Aveloso
É uma povoação que pertence a Tendais, uma freguesia do concelho de Cinfães.
Sabe-se que nos séculos XI e XII, a comunidade de Tendais estava dividida entre o núcleo principal, «o aro», que circundava o promontório do Castêlo (cujo topónimo, e vestígios arqueologicos recolhidos na década de 1930, por Eugénio Jalhay, denunciam fortificação de tipo castrejo) e as aldeias serranas de Aveloso, Macieira e Marcelim inseridas num processo de arroteamento e «humanização» da serra, por nobres, por força a retirar delas rendimentos.
No século XIII Aveloso continua a aparecer nas Inquirições de D. Afonso III, no aro principal da comunidade de Tendais.
Em Aveloso destaca-se a "vigia", a prática de apascentar em rebanho comum todas as cabeças de gado miúdo de uma determinada aldeia ao cuidado diário de cada um dos proprietários em tempo directamente proporcional ao número de animais que possuem.
No seu património realça-se a sua pequena capela.
Capela de Aveloso
Situada num ponto elevado da aldeia de Aveloso, da freguesia de Tendais, Cinfães, desconhece-se a quem é dedicada esta capela.
Esta antiga capela, em granito mas bem conservada, encontra-se erguida num plano elevado da aldeia. É necessário subir alguns degraus até ao portão de ferro que dá acesso ao átrio para se aceder à mesma.
De traçado simples e sóbrio, possui um campanário no cimo da fachada principal, centrado, com um sino e uma cruz encimada.
Fermentãos
É uma povoação que pertence a Tendais, uma das freguesias do concelho de Cinfães.
Situada a meia encosta, na abrangência natural da Serra de Montemuro, o lugar de Fermentãos oferece uma panorâmica privilegiada sobre a serra e o vale.
Desta aldeia pode-se apreciar a natureza de uma forma particular, no contacto directo com a ruralidade mais característica de toda a envolvente.
Macieira
Macieira é uma povoação que pertence a Tendais, uma das freguesias do concelho de Cinfães.
Esta aldeia é um pequeno aglomerado de casas, essencialmente construídas em granito, rodeado por socalcos, quase na totalidade ocupados por culturas tradicionais.
Meridãos
É uma aldeia situada em plena Serra de Montemuro e que pertence à freguesia de Tendais, concelho de Cinfães.
É uma povoação rural, com poucos habitantes, e que ainda mantém as características e tradições rurais bem presentes nos seus habitantes.
Os seus campos verdejantes e caminhos lajeados antigos são os seus principais atractivos.
No seu património, para além do casario rústico, destaca-se a Capela de Santa Quitéria e o Padrão Comemorativo da Independência de Portugal.
Capela de Santa Quitéria
Situada no centro da aldeia de Meridãos, freguesia de Tendais, é um pequeno templo dedicado a Santa Quitéria.
Capela de traçado simples, uma só nave e campanário com um sino, encontra a si adossado um edifício, também ele antigo que, supostamente, pertencerá à capela, como auxílio das práticas religiosas.
Padrão Comemorativo da Independência de Portugal
Situado em Meridãos, uma aldeia da Freguesia de Tendais, foi aí implantando para comemorar a passagem do III século da Restauração da Independência e o VIII século da Fundação de Portugal, conforme indica a inscrição na base do mesmo: “PORTUGAL / 1940 / III SÉCULO DA RESTAURAÇÃO / VIII SÉCULO DA FUNDAÇÃO”.
É frequentemente denominado por 'Pelourinho', embora não possua qualquer característica para assim ser designado.
Tendais
É uma freguesia e paróquia portuguesa do concelho de Cinfães. Foi vila e sede de concelho, extinto entre 1821 e 1832, passando a integrar o concelho de Ferreiros de Tendais a partir daí e até à sua inclusão no actual município de Cinfães.
Tendais tem a sua origem anterior à fundação da nacionalidade, sendo que o primeiro documento de que há registo faz menção a este lugar data de 1109. A 6 de Setembro de 1513, o concelho de Tendais recebe foral de D. Manuel I, Foi extinto entre 1821 e 1832, passando a freguesia para o de Ferreiros de Tendais, anexando-se ao concelho de Cinfães.
Esta povoação situa-se abaixo dos elevados cumes do Montemuro, tendo como limite mais meridional as Portas de Montemuro. Aproxima-se do Castelo de Alrete, sobre a sua povoação de Soutelo, mais a oriente e abeira-se de um palco circular conhecido por Pedra Posta, a ocidente, e a Sul, com o cume do Perneval.
Região essencialmente rural, os seus habitantes ainda hoje se dedicam na sua maioria a actividades agrícolas, sendo as de maior peso as culturas do milho, do centeio, da batata e da castanha, e pecuárias, com especial destaque para a criação de gado bovino da característica raça arouquesa, a par do chamado "gado miúdo"- ovinos e caprinos.
Não obstante o progresso corrosivo, ainda se observam hoje, localmente, alguns vestígios de vivência comunitária.
A prática agrícola em socalcos foi o recurso encontrado pelas populações locais para vencer os desníveis das vertentes e praticar uma agricultura semi-intensiva, em que as culturas alternam com o lameiro e o recurso a fertilizantes naturais é ainda a regra.
No seu património destaca-se a Igreja de Santa Cristina.
Igreja de Santa Cristina
A Igreja Matriz da paróquia de Tendais, cujo orago é Santa Cristina de Bolsena, está localizada no lugar de Quinhão. Foi edificada entre os séculos XVIII-XIX, durante o consulado pombalino próximo a uma outra, talvez de fundação medieval, que apresentaria a orientação canónica Este-Oeste, o que não é o caso da actual.
Reconstruída em 1767, em estilo barroco nacional tardio, destacam-se, no seu interior, algumas esculturas barrocas de alguma relevância, nomeadamente as de Santa Bárbara e São Sebastião. A da padroeira, trabalho menos erudito do século XVII ou de transição para o século XVIII, foi profundamente alterada por criminosos repintes. Trata-se, contudo, de uma curiosa representação de Santa Cristina, mártir, com a serpente "enroscada" no seu braço direito (ver Paróquia).
A torre sineira assenta no centro da fachada desta Igreja, de nave única. No seu interior existem quatro altares, para além do altar-mor, dois laterais e dois colaterais. O tecto é decorado com uma representação da última ceia.