Ficha Técnica
O “Trilho da Cidade da Calcedónia – PR1” (Terras de Bouro) permite a visita a um povoado fortificado da Idade do Ferro, designado por Calcedónia.
Este percurso marcado merece ser percorrido atendendo a um conjunto muito interessante de factores que envolvem a paisagem, o património natural e o património histórico, com relevo para o Cabeço da Calcedónia e a enigmática Fenda da Calcedónia que permite o acesso ao cimo do cabeço.
Inicia-se o percurso em Covide, mais propriamente, no Lugar do Calvário, junto à bifurcação que permite seguir para Terras de Bouro ou para São Bento da Porta Aberta.
O caminho leva-nos à entrada do lugar de Campos onde existe um grande espigueiro e uma alminha, mas depois desvia para seguir pela Geira Romana (antiga Via Romana), sem entrar na povoação.
Sai depois da Via Romana para, pouco depois, surgir em vista e lá bem no alto, o objectivo deste percurso, um conjunto de cabeços formados por grandes rochas amontoadas, entre os quais, o Cabeço da Calcedónia.
Uma longa e íngreme subida, por trilho de pé posto, leva os caminhantes até ao alto da serra.
No final da subida o trilho começa a contornar alguns dos cabeços formados pelas grandes rochas sobrepostas.
Já na Calcedónia e após passar sob algumas rochas e subir outras tantas, que implicam alguma destreza para as subir, o caminho passa depois por uma espécie de corredor entre rochedos chegando finalmente à Fenda da Calcedónia.
Para quem nunca lá foi instala-se a dúvida sobre se a fenda é a que surge, primeiro porque não tem nenhuma sinalização especial e depois porque a entrada encontra-se parcialmente escondida por rochas.
A entrada na fenda não é particularmente fácil, sendo a melhor opção entrar pelo buraco que surge entre as rochas e não trepando por cima das mesmas.
A passagem implica alguma agilidade. Após a passagem a progressão dentro da fenda não é demasiado complicada, sendo apenas necessário alguma entreajuda entre os elementos do grupo para permitir a subida pelas diversas rochas que por lá se encontram. No entanto implica ter alguma cautela porque uma queda pode ter consequências complicadas.
Infelizmente, nesta nossa primeira abordagem não nos foi possível passar a fenda, porque um grupo que seguia na nossa frente não conseguiu ultrapassar o que se supõe ser o último obstáculo e, com isso, termos ficado ‘presos’ na fenda demasiado tempo sem progressão. Decidimos então retirar, destrepando a rocha e saindo da fenda mesmo quando outro grupo se preparava para entrar. Por esse motivo não podemos descrever melhor esta parte.
Inicia-se depois a longa e íngreme descida até Covide. Esta descida, por caminho de pé posto, proporciona uma bela visão para a povoação e a serra que a circunda. É uma descida demorada que implica os cuidados necessários devido ao tipo de terreno e ao desnível do percurso.
A descida acaba num pequeno estradão, passa depois por um pontão feito com lajes e inicia a subida até à estrada onde se iniciou o percurso.