
Estação de Peso da Régua
A estação ferroviária da Régua, também conhecida como estação de Peso da Régua, é um interface das Linhas do Corgo e Douro, situada na localidade do Peso da Régua, no distrito de Vila Real.
Foi inaugurada em 15 de Julho de 1879, como parte da Linha do Douro.
A 17 de Setembro de 1911, o Pocinho marcava a sua entrada para a lista das Vias Estreitas do Douro, com a inauguração do troço de 33 km que marcavam o início da Linha do Sabor.
Em 1885, foi planeada uma ligação em via larga entre Viseu e Chaves que não teve seguimento devido às consideráveis dificuldades que iriam ser encontradas na sua construção. Desta forma, foram propostas duas alternativas, também em via larga. Uma delas, a que ligava a Régua a Viseu por Lamego, foi apoiada pelas autoridades militares. No entanto, a Régua não apresentava condições para suportar o entroncamento da via larga, continuando o problema de se construir em terreno muito difícil.
Em 1927, uma comissão formada para estudar e elaborar o plano da rede ferroviária ao Norte do Rio Douro propôs a instalação de duas linhas em via estreita: uma da Régua a Lamego e a outra a partir desta localidade até São Pedro do Sul, passando por Castro Daire. Estas duas linhas foram inseridas no Plano Geral da Rede Ferroviária, documento oficializado pelo Decreto n.º 18190, de 28 de Março de 1930, tendo a Linha de Lamego sido continuada até Pinhel, passando por Vila Franca das Naves. Uma ligação ferroviária entre a Régua e Vila Franca das Naves já tinha sido anteriormente apresentada, em via larga, pelo Plano da Rede Complementar ao Norte do Mondego, aprovado por um decreto de 15 de Fevereiro de 1900.
Actualmente esta estação continua em serviço.

Ponte Ferroviária do Corgo
A ponte ferroviária do Corgo é uma infra-estrutura ferroviária das Linhas do Corgo e Douro, que atravessa o Rio Corgo.
Apresenta aproximadamente 156 metros de extensão e 6 metros de largura e encontra-se ainda em serviço.

Apeadeiro do Corgo
Pequeno apeadeiro situado na derivação da Linha do Douro para a Linha do Corgo.
Serviria, provavelmente, para controlo das composições ferroviárias que passavam da linha do Douro para a do Corgo. Situa-se junto à Ponte do Corgo e ao Posto de Manutenção da Régua.
Este pequeno edifício encontra-se recuperado. Foi a partir daqui que os carris foram removidos.

Apeadeiro do Tanha
Pequeno apeadeiro de um único piso com edifício exterior para sanitários.
Actualmente encontra-se totalmente recuperado.
Este apeadeiro antecede/precede a passagem na ponte sobre o Rio Tanha.

Ponte Ferroviária do Tanha
Ponte ferroviária metálica sobre o Rio Tanha.
Actualmente encontra-se em mau estado de conservação, sem travessas e carris, mantendo apenas um passadiço intacto.

Estação de Alvações
Estação de um piso com edifício anexo para armazenamento de mercadorias e edifício exterior para sanitários.

Estação de Povoação
Pequeno edifício de um piso com edifício externo para sanitários.

Estação de Carrazedo
Construção de dois pisos, com edifícios externos para sanitários e armazenagem de mercadorias. Possui ainda depósito de água e aparelho para abastecer de água as locomotivas a vapor.

Ponte Ferroviária de Carrazedo
Pequena ponte ferroviária em alvenaria, de um arco só, sobre o Ribeiro do Paúl.Pequena ponte ferroviária em alvenaria, de um arco só, sobre o Ribeiro do Paúl.

Apeadeiro de Cruzeiro
Pequeno edifício de um piso com edifício exterior para sanitários.

Estação de Vila Real
A estação de Vila Real é composta por um edifício de dois pisos, de porte imponente, acompanhado por diversos edifícios de apoio e de armazenamento de mercadorias.
No espaço da gare existe um depósito para água, equipamento para abastecimento de água a locomotivas a vapor, e uma ponte rotativa, para inverter o sentido às locomotivas.
A estação de Vila Real foi inaugurada em 12 de Maio de 1906, como terminal provisório da Linha do Corgo. O troço seguinte, até Pedras Salgadas, só foi inaugurado em 15 de Julho de 1907.

Estação de Abambres
Edifício de um piso com armazém de mercadorias anexo e edifício exterior para sanitários.

Apeadeiro de Cigarrosa
Pequeno apeadeiro que actualmente apenas apresenta uma pequena plataforma e a placa com o nome. Desconhece-se se em tempos existiu algum edifício.

Apeadeiro de Fortunho
O apeadeiro de Fortunho é composto por um edifício de um piso com armazém de mercadorias em anexo e um edifício exterior para sanitários.
Actualmente encontra-se em completo estado de ruína.

Estação de Samardã
Pequena estação de um piso com edifício exterior para sanitários.
Actualmente está em avançado estado de degradação.

Apeadeiro de Tourencinho
Edifício de um único piso.
Provavelmente existiram outros edifícios mas foram alterados ou demolidos.

Estação de Zimão
Edifício de um piso com armazém de mercadorias em anexo. Possuía ainda um edifício externo para sanitários.
Actualmente a antigo apeadeiro encontra-se em ruínas.

Apeadeiro de Parada de Aguiar
O Apeadeiro de Parada de Aguiar, originalmente denominado de Parada, é uma interface ferroviária desactivada da Linha do Corgo, que servia a localidade de Parada, no concelho de Vila Pouca de Aguiar.
É um pequeno edifício de um piso, actualmente transformado em oficina/sucata.

Estação de Vila Pouca de Aguiar
De traça imponente, o edifício da estação é composto por dois pisos e possui, no exterior, um edifício de sanitários.
Em 1934, a Companhia Nacional de Caminhos de Ferro, que estava a explorar esta Linha, realizou obras de ampliação dos cais coberto e descoberto nesta estação.

Apeadeiro de Nuzedo
Pequeno edifício de piso único com uma extensão que servia de sala de espera coberta para passageiros.

Estação de Pedras Salgadas
De porte monumental, a estação de Pedras Salgadas é composta por um edifício de dois pisos, um depósito de água e o aparelho que permitia abastecer de água as locomotivas a vapor. Em tempos existiu um edifício externo que servia de sanitários e, aparentemente, um armazém de mercadorias que, na actualidade, já não existem.
Uma portaria de 13 de Setembro de 1905 aprovou o projecto para o troço entre o Ribeiro de Varges e a Estação de Pedras Salgadas. Previa-se que esta estação, com a classificação de 2.ª classe, deveria ser construída entre a Estrada Real e a estrada municipal que dava acesso às termas.
O troço entre a estação de Vila Real e a de Pedras Salgadas foi inaugurado em 15 de Julho de 1907.

Apeadeiro de Sabroso
O edifício do apeadeiro é apenas de um piso e possui, em separado, um edifício para armazenagem de mercadorias, um edifício de sanitários e depósito de água.
Existem ainda outros edifícios em redor, provavelmente para apoio ao apeadeiro e à linha.

Apeadeiro de Loivos
O edifício da estação é composto por apenas um piso. A infra-estrutura ferroviária contemplava ainda um edifício para armazenagem de mercadorias.
Actualmente estas infra-estruturas encontram-se em profunda ruína.

Apeadeiro de Oura
Pequena estrutura em madeira que servia de abrigo aos passageiros.

Apeadeiro de Salus
Pequena estrutura ferroviária em alvenaria que servia apenas de abrigo aos passageiros.

Estação de Vidago
Edifício de dois pisos, monumental, que inclui um construção para armazenagem de mercadorias, sanitários e depósito de água. O espaço que envolve a gare é agradável e revela uma época de esplendor e riqueza. Hoje, o espaço está abandonado e a degradação tomou conta das infra-estruturas.
Quando foi estudado o prolongamento da Linha do Porto à Póvoa e de Famalicão até Chaves, em 1877, não se planeou a passagem da linha por Vidago, indo mais directamente na direcção de Chaves. Porém, quando se planeou a Linha do Corgo, nos finais do século XX, já se tinha incluído a passagem pela importante estância termal de Vidago.
Com efeito, ficou estabelecido que a linha deveria forçosamente passar por Vidago, devido ao elevado tráfego de passageiros e mercadorias que produziria, pelo que, quando a linha foi planeada, se procurou um traçado de forma a melhor servir aquela estância termal, sem obras de grande vulto que pudessem prejudicar as nascentes de águas minerais. Por outro lado, também se previu que esta estação seria o ponto de entroncamento da Linha do Corgo com a Linha do Tâmega, pelo que deveria ser construída num local com espaço para futuramente se fazer a ligação entre ambas as Linhas.
Em Outubro de 1905, já se estava a estudar a ligação entre Pedras Salgadas e Vidago. Este troço foi inaugurado em 20 de Março de 1910.

Ponte Ferroviária de Vidago
Pequena estrutura metálica assente sobre dois pilares em pedra permitia a passagem do comboio sobre o Rio Oura.
Está situada a poucas dezenas de metros da estação de Vidago.

Apeadeiro de Campilho
Pequeno edifício em alvenaria que servia apenas de abrigo aos passageiros.

Apeadeiro de Vilarinho das Paranheiras
Edifício com alguma imponência, de dois pisos, com edifício separado para sanitários.

Apeadeiro de Peneda
Não se encontraram vestígios deste apeadeiro pelo que se supõe que o mesmo poderá ter sido destruído devido às obras de construção da auto-estrada (A24).

Apeadeiro de Vilela do Tâmega
Edifício de dois pisos, com alguma imponência, enriquecido por azulejos. Possui edifício externo para sanitários.

Ponte Ferroviária do Tâmega
Ponte em alvenaria de apenas um arco sobre o Rio Tâmega. É também conhecida por Ponte Ferroviária da Curalha.

Estação do Tâmega
Actualmente propriedade privada, encontra-se em excelente estado de conservação e mantém, aparentemente, o estilo original. O edifício da estação é constituído por dois pisos, com um edifício exterior para sanitários.
Junto à estação encontra-se uma composição ferroviária composta por uma locomotiva a vapor e uma carruagem.
O troço entre a estação de Vidago e a do Tâmega entrou ao serviço em 20 de Junho de 1919.

Apeadeiro de Fonte Nova
Pequeno edifício de apenas um piso. Encontra-se actualmente algo descaracterizado.

Estação de Chaves
O imponente edifício da estação é composto por dois pisos com arcada do lado da gare. Encontra-se decorada com alguns painéis de azulejos. A infra-estrutura ferroviária contemplava um grande edifício para armazenagem de mercadorias e diversos edifícios de apoio à actividade ferroviária.
Esta estação foi inaugurada em 28 de Agosto de 1921, como terminal da Linha do Corgo.

Espaço Museológico de Chaves
O Espaço Museológico de Chaves fica situado no antigo espaço ferroviário, ocupando as instalações da antiga cocheira daquela estação, terminus da Linha do Corgo.
Tem em exibição algumas peças ferroviárias de interesse, entre as quais diversas locomotivas a vapor, uma ambulância postal e diverso material ferroviário de menor porte.