
Porta do Espírito Santo
Esta porta encontra-se adossada à Capela do Espírito Santo.
É da mesma época da Porta de Santo António e conserva as escadas que dão acesso à zona superior, permitindo, do cimo da porta, obter uma perspectiva geral da paisagem envolvente.

Capela do Espírito Santo
Construída no século XVI, exibe características renascentistas.
Este templo apresenta uma pequena torre sineira e um campanário, encontrando-se adossada a uma das portas da vila, a porta do Espírito Santo.

Chafariz do Meio
Chafariz de espaldar com duas bicas e um tanque rectangular localizado ao nível do chão.
Encontra-se edificado nas proximidades da casa onde habitou Fernando Namora.

Casa de Fernando Namora
É uma casa senhorial e situa-se face a face com o Chafariz do Meio.
O médico-escritor habitou-a cerca de dois anos. Durante esse tempo, escreveu algumas das suas obras literárias.

Miradouro
(Largo dos Canhões)
Chegando às portas de Monsanto, é quase obrigatório acercarmo-nos do seu miradouro abaluartado, do qual é possível observar uma paisagem deslumbrante sobre as terras que circundam a aldeia.
Neste local, de formato arredondado, encontram-se 2 canhões apontados ao horizonte, como que a proteger Monsanto dos inimigos.

Casa Brasonada
Sem qualquer referência em relação à data da sua construção, é uma habitação típica das beiras, com dois pisos e alpendre.
Como principal característica desta estrutura, destacam-se as colunas que compõem o alpendre e o imponente brasão existente numa das suas paredes.

Igreja Matriz
Igreja maneirista e barroca, a sua edificação data, provavelmente, do século XVI-XVII.
Dedicada a São Salvador, foi erguida para substituir a antiga Igreja Matriz, a Capela de São Miguel, situada no alto do castelo.
Possui planta longitudinal composta por três naves escalonadas de três tramos, uma capela-mor mais estreita e uma sacristia adossada.
No seu interior existe um túmulo com os restos mortais do seu fundador, datado de 1630, e altares de talha dourada, datados dos séculos XVII-XVIII.
A fachada apresenta uma rosácea do século XVIII e o portal está ornamentado com elementos de estilo renascentista.
Sofreu obras de restauro e conservação em 1995 e em 2001/2002.

Cruzeiro de São Salvador
De cariz essencialmente popular, este cruzeiro possui um pedestal e um fuste cilíndrico encimado por uma cruz latina que caracteriza este tipo de edificações.

Casa Brasonada da Família Mendonça
Localizada bem no coração da vila, é uma casa senhorial típica. Sem se saber a época da sua edificação, a porta de entrada é encimada por um brasão da família Mendonça.
Actualmente adquirida por particulares, encontrava-se em fase de recuperação e restauro em 2010.

Chafariz da Fonte Nova
Construído junto da Igreja Matriz, possui uma bica e um tanque rectangular localizados num nicho em pedra que forma um arco aberto na parede onde se encontra.

Solar da Família Pinheiro
Edifício grandioso, o solar da Família Pinheiro, também conhecido por Palácio da Fonte do Mono, possui, na zona central da fachada do solar, a Fonte do Mono.
Construído no século XVIII e remodelado em 1998, é um solar barroco de planta trapezoidal de dois e três pisos, com cobertura homogénea em telhado de duas águas, exibindo um frontão triangular interrompido, com volutas, o qual é encimado por um brasão. Por cima da fonte existe uma pequena janela com volutas rematadas por uma concha de vieira.

Solar da Família do Marquês da Graciosa
Foi construído entre o século XVII e o século XVIII pelo Marquês da Graciosa e alcaide-mor de Monsanto, Fernando Afonso Geraldes de Melo Sampaio Pereira.
É um solar setecentista, de planta rectangular, com dois pisos divididos por um friso e com cobertura homogénea em telhado de duas águas.
No século XX foi adquirido pela Câmara Municipal que, após a sua restauração, o converteu em Posto de Turismo.

Antiga Capela do Socorro
Especula-se que a sua edificação ocorreu na mesma época da Igreja da Misericórdia, tendo, como propósito, o apoio a enfermos e peregrinos.
Convertida em habitação, esta antiga capela fica situada junto do Pelourinho.

Pelourinho de Monsanto
Este marco jurisdicional do século XVI está situado no Largo da Misericórdia e insere-se no grupo de pelourinhos de bola com cone embolado.
Possui um degrau quadrangular, base octogonal, coluna com base anelada, fuste de secção circular e não apresenta capitel. O remate é efectuado por uma peça cilíndrica com esferas.
Este pelourinho foi desmantelado após a Implantação da República e reconstruído nos anos 30 do século passado.

Igreja da Misericórdia
Igreja maneirista construída no século XVI, serviu de igreja paroquial até à edificação da actual Igreja Matriz. Quando foi edificada, esta capela substituiu a capela de São Lázaro, antigo local de culto, hoje desaparecida.
Apresenta uma planta longitudinal composta por uma nave e uma sacristia e anexo adossados, um campanário no exterior e um nicho na sua fachada com Nossa Senhora e o menino nos seus braços. Ladeando o nicho, encontram-se duas pequenas janelas.
No interior, destaque para o púlpito no lado da Epístola. Existem ainda três altares, uma imagem de São Pedro e um conjunto de imagens representativas do ciclo da Paixão de Cristo.

Torre de Lucano ou do Relógio
Construída no século XV, esta antiga torre é de extrema importância para os monsantinos. Considerada como o ex-libris da aldeia, servia de vigia ao morro contíguo, pois dominava todo o horizonte circundante.
A encimar esta construção foi colocado um cata-vento com a réplica do Galo de Prata, troféu obtido num concurso efectuado em 1938, quando Monsanto ficou popularmente conhecida como "aldeia mais portuguesa de Portugal".

Porta de Santo António
Esta porta foi mandada construir no século XVIII pelo Conde de Lippe a fim de preparar a defesa da aldeia para a Guerra dos Sete Anos.
Possui uma guarita abandonada e um brasão-de-armas.

Capela de Santo António
Construída no século XVI em estilo manuelino, esta capela está encostada ao cemitério da aldeia.
É composta por uma planta longitudinal com uma nave e uma capela-mor mais estreita, com coberturas interiores diferenciadas, de madeira em masseira na nave e em abóbada de nervuras na capela-mor. Exibe um portal com quatro arquivoltas.

Antiga Clínica de Fernando Namora
Este edifício serviu de clínica onde Fernando Namora exerceu medicina entre 1944-1946.
Não sendo possível a visita ao seu interior, apenas uma placa na modesta fachada granítica assinala o facto.

Antigo Forno Comunitário
Actualmente em bom estado de conservação, este forno era usado pelos habitantes da aldeia para cozer o pão de centeio e trigo.
Junto a este forno encontra-se um miradouro natural da campina e do casario de Monsanto que se estende pela encosta.

Gruta
Localizada em frente ao antigo forno comunitário, é possível visitar uma pequena gruta que possui, no seu interior, um balcão, um banco e uma pia esculpidos em granito.

Casa da Guarda
Compartimento de planta rectangular, com acesso através de uma porta, em arco pleno no exterior e arco abatido no interior, encimada por orifício destinado ao brasão, ladeado pela esfera armilar, observando-se, do lado direito, a inscrição "IIIATSA", sobre a qual ainda não se conhece tradução.

Torre de Menagem
Mandada edificar no século XII por Gualdim Pais, Grão-Mestre da Ordem dos Templários, foi uma estrutura pioneira e inovadora na época.
Actualmente ainda se encontra em bom estado de conservação.

Porta de Acesso aos Paços do Castelo
Esta porta faz parte do muro que delimita dois recintos: o interno, que corresponde à alcáçova, e o externo, demarcado pela cerca da vila.

Capela de Nossa Senhora do Castelo
Este templo foi edificado em 1694 sobre uma primitiva capela da Ordem dos Templários e, tal como o nome indica, é consagrada a Nossa Senhora do Castelo.
Estrutura construída em alvenaria de granito, possui planta longitudinal composta por nave e capela-mor mais estreita, com coberturas interiores diferenciadas em telhados de duas águas, iluminada por janelas em capialço, rasgadas nas fachadas laterais.
A fachada principal em empena baixa, encontra-se rasgada por portal em arco abatido, ladeado por uma janela. A fachada lateral direita rasga-se por uma porta de verga recta, no corpo da capela-mor. O interior contempla um simples altar e a imagem de Nossa Senhora do Castelo.

Porta da Traição
Em arquitectura militar, porta da traição, porta falsa, poterna, ou porta do ladrão, é uma porta secundária, dissimulada nas muralhas de um castelo ou fortaleza, que conduzem ao exterior, permitindo aos ocupantes das instalações, sair ou entrar sem atrair as atenções nem serem vistos.
Atribui-se o mesmo nome às passagens que permitiam à infantaria dirigir-se de um ponto a outro do forte, ou até entre fortes, sem ser descoberta, ou às passagens nas cortinas das fortalezas abaluartadas. Durante um cerco, uma porta da traição poderia funcionar tanto como uma porta para fuga, como para efectuar incursões às tropas agressoras.
Esta é a segunda porta que o castelo contempla, normalmente utilizada como último reduto.

Torreão
Estrategicamente instalados em paredes defensivas ou erguidos perto de um alvo, as torres, torreões ou cubelos têm proporcionado aos seus usuários um recurso importante no estabelecimento de posições defensivas e na obtenção de uma melhor visualização do território à sua volta, incluindo os campos de batalha.
Este torreão ainda se encontra em bom estado de conservação, apesar de apresentar já algum desgaste.

Cisterna
Uma cisterna é um reservatório de águas pluviais ou de águas obtidas pelos degelos. Utilizada maioritariamente para consumo, nomeadamente na alimentação, na higiene e na limpeza, é usada também para a rega.
Na arquitectura militar constituía-se em elemento essencial à sobrevivência das populações que habitavam as zonas intramuros dos castelos e fortalezas.
A cisterna do castelo de Monsanto, com dois arcos plenos, significou, em vários momentos da história, a sobrevivência da população, forçada a viver cercada pelo inimigo.

Palácio dos Governadores
Durante as Invasões Francesas construiu-se, junto ao Palácio dos Governadores, um hospital e um paiol, separados por uma barreira amuralhada.
Devido à acidental explosão que ocorreu no paiol numa noite de Consoada, entre 1813-1815, apenas restam algumas ruínas destas construções.

Castelo
Situado na margem direita do Rio Ponsul, este castelo foi erguido num cabeço fortificado a 763 metros de altitude.
Muito pouco se conhece das suas origens, embora algumas informações concretas só apareçam no reinado de D. Afonso Henriques, altura em que Monsanto conservava uma posição privilegiada de fronteira. Este soberano concedeu foral ao castelo em 1174, mantendo-se, durante muitos séculos, como uma das mais relevantes estruturas militares da Beira Interior.
A parte mais antiga de Monsanto encontra-se no ponto mais alto, onde os Templários construíram uma cerca com uma torre de menagem. Posteriormente, a esta estrutura adicionou-se outra, com quatro torres e dois recintos desnivelados. No primeiro existe uma cisterna e a capela de Nossa Senhora do Castelo. Duas das torres, adossadas pelo lado exterior da muralha, possuem planta rectangular e estão desprovidas de vãos no lado Norte; a terceira torre, idêntica, situa-se a Este; e a quarta torre, de planta quadrada, posiciona-se a Sul, com acesso através de lanço de escadas perpendicular ao adarve.
As guerras peninsulares, nos inícios do século XIX, foram as grandes causadoras de importantes alterações no castelo e adarves, não restando troços significativos da estrutura medieval. A explosão do paiol, no interior do castelo, e o desabamento de um rochedo granítico, o qual arrastou parte da muralha, foram determinantes para a destruição da fortaleza templária.

Sepulturas Antropomórficas
As sepulturas abertas na rocha, normalmente cobertas por uma tampa ou apenas por terra e pedras, destinavam-se a um ritual de inumação de um corpo que, na maioria dos casos, não era acompanhada por qualquer tipo de espólio.
Grande parte destas sepulturas correspondem aos finais do século IX e meados do século XI. Podem assumir a forma não antropomórfica (mais antigas), ovalada, rectangular com laterais arqueados, trapezoidal, ou antropomórfica, com algumas variantes no contorno da cabeceira e de todo o corpo, com ângulos rectos ou arredondados.
A implantação destas sepulturas verifica-se, regra geral, em locais destacados na paisagem sobranceiros a um largo horizonte, outeiros ou grandes afloramentos graníticos, normalmente associados a caminhos antigos.
Estas sepulturas, em quantidade apreciável e situadas junto à Capela de São Miguel, foram provavelmente utilizadas entre os séculos VI e IX.

Capela de São Miguel
Templo românico datado do século XII, possui planta longitudinal composta por nave e capela-mor mais estreita e baixa, capitéis com decoração zoomórfica, cornija decorada com esferas e cachorrada com motivos geométricos.Exibe duas portas de arco de meia volta perfeita, uma delas com quatro arquivoltas também de volta perfeita. A coluna do lado esquerdo da fachada principal possui esculpido o côvado, medida medieval padrão, de 65 centímetros. O vão é protegido por porta de duas folhas em ferro.
A fachada lateral esquerda remata em cornija sustentada por cachorrada; além destes, ainda possui outras decorações zoomórficas e símbolos fálicos. A porta desta fachada é encimada por tímpano semicircular e o vão encontra-se protegido por grade metálica. A fachada lateral direita apresenta uma cachorrada semelhante à da fachada oposta. A empena da fachada posterior encontra-se rasgada por uma fresta na zona superior. Acede-se ao seu interior por uma escadaria em granito com cinco degraus. A capela-mor ainda conserva uma mesa de altar, um fragmento da pia baptismal em forma de cálice e a base de coluna.
Actualmente encontra-se sem cobertura, mas com as paredes bem conservadas.
O campanário desta capela, construído nas suas proximidades num afloramento granítico a uma cota mais elevada, possui dois arcos geminados de volta perfeita.
Circundam a igreja várias sepulturas antropomórficas, assim como as curiosas cavidades conhecidas por "tigelas dos pobres".

Campanário
Parte integrante da capela de São Miguel, este campanário foi edificado num afloramento granítico a uma cota mais elevada. Construído em cantaria de granito, possui dois arcos geminados de volta perfeita.

Torre do Pião
Apenas existem vestígios desta torre erguida no século XII. Localizada extramuros, em elevação fronteira ao castelo e sobranceira às ruínas da Igreja de São Miguel, apresenta planta quadrada e apenas parte dos seus muros originais.

Capela de São Pedro de Vir-a-Corça
Este templo é um dos mais interessantes testemunhos de arquitectura religiosa românica da Beira Baixa. Construída no século XII ou XIII, o seu nome está relacionado com a Lenda da Corça ou do Eremitão Amador que, segundo consta, se encontra sepultado nas proximidades do altar da capela juntamente com o seu discípulo.
D. Dinis atribuiu à capela Carta de Feira, em 1308. No século XVI, a edificação foi remodelada interiormente e realizadas alterações nas colunas.
De aspecto exterior rude, aponta para uma resistência das formas. A fachada principal possui portal de arco de volta perfeita, com impostas escassamente decoradas, sobrepujado por um tímido óculo circular axial, com gelosia muito pouco rendilhada.
O seu interior é amplo, com cabeceira tripartida, capela-mor composta por dois tramos e absidíolos muito estreitos. Na nave, arco triunfal de duas arquivoltas em arco pleno e duas colunas de capitel jónico que serviram de suporte a um provável coro barroco sugerindo um espaço organizado em três naves.
Dignas de registo são as doze pedras existentes na parede lateral Sul que, segundo dizem, funcionam como relógio de Sol.
O campanário, construído isoladamente sobre uma enorme bola granítica, situa-se a alguns metros de distância da capela. Destacam-se, ainda, algumas sepulturas antropomórficas cavadas na rocha de diferentes dimensões junto ao alçado Norte da capela.