
Igreja da Misericórdia
Erigido nos séculos XIII - XIV, este templo conhece profundas obras de remodelação em 1622, conforme data epigrafada no portal.
Apresenta planta longitudinal composta, com sacristia e campanário adossados.
A entrada principal, antecedida por adro murado, faz-se por um portal de arco pleno. No alçado lateral pode observar-se um vestígio da construção primitiva: a porta em arco quebrado, com as impostas salientes e o tímpano decorado com motivos geométricos.
O interior, de nave única, tem tecto em madeira e pavimento em lajeado. Possui coro alto e púlpito em talha.
A capela-mor é coberta por tecto de caixotões, tem as paredes revestidas por tábuas pintadas, exibindo ao centro o retábulo em talha dourada do altar-mor.
No interior deste monumento de arquitectura religiosa Românica poderão ser apreciadas obras de pintores da Escola Grão Vasco, de Viseu, representando a "Adoração" e "Fuga para o Egipto".

Casa da Fortaleza
(Antiga Albergaria)
A Misericórdia possuía um hospital instalado na Casa-Fortaleza, edifício que funcionou também como albergaria, casa dos expostos e conta-se que terá sido a residência de Dona Lopa.
Imóvel de planta quadrangular irregular organizado em torno de um pátio descoberto; a entrada é feita por um portal em arco pleno, encimado por nicho com a imagem de Santo António.
No pátio interior existe uma escadaria e balcão em granito, que dão acesso ao andar superior.
Na fachada principal, rematada por uma cornija, podem observar-se duas gárgulas com decoração antropomórfica e zoomórfica que, na tradição popular, protagonizam o Diabo e uma Cabra, personagens míticas de uma história antiga que ali teria tido lugar – A Lenda da Dona Lopa e a Dama Pé-de-Cabra.

Fonte Babosa
Este fontanário, provavelmente do século XVI, é uma fonte de mergulho ou de "chafurdo".
Apresenta planta quadrangular formando volume cúbico, abertura entaipada por motivos sanitários, em arco pleno, figurando por cima o brasão municipal de Linhares.

Casa com Janelas Manuelinas
O Estilo Manuelino, por vezes também chamado de Gótico português tardio ou flamejante, é um estilo decorativo, escultórico e de arte móvel que se desenvolveu no reinado de D. Manuel I e prosseguiu após a sua morte, ainda que já existisse desde o reinado de D. João II.
Neste estilo predominam as formas exuberantes e uma forte interpretação naturo-simbólica de temas originais, eruditos ou tradicionais.
A janela, tanto em edifícios religiosos como nos seculares, é um dos elementos arquitectónicos onde melhor se pode observar este estilo.
Esta casa apresenta as primeiras janelas Manuelinas da aldeia.

Solar da Família Corte Real
Com data provável de construção na segunda metade do século XVIII, o Solar Corte Real é também representativo das construções residenciais deste estilo arquitectónico.
Consta que em 1941 o solar foi completamente destruído por um ciclone.
Na frontaria da casa principal, virada para a Igreja da Misericórdia, o gosto barroco anuncia-se na composição e nos apontamentos decorativos: a fachada é enquadrada por pilastras, nela se abrindo número regular e simétrico de janelas; a empena apresenta-se rematada por cornija, que se eleva em recorte para formar o frontão destinado a receber o brasão de família. Este, esculpido no meio de elementos vegetalistas, é constituído por um escudo com as insígnias heráldicas da família Corte Real: seis crescentes em duas palas, elmo voltado à esquerda e, por timbre, um leão.
As molduras diferenciadas das janelas, o gradeamento de ferro da sacada e a ornamentação superior do frontão quebram a sobriedade geral da arquitectura do solar, embora alguns elementos-base da casa nobre setecentista estejam aqui presentes.
Actualmente recuperado, funciona como Unidade Hoteleira do Inatel.

Casa com Janela Manuelina
O Estilo Manuelino, por vezes também chamado de Gótico português tardio ou flamejante, é um estilo decorativo, escultórico e de arte móvel que se desenvolveu no reinado de D. Manuel I e prosseguiu após a sua morte, ainda que já existisse desde o reinado de D. João II.
Neste estilo predominam as formas exuberantes e uma forte interpretação naturo-simbólica de temas originais, eruditos ou tradicionais.
A janela, tanto em edifícios religiosos como nos seculares, é um dos elementos arquitectónicos onde melhor se pode observar este estilo.

Casa com Janelas Manuelinas
O Estilo Manuelino, por vezes também chamado de Gótico português tardio ou flamejante, é um estilo decorativo, escultórico e de arte móvel que se desenvolveu no reinado de D. Manuel I e prosseguiu após a sua morte, ainda que já existisse desde o reinado de D. João II.
Neste estilo predominam as formas exuberantes e uma forte interpretação naturo-simbólica de temas originais, eruditos ou tradicionais.
A janela, tanto em edifícios religiosos como nos seculares, é um dos elementos arquitectónicos onde melhor se pode observar este estilo.

Pelourinho
Erigido em praça pública no século XVI, assinalava um dos poderes consignados no foral à organização concelhia: o exercício da justiça.
Aqui, eram também aplicados, publicamente, os castigos corporais ditados pelo juiz, prática caída em desuso no século XIV.
Com D. Manuel I, a rude coluna medieval assume outra simbologia e, por isso, apresenta aplicado trabalho artístico, passando, desde então, a estar associada à reforma dos forais e a representar a autonomia e liberdades concelhias.
A decoração que recria alguns motivos do formulário manuelino incide em particular no capitel e no remate, em forma, respectivamente, de cone invertido e de pinha.
A ornamentação é vegetalista (estrias simulando folhagens) e geométrica (esferas na base da coluna). No cimo, uma ornamentação heráldica: a esfera armilar e a cruz de Cristo, símbolos deste monarca. Todo o monumento, imóvel considerado de Interesse Público, foi construído em granito da região, à excepção da Cruz de Cristo.
É um Imóvel de Interesse Público desde 11 de Outubro de 1933.

Fórum e Fonte de Mergulho
Do período de ocupação romana e posteriormente adaptado na época medieval existe o Fórum.
É composto por uma bancada corrida com uma pequena mesa descentrada e formada por três blocos graníticos, está construído sobre uma fonte de mergulho ou chafurdo de planta quadrangular.
Elemento raro da arquitectura civil administrativa e judicial medieval, tem a particularidade de ter sido construído por cima da fonte de mergulho, de influência gótica, que apresenta uma abertura em arco quebrado e cobertura interna em abóbada.
O Fórum terá possuído uma escadaria em granito e no parapeito existiram colunas de pedra que serviam de suporte a um alpendre de madeira, que ruiu com a degradação inerente do passar dos anos.

Casa da Câmara
A Casa da Câmara (Domus Municipalis) é uma construção em cantaria, que se impõe pela sua composição equilibrada, de efeito harmónico, a sugerir dignidade e sobriedade.
Na fachada principal, extensa superfície em granito com poucos vãos, sobressaem os poderosos cunhais e a cornija a enquadrá-la, abrindo-se, ao centro, o portal e a janela de sacada; por cima, as armas reais do tempo de Dona Maria (século XVIII).
No piso térreo existiu a Cadeia, como era hábito na época.
Imóvel utilizado como Câmara Municipal, Tribunal e Cadeia, serviu de Escola Primária Feminina e residência da professora até 1985.
Após a sua recuperação, é o edifício da Junta de Freguesia.

Antiga Hospedaria
Construído provavelmente no século XVI, o edifício tem dois pisos e o muro que prolonga a fachada principal oculta um logradouro com uma fonte.
Na frontaria, pode observar-se uma janela quinhentista que conjuga arcos de cortina e conopial e é decorada por duas fiadas de meias esferas graníticas, separadas por uma moldura de toral que preenchem os espaços da verga, peitoril e ombreiras.

Solar Brandão de Melo
Um imóvel representativo da arquitectura civil residencial do século XIX é o Solar Brandão de Melo.
É um edifício de influência neoclássica, com fachada encimada por um frontão triangular onde se inscreve o brasão de armas.

Capela do Senhor dos Passos
Associada ao Solar Brandão Melo está a Capela do Senhor dos Passos dos séculos XVI-XVII.
Por cima do portal de entrada da capela existe um nicho com a cruz de Cristo em pedra.
O posto de turismo localiza-se nesta antiga capela.

Casa com Janela Manuelina
O Estilo Manuelino, por vezes também chamado de Gótico português tardio ou flamejante, é um estilo decorativo, escultórico e de arte móvel que se desenvolveu no reinado de D. Manuel I e prosseguiu após a sua morte, ainda que já existisse desde o reinado de D. João II.
Neste estilo predominam as formas exuberantes e uma forte interpretação naturo-simbólica de temas originais, eruditos ou tradicionais.
A janela, tanto em edifícios religiosos como nos seculares, é um dos elementos arquitectónicos onde melhor se pode observar este estilo.

Casa com Porta Manuelina
O Estilo Manuelino, por vezes também chamado de Gótico português tardio ou flamejante, é um estilo decorativo, escultórico e de arte móvel que se desenvolveu no reinado de D. Manuel I e prosseguiu após a sua morte, ainda que já existisse desde o reinado de D. João II.
Neste estilo predominam as formas exuberantes e uma forte interpretação naturo-simbólica de temas originais, eruditos ou tradicionais.
A janela, tanto em edifícios religiosos como nos seculares, é um dos elementos arquitectónicos onde melhor se pode observar este estilo.

Casa com Janela Manuelina
O Estilo Manuelino, por vezes também chamado de Gótico português tardio ou flamejante, é um estilo decorativo, escultórico e de arte móvel que se desenvolveu no reinado de D. Manuel I e prosseguiu após a sua morte, ainda que já existisse desde o reinado de D. João II.
Neste estilo predominam as formas exuberantes e uma forte interpretação naturo-simbólica de temas originais, eruditos ou tradicionais.
A janela, tanto em edifícios religiosos como nos seculares, é um dos elementos arquitectónicos onde melhor se pode observar este estilo.

Casa do Judeu
Exemplo do tipo de habitação judia é a Casa Manuelina, edifício de porte nobre com a fachada em alvenaria de granito.
A entrada para a loja e para o segundo piso faz-se pelo arco da Rua do Passadiço, antes designada por Rua da Judiaria.
Um alpendre de recorte típico protege a porta principal, sendo a porta da loja larga, com verga e ombreiras chanfradas e divisas ao fundo, como era usual nas casas dos judeus, para marcar a hierarquia dos moradores.
Neste edifício terá provavelmente funcionado um local público de culto ou sinagoga, que possuía comunicação interior com as casas vizinhas através de portas, hoje tapadas mas ainda visíveis.
O imóvel apresenta uma das mais elaboradas janelas manuelinas de Linhares, tendo sido classificado de Interesse Público.
Actualmente é conhecido como Casa do Judeu e nele funciona um ponto de venda de Artesanato.
É um Imóvel de Interesse Público desde 24 de Janeiro de 1967.

Casa Judaica com Porta e Janela Manuelinas
O Estilo Manuelino, por vezes também chamado de Gótico português tardio ou flamejante, é um estilo decorativo, escultórico e de arte móvel que se desenvolveu no reinado de D. Manuel I e prosseguiu após a sua morte, ainda que já existisse desde o reinado de D. João II.
Neste estilo predominam as formas exuberantes e uma forte interpretação naturo-simbólica de temas originais, eruditos ou tradicionais.
A janela, tanto em edifícios religiosos como nos seculares, é um dos elementos arquitectónicos onde melhor se pode observar este estilo.

Casa com Janela Manuelina
O Estilo Manuelino, por vezes também chamado de Gótico português tardio ou flamejante, é um estilo decorativo, escultórico e de arte móvel que se desenvolveu no reinado de D. Manuel I e prosseguiu após a sua morte, ainda que já existisse desde o reinado de D. João II.
Neste estilo predominam as formas exuberantes e uma forte interpretação naturo-simbólica de temas originais, eruditos ou tradicionais.
A janela, tanto em edifícios religiosos como nos seculares, é um dos elementos arquitectónicos onde melhor se pode observar este estilo.

Janela com Vão Epigrafado
Exibe a data de 1745.

Solar Pina Aragão
Construído no século XVI, recebe melhoramentos no século XVIII.
Casa nobre com influência barroca, a sua fachada principal é composta por um frontão curvo e apresenta um brasão em pedra com as armas da família Pina Aragão e Costa.
A ala norte integra ainda uma construção quinhentista, com portais biselados, vestígios da primeira casa de família.
Em 1859, volta a conhecer obras, datando desta fase uma hipotética remodelação da frontaria.

Casa do Largo da Igreja
Localizada no largo da Igreja e próxima do castelo, esta casa ainda mantêm os característicos traços de rusticidade das antigas habitações de Linhares.

Casa com Porta Manuelina
O Estilo Manuelino, por vezes também chamado de Gótico português tardio ou flamejante, é um estilo decorativo, escultórico e de arte móvel que se desenvolveu no reinado de D. Manuel I e prosseguiu após a sua morte, ainda que já existisse desde o reinado de D. João II.
Neste estilo predominam as formas exuberantes e uma forte interpretação naturo-simbólica de temas originais, eruditos ou tradicionais.
A janela, tanto em edifícios religiosos como nos seculares, é um dos elementos arquitectónicos onde melhor se pode observar este estilo.

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção
Outrora consagrada a Santa Maria, esta igreja foi edificada provavelmente no século XII.
Da sua forma original restam poucos elementos Românicos: no corpo da nave, um arco pleno entaipado, um portal de umbrais talhados obliquamente, com tímpano liso em arco pleno e duas arquivoltas e, a rematar a empena, uma cornija decorada com meias esferas e cachorros zoomórficos e antropomórficos.
O estilo Barroco, patente no restante edifício, ficou a dever-se à remodelação operada no século XVII e centúria seguinte.
O interior, de nave única, tem tecto plano tripartido com travejamento à vista e pavimento lajeado e em tijoleira.
Os retábulos são em talha dourada e policroma, de influência maneirista.
Na capela-mor, o investimento decorativo é mais profuso, salientando-se o tecto de caixotões formado por trinta painéis pintados com figuras de santos e as dez tábuas pintadas que revestem as paredes e que são atribuídas a Vasco Fernandes (Grão Vasco).
É um Imóvel de Interesse Público desde 18 de Julho de 1957.

Fonte de São Caetano
Situado atrás da Igreja Matriz, este fontanário de estilo barroco foi restaurado em 1829, segundo se pode ler na inscrição ali afixada.
O frontispício apresenta as armas reais e possui um nicho que abrigava a imagem de São Caetano (hoje desaparecida) terminando, no topo, com uma cruz.

Castelo de Linhares da Beira
Construído no reinado de D. Dinis, em 1291 e supostamente sobre as ruínas de um antigo castro pré-romano da Idade do Ferro, o castelo ocupa um cabeço rodeado por penedos graníticos escarpados, provocando a necessária adaptação da planta das muralhas à irregularidade do terreno.
Actualmente apresenta um aspecto muito distante da realidade histórica, com a ausência de alguns dos elementos funcionais, como é o caso das ameias, portas e escadas em madeira, bem como o conteúdo das torres.
No seu interior, o recinto de maior perímetro localizado a oeste corresponderia à alcáçova, uma zona estritamente militar. Aqui situavam-se: a torre de menagem e último reduto defensivo, construções para as tropas aquarteladas e as cisternas de água, imprescindíveis em caso de cerco ao castelo.
A torre de menagem, identificada pelos balcões de mata-cães ou ladroneiras, preparados para oferecer surpresas em caso de assédio, delas jorrando setas, pelouros, água e azeite ferventes. Um destes balcões ergue-se alguns metros acima da porta aberta a meia altura, numa das faces da torre de menagem, a principal do castelo.
Ao cunhal nordeste e à face sudoeste ligam-se lanços de muralha, que correm de norte para sul, assentes na rocha e se deslocam para oeste, formando uma linha poligonal que fecha um amplo terreiro, onde se abrigava a população da vila.
O caminho da ronda ou adarve, circunda o perímetro da muralha, de suficiente largura para não impedir o trabalho da defesa.
Duas outras muralhas estenderam-se para nascente, fechadas por uma segunda Torre. Deste modo um segundo Terreiro ficava também protegido no interior.
Duas robustas portas e um postigo mantêm o estilo da construção inicial.
Existiria ainda uma terceira torre, no flanco mais a este, que completava a estrutura defensiva do castelo.
Reconstruído no século XX, este imóvel encontra-se aberto ao público, possuindo na Torre Sineira um relógio de pêndulos, modelo do século XVII, ainda em funcionamento.
É um Monumento Nacional desde 17 de Junho de 1922.

Calçada Romana de Linhares da Beira
Supõe-se que esta calçada deveria integrar a rede viária construída pelos romanos, sendo parte do troço que ligava Mangualde a Linhares, seguindo para a Guarda através de Videmonte.
O percurso que hoje se pode percorrer parte do Largo da Misericórdia e tem uma extensão de cerca de 1300 metros, terminando na ribeira de Linhares.
Tem uma largura média de 4 metros e trata-se de uma via pavimentada com blocos graníticos rectangulares, adaptada a terreno desnivelado, descrevendo várias inflexões.