Minas na Serra

 

No interior da Mina de Poça da Cadela

 

Mina de Poça da Cadela – Regoufe

A mina de Poça da Cadela, em Regoufe, aldeia da freguesia de Covelo do Paivô, iniciou a actividade a 9 de Janeiro de 1915. No entanto, o auge da exploração aconteceu depois de 1941, ano em que foi constituída a Companhia Portuguesa de Minas, que funcionou essencialmente com capitais e administração britânicos. Ficou conhecida como a “Companhia Inglesa” e a ela se devem importantes melhoramentos na região, como a abertura de estrada a partir da Ponte de Telhe e a instalação de electricidade e telefone nas minas.

O complexo mineiro da Poça da Cadela possuiu uma área de cerca de 57 hectares, integrando tanto as instalações técnicas e administrativas, como as residências e diversas entradas de galerias. Foi a concessão mais rentável em Regoufe, sendo possível encontrar ainda hoje diversas galerias e escombreiras espalhadas por toda a zona central.

A mina de Poça da Cadela ocupava vários pisos.

Actualmente é possível observar-se mais de uma dezena de entradas de galerias.

Esta mina, a mais importante na zona de Regoufe, era composta por mais de uma dezena de filões de quartzo com uma mineralização de volframite, cassiterite, arsenopirite e, acessoriamente, pirite, blenda, apatite e berilo.

Os filões de direcção média tinham, normalmente, uma espessura entre 10 e 20 cm (excepcionalmente, até 50 cm) e estavam incrustados no granito de Regoufe. Contornando o plutão existe uma auréola de “metamorfismo de contacto” (metamorfismo em redor de uma intrusão ígnea, resultante do calor emanado pela intrusão durante a sua instalação e arrefecimento) até 2 km do granito, onde existiram outras minas: Muro, Raposeira e Cerdeiral.

A alteração provocada na paisagem pela presença de ruínas, das galerias e das escombreiras confere-lhe um elevado interesse do ponto de vista da paisagem cultural e da arqueologia mineira. A presença de filões mineralizados com volframite, conferem ao sítio médio interesse mineralógico e para colecções museológicas. Possui elevado interesse didáctico, não só relativamente aos aspectos da indústria mineira passada, mas muito em particular com os aspectos geológicos relacionados com as mineralizações desta área. Usufrui igualmente de elevadas potencialidades turísticas e, uma vez sujeito a uma estratégia de geoconservação, poderá constituir uma mais-valia económica para a região.

A título de curiosidade, sabe-se que entre 1935 e 1951 foram extraídas 639.000 toneladas de minério de volfrâmio e estanho destas minas.

 

Minas das Chãs

Situadas no planalto das Chãs, próximo do ponto mais alto do Maciço da Gralheira, o Alto das Chãs, na Serra da Arada, estas minas encontram-se a uma altitude de 1.116 metros, no limite da freguesia das Chãs com a de Manhouce.

Centram-se, assim, a par da travessia do planalto e das suas panorâmicas ímpares, no património que foi constituído aquando da Segunda Guerra Mundial com a procura do Ouro Negro, o Volfrâmio, que se encontrava por toda a serra.

Devido à implementação do parque eólico sobre as galerias mineiras é perigosa a tentativa de percorrer essas velhas e muito provavelmente instáveis galerias.

 

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