
Estação de Duas Igrejas-Miranda
O imponente edifício da estação é composto por dois pisos. A infra-estrutura ferroviária contemplava um edifício para armazenagem de mercadorias, um depósito de água, uma plataforma giratória para virar as locomotivas e um estaleiro para manutenção do material ferroviário. Na proximidade existem ainda alguns edifícios que provavelmente serviriam de apoio à estação e à linha. Actualmente estas infra-estruturas encontram-se em ruína.
O edifício da estação possui um riquíssimo conjunto azulejar de grande beleza e riqueza patrimonial.
O troço até Duas Igrejas - Miranda, foi o último troço a ser construído na Linha do Sabor, tendo sido inaugurado em 22 de Maio de 1938.

Apeadeiro de Fonte de Aldeia
Pequena estrutura em alvenaria que servia de abrigo aos passageiros.
Junto encontra-se um edifício que serviria de alojamento a pessoal de apoio à linha.

Estação de Sendim
O edifício da estação é composto por apenas um piso. A infra-estrutura ferroviária contemplava ainda um edifício para armazenagem de mercadorias e um edifício de sanitários. Na proximidade existe ainda um outro edifício que serviria de apoio à estação e à linha. Actualmente estas infra-estruturas encontram-se em ruína.
Possui um riquíssimo conjunto de painéis em azulejo, considerado como um dos expoentes máximos da decoração do património ferroviário português.

Apeadeiro de Urrós
O edifício do apeadeiro é apenas de um piso e possui, em separado, um edifício para armazenagem de mercadorias, um edifício de sanitários e depósito de água. Existem ainda outros edifícios em redor, provavelmente para apoio ao apeadeiro e à linha.

Apeadeiro de Sanhoane
Este apeadeiro foi destruído após a desactivação da via-férrea, em 1988, pelo que não existem vestígios do mesmo.

Estação de Variz
O edifício da estação é apenas de um piso e possui, em separado, um edifício para armazenagem de mercadorias, um edifício de sanitários e o depósito de água. Existem ainda diversos edifícios em redor, provavelmente para apoio à estação e linha, e a uma passagem de nível.
Esta é uma das poucas estações da Linha do Sabor que fica dentro da povoação.

Estação de Mogadouro
O edifício da estação, de traça imponente e composto por dois pisos, possui, no exterior, edifícios para armazenagem de mercadorias, um edifício de sanitários e um depósito de água. Existem ainda diversos edifícios em redor provavelmente para apoiar a estação e a linha.
O troço entre Lagoaça e Mogadouro foi iniciado em Agosto de 1930 tendo sido terminado em 1932, sendo o terceiro troço a ser inaugurado na Linha do Sabor.
Junto à antiga estação ainda permanecem, embora abandonados, os silos de cerais que pertenceram à EPAC (Empresa para a Agroalimentação e Cereais).

Apeadeiro de Vilar de Rei
Pequeno edifício de um piso, com edifícios exteriores para armazenagem de mercadorias e sanitários.

Passagem de Nível de Vilar de Rei
Edifício de dois pisos de imponente porte.
Servia de casa ao Guarda-Linhas que tomava conta da passagem de nível. Indica a passagem pelo Km 68,234 da via.

Igreja Matriz de Vilar de Rei
Igreja Matriz construída no século XVII pelo povo e pela Ordem Militar do Templo.

Estação de Bruçó
Pequena estação de dois pisos com edifícios exteriores para armazém de mercadorias e sanitários.
Em 1926, data em que as obras na Linha do Sabor, além de Carviçais, arrancaram após vários anos de interrupção, esta estação já se encontrava construída há alguns anos, junto com as de Lagoaça e Freixo de Espada à Cinta.

Apeadeiro de Santa Marta
Este apeadeiro foi destruído após a desactivação da via-férrea, em 1988, pelo que não existem vestígios do mesmo.

Estação de Lagoaça
Composta por dois pisos, a estação possui um armazém de mercadorias em anexo e, no exterior, um edifício de sanitários e um depósito de água. Actualmente esta infra-estrutura encontra-se totalmente recuperada.
O troço entre Carviçais e Lagoaça foi aberto em 6 de Julho de 1927, sendo o segundo troço a ser inaugurado na Linha do Sabor.

Apeadeiro de Fornos-Sabor
Pequeno apeadeiro, do estilo paragem de autocarro, em estado de ruína.

Estação de Freixo de Espada à Cinta
A estação de Freixo de Espada à Cinta é um edifício de dois pisos com armazém de mercadorias em anexo. Existe ainda um edifício externo para sanitários.
Actualmente os edifícios estão completamente abandonados e em estado de ruína.

Apeadeiro de Macieirinha
Este apeadeiro foi destruído após a desactivação da via-férrea, em 1988, pelo que não existem vestígios do mesmo.

Estação de Carviçais
A estação de Carviçais possuía, além do edifício principal para uso dos passageiros, um armazém para mercadorias. Possuía ainda um triângulo ferroviário, destinado às operações de inversão das locomotivas. Vestígios desta instalação são ainda visíveis em fotografia aérea, a norte da via, cerca de 100 metros a Leste do edifício principal. Próximo da estação, à margem da via, situava-se um celeiro da Federação Nacional de Produtores de Trigo.
Esta interface foi inaugurada em 17 de Agosto de 1917, como terminal provisório da Linha do Vale do Sabor; este foi o primeiro troço a ser aberto ao serviço nesta linha ligando esta estação à estação do Pocinho.

Apeadeiro da Fonte do Prado
Este apeadeiro foi destruído após a desactivação da via-férrea, em 1988, pelo que não existem vestígios do mesmo.

Apeadeiro de Mós
Este apeadeiro foi destruído após a desactivação da via-férrea, em 1988, pelo que não existem vestígios do mesmo.

Apeadeiro de Souto da Velha
Pequeno edifício de um piso que actualmente se encontra em adiantado estado de degradação.

Apeadeiro de Felgar
Não se conseguiu confirmar, devido ao mato que envolve as ruínas, se as fotografias constantes nesta galeria pertencem ao antigo apeadeiro.

Apeadeiro de Cabeço da Mua
Pequeno edifício de um piso que actualmente se encontra em adiantado estado de degradação.

Apeadeiro de Carvalhal
Era neste apeadeiro que o minério de ferro, oriundo de diversas minas desta região, era depois carregado e transportado em comboio.

Apeadeiro de Quinta Nova
Pequeno edifício de um piso que actualmente se encontra abandonado.

Apeadeiro de Lamelas
Pequeno edifício de um piso que actualmente se encontra abandonado.

Apeadeiro de Zimbro
Pequeno edifício de um piso que actualmente se encontra abandonado. Não possui qualquer identificação exterior.

Apeadeiro de Larinho
Pequena infra-estrutura ferroviária de um piso com armazém de mercadorias em anexo e edifício de sanitários.
Actualmente encontra-se recuperado servindo de café/restaurante.

Apeadeiro de Quinta de Água
Pequeno edifício de um piso que actualmente se encontra abandonado.

Estação de Torre de Moncorvo
Era a primeira estação após o início da linha na estação do Pocinho.
A estação é constituída por um edifício de dois pisos, pelo armazém de mercadorias que faz parte do edifício principal, edifício de sanitários, depósito de água e aparelho para reabastecimento de água das locomotivas a vapor. Existe ainda um outro edifício que servia de habitação ao Chefe da Estação.
Toda a infra-estrutura ferroviária se encontra recuperada, embora sem qualquer uso aparente.

'Estação Técnica' da Gricha
A Linha do Sabor possui a maior rampa ferroviária contínua em Portugal, sendo que nos 12 km que vão da estação do Pocinho à de Torre de Moncorvo se vencem 280 metros de desnível, num traçado sinuoso. Por esse motivo e sensivelmente a meio deste percurso, era necessário fazer uma paragem técnica na denominada "estação da Gricha", para que as locomotivas a vapor pudessem recuperar pressão e continuar a longa subida.
De Moncorvo até Felgar a rampa continuava por mais 13 km, perfazendo um total de 25 km de rampa contínua. Nestes últimos quilómetros de via férrea venciam-se cerca de 260 metros de desnível, o que no total somavam 540 metros de desnível vencido. Tudo isto para fazer como que os comboios subissem desde o Rio Douro, contornando a Serra do Reboredo, para chegarem ao planalto mirandês.
Este pequeno edifício encontra-se em total ruína.

Ponte Rodo-Ferroviária do Pocinho
A ponte rodo-ferroviária do Pocinho, também designada por Ponte do Pocinho, é uma estrutura ferroviária da Linha do Sabor, que cruza o Rio Douro.
Apresenta dois tabuleiros sobrepostos tendo o superior cerca de 262 metros de comprimento por 8 metros de largura, onde circulavam as composições ferroviárias em via-férrea de bitola métrica. O tabuleiro inferior servia para uso rodoviário. A ponte está assente sobre quatro pilares de pedra, formando três vãos de 54 metros no centro e dois vãos de 45 metros na periferia.
A construção da ponte foi prevista pelo Plano da Rede Complementar ao Norte do Mondego em 15 de Fevereiro de 1900, no entanto, a obra apenas teve início em Novembro de 1903. A ponte foi inaugurada a 4 de Julho de 1909.
A Linha do Sabor foi usada sobretudo para fins de escoamento do ferro das Minas do Reboredo nos seus últimos anos de exploração, tendo sido encerrada a 1 de Agosto de 1988. Nos dias de hoje a ponte rodo-ferroviária encontra-se encerrada a todos os tipos de tráfego.
Em 2009, as autarquias de Torre de Moncorvo e de Vila Nova de Foz Côa solicitaram ao Ministério da Cultura que esta ponte fosse classificada como património, devido à sua importância como parte do projecto da Ecopista do Sabor.

Estação do Pocinho
A estação ferroviária do Pocinho, também conhecida como estação do Pocinho, é uma infra-estrutura pertencente à Linha do Douro, situada no Pocinho, no concelho de Vila Nova de Foz Côa.
O Pocinho viu chegar o caminho-de-ferro a 10 de Janeiro de 1887, com a abertura do troço ferroviário entre a estação do Tua e a do Pocinho, no que seria a penúltima fase da construção da Linha do Douro.
A 17 de Setembro de 1911, o Pocinho marcava a sua entrada para a lista das Vias Estreitas do Douro, com a inauguração do troço de 33 km que marcavam o início da Linha do Sabor.
Usada sobretudo para fins de escoamento do ferro das Minas do Reboredo nos seus últimos anos de exploração, foi encerrada a 1 de Agosto de 1988.
Termina nesta estação o troço activo da Linha do Douro.