Já não percorria este trilho desde 2012, pelo que, logo que soube que o DJ estava a planear por lá caminhar, aceitei a proposta de lá voltar.
O que não estava a contar era que em pleno mês de Julho fosse chover. Assim, ainda hesitei, mas a determinação do DJ lá me levou a não faltar.
Em Arouca lá reunimos o grupo formado pelo DJ, por mim, pelo Francisco, Pina Jorge, Amaral e Sãozita e partimos para Tulha Nova, local de início do percurso.
Iniciámos o percurso já com chuva e lá fomos caminhando, passando pela Igreja de São Martinho e depois de passar pela ponte de pedra sobre o Rio Tenente chegar às Minas de Moimenta.
Durante o percurso a chuva que caía e as ervas molhadas contribuíram para ficarmos todos encharcados, mas como estamos no Verão, não perturbou demasiado.
Já nas minas efectuámos a “tradicional” travessia, seguindo os fios que servem de guia no interior das galerias. Estranhei não ver nenhum morcego porque dantes havia por lá uma colónia deles.
Após a travessia continuámos o trilho com a longa e penosa subida a Sobrado. Deu para sentir os fortes batimentos cardíacos durante a mesma.
Depois da subida seguimos por trilhos de pé posto, passando relativamente perto de Sobreda, até iniciar a descida para o trilho mineiro, junto à ponte de pedra do Rio Tenente, e daí até Moimenta de Cabril.
Atravessando esta povoação, que ainda apresenta algum casario em xisto, segue-se na direcção de Levadas, uma aldeia em xisto já abandonada à algumas dezenas de anos.
Em Levadas pudemos, mais uma vez, apreciar o seu casario em xisto, em muito bom estado de conservação e à saída da aldeia os seus moinhos e levadas de água que inundam o caminho.
Depois foi caminhar até Tulha Nova, aldeia também com alguns vestígios de construção em xisto e com marcantes aspectos rurais. Demos aí por terminada mais esta actividade.
No final o tradicional “Bife de Alvarenga” fez as delícias de quem dele usufruiu.
Para não variar recordaram-se velhas actividades e sentiu-se o desejo de voltar a repetir algumas delas.
Alberto Calé
