Sendim

 
 
 
O Concelho de Miranda do Douro
União das Freguesias de Sendim e Atenor
 

Sendim é uma vila pertencente à União das Freguesias de Sendim e Atenor, da qual é sede, no concelho de Miranda do Douro, região do Norte, sub-região das Terras de Trás-os-Montes.

É a freguesia mais a Sul da sede do município, Miranda do Douro, do qual dista cerca de 23 km.

Está inserida na zona do Parque Natural do Douro Internacional, uma zona rica em fauna e flora. É uma vila situada a poucos quilómetros do rio Douro, e que como tal se identifica com as arribas, sendo mesmo denominada a “Capital das Arribas”.

Elevada a vila em 1989, é parte integrante da área em que se fala o “mirandês”, na sua variedade “sendinês”.

Os estudos toponímicos mais recentes estabelecem duas etimologias prováveis para o topónimo Sendim: uma tem origem antroponímica do nome próprio medieval “Sendinus” e a outra tem origem na palavra goda “sinth-s” que significa caminho. Neste caso Sendim assume o seu topónimo enquanto localidade que nasceu junto ao caminho que bifurcava da estrada romana ou “Carril Mourisco” e o ligava ao Sul e Espanha.

No termo de Sendim foi feito o achado arqueológico mais antigo do Planalto (Paleolítico Superior – antes do X milénio a.C.), tratando-se de algumas peças líticas talhadas em sílex, encontradas a Norte da Capela de San Paulo. Estão também documentados vários povoados castrejos (Uolgas, Santos, Fragosa, Picon de ls Arteiros e San Paulo) e os povoados romanizados de Trambas Carreiras e San Paulo.

A primeira referência escrita de Sendim é de 1258 nas Inquirições de D. Afonso III. Nova referência em 1291, em acordo feito entre D. Dinis e D. Fernão Peres, a propósito da comenda de Algoso em que o rei pedira à Ordem de Malta algumas aldeias da ordem, entre as quais Sindym.

Sendim desenvolve-se num planalto suavemente talhado por linhas de água, que contrastam com o vale encaixado e escarpado do rio Douro onde desaguam, a Sul do aglomerado.

A Vila de Sendim é ladeada de explorações agrícolas, dominadas por culturas de sequeiro (cereal), interrompidas por lameiros, olival, vinha e culturas de regadio (milho e batata), que conferem à paisagem uma variação cromática geográfica e sazonal. Junto ao aglomerado, desenvolvem-se pequenos quintais com culturas de hortícolas em pequenos talhões. Ao longo das linhas de água, serpenteiam lameiros ladeados por vegetação ripícola (freixo, amieiro e salgueiro).

Em Sendim, marca igualmente presença a cultura da vinha, a qual se faz em terraços voltados para a Espanha, e que descem para o Douro. Esta cultura é caracterizada por uma forte aposta na utilização de técnicas agro-ambientais, das quais se destaca a utilização de seixos brancos, retirados das várias cascalheiras naturais da região, e que apresentam várias vantagens no combate às formigas. Face a esta aposta, foi possível à Cooperativa Agrícola Ribadouro (CAR), em Sendim, lançar o primeiro vinho biológico da Região Vinícola de Trás-os-Montes.

O núcleo primitivo, com especial referência a poente da igreja, apesar de algumas intervenções de recuperação nem sempre seguindo os critérios mais adequados, mantém as características originais da sua malha, de ruas estreitas, de planos marginais compactos, que sustenta uma leitura coerente, mas nem sempre homogénea. No núcleo primitivo, subsistem ainda muitos edifícios de uso rural e exemplares quinhentistas. As construções tradicionais são, em regra, de granito nas alvenarias e vãos, podendo aquelas ser caiadas.

 

PATRIMÓNIO DE SENDIM

 

Sendim – Capela de Nossa Senhora dos Remédios

Sendim – Capela de Nosso Senhor da Boa Morte

Sendim – Capela de São Sebastião

Sendim – Estação Ferroviária

Sendim – Igreja Matriz