Travessia Guarda – Loriga (2004)
A marcação de percursos de Grande Rota (GR’s) terá surgido em França, no final do século XIX, resultado do grande interesse pela prática do pedestrianismo.
A Fédération Française de la Randonnée Pédestre, nas comemorações dos seus 60 anos de existência (em 2007), já possuía mais de 200 mil quilómetros de percursos pedestres sinalizados.
Numerosos países seguiram o exemplo francês, no que resultou um conjunto vastíssimo de percursos. Actualmente, a Alemanha possui mais de 200 mil quilómetros de percursos sinalizados, a Espanha 60 mil, a Suíça 50 mil, a Holanda 5 mil e Portugal 4 mil. Os números expressam a grandeza do fenómeno que ultrapassa a Europa e se estende aos Estados Unidos da América, Canadá, África do Sul ou à Nova Zelândia.
Os Percursos de Grande Rota ou Trilhos de Grande Rota, assinalados como GR, são percursos pedestres devidamente marcados que podem cobrir dezenas a várias centenas de quilómetros.
Estes percursos pedestres são balizados no terreno através de marcas registadas, específicas para o efeito, geralmente em ambientes naturais e/ou ao longo de caminhos tradicionais. Identificam-se pela sigla GR®, seguida do número de registo; ex. GR 28. São demarcados com as cores vermelho e branco, e têm a particularidade de demorarem mais de uma jornada a percorrer (≥ 30 km).
