Carvalho

 


 

Carvalho está situado na encosta Nordeste da Serra do Buçaco, data do século XI o seu povoamento primitivo, pertencendo, no início do século XII, a Domingos Feirol que instituiu o Morgado de Carvalho.

Antiga freguesia de Nossa Senhora da Conceição, foi-lhe atribuído Foral por D. Manuel I a 8 de Junho de 1514. Eram seus donatários os Morgados de Carvalho entre cujos descendentes figura o Conde de Oeiras e Marquês de Pombal.

A freguesia de Carvalho tem uma área de 32 Km². A sua população distribui-se pelas seguintes localidades: Ameal, Aveledo, Caldures, Capitorno, Carvalhais, Carvalho, Carvalho Velho, Caselho, Cerquedo, Gavião, Lourinhal, Mata, Ouraça, Pendurada, Póvoa, Quinta do Pomar, Ribeira de Aveledo, Ribeira de Carvalho, Santo António do Cântaro, S. Paulo, Seixo, Soalhal, Vale da Carvalha, Vale da Formiga, Vale das Éguas e Vale de Ana Justa.

Quanto às actividades económicas, são de registar a agricultura, nomeadamente no cultivo da batata, do feijão, do trigo e do milho e produção vinícola, e a pecuária.

 

PATRIMÓNIO DE CARVALHO

 
Igreja Paroquial

A Igreja Paroquial está situada no centro da freguesia de Carvalho.

A Igreja Paroquial de Carvalho foi fundada na Idade Média.

No interior da igreja existe uma bela escultura de Santa Catarina do século XV.

 
 
 
 
 
 
 
Pelourinho de Carvalho

A antiga povoação de Carvalho, hoje freguesia do concelho de Penacova, chegou em tempos a ser vila e sede de concelho, com origem num morgadio medieval instituído no século XII. Recebeu Foral Manuelino em 1514, data certamente contemporânea da construção do seu pelourinho, conforme a heráldica nele aposta. O concelho foi extinto no século XIX.

O pelourinho foi restaurado em data incerta, possivelmente em torno de 1940, e a sua plataforma original foi alterada. Consta de dois degraus quadrangulares, de aresta, o inferior aparentemente conservado do soco primitivo. Aqui assenta diretamente a coluna, elevando-se em fuste que arranca e termina em secção quadrangular, mas chanfrado nos ângulos a toda a altura, tomando a secção octogonal. Não existe capitel. O remate é constituído por um bloco prismático com as faces decoradas com o habitual discurso heráldico do período manuelino, nomeadamente um escudo nacional com coroa aberta, em semi-círculo saliente, duas cruzes da Ordem de Cristo em faces opostas e um escudo vazio. Este é particularmente curioso, uma vez que seria de esperar encontrar as armas dos Morgados de Carvalho, antepassados dos Condes de Oeiras e Marqueses de Pombal. Esta peça tem coroamento piramidal e é encimada por pequena bola lisa. Os lavores do monumento, nomeadamente, dos relevos heráldicos, são de boa qualidade e detalhe.

O Pelourinho de Carvalho foi classificado como Imóvel de Interesse Público (IIP) em 11 de Outubro de 1933.