Linha do Corgo – Atravessando a Ponte Ferroviária do Tanha (2013)
O princípio do caminho-de-ferro em Portugal decorreu durante as décadas de 1850 e 1860. O troço entre Lisboa e o Carregado, inaugurado no dia 28 de Outubro de 1856, foi um dos mais importantes acontecimentos dessa época. A partir dessa altura, muitos são os marcos que assinalam a história dos transportes; de um projecto inicial para ligação ferroviária ao Porto à fronteira de Badajoz, ergueu-se numa verdadeira rede ferroviária, com ligações internas e externas, em muito contribuindo para o desenvolvimento do País e sua aproximação à Europa.
Centenas de quilómetros de caminho-de-ferro rasgaram o isolamento do interior do país oferecendo às populações autênticas obras de engenharia que venceram acidentados terrenos e revolucionaram a mobilidade. No entanto, na época em que estas ferrovias foram construídas o custo da obra pesou e, perante o esforço técnico e financeiro que seria necessário para vencer a sinuosidade dos terrenos, optou-se por uma solução mais “apertada”, com uma distância entre carris mais pequena, a que chamaram via estreita.
O fim destas linhas começa a ditar-se em 1969, quando o conselho de administração da CP decide encerrar as linhas de tráfego reduzido.
Restam pouco mais de uma centena de quilómetros em Portugal de ferrovias de via estreita, metade das quais com a circulação suspensa para obras ou à espera de uma de decisão sobre o seu futuro.
Para além das vias estreitas, foram encerrados outros troços de caminho-de-ferro no país, num total de 700 quilómetros, dezenas de estações ao abandono, e alguns carris substituídos por ecopistas.
