Ficha Técnica
O “PR2 – Percurso das Minas” (Castro Daire) segue em parte o que delineámos em 2006, aquando da nossa primeira visita às Minas de Moimenta.
Este percurso, agora marcado, merece ser percorrido atendendo a um conjunto muito interessante de factores, envolvendo a paisagem, o património natural e o património histórico. Em relevo as Minas de Moimenta e a povoação das Levadas, os dois pontos mais interessantes do passeio.
Partindo da capela de Tulha Nova e na direcção da sua traseira, sobe-se ligeiramente a estrada, seguindo por um trilho em terra, no ponto onde esta vira à esquerda.
O trilho segue a meia encosta subindo depois de forma acentuada até à capela de São Martinho, em Moimenta.
A partir daí inicia-se uma descida, por caminho empedrado e com muita água, o que o torna escorregadio e, por vezes, perigoso. A partir de certo momento segue uma levada e cruza alguns campos e várias linhas de água.
O caminho segue até um cruzamento onde surge uma placa apontando os dois sentidos. Para a esquerda segue-se para a povoação de Moimenta e para a direita segue-se no sentido das minas. É esta segunda opção que devemos tomar.
Descendo mais um pouco chegamos à ponte de pedra sobre o Rio Tenente e começamos a caminhar sobre o velho trilho mineiro. Esta parte do percurso segue por caminho empedrado que quando se encontra molhado é bastante escorregadio.
Descendo um pouco pelo caminho chegaremos a uma entrada da mina, junto a uma placa do percurso.
É possível entrar na mina e atravessá-la, percorrendo algumas galerias com um pouco de segurança, seguindo um fio que nos serve de guia ao longo de um percurso que dura cerca de 15 a 20 minutos. Com a orientação deste fio é possível explorar e perceber um pouco a difícil e perigosa vida de mineiro nos idos anos 40/50 do século XX.
Por razões de segurança, na exploração destas minas, convém salientar que estamos a falar de galerias com mais de cinquenta anos de abandono e de falta de manutenção.
Após a opcional travessia da mina, continuamos então a descer a calçada mineira em direcção à linha de água onde, após passar uma ponte, se inicia uma longa, íngreme e algo desgastante subida na direcção da aldeia de Sobrado. Durante a subida vire-se para o vale e, enquanto descansa, aprecie a paisagem.
Antes de atingir a povoação o trilho desvia à esquerda e sobe até à estrada, mas sem passar pela aldeia.
O caminho segue, depois, a meia encosta descendo suavemente, mas seguindo agora na direcção da aldeia de Sobreda.
O trilho passa também fora da povoação, contornando o vale e descendo pelos terrenos, acompanhando a linha de água. Nesta fase é necessária alguma atenção às marcas porque o caminho desvia do percurso aparentemente principal. Entra pelos vários campos existentes nos socalcos, atravessando-os, o que, por vezes, nos faz duvidar se estamos no caminho correcto.
O percurso vai ter novamente ao trilho empedrado das minas voltando a passar na ponte de pedra sobre o Rio Tenente. Passa mais uma vez junto da tal placa que apontava em duas direcções. Seguimos agora na direcção da povoação de Moimenta.
A passagem na povoação não é especialmente interessante mas pode permitir algum abastecimento no café local.
Sobe-se depois um pouco até ao “estádio” de futebol local e segue-se por estrada até ao lugar das Levadas.
A passagem nesta povoação é um dos pontos mais interessantes deste percurso. Ainda fortemente marcada pela construção rústica própria desta serra, encontra-se abandonada mas muito bem conservada. É para aqui que os pastores locais trazem o seu gado para pastar, pois a abundância de água mantém os pastos ricos. É também a grande quantidade de água que corre por ribeiras e levadas que, provavelmente, deu o nome ao lugar.
Após uma visita à povoação, que aconselhamos que seja longa para se poder aproveitar um conjunto de pormenores interessantes, desce-se pelo caminho empedrado, onde a água corre em abundância na direcção de Tulha Nova. Este caminho, na sua fase inicial, cruza diversos moinhos de água e é bastante escorregadio devido à existência de pedras molhadas.
Percorre-se o trilho até este chegar à aldeia de Tulha Nova. Atravessa-se a estrada principal e desce-se por um trilho empedrado até à capela onde iniciámos o passeio, dando este por terminado.