
Palácio do Buçaco
Situado na Mata Nacional do Buçaco, o antigo Palácio Real é considerado o último legado dos Reis de Portugal.
As obras para a construção deste magnífico palacete, inicialmente destinado aos períodos de descanso fora da cidade da família real (D. Carlos e D. Amélia), iniciaram-se no mês de Novembro de 1888 e deram-se por concluídas nos finais de 1906.
Após a extinção das Ordens Religiosas, D. Maria Pia pretendeu criar neste espaço um palácio real, que rivalizasse com a Pena, mas os planos acabaram por não se concretizar. O então Ministro das Obras Públicas, Emídio Navarro, muito ligado ao Buçaco, propôs a construção de um palácio do Povo, ou seja, um hotel. Para tal, encarregou o cenógrafo Luigi Manini, que terminou as primeiras aguarelas em 1886. O plano foi aprovado em 1888 e as obras tiveram início ainda nesse ano.
A antiga igreja, em torno da qual se encontravam as primitivas celas, foi conservada no seio do novo edifício, bem como algumas das estruturas conventuais. Manini inspirou-se na Torre de Belém e no Claustro do Mosteiro de Santa Maria de Belém para criar no Buçaco uma obra que não pode ser considerada apenas como um neo, mas sim como uma recriação ecléctica que denota aspectos historicistas.
Salientam-se alguns nomes de ilustres figuras ligadas a esta magnífica obra de arte, como os arquitectos Nicola Bigaglia, José Alexandre Soares e Manuel Joaquim Norte Júnior.
A partir de 1903, foram contratados diversos artistas para decorar os interiores do Hotel, entre os quais se encontram os pintores António Ramalho, Carlos Reis, João Vaz, o pintor de azulejo Jorge Colaço (que executou, entre outros, os painéis do vestíbulo, alusivos à Batalha do Buçaco), e o escultor Costa Motta Sobrinho, responsável pelos grupos escultóricos da Via Sacra.
Trata-se de um monumento em estilo neomanuelino, com algumas reminiscências da renascença Cristã, e está decorado com painéis de azulejos, frescos e quadros alusivos à Epopeia dos Descobrimentos portugueses, todos eles assinados por alguns dos grandes mestres das artes.
A estrutura exibe perfis da Torre de Belém lavrados em pedra de ançã, motivos do claustro do Mosteiro dos Jerónimos, alguns arabescos e florescências do Convento de Cristo, alegando um gótico florido com episódios românticos em contraste com uma austera severidade monacal.
No seu interior destacam-se notáveis obras de arte de grandes mestres portugueses da época, desde a colecção de painéis de azulejos do mestre Jorge Colaço, evocando Os Lusíadas, os Autos de Gil Vicente e a Guerra Peninsular, graciosas esculturas de António Gonçalves e de Costa Mota, telas de João Vaz ilustrando versos da epopeia marítima de Luís Vaz de Camões, frescos de António Ramalho e pinturas de Carlos Reis. O mobiliário inclui peças portuguesas, indo-portuguesas e chinesas, realçadas por faustosas tapeçarias. Destaque ainda para o tecto mourisco, o notável soalho executado com madeiras exóticas e a galeria real.
Desde 12 de Novembro de 1907 que o Palace Hotel do Buçaco está reconhecido como um dos mais belos e históricos hotéis mundiais. Está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1996.
Anexas ao edifício principal destacam-se quatro outras construções: a Casa do Brasões, a Casa Românica ou dos Arcos, a Casa das Pedrinhas ou dos Embrechados e a Casa dos Cedros.

Convento de Santa Cruz do Buçaco
Foi construído entre 1628 e 1639 pela Ordem dos Carmelitas Descalços que o ocupou de 1630 até 1834, data da extinção das ordens religiosas masculinas.
A Mata do Buçaco, na posse do Bispado de Coimbra desde 1094, foi doada em 1628 pelo então bispo de Coimbra, D. João Manuel, à Ordem dos Carmelitas Descalços para ali ser construído o seu Deserto em território português.
Iniciadas as obras em Agosto desse ano, a construção do convento e da sua cerca terminaria em 1639. A vida monástica regular iniciou-se mais cedo, em 1630.
O Convento de Santa Cruz, de traçado simples de acordo com a vocação eremítica do Deserto, apresenta uma planta única em Portugal.
A igreja domina um espaço sem claustro, com os pátios a imprimir a regularidade ao conjunto, inscrevendo-se dentro de um espaço claustral simulado, recuperando a organização da ideia mítica do Templo de Jerusalém. O revestimento arquitectónico da cortiça ou embrechado como técnica decorativa alargada ao circuito conventual traduz o espírito de despojamento adequado às práticas ascéticas dos religiosos.
Ainda permanecem obras de escultura, pintura e azulejaria dos séculos XVII e XVIII que denunciam uma comunidade religiosa dinâmica e atenta ao sentido artístico específico dos tempos.
Este convento desfruta de duas celas que se encontram abertas ao público para visita e onde se recorda a presença do Tenente-General Arthur Wellesley, futuro Duque de Wellington, que comandava as forças anglo-lusas contra o general francês André Masséna, durante a Terceira Invasão Francesa, cuja batalha ocorreu na Serra do Buçaco a 27 de Setembro de 1810.
Em 1834 a extinção das ordens religiosas decretou o fim da presença dos Carmelitas Descalços no Buçaco, embora o último religioso, António de Tomás de Aquino, aqui tenha permanecido até à sua morte em 1860. O convento passou para a posse do Estado, sendo mais tarde parcialmente destruído para dar lugar ao Palace Hotel do Buçaco e a novas construções que ainda hoje o rodeiam.
Em 1888 o antigo Convento, foi parcialmente demolido, tendo dado lugar à construção do Palácio Real, actualmente o Palace Hotel do Buçaco.

Jardim do Palácio
A principal e mais significativa área ajardinada da Mata do Buçaco é a que envolve o Convento e o Palace Hotel, designada por ‘Jardim Novo’. Foi construída entre 1886-87.
A sua flora, de ímpar riqueza, designadamente de árvores, reflecte, de certa forma, a actividade ali desenvolvida noutros tempos. Neste amplo espaço é possível desfrutar de um lago, bem como de vários jardins temáticos.

Centro Interpretativo da Mata do Buçaco
As futuras instalações do Centro Interpretativo da Mata do Buçaco servem, actualmente, como garagem do Palace Hotel.

Capela de Santa Maria Madalena
Devocional e dedicada a Santa Maria Madalena, foi erguida no caminho entre o convento e as Portas de Coimbra, o antigo caminho principal da Mata.
Nesta capela existiu, em tempos, uma fonte.

Capela de São Pedro
Devocional e dedicada a São Pedro, foi erguida no caminho entre o convento e as Portas de Coimbra, o antigo caminho principal da Mata.

Fonte da Samaritana
A sua construção deve-se à iniciativa do Reitor da Universidade de Coimbra, D. Manuel de Saldanha, em meados do século XVII.
A Fonte da Samaritana, também considerada capela, remonta à era dos Carmelitas Descalços. A passagem por este ponto representava o encontro entre Jesus e a Samaritana, junto ao poço de Jacob. Após a reforma de 1878, a figuração do encontro desapareceu conservando-se apenas duas lápides onde estão gravadas passagens desse diálogo bíblico.
Na placa descritiva que reproduz o diálogo entre Jesus e a Samaritana lê-se ‘OMNIS, QVI BIBIT EX AQVA HAC, SITIET ITERVM: QVI AVTEM BIBERITEX AQVA QVAM EGO DA BOEI, NON SITI ET IN AETERNVM. JOÃO 4º’. Tradução: Quem bebe desta água volta a ter sede. Mas aquele que beber a água que eu vou dar, nunca mais terá sede.
Na placa descritiva que reproduz o diálogo da Samaritana com Jesus lê-se ‘DOMINE, DAMIHI HANC AQUA MUT AQUAM, UT NON SITIAM’. Tradução: Senhor, dá-me dessa água, para que nunca mais tenha sede.
Seca há mais de um século, a água desta fonte era proveniente da Fonte do Carregal.

Ermida de São José
Esta ermida faz parte de um conjunto de onze ermidas de habitação ou de penitência e foi fundada em 1644 pelo Reitor da Universidade de Coimbra Manuel de Saldanha e Bispo de Viseu. A sua construção iniciou-se em 1643 vindo a ser concluída em 1644.
Esta pequena capela conserva, no interior, um frontal de azulejos policromáticos e uma imagem de São José.
CEDRO DE SÃO JOSÉ
Junto à ermida encontra-se o que resta do mais célebre dos "Cedros do Buçaco", o Cedro de São José, considerado o mais antigo existente em Portugal.
O cipreste-português (Cupressus lusitanica), também designado por pinheirinho, cedro-de-portugal, cipreste-de-portugal, cedro-do-buçaco, cipreste-mexicano, cipreste-de-bentham, cipreste-de-lindley ou cedro-de-goa, é uma árvore muito utilizada como "cerca-viva" e para a produção de madeira. É nativa da América Central. O facto de ser designada como "cedro-de-portugal" ou "cedro-do-buçaco" (ou de "cipreste", em vez de cedro) deve-se ao facto de a planta ter sido introduzida em Portugal no século XVII na mata do antigo Convento do Buçaco. Foram estes exemplares, aí cultivados, que foram depois enviados para outros países da Europa e mesmo para o Brasil, onde a árvore continua a ser designada como "portuguesa", tal como é explícito também no nome científico. É uma árvore de crescimento rápido, chegando a atingir cerca de 20 a 30 metros de altura.
Plantado em 1644, ou talvez antes, o ‘Cupressus lusitanica’ não resistiu ao temporal que assolou Portugal em Janeiro de 2013, restando apenas uma parte do tronco e um pequeno ramo de pé.
Ao longo dos anos, o Cedro de São José sempre foi alvo de curiosidade de turistas e visitantes nacionais que, em excursões à Mata do Buçaco, eram apresentados a uma árvore verde de grande importância: a primeira espécie exótica introduzida no Buçaco, o cedro mais antigo de Portugal e, provavelmente, da Europa.

Passo do Pretório
É uma das capelas alusivas às cenas da Prisão de Cristo. Aqui se considera o Pretório de Pilatos onde este sentenciou à morte Jesus de Nazaré.
Na placa descritiva da passagem pela capela do Pretório lê-se ‘AQUI SE CONSIDERA O PRETÓRIO DE PILATOS ONDE SENTENCIOU A MORTE A JESUS DE NAZARÉ. PADRE NOSSO AVÉ MARIA’.

Passo da Cruz às Costas
É um dos passos que representa a Paixão de Cristo. Aqui se considera o passo onde puseram a cruz às costas de Cristo.
Na placa descritiva colocada sobre a porta de entrada da capela lê-se ‘AQUI SE CONSIDERA O PASSO AONDE PUSERAM A CRUZ ÀS COSTAS A CRISTO SENHOR NOSSO. UM PADRE NOSSO E UMA AVÉ MARIA POR QUEM MANDOU FAZER ESTA ERMIDA’.
As capelas com a representação dos Passos da Paixão de Cristo possuem grupos escultóricos alusivos ao passo, sendo os últimos quatro policromáticos.

Varanda de Pilatos
A Varanda de Pilatos é uma construção teatral situada numa clareira da floresta, representando um palácio com duas torres piramidais nas extremidades e a varanda com balaustrada ao centro à qual se acede através de uma escada colocada num dos lados, com 28 degraus, "em memória dos que Nosso Senhor Jesus Cristo subiu até à casa de Pilatos". No interior são ainda visíveis pinturas murais de brutesco.
Esta capela difere das restantes capelas da Via Crucis do Buçaco, pois marca um dos momentos mais relevantes de toda a Via Sacra, a condenação do Salvador. Neste, D. João de Melo incorporou os elementos que deveriam conferir-lhes maior verosimilitude. Assim, encontram-se no Pretório os vinte e oito degraus que Cristo subiu no palácio de Pilatos e a varanda do ‘Ecce Homo’ (Eis o Homem).
Na entrada da porta do Passo de Pilatos encontra-se uma lápide gravada e embebida no arco que dá acesso ao Pretório com a inscrição 'ESTA É A PORTA DOS PASSOS DE PILATOS POR ONDE ENTROU CRISTO SENHOR NOSSO PRESO COM GRANDE ESTRONDO E FOI APRESENTADO EM SEU TRIBUNAL'.
A Varanda de Pilatos possui duas inscrições: a primeira, colocada sobre a porta, indica a entrada no Pretório, lendo-se ‘PRETORIO’; na segunda inscrição, colocada na parede exterior sob a varanda, descreve a sentença de Pilatos, lendo-se ‘NESTE LUGAR SE REPRESENTA O PRETÓRIO DO PRESIDENTE PONCIO PILATOS AO QUAL NOSSO SENHOR JESUS CRISTO FOI TRAZIDO DEPOIS DE SER RELAXADO PELO CONSISTÓRIO DO SACRILEGO CAIFÁS. ACUSADO POR AMOTINADOR DO POVO CHAMANDO-SE FILHO DE DEUS E REI DOS JUDEUS E POR OUTROS CRIMES IMPOSTOS POR FALSAS TESTEMUNHAS. E COM INTRANHÁVEL ÓDIO AO SALVADOR DO MUNDO REQUEREU A IMPÍA SINAGOGA QUE FOSSE SENTENCIADO À MORTE PERDOANDO A BARRABÁS HOMEM FACINOROSO PELO QUE DEPOIS DE O SENHOR SER AÇOITADO, VESTIDO DE PÚRPURA DE REI DE ESCÁRNEO E COROADO DE ESPINHOS E SOFRENDO OUTROS MUITOS OPRÓBRIOS PELA SALVAÇÃO DO GÉNERO HUMANO PROFERIU O INJUSTO MINISTRO A SEGUINTE SENTENÇA. SENTENÇA: EU PONCIO PILATOS GOVERNADOR EM JERUSALÉM PELO IMPERADOR O POTENTISSIMO TIBÉRIO CÉSAR FAZENDO NO TRIBUNAL JUSTIÇA E AUDIÊNCIA ÀS PARTES E SINAGOGA DOS JUDEUS OUVIDA E CONHECIDA A CAUSA DE JESUS DE NAZARÉ, O QUAL TROUXERAM PRESO OS JUDEUS POR SER AMOTINADOR DOS POVOS DESPREZADOR DE CÉSAR E SE FAZER FALSO MESSIAS COMO SE PROVOU POR TESTEMUNHOS DOS PRINCIPAIS DE SUA GENTE JULGO SEJA LEVADO AO COMUM LUGAR DO SUPLÍCIO E COM ESCÁRNEO DA MAGESTADE REAL SEJA CRUCIFICADO ENTRE DOIS LADRÕES. VAI ALGOSA PARELHA AS CRUZES’.

Passo da Primeira Queda
É um dos passos que representa a Paixão de Cristo. Aqui se considera o passo onde Cristo caiu pela 1ª vez com a cruz às costas.
Na placa descritiva colocada sobre a porta de entrada da capela lê-se ‘AQUI SE CONSIDERA O PASSO ONDE CRISTO SENHOR NOSSO CAIU PRIMEIRA VEZ COM A CRUZ ÀS COSTAS. PADRE NOSSO AVÉ MARIA’.
As capelas com a representação dos Passos da Paixão de Cristo possuem grupos escultóricos alusivos ao passo, sendo os últimos quatro policromáticos.

Passo do Encontro de Jesus com a Virgem
É um dos passos que representa a Paixão de Cristo. Aqui se considera o passo onde Cristo com a cruz as costas encontrou Maria.
Na placa descritiva colocada sobre a porta de entrada da capela lê-se ‘AQUI SE CONSIDERA O PASSO AONDE CRISTO SENHOR NOSSO COM A CRUZ ÀS COSTAS ENCONTROU MARIA SANTA SENHORA NOSSA. PADRE NOSSO AVÉ MARIA’.
As capelas com a representação dos Passos da Paixão de Cristo possuem grupos escultóricos alusivos ao passo, sendo os últimos quatro policromáticos.

Passo do Cireneu
É um dos passos que representa a Paixão de Cristo. Aqui se considera o passo onde mandaram ao Cireneu que ajudasse a levar a cruz a Cristo.
Na placa descritiva colocada sobre a porta de entrada da capela lê-se ‘AQUI SE CONSIDERA O PASSO AONDE MANDARAM AO CIRENEU AJUDA-SE A LEVAR À CRUZ A CRISTO SENHOR NOSSO. PADRE NOSSO AVÉ MARIA’.
As capelas com a representação dos Passos da Paixão de Cristo possuem grupos escultóricos alusivos ao passo, sendo os últimos quatro policromáticos.

Passo da Verónica
É um dos passos que representa a Paixão de Cristo. Aqui se considera o passo onde Verónica, saindo de sua casa com uma toalha, limpou o suor do divino rosto de Cristo e nela ficou retratado o Seu rosto.
Na placa descritiva colocada sobre a porta de entrada da capela lê-se ‘AQUI SE CONSIDERA O PASSO ONDE A VERÓNICA SAINDO DE SUA CASA COM UMA TOALHA ALIMPOU O SUOR DO DIVINO ROSTO A CRISTO SENHOR NOSSO E NELA FICOU RETRATADO O ROSTO DO SENHOR. PADRE NOSSO AVÉ MARIA’.
As capelas com a representação dos Passos da Paixão de Cristo possuem grupos escultóricos alusivos ao passo, sendo os últimos quatro policromáticos.

Gruta de São Pedro
Esta pequena gruta situa-se numa elevação por trás da capela do Passo da Segunda Queda, sendo necessária alguma perícia para a conseguir encontrar.
Segundo reza a lenda, durante a invasão francesa, terá sido por um antigo túnel que os frades fugiram para o Convento da Vacariça. Os poucos monges que ficaram para trás para cuidar dos feridos terão tapado o túnel dando origem à gruta de São Pedro.

Passo da Segunda Queda
É um dos passos que representa a Paixão de Cristo. Aqui se considera onde Cristo caiu pela segunda vez com a cruz às costas.
Na placa descritiva colocada sobre a porta de entrada da capela lê-se ‘AQUI SE CONSIDERA O PASSO AONDE CRISTO SENHOR NOSSO CAIU SEGUNDA VEZ COM A CRUZ ÀS COSTAS. UM PADRE NOSSO E UMA AVÉ MARIA POR QUEM MANDOU FAZER ESTA ERMIDA’.
As capelas com a representação dos Passos da Paixão possuem grupos escultóricos alusivos ao passo, sendo os últimos quatro policromáticos.
Junto ao Passo da Segunda Queda está a Porta Judiciária, composta por um arco que passa sobre o caminho da Via Sacra. No fecho deste arco existe a inscrição ‘Porta Judiciária’.

Passo do Encontro com as Filhas de Jerusalém
É um dos passos que representa a Paixão de Cristo. Aqui se considera o passo onde Cristo com a Cruz às costas se virou às filhas de Jerusalém.
Na placa descritiva colocada sobre a porta de entrada da capela lê-se ‘AQUI SE CONSIDERA O PASSO AONDE CRISTO SENHOR NOSSO COM A CRUZ ÀS COSTAS SE VIROU ÀS FILHAS DE JERUSALÉM’.
As capelas com a representação dos Passos da Paixão possuem grupos escultóricos alusivos ao passo, sendo os últimos quatro policromáticos.

Passo da Terceira Queda
É um dos passos que representa a Paixão de Cristo. Aqui se considera o passo onde Cristo com a cruz às costas caiu pela terceira vez.
Na placa descritiva colocada sobre a porta de entrada da capela lê-se ‘AQUI SE CONSIDERA O PASSO AONDE CRISTO SENHOR NOSSO COM A CRUZ ÀS COSTAS CAIU TERCEIRA VEZ. PADRE NOSSO AVÉ MARIA’.
As capelas com a representação dos Passos da Paixão possuem grupos escultóricos alusivos ao passo, sendo os últimos quatro policromáticos.

Ermida de São João Baptista ou de São João do Deserto
A Ermida de São João Baptista ou de São João do Deserto faz parte de um conjunto de onze ermidas de habitação ou de penitência e foi fundada entre 1643 e 1646 pelo Reitor Manuel de Saldanha.
Esta ermida situa-se num local retirado e íngreme, sendo considerada uma das mais pavorosas. No oratório ainda se encontra um frontal de azulejos do século XVII.

Passo Despojaram Jesus Cristo das Suas Vestes
É um dos passos que representa a Paixão de Cristo. Passo em que despojaram Cristo das suas vestes.
Na placa descritiva colocada sobre a porta de entrada da capela lê-se ‘NESTE LUGAR SE CONSIDERA COMO DESPOJARAM A NOSSO SENHOR JESUS CRISTO DAS SUAS VESTIDURAS. PADRE NOSSO AVÉ MARIA’.
As capelas com a representação dos Passos da Paixão possuem grupos escultóricos alusivos ao passo, sendo os últimos quatro policromáticos.

Passo Pregaram Jesus Cristo na Cruz
É um dos passos que representa a Paixão de Cristo. Neste lugar se considera onde pregaram a Jesus Cristo na cruz, rasgando-lhe cruelmente mãos e pés.
Na placa descritiva colocada sobre a porta de entrada da capela lê-se ‘NESTE LUGAR SE CONSIDERA COMO PREGARAM A NOSSO SENHOR JESUS CRISTO NA CRUZ RASGANDO-LHE CRUELMENTE MÃOS E PÉS. PADRE NOSSO E AVÉ MARIA’.
As capelas com a representação dos Passos da Paixão possuem grupos escultóricos alusivos ao passo, sendo os últimos quatro policromáticos.

Passo Desceram Jesus Cristo da Cruz
É um dos passos que representa a Paixão de Cristo. Neste lugar se considera como descido o Senhor dos braços da cruz e o puseram nos de sua Santíssima e magoada Mãe.
Na placa descritiva colocada sobre a porta de entrada da capela lê-se ‘NESTE LUGAR SE CONSIDERA COMO DESCIDO O SENHOR DOS BRAÇOS DA CRUZ O PUZERAM NOS DE SUA SANTISSIMA E MAGOADA MÃE. PADRE NOSSO AVÉ MARIA’.
As capelas com a representação dos Passos da Paixão possuem grupos escultóricos alusivos ao passo, sendo os últimos quatro policromáticos.

Ermida do Calvário
Esta ermida, de corpo paralelepípedo, faz parte de um conjunto de onze ermidas de habitação ou de penitência e foi fundada pelo Bispo-Conde D. João de Melo em 1694. À sua forma sextavada está encostada uma capela. Este ponto da Via Sacra retrata o momento em que içaram a cruz com Nosso Senhor Jesus Cristo pregado.
Construída sobre rochedos talhados a pique, deste ponto desfruta-se de uma excelente vista panorâmica. É constituída por um estreito terraço, no qual se encontra uma pequena cisterna que retinha as águas pluviais.
Sobre a porta da ermida foi colocada uma lápide trapezoidal de lados arredondados, emoldurada por embrechados com a inscrição: ‘PADRE NOSSO AVÉ MARIA POR QUEM MANDOU FAZER ESTA ERMIDA ANO DE 1694’.
A encimar a lápide encontra-se o brasão fantasiado de Cristo: escudo redondo com bordadura legendada: ‘JESU CHRISTE REDEMPTOR MISERERE NOBLE QVI PASSVS ES PRO NOBIS’; ao centro uma cruz em tau carregada com 3 cravos (pregos), nos braços e na haste, firmada por meio de duas estacas num monte pedregoso tendo aos pés uma caveira e duas tíbias passadas em aspa; à destra: turquês, cálice, sol, vara com esponja, lanterna, palma, tronco de madeira onde pousa um galo; à sinistra: martelo, cálice, lua, lança, a bolsa dos 30 dinheiros, dados de jogar sobre um prato, chicote e escada.
Colocada à esquerda da porta da capela anexa à Ermida do Calvário encontra-se uma incrição comemorativa da dedicação e consagração das Capelas da Paixão pelo bispo D. João de Melo, gravada numa lápide emoldurada por embrechados, onde se lê 'ILLUSTRISSIMUS DOMINUS, COMESQUE PRAECLARISSIMUS DOMNUS JOANNES DE MELLO CONIMBRICENSIS ECCLESIAE ET PIETATE PATER, ET VIGILANTIA, PASTOR EGREGUS, CUI ET, SI SUMMI PASTORUS PRINCIPATUS DESIT, PASTORIS MAXIMI PROMERITUM ADEST, AETERNO PASTORI, AC SERVATORI NOSTRO DOMINO DEO JESU CHRISTO PER GREGE SUO PASSO ET CRUCIFIXO PROPRIIS MANIBUS ALLACTO ET COLLOCATO HAEC SACELLA IN MIRIFICAE PASSIONIS MONIMENTUM ANACHORESIS ISTIS MUNIMENTUM ET SUI AMORIS PIGNUS, SACRO IN PONTIFICALIBUS PERACTO, GENUFLEXUS HUMIQUE PROV[O]LUTUS DICAVIT, VOVIT ET CONSECRAVIT SOLIS DEI, V NONAS O[CTOB]RIS IN ANNO MDCLXXXXIV'. Tradução: O ilustríssimo senhor e preclaríssimo conde D. João de Melo, na piedade pai, e na vigilância pastor egregio da igreja conimbricense, a quem, embora falte a dignidade de sumo pastor, assiste por certo o mérito de pastor máximo ao eterno pastor e salvador nosso, o senhor Deus Jesus Cristo, que pela sua grei padeceu e foi crucificado, e cuja imagem por suas próprias mãos aqui foi trazida e colocada, estas capelas em memória da milagrosa Paixão, abrigo para estes anacoretas e penhor de seu amor; depois de dita missa pontifical, de joelhos e prostado no chão, dedicou, votou e consagrou, em um domingo, cinco das nonas de Outubro (=3 de Outubro) do ano de 1694.

Passo do Santo Sepulcro
É um dos passos que representa a Paixão de Cristo. Neste lugar se considera o Sepulcro onde depositaram o Santíssimo corpo de Cristo.
Na placa descritiva colocada sobre a porta de entrada da capela lê-se ‘NESTE LUGAR SE CONSIDERA O SEPULCRO EM QUE DEPOSITARAM O SANTÍSSIMO CORPO DE JESUS CRISTO. PADRE NOSSO AVÉ MARIA’.
As capelas com a representação dos Passos da Paixão possuem grupos escultóricos alusivos ao passo, sendo os últimos quatro policromáticos.

Ermida do Santo Sepulcro
Construída entre rochedos, esta ermida faz parte de um conjunto de onze ermidas de habitação ou de penitência e foi fundada em 1646 pelo Reitor Manuel de Saldanha, Reitor da Universidade e Bispo de Viseu.
Em 1722 passou a ser propriedade de Ascêncio de Paiva Pinto e foi restaurada pelo seu terceiro neto Francisco Augusto de Mesquita Paiva e Pinto, em 1863.
Esta ermida é uma das mais impressionantes, pois o seu miradouro proporciona uma das melhores paisagens do Buçaco.

Cruz Alta
Mandada construir em finais de 1648 por Manuel de Saldanha, Reitor da Universidade, foi restaurada em 1841 por instâncias do Governo Civil de Coimbra. No mesmo local existiu, anteriormente, uma cruz de madeira.
A Cruz Alta simboliza um dos momentos mais importantes da Via Sacra: a Crucificação de Jesus Cristo.
Miradouro privilegiado, a Cruz Alta situa-se no ponto mais elevado da Serra do Buçaco, onde a montanha atinge uma altitude de 547 metros. A paisagem a partir deste local é deslumbrante, avistando-se desde o Oceano Atlântico (a Oeste) à Serra da Estrela (Sudeste), passando pela Serra do Caramulo (Nordeste).

Capela de Santo Antão
Esta ermida faz parte de um conjunto de onze ermidas de habitação ou de penitência e foi fundada pelo Reitor Manuel de Saldanha em meados do século XVII (1643-46).
Esta capela, ao contrário das outras da Via Sacra, está situada num local isolado, em cima de um penhasco, com excelentes vistas. Em termos de construção é também diferente, circular e muito rústica. No interior pode observar-se um frontal de azulejos seiscentistas.
Junto à capela existe um Miradouro Virtual.

Passo de Herodes
É uma das capelas alusivas às cenas da Prisão de Cristo. Foi mandada construir pelo Reitor da Universidade Manuel de Saldanha, entre 1643 e 1646.
Aqui, Nosso Senhor Jesus Cristo, em casa de Herodes, foi dado como louco e, por isso, vestiram-no de púrpura.
Na placa descritiva colocada sobre a porta de entrada da capela lê-se ‘AQUI SE CONSIDERA A CASA DE HERÓDES, AONDE CRISTO SENHOR NOSSO FOI TIDO COMO LOUCO, E POR TAL O VESTIRAM DE PÚRPURA E O TORNARAM A MANDAR A PILATOS’.

Portas de Coimbra
Fundadas em 1630, as Portas de Coimbra, antiga ‘Portaria da Mata’ ou ‘Portaria de Fora’, viradas a Sudoeste, foram fundadas em 1630, remodeladas em 1831 e restauradas em 1866.
Até à extinção das ordens, esta era a entrada principal da Mata do Buçaco, devendo-se a designação ao facto de estar voltada para a cidade de Coimbra.
A circulação por estas portas faz-se apenas por via pedonal.
AS BULAS PAPAIS
À entrada das Portas de Coimbra encontram-se expostas duas bulas papais. A primeira, do Papa Gregório VIII, datada de 1622, proibindo, sob pena de excomunhão, a entrada de mulheres na Mata. A segunda, do Papa Urbano VIII, datada de 1643, proibindo, igualmente sob pena de excomunhão, maus-tratos ou cortes ao arvoredo, e que constitui um dos primeiros documentos de protecção ambiental existentes em Portugal.

Capela de São João da Cruz
Devocional, esta capela destaca-se pelo frontal com azulejos representando diversas plantas e animais exóticos.
Sobre a porta da capela, no exterior, salienta-se a moldura recta contornada por embrechado onde se eleva uma cruz de pedra rústica animada por uma linha branca.

Passo de Caifaz
Este passo é composto pela capela e por um miradouro feito em pedra, circular, com uma cruz no topo.
É uma das capelas alusivas às cenas da Prisão de Cristo. Aqui, Jesus Cristo foi castigado e desprezado.
Na placa descritiva colocada sobre a porta de entrada da capela lê-se ‘AQUI SE CONSIDERA A CASA DE CAIFÁS ONDE CRISTO O SENHOR NOSSO FOI AÇOITADO, DESPREZADO E FOI POR ESTA RUA ACIMA PARA CASA DE PILATOS’.

Ermida do Santíssimo Sacramento
A Ermida do Santíssimo Sacramento foi fundada por D. Mariana de Cardenas, Duquesa de Torres Novas.
Esta ermida foi mandada demolir. As suas ruínas situam-se a Sul da Fonte Fria, ao lado da Via Sacra, nas proximidades da capela da Casa de Anás.

Passo da Casa de Anás
Foi na Casa de Anás que Jesus Cristo foi apresentado e lhe foram colocadas algumas perguntas. Como Cristo respondeu a verdade, um dos soldados desferiu-lhe uma cruel bofetada.
Na placa descritiva colocada sobre a porta de entrada da capela lê-se ‘AQUI SE CONSIDERA A CASA DE ANÁS AONDE, O REDENTOR DO MUNDO FOI APRESENTADO, E PERGUNTADO, DE ALGUMAS COISAS, O SENHOR RESPONDEU A VERDADE, UM DOS SOLDADOS LHE DEU UMA CRUEL BOFETADA, DIZENDO-LHE ASSIM RESPONDES AO PONTIFICE? E FOI PARA CASA DE CAIFÁS’.

Porta de Siloé
Esta porta foi inspirada na porta de Siloé de Jerusalém. Siloé significa Cristo. A porta de Siloé significa fé em Cristo. Fora dela estão aqueles que não alcançaram a fé; dentro dela estão os fiéis, membros de Cristo, unidos a Cristo pela fé.
É composta por dois arcos rústicos colocados em esquadria. Dão passagem para o Passo de Anás.

Passo da Ponte do Cedron
Neste passo encontra-se a ponte do Rio Cedron, por onde Nosso Senhor Jesus Cristo passou e foi lançado pelos tiranos, ficando sinais impressos sobre as pedras que estavam no rio, sinais que ainda hoje se podem ver.
Na placa descritiva colocada sobre a porta de entrada da capela lê-se ‘AQUI SE CONSIDERA A PONTE DO RIO CEDRON POR ONDE CRISTO SENHOR NOSSO PASSOU E OS TIRANOS O LANÇARAM ABAIXO SOBRE AS PEDRAS QUE ESTAVAM NO RIO E FICARAM OS SINAIS IMPRESSOS, COMO SE VEÊM NO DIA DE HOJE’.

Ermida de Nossa Senhora da Assunção
A Ermida de Nossa Senhora da Assunção foi fundada por D. Diogo Lopes de Sousa, Conde de Miranda. Localiza-se um pouco acima da Fonte Fria.
Actualmente encontra-se em ruínas.

Fonte Fria
A Fonte Fria, com os 144 degraus das suas escadarias laterais, é a mais famosa fonte da Mata do Buçaco e um dos seus lugares mais encantadores.
Sabe-se que em 1834 estaria em ruínas. As intervenções que sofreu em 1866 e em 1881 converteram-na na mais imponente de todas as fontes da Mata.
Entre os séculos XVII e XIX, os pontos de água (nascentes) e linhas de água que se encontram na Mata do Buçaco comportaram várias intervenções, nomeadamente, a construção de lagos e fontes, entre as quais a mais célebre, a Fonte Fria.
As duas linhas de água predominantes da Mata do Buçaco unem-se na Fonte Fria, originando uma linha de água que percorre o Vale dos Fetos, nome que deriva de um conjunto de fetos de porte arbóreo, dispostos ao longo do vale.
Actualmente, as águas desta fonte estão impróprias para consumo.

Lagoa Pequena
Esta pequena lagoa foi construída entre 1859 e 1860. Situada no Vale dos Fetos, é a lagoa que aparece imediatamente a seguir, à direita, após a descida da escadaria da Fonte Fria.
Nesta lagoa existe uma pequena ‘ilha’ com o que se julga ser o feto mais antigo da Mata do Buçaco.

Lagoa Grande
A Lagoa Grande foi construída no século XIX, entre 1887 e 1888, e restaurada no ano 2000.
Situada no Vale dos Fetos, a água existente nesta lagoa é proveniente da Fonte Fria.

Porta das Lapas
A Porta das Lapas terá sido construída entre 1900 e 1920.
Localizada junto à estrada que liga o Luso a Penacova, encontra-se actualmente encerrada ao público.

Porta das Ameias
Aberta desde a fundação do Convento de Santa Cruz do Buçaco, a Porta das Ameias, assim designada por estas lhe servirem de remate, foi aberta em 1861 pelo Conde, depois Marquês, da Graciosa. Em 2001 foi alvo de reparações.
Actualmente, é a mais utilizada em termos de circulação rodoviária.

Porta do Luso
Aberta desde a fundação do Convento de Santa Cruz do Buçaco, antiga Porta do Ayres de Campos (assim designada porque logo a seguir se situava uma quinta com o mesmo nome), a Porta do Luso, ou ‘dos Passarinhos’, como também é conhecida, terá sido aberta em 1890.
A circulação por esta porta faz-se apenas por via pedonal.

Porta de São João
Aberta recentemente, a Porta de São João é a mais recente abertura no muro e também dá acesso ao centro do Luso.
A circulação por esta porta faz-se apenas por via pedonal.

Porta dos Degraus
Aberta recentemente, a Porta dos Degraus logo seguida da escadaria, é a porta mais directa ao centro do Luso.
A circulação por esta porta faz-se apenas por via pedonal.

Porta do Serpa
A Porta do Serpa foi construída por volta de 1865-66. Deve o seu nome ao Professor Catedrático Manuel de Serpa Machado que, devido à sua influência e diligências, fez com que, em 1838, o Convento e Mata do Buçaco fossem retirados da lista dos bens nacionais anunciados para venda.
Em 1887, com a anexação de 15 hectares à antiga Cerca dos Carmelitas foi, pouco depois, transferida para o seu actual local.
Actualmente é utilizada para circulação rodoviária.

Cruz de Vopeliares ou Cruzeiro do Marquês
A Cruz de Vopeliares marca o ponto mais alto das terras dos Graciosa, os construtores do solar que é actualmente o Hotel Alegre. Foi expropriado e integrado no Buçaco em finais do século XIX.
Trata-se de um cruzeiro que foi mandado erguer pelo Marquês da Graciosa em 1861, no pinhal anexo à mata. É um cruzeiro com três degraus e base quadrada, encimado por pequena cruz.
Nesta construção ainda se encontram quatro capitéis românicos provenientes da demolição da igreja de São Cristóvão, Coimbra.

Vale dos Fetos
O Vale dos Fetos é um dos ex-libris da Mata do Buçaco.
Construído entre 1887 e 1888, é essencialmente povoado por fetos de porte gigantesco que se misturam em perfeita harmonia com as lagoas, os riachos e as várias espécies arbóreas existentes nesta parte da Mata do Buçaco.
As duas linhas de água predominantes da Mata do Buçaco unem-se na Fonte Fria, originando uma linha de água que percorre o Vale dos Fetos, nome que deriva de um conjunto de fetos de porte arbóreo dispostos ao longo do vale.

Eucalipto da Tasmânia
Plantado em 1876, o Eucalipto da Tasmânia (Eucalyptusregnans) é a árvore mais alta da Mata Nacional do Buçaco, estando em posição de destaque ao cimo do Vale dos Fetos.
Na sua última medição, em 2009, media cerca de 73 metros de altura.
Existem exemplares desta espécie com cerca de 100 metros, competindo com as sequóias relativamente à classificação de árvores mais altas do Mundo.

Fonte de Santa Teresa
Esta fonte foi inicialmente reedificada pelos frades, por volta de 1832, para servir a ermida com o mesmo nome.
Maioritariamente custeada pelo D. Domingos dos Reis Teixeira, foi concluída mais tarde, no terceiro quartel do século XIX.

Passo da Prisão
É uma das capelas alusivas às cenas da Prisão de Cristo.
Na placa descritiva colocada sobre a porta de entrada da capela lê-se ‘AQUI SE CONSIDERA O LUGAR AONDE JUDAS TRAIDOR ENTREGOU À PRISÃO A CRISTO SENHOR NOSSO VINDO DO HORTO COM SEUS DISCÍPULOS E O LEVARAM PRESO COM GRANDE ESTRONDO E ALVOROÇO À CIDADE DE JERUSALÉM, TENDO-O POR MALFEITOR E AMOTINADOR DO POVO’.

Passo do Horto
É uma das capelas alusivas às cenas da Prisão de Cristo.
Na placa descritiva colocada sobre a porta de entrada da capela lê-se ‘AQUI SE CONSIDERA O HORTO AONDE CRISTO SENHOR NOSSO OROU, E SUOU SANGUE, COM GRANDE AGONIA E FOI CONFORTADO PELO ANJO. TODAS ESTAS ERMIDAS, QUE SE SEGUEM ATÉ Ó CALVÁRIO, MANDOU FAZER O EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOM JOÃO DE MELO BISPO CONDE ANO DE 1695’.

Porta da Rainha
A Porta da Rainha foi aberta em 1693 para permitir a passagem da rainha de Inglaterra, D. Catarina de Bragança, que não se concretizou, pelo que foi posteriormente tapada.
Reaberta em Agosto de 1704 para a passagem de D. Pedro II, na altura acompanhado pelo Arquiduque da Áustria, voltou a ser encerrada, a pedra e cal, até Maio de 1834.
Em Abril de 1852 voltou a ser reaberta para a passagem da rainha D. Maria II e marido, D. Fernando, acompanhados dos seus filhos, D. Pedro e D. Luís.
Esta porta foi restaurada em 1872 e, actualmente, é utilizada para circulação rodoviária.

Fonte de Santo Elias
A fonte original, situada acima da actual, foi mandada edificar pelo Bispo-Conde D. João de Melo por volta do ano de 1700.
No século XIX, em 1854, construiu-se a actual, junto à Rua da Rainha.
A água desta fonte é férrea.

Ermida de Santo Elias
A ermida de Santo Elias foi fundada por D. João de Melo mas a construção existente é atribuída a António Pinto Boto, morador em Águeda.
Está localizada nas proximidades da fonte com o mesmo nome.

Porta de Sula
A Porta de Sula terá sido aberta no século XVII e deve o seu nome à proximidade da povoação com o mesmo nome. Foi alargada e reconstruída em 1872.
A circulação por esta porta faz-se apenas por via pedonal.

Monumento à Batalha do Buçaco
Construído fora dos muros da mata, este obelisco é um monumento comemorativo à Batalha do Buçaco e às conquistas militares durante a Guerra Peninsular.
Em 1862 procedeu-se à colocação do primeiro marco de pedra, sob a orientação de Joaquim da Costa Cascais, oficial e escritor. Em 1872 iniciou-se a construção do monumento e em 1873 foi inaugurado. Em 20 de Dezembro de 1876 foi parcialmente destruído por um raio, vindo a ser restaurado em 1879.
O obelisco é um monumento classificado e construído a partir de uma pedra única. No topo possui uma estrela com pontas de cristal e na base encontra-se uma coroa em bronze descerrada por D. Manuel II no ano de 1910.
O monumento é circundado por uma corrente de ferro unida por oito peças de artilharia.

Fonte de São Silvestre
Esta fonte abastecia o próprio Convento, a horta e a ermida de Nossa Senhora da Expectação (esta ermida, situada nas proximidades do Convento, desapareceu sem se conhecerem, com exactidão, as razões).
Foi objecto de obras de beneficiação entre 1886 e 1887, que incluíram uma cascata, com os seus pequenos lagos, as rochas e as grutas simuladas.

Quedas de Água
As águas desta cascata são provenientes das várias fontes existentes na Mata do Buçaco.

Ermida de Nossa Senhora da Conceição
A ermida de Nossa Senhora da Conceição foi fundada por D. Rodrigo de Melo, irmão do Marquês de Ferreira, filho do 3° Conde de Tentúgal e da Condessa de Tentúgal, D. Mariana de Castro.
Foi reparada em 1866 pelo conselheiro Ernesto de Faria, Administrador Geral do Reino.
Este pequeno templo possui um frontal de azulejos policromáticos do século XVII e sabe-se que foi restaurada em 1866.

Ermida de São Miguel
A ermida de São Miguel foi fundada por António Vaz Preto, Prior de Treixedo, em 1651.
Esta ermida possui um frontal seiscentista de azulejos policromáticos e um pátio de entrada inteiramente forrado de embrechados, sendo uma das que se encontram bem preservadas e localizadas.

Fonte do Carregal
A Fonte do Carregal abastecia as ermidas de São José e do Santíssimo Sacramento.
Sofreu obras em 1866 e, em 1883, foi completamente remodelada.

Museu Militar
Situado na Serra do Buçaco, o Museu Militar foi inaugurado em 27 de Setembro de 1910 com a presença do Rei D. Manuel II, por ocasião do 1º Centenário da Batalha do Buçaco.
O Museu Militar recolhe nas suas salas o espólio da Batalha do Buçaco travada em 27 de Setembro de 1810 entre as tropas napoleónicas sob o comando do Marechal Masséna e as tropas anglo-portuguesas, comandadas pelo Duque de Wellington.
Este Museu sintetiza a valentia e a acção heroica do exército anglo-português durante o período da Guerra Peninsular. Aludindo aos brilhantes feitos de armas praticados, existem painéis no museu que recordam com emoção e gratidão o comportamento corajoso e determinado de todas as Unidades portuguesas que tomaram parte na Guerra Peninsular (1808-1814). A este verdadeiro acto de valentia ficou-se a dever a defesa da identidade e independência nacionais.
O edifício, construído e adossado à antiga capela das Almas do Encarnadouro (ou capela de Nossa Senhora da Vitória ou capela da Vitória), foi fundado por Luís Rodrigues e está localizado junto às Portas da Rainha. Ampliado e remodelado em 1962, dispõe de valiosas colecções de armas, uniformes e equipamentos utilizados na Batalha, de que se destaca uma peça de artilharia com a respectiva guarnição.
O Museu mostra, nas suas salas, o rico legado da época, nomeadamente peças militares do princípio do século XIX, figuras uniformizadas, guiões e medalhas, material e equipamento diversos, uniformes, gravuras, uma peça de campanha de 9 libras que tomou parte na batalha e respectiva guarnição, evocações miniaturizadas e uma completa maquete mostrando as posições das forças em combate.

Moinho de Sula
Foi neste moinho que o Major-General inglês Robert 'Black Bob' Craufurd, em 1810, estabeleceu o seu posto de comando durante a Batalha do Buçaco.

Posto de Comando do General Wellesley, Duque de Wellington
Durante a Terceira Invasão Francesa, o comando do exército anglo-lusitano estava a cargo do General Arthur Wellesley, Duque de Wellington, que, aproveitando as características defensivas naturais do Buçaco, ali montou a defesa, a fim de retardar ao máximo o avanço das tropas francesas.
Estava-se no coração da Terceira Invasão Francesa, com os franceses a percorrerem a margem direita do Mondego em direcção a Coimbra e Lisboa, depois da tomada de Cuidad Rodrigo, Almeida e Viseu.
Wellington, com o seu exército estendido pelos cumes da Serra do Buçaco entre a Senhora do Monte Alto (Penacova) e o Ninho da Águia (Aljeriz), resolve aproveitar a posição vantajosa que detinha nas alturas escarpadas da serra para fazer frente ao inimigo e infligir-lhe uma das primeiras derrotas do Império de Napoleão. Com efeito, na noite de 27 de Setembro, as tropas francesas forçaram a passagem pelas estradas que de Viseu conduziam a Coimbra atravessando os altos do Buçaco e foram de pronto repelidos com valentia e audácia pelo exército anglo-luso.

Porta da Cruz Alta
A Porta da Cruz Alta, ou Porta da Serra, foi aberta em 1810 para permitir a passagem das tropas portuguesas e inglesas.
Actualmente, é permitida a entrada de viaturas por esta porta, mas apenas por uma escassa centena de metros, até à Cruz Alta. A saída da mesma só é efectuada no sentido inverso.

Moinhos da Portela de Oliveira
Pertencente à Rota dos Moinhos de Penacova, o conjunto de Moinhos da Portela de Oliveira é, sem qualquer dúvida, o mais relevante.
Este agrupamento é composto por uma quantidade apreciável de moinhos, uns recuperados, outros avaliados pelo IPPAR e outros a aguardar autorização para serem restaurados.
Museu do Moinho Vitorino Nemésio: Situado no perímetro florestal da Serra do Buçaco, este museu encontra-se instalado na casa de férias do Engenheiro Arantes de Oliveira, Ministro das Obras Públicas no anterior regime, espaço adquirido na década de oitenta do século passado pela autarquia.
O Museu do Moinho divide-se por dois andares e é composto por seis salas onde se encontra exposto um rico espólio ligado à farinação. O espaço dispõe igualmente de cafetaria e parque de merendas anexo.Actualmente (2015) encontra-se temporariamente encerrado para obras de restauro e remodelação do espaço.
Moinho Vitorino Nemésio: Situado nas proximidades do Museu do Moinho, o Moinho Vitorino Nemésio destaca-se entre os Moinhos de Penacova por ter pertencido ao escritor. Em 1980, o Moinho Vitorino Nemésio foi doado pelos herdeiros do escritor à autarquia, que o recuperou, proporcionando-lhe a funcionalidade de outrora.
Vitorino Nemésio, que foi Presidente da Associação Portuguesa dos Amigos dos Moinhos e "incansável moleiro das palavras", no dizer de David Mourão Ferreira, foi proprietário de três moinhos no concelho de Penacova, cujo património natural lhe serviu muitas vezes de inspiração, tornando-se uma incontornável referência cultural do concelho.
Com o objectivo de preservar a história dos moinhos de vento e água e a memória dos seus moleiros, a autarquia fez o aproveitamento, na Portela de Oliveira, do espaço molinológico onde se insere o Museu do Moinho Vitorino Nemésio, prestando, simultaneamente, uma homenagem ao escritor açoriano.