Mata Nacional do Buçaco

 


 

Mata Nacional do Buçaco é uma área protegida localizada na Serra do Buçaco, freguesia de Luso, concelho da Mealhada, distrito de Aveiro. Possui uma área de 105 hectares e confina com o perímetro florestal do Buçaco, com uma área de 962 hectares, ambos sob a gestão da Direcção Regional de Agricultura da Beira Litoral.

A circundá-la existe um muro que ronda os 5 300 metros de extensão e uma altura média de cerca de 2,5 metros que servia para limitar o acesso à Mata.

 

HISTÓRIA DA MATA DO BUÇACO

 

A história da Mata do Buçaco remonta às primeiras referências em documentos do século X. Em 1006 são doados os terrenos do Buçaco ao Mosteiro da Vacariça, pertencente aos monges beneditinos. Com a decadência deste Mosteiro, os seus bens foram integrados no Bispado de Coimbra onde permaneceram até 1626, data em que transitaram para a Ordem dos Carmelitas Descalços, que iniciam a construção do Convento de Santa Cruz do Buçaco, em 1628, e se instalam a partir de 1630, revelando uma particular devoção à conservação e ampliação da floresta do Buçaco, nomeadamente com a introdução de diversas espécies exóticas.

O Convento albergou os Carmelitas entre 1628 e 1834, data da extinção das ordens religiosas em Portugal. Em 1888 foi iniciada a construção do Palácio Real, actualmente o Palace Hotel do Buçaco, no local do Convento, sendo este parcialmente demolido para o efeito. Em Dezembro de 1898, a Mata passou a constituir uma “Série Artística” sujeita à explorabilidade física. Este estatuto ainda vigora pela sujeição ao regime florestal total, por força dos Decretos de 24 Dezembro de 1901 e 1903.

 

PATRIMÓNIO DA MATA DO BUÇACO

 

A Mata Nacional do Buçaco constitui um espaço ímpar no nosso país pelo seu extraordinário património botânico, paisagístico, arqueológico, arquitectónico, religioso, militar e histórico. É considerado pelos seus visitantes nacionais e estrangeiros, como “o mais belo bosque de Portugal”.

Considerada área protegida, possui espécies vegetais do mundo inteiro, algumas gigantescas, além do mundialmente célebre cedro-do-buçaco (Cupressus lusitanica), originário das montanhas do México e Guatemala.

Uma mata rica em árvores centenárias e de porte gigantesco, com uma grande diversidade das melhores colecções dendrológicas da Europa, quer da flora climácica (primitiva) da Serra do Buçaco, quer de um conjunto muito diversificado de espécies exóticas – ciprestes, araucárias, eucaliptos, pseudotsugas (género de coníferas) e sequóias (espécie que se destaca pelo seu grande porte e longevidade), entre muitas outras.

De grande valor paisagístico, histórico, religioso, denotado à contemplação e clausura, e um conjunto muito significativo de outras construções, constituem, em conjunto, este vasto e riquíssimo património que é parte integrante da Mata do Buçaco:

O Convento de Santa Cruz do Buçaco – Foi construído entre 1628 e 1630 pela Ordem dos Carmelitas Descalços que o ocupou de 1630 até 1834, data da extinção das ordens religiosas masculinas.

No contexto da Guerra Peninsular, em 1810, as suas instalações serviram de hospedagem a Arthur Wellesley, 1.º Duque de Wellington, que comandou as forças anglo-portuguesas contra as do general francês André Massena na batalha do Buçaco.

Em 1888 o antigo Convento, foi parcialmente demolido, tendo dado lugar à construção do Palácio Real, actualmente o Palace Hotel do Buçaco.

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