII e a seguinte medimos 1560 metros, ou seja, mais 80 metros que o valor canónico.
O limite entre a via, em terra batida, com raros vestígios de calçada, quase sempre plana, e o caminho municipal asfaltado ocorre aos 966 metros, junto ao lugar de Santa Cruz. Neste ponto, aos 1034 metros, acha-se um marco anepígrafo cuja origem se desconhece.
Ainda no lugar de Santa Cruz observam-se um cruzeiro e uma alminha aos 1103 metros. De Santa Cruz até à milha XIV o caminho antigo foi desfeito, substituído por uma estrada em macdame.
(Do site: http://www.viasromanas.pt)
Milha XIV
Esta milha situa-se pouco depois da portela montanhosa de Santa Cruz, na freguesia de Souto, onde se separam as águas dos rios Homem, para norte, e do Cávado, para sul. Os marcos relacionados com esta milha foram descobertos já no século XX, quando o antigo caminho de acesso à aldeia foi alargado com uma máquina.
Contam-se quatro marcos intactos e outros três fragmentos. Do conjunto cinco conservam a inscrição e outros dois são anepígrafes. A milha XIV é referida nesses cinco. No entanto, é apenas possível datar quatro. Um deles é de Tito e Domiciano (79-81), datável do ano 80; outro de Caracala (198-217), datável do ano 214; um terceiro de Décio (249-251), datável do ano 250; e o quarto de Magnêncio (350-353).
No quinto miliário, apesar de se reduzir a um fragmento, ainda se lê a inscrição a Bracara e a distância, sendo possível que tenha sido dedicado a Adriano.
Esta série de marcos conserva-se no local exacto onde foram encontrados, no lado direito da estrada, para quem caminha de Bracara para Asturica.
Do local da milha em diante grande parte do traçado da Geira encontra-se destruído numa extensão de 1462 metros por uma estrada de terra batida, a qual todavia coincide com o antigo percurso.
Entre esta milha e a seguinte foi medida uma distância de 1633 metros.
(Do site: http://www.viasromanas.pt)
Milha XV
No termo do lugar de Barral, junto ao traçado da via, no sítio denominado Cantos da Geira, ou Bico da Geira, na freguesia de S. João da Balança, a uma altitude de 430 metros, foram assinalados pelo Padre Mattos Ferreira dois miliários inteiros e um fragmento de outro. Um com inscrição muito apagada; outro dedicado ao imperador Caro (282-283). A referência à milha XV é legível. Martins Capella atribuíra o marco ao imperador Maximiano (285-305), sem contudo indicar qualquer leitura . Actualmente conservam-se os dois marcos, situados no lado esquerdo (norte) da via.
í‰ possível que no mesmo local ainda se conserve o fragmento do terceiro miliário. Por outro lado, observam-se três crateras, as quais podem indicar que existiam mais três miliários, arrancados ao solo em data incerta, antes do reconhecimento efectuado pelo Padre Mattos Ferreira.
Amaro da Silva refere mais dois miliários recolhidos nas proximidades, na década de 80, levados para a sede da Câmara Municipal, um de Décio (250), e outro de Magnêncio (350-353).
A partir de Cantos da Geira o percurso toma a direcção leste, que vai manter até à milha XVII, e está bem conservado numa extensão de cerca de 290 metros. Entre este último ponto e os 338 metros, o traçado encontra-se degradado. Efectivamente a partir dos 397 metros o trajecto da via foi alargado, devido à abertura de uma estrada de terra batida que se sobrepõe à via até ao 645 metros. De seguida retoma-se o percurso antigo até ao marco que assinala a milha seguinte. A 1814 metros regista-se o marco da milha XVI. Em diversos pontos foi possível fotografar rodados de carros. Regista-se, também uma pequena calçada, numa extensão de 30 metros (aos 1325 m.), bem como uma possível pedreira antiga aos 1663 metros.
Neste trajecto a via tende a subir ligeira e suavemente da cota 430 para a 450.
(Do site: http://www.viasromanas.pt)
Milha XVI
Na milha XVI, localizada no Penedo dos Teixugos ou Pala, na freguesia de S. João da Balança, a uma altitude de 450 metros, regista-se um marco epigrafado e outro anepígrafe, detectado no muro de uma bouça próxima do local onde se encontra actualmente. O marco inscrito foi descoberto por Amaro da Silva, em 1987, e foi levantado pela Câmara Municipal de Terras do Bouro. Trata-se de um miliário dedicado a Décio (250). O Padre Mattos Ferreira também refere outro marco, de Maximiano (285-305), entretanto desaparecido.
O trajecto da Geira entre esta milha e a seguinte está em bom estado ao longo de 945 metros. A 60 metros identificam-se vestígios de rodados. A 460 metros a via cruza um pequeno curso de água (Ribeira da Devesa). Novos vestígios de rodados observam-se aos 685 metros. Entre os 945 metros e 1168 metros a via foi alterada por uma estrada de terra batida junto da capela de S. Sebastião da Geira (aos 1150 metros), para além de ser cortada pela EM 535-2, entre Chorense e Saím. Nos terrenos adjacentes ao templo, a norte, entre a capela e o monte, onde se ergue um cruzeiro, foram recolhidos fragmentos de cerâmica romana. Num corte, observámos indícios de um muro. Existiu aqui uma mutatio? Deste local em diante (1168 metros) até aos marcos da milha XXVI o caminho está em relativamente bom estado. Há uma calçada junto à ribeira da Igreja, situada a 1427 metros de Teixugos. No leito desta ribeira observa-se um miliário tombado, não tendo sido possível determinar se estava epigrafado. Observam-se marcas de rodados de carros aos 1480 e 1517 metros.
Entre a milha XVI e o conjunto seguinte de marcos, mediram-se 1627 metros.
(Do site: http://www.viasromanas.pt)
Milha XVII
Na milha XVII, no Ribeiro de Cabaninhas, na freguesia de Chorense, a uma altitude de 450 metros, conservam-se 4 miliários, três dos quais epigrafados. De acordo com Martins Capella um dos miliários será de Caracala (198-217), datável do ano 214, outro de Décio (250) e um terceiro de Caro (282/283). Segundo Martins Capella os dois últimos estavam tombados, numa propriedade contígua ao caminho, pelo que recomenda que sejam colocados junto à via, o que se terá concretizado em data muito recente, pois que Amaro Carvalho da Silva os observou erguidos em 1986/7.
O mesmo autor refere um miliário de Tito e Domiciano (79-81), datável do ano 80, já desaparecido na altura em que redigiu a sua obra.
Nesta milha a VIA NOVA inflecte para norte, até à milha XIX, embora acompanhando sempre o relevo e mantendo a mesma cota (450 m), com ligeiras oscilações que o caminhante pouco sente. O caminho está em bom estado desde a milha XVII em diante cerca de duzentos metros. Logo no início entre os 145 aos 195 metros, conserva-se uma calçada, que cruza a Ribeira da Igreja. Nota-se, também, uma possível pedreira antiga, cerca de 216 metros depois dos marcos da milha XVII, do lado sul da estrada. Daqui para a frente o percurso é irregular devido ao denso mato e outros factores de degradação. De qualquer modo distingue-se uma segunda calçada entre os 328 e 340 metros. Entre os 850 e 865 metros a Geira foi cortada por uma estrada de terra batida A partir dos 865 metros o caminho volta a estar bem conservado. Registam-se vestígios de rodados de carro aos 775, 849 e 954 metros. Entre os 1190 e 1234 metros existe uma terceira calçada. Novamente, aos 1380 metros, distinguem-se traços de rodados.
Entre os marcos da milha XVII e os da XVIII a distância é de 1709 metros. Ao longo do seu traçado, no percurso que descrevemos, a via é protegida por um muro de suporte, em pedra solta.
(Do site: http://www.viasromanas.pt)
Milha XVIII
Na milha XVIII, em Minério, lugar de Saim ou Nazaré, na freguesia de Chorense, a uma altitude de 560 metros, existe apenas um miliário, epigrafado, da série de Tito e Domiciano (79-81), datável do ano 80, citado por Martins Capella. Henrique Regalo anota que este marco terá estado enterrado desde o século XIX, sendo exumado, em 1982, por "funcionários da Câmara".
Junto ao começo do trajecto entre esta milha e a seguinte, do lado direito fica o povoado romano designado Chã de Vilar, ou Saim Velho. A área de dispersão de vestígios é muito ampla e o habitat dispõe-se em socalcos bem visíveis. Este povoado poderá corresponder à mansio Salatiana referida no Itinerário de Antonino.
A via foi cortada aos 285 metros, por uma estrada de terra batida. Quase duzentos metros (165 metros) adiante recupera-se o traçado. A partir dos 800 metros verifica-se uma descida acentuada que só estabiliza aos 840 metros. Aos 1030 metros conserva-se, em boas condições, uma calçada, junto a um curso de água (Ribeira da Fecha). Neste ponto Henrique Regalo observou indícios de uma quebrada, que terá ocorrido no contexto do pluvioso Inverno de 2000/2001. Trata-se de um apontamento interessante para a análise dos problemas relacionados com a manutenção da via.
Existem outros dois troços de calçada aos 1415 e aos 1442 metros. Foram documentados indícios de rodados de rodados de carro em 3 pontos (1030, 1430 e 1442 metros).
Entre os dois conjuntos de marcos que assinalam as milhas XVIII e XIX a distância é de 1540 metros. Neste local há indícios de uma pedreira.
(Do site: http://www.viasromanas.pt)
Milha XIX
Actualmente observam-se dois miliários epigrafados, em Lageados, lugar de Saim, freguesia de Chorense, a uma altitude de 210 metros. Martins Capella assinala dois miliários, um de Tito e Domiciano (79-81), datável do ano 80, e outro de Caracala (198-217), datável do ano 214, que indicam a mesma milha, embora de forma diferente: XIX e XVIIII. Amaro Carvalho da Silva indica mais 2 marcos anepígrafes, que podem ser relacionados com esta milha. Um foi levado para o edifício da Câmara Municipal de Terras do Bouro, outro encontra-se numa residência particular em Moimenta Nova.
O traçado da via entre esta milha e a seguinte é assaz curioso. Primeiro continua para oeste até à curva sob o Alto do Falanco. Depois aponta para nordeste. O caminho está relativamente bem conservado durante 550 metros. Neste tramo é possível observar uma pequena calçada aos 30 metros, bem como rodados de carro aos 30 e 90 metros. Entre os 90 metros e os 130 metros distinguem-se vestígios de via lajeada. A partir dos 550 metros foi sobreposta à Geira uma estrada de terra batida com quatro metros de largura. Apenas se retoma o percurso original aos 1460 metros, apresentando-se bem conservado até à próxima milha. Logo a partir dos 1460 metros regista-se uma tramo de calçada, ao longo de 40 metros, notando-se vestígios de rodados de carro ao longo de 20 metros. Como nas milhas anteriores nota-se o muro de suporte, em pedra solta.
Entre os marcos que indicam a milha XIX e a seguinte a distância é de 1637 metros.
(Do site: http://www.viasromanas.pt)
Milha XX
Actualmente conservam-se dois miliários, em Penedo dos Ladrões, lugar de Saim, freguesia de Chorense, a uma altitude de 430 metros. De acordo com Amaro Carvalho da Silva, um dos miliários pode ser atribuído ao imperador Carino (283-285) e o outro será anepígrafe. Segundo o mesmo autor foram descobertos durante uma campanha de limpeza da Geira, por uma equipa de funcionários da Câmara Municipal de Terras do Bouro e jovens integrados num programa de ocupação de tempos livres.
O traçado entre esta milha e a seguinte está, genericamente, bem conservado. A via cruza uma ribeira aos 159 metros. Ocorre um tramo lajeado entre os 470 e 493 metros, atravessando uma segunda ribeira (Ribeira da Pala da Porca). Neste troço (entre os 470 e 493 metros) está ligeiramente degradada. Cruza uma terceira ribeira aos 683 metros, coincidindo com a calçada de cerca de trinta metros entre os 683 e 700 metros. Foi cortada por uma estrada de terra batida a 1256 metros, caminho que dá acesso a várias propriedades. Pouco depois é atravessada pelo caminho municipal que liga Vilar a Travassos.
A distância entre os marcos das milhas XX e XXI é de 1650 metros.
(Do site: http://www.viasromanas.pt)
Milha XXI
Na milha XXI, no lugar de Travasso, freguesia de Vilar, a uma altitude de 460 metros, conservam-se dois marcos, um com inscrição, outro com o texto muito apagado, de difícil leitura. O primeiro, de acordo com vários autores é de Heliogábalo (218-222), datável do ano 219. Quando Martins Capella o observou estava tombado no leito de uma ribeira, salientando que alguns das letras já não se distinguiam. Segundo Amaro da Silva, o marco anepígrafe a que se refere aquele autor não é o mesmo que actualmente se observa no local. Assim a esta milha corresponderiam três marcos.
Próximo do ponto onde se situam os miliários nota-se uma possível pedreira antiga. Aos 40 metros cruza um ribeiro. Neste ponto notam-se vestígios de rodados.
Deste ponto em diante pode observar-se uma série de calçadas: entre 1125 e 1240 metros; aos 1378 metros; aos 1497 metros; entre os 1581 e 1594 metros, cruzando uma ribeira; entre os 1619 e 1628 metros.
Amaro Carvalho da Silva, no lugar de Pontido, no termo do lugar de Travassos, recolheu fragmentos de tegulae. Assim sugere que nesse ponto poderia ficar a Mansio Salatiana.
Entre os conjuntos de marcos das milhas XXI e XXII contam-se 1700 metros.
(Do site: http://www.viasromanas.pt)
Milha XXII
Em Ervosa, lugar de Santa Comba, na freguesia de Chamoim, a uma altitude de 470 metros, na milha XXII registam-se dois marcos, um com inscrição e, outro, quase anepígrafe. Segundo vários autores um seria do imperador Adriano (117-138), datável do ano 135. Quanto ao segundo a inscrição está muito apagada, sendo a sua leitura bastante difícil.
O trajecto entre esta milha a seguinte é marcado por várias oscilações de cotas e, consequentemente, por um maior numero de calçadas. De um modo geral associados a estas calçadas ocorrem cursos de água. Como é de esperar nos tramos lajeados são habituais as marcas de rodados de carro. Junto aos cursos de água, devido à falta de manutenção a via encontra-se mais degradada.
Entre os marcos desta milha e os da seguinte contam-se 1660 metros.
(Do site: http://www.viasromanas.pt)
Milha XXIII
A milha XXIII, em Esporões, lugar de Padrós, na freguesia de Chamoim, a uma altitude de 450 metros, conserva três marcos miliários, todos anepígrafes, segundo Amaro da Silva. Um inteiro e dois fragmentos.
De acordo com Martins Capella existia um quarto marco, do imperador Constâncio (292-306), que registou. Todavia, da leitura não é possível deduzir a indicação da milha.
A partir deste ponto a Geira abandona a vista do Rio Homem e entra no vale da Ribeira da Roda, um tributário daquele rio. Segue ao longo deste vale encaixado, na sua vertente sul, na direcção oeste até ao Cruzeiro de Sá (Covide) onde alcança a Veiga de Santa Eufémia, que adiante descrevemos com pormenor.
Logo a seguir ao início da milha, aos 113 metros, a via atravessa uma ribeira, observando-se uma calçada. Outra calçada ocorre aos 195 metros. Contudo, aos 378 metros a VIA NOVA é cortada por uma estrada municipal em asfalto, a EM 535, que se dirige para a sede do concelho. Cerca dos 385 metros depois é possível retomar a VIA NOVA, mas apenas até aos 509 metros. Neste ponto o traçado da Geira desaparece, novamente, sendo cortado pela Estrada Nacional número 307, cerca do km 37. Andam-se cerca de 247 metros na EN307, cujo traçado coincide com o da via, sendo então possível retomar, de novo, o trajecto da Geira. O percurso da antiga via romana cruza uma ribeira aos 1085 metros, numa zona onde se notam vestígios de rodados. A partir dos 1350 metros a via foi destruída por uma violenta quebrada, cuja data Amaro Carvalho da Silva não logrou apurar. De acordo com o seu relato terá sido anterior à abertura da EN 307, sendo referida por autores do século XIX. São referidos dois nomes para este deslizamento de terras: Quebrada das Cabaninhas e Volta de Abrixin.
Entre marcos das milhas XXXIII e XXIV a distância estimada é de 1668 metros.
(Do site: http://www.viasromanas.pt)
Milha XXIV
A milha XXIV fica situada no lugar de Cabaninhas, na freguesia de Carvalheira, a uma altitude de 420 metros.
De acordo com Amaro Carvalho da Silva relacionam-se com esta milha cinco miliários. Destes desconhece-se o paradeiro de quatro, que foram referidos pelo Padre Mattos Ferreira. Desta série um deles seria do imperador Licínio (308-324). Quanto aos outros três restantes nada se sabe.
Numa das várias operações de limpeza e estudo da Geira, efectuadas pela Câmara Municipal de Terras do Bouro, foi descoberto um novo marco, registado por Amaro Carvalho da Silva. Pode ser atribuído aos imperadores Maximino e Máximo (235-238), datável do ano 238.
Aquele autor contou entre a milha XXIV e XXV 1450 metros. Entre as duas milhas há uma subida acentuada de cerca de 90 metros, da cota 420 para a 510.
Neste trajecto, depois de ultrapassar o velho caminho que desce de Padrós para Cabaninhas, saindo da mata de eucaliptos, a Geira rodeia quintais e moradias recentes. Depois, termina o traçado original quando a via encontra de novo a EN 307, que a leva até ao lugar de Sá, onde se localiza o miliário-cruzeiro.
(Do site: http://www.viasromanas.pt)
Milha XXV
O miliário que sustenta uma cruz em pedra assinala, segundo diversos autores, a milha XXV, localizada no Cruzeiro de Sá, lugar de Sá, freguesia de Covide, a uma altitude de 510 metros. A primeira referência deve-se ao Padre Mattos Ferreira. O marco foi erigido no reinado do imperador Décio (250).
A partir do Cruzeiro de Sá e até à freguesia de Covide, a via romana corresponde, mais ou menos, à EN 307, por onde abandona a vertente norte da Serra da Abadia/Santa Isabel para entrar na zona ocidental da Serra do Gerês. Atravessa a Veiga da Santa Eufémia, onde são inúmeros os vestígios arqueológicos dos tempos romanos e medievos. Daqui dirige-se para o lugar de Várzeas, cruzando, uma vez mais a Nacional 307, a caminho da milha XXVI.
(Do site: http://www.viasromanas.pt)