
Poldras sobre o Rio Ponsul
Conjunto de pedras alinhadas perpendicularmente à margem, que servem para facilitar a travessia do rio.

Porta Sul
Esta porta localiza-se junto à Sé Catedral, permitindo a entrada e saída da aldeia.
Nas suas imediações encontram-se muitas peças do período visigótico pertencentes à antiga Sé.

Habitação Romana
(Séculos I-III)
Junto às muralhas e próximo da Porta Sul, no recinto do Lagar das Varas, encontram-se fragmentos de ruínas romanas de uma habitação (séculos I-III a. C.) que se estendeu para limites exteriores à muralha, tendo sido fragmentada no momento de regressão da malha urbana (século IV).
Pela estrutura apresentada, seria habitação de uma família endinheirada, com um átrio centrado por um tanque e colunas nos cantos e um corredor ladeado por duas divisões de paredes rebocadas e pintadas.
Esta moradia foi parcialmente destruída durante a construção da muralha.

Arquivo Epigráfico
Esta moderna estrutura possui um longo corredor interno, onde é possível observar-se memórias de outras épocas.
Com uma colecção de pedras considerável, pode-se ficar a conhecer dedicatórias e homenagens funerárias, votivas e honoríficas, todas elas estudadas e traduzidas por especialistas da área.
É ainda possível ficar a conhecer toda a informação em suporte digital.

Lagar das Varas
Construído no século XIX, era outra das propriedades da família Marrocos.
É um importante edifício da arqueologia industrial que testemunha o aproveitamento de recursos da comunidade e a capacidade de transformação dos produtos agrícolas da região.
O Posto de Turismo localiza-se neste edifício.
Na primeira sala do Lagar, existem duas imponentes varas de prensagem e uma caldeira; na segunda sala, o depósito de azeitona e o espaço de moagem.
Recuperado recentemente, este espaço apresenta no seu interior, uma primeira sala com duas enormes varas de prensagem e uma caldeira; na sala contígua existe um depósito de azeitona e o espaço da moagem.
Actualmente está desactivado, prestando apenas serviço cultural como museu.

Ruínas da Sé Catedral
Localizadas junto à Sé Catedral, as ruínas surpreendem pela grandiosidade que tiveram nos seus primeiros séculos de vida.
Exemplos disso são os dois baptistérios do exterior: um a norte do templo, do século VI e de formato rectangular; o outro a sul, cruciforme. Ambos faziam parte integrante do seu interior.

Sé Catedral
A edificação desta Catedral remonta ao período visigótico e faz parte da estação arqueológica de Idanha-a-Velha.
Este edifício, construído nos séculos VI-VII, é hoje o resultado de um somatório de intervenções que sofreu ao longo dos tempos.
Actualmente, apresenta planta rectangular, uma porta de arco quebrado na fachada principal e outra na fachada lateral, vãos de lintel recto, inscrições romanas, frestas em arco pleno, três naves principais separadas por arco em ferradura (de origem muçulmana) e clerestório, com vão em arco pleno.
Apresenta ainda características do estilo manuelino. De realçar, as pinturas murais que conseguiram sobreviver a tantas mudanças.
No interior da capela-mor existe uma representação datada do século XVI, de São Bartolomeu e o Diabo a seus pés, emoldurados com harmoniosos motivos geométricos em tons de azul.
No exterior, a porta gótica possui um crucifixo, uma esfera armilar e as armas reais, em baixos-relevos evidentes no tímpano.
Junto da Catedral situam-se o Baptistério e o hipotético Paço Episcopal.

Castelo de Idanha-a-Velha, Torre de Menagem ou Torre dos Templários
O chamado Castelo de Idanha-a-Velha, também designado como Torre Menagem ou Torre dos Templários, foi erguido sobre o embasamento do antigo templo romano, primitiva área do fórum, por volta do ano 1197.
A Torre dos Templários foi erguida precisamente sobre o embasamento de um templo romano, na antiga zona do fórum, sobre a qual seria construído um templo medieval.
O templo, dedicado à deusa Vénus, foi mandado erguer pela família Caius Cancius Modestinus que, generosamente, o ofereceu à Egitânia.
A Torre tinha um pátio vedado por uma cintura amuralhada, actualmente inexistente.
Ainda é visível a janela românica, a porta gótica e a varanda contemporânea do rei D. Dinis.
A Sul da Torre de Menagem existem vestígios de uma construção romana, provavelmente reportáveis às termas da cidade do século III d.C.

Forno Comunitário
Antiga propriedade da família Marrocos, foi doado à Junta de Freguesia de Idanha-a-Velha, a qual o reabilitou para uso comunitário.
Existente há décadas, são já poucas as mulheres da aldeia que o usam para fazer o pão e os bolos tradicionais.

Pelourinho de Idanha-a-Velha
O Pelourinho foi mandado erguer por D. Manuel I, no século XVI, como tentativa de devolver à aldeia a sua antiga glória.
Está assente em três degraus octogonais de soco, coluna quadrangular, fuste octogonal com argola de ferro e capitel de secção octogonal.
O remate deste monumento é efectuado por uma peça pristática octogonal com as armas nacionais, a esfera armilar, a Cruz de Cristo e outros já indecifráveis, parecendo um deles ser o actual brasão da vila de Idanha-a-Nova.
No topo, um catavento de ferro assenta numa peça cónica com meia esfera.
Trata-se de uma peça de tipo heráldico, tendo como particularidade o fuste fuselado na parte superior.
De estilo Manuelino, está classificado como Imóvel de Interesse Público.

Casa dos Templários
A casa dos Templários data do século XVI. De arquitectura tipicamente beirã, possui dois pisos e um balcão exterior de acesso à habitação.
Marcada com o símbolo dos Templários, enquanto Comarca da Ordem funcionou como antiga câmara e cadeia.
No piso inferior está bem conservada a janela por onde os presidiários viam a luz do dia.
Actualmente é um centro de convívio comunitário.

Igreja Matriz
Mandada construir no século XVII, as obras de remodelação efectuadas ao longo do tempo terão colaborado para a perda dos seus traços originais.
A Antiga Igreja da Misericórdia possui um portal em arco perfeito, encimado por um nicho e um óculo.
As fachadas laterais, de estilo renascentista, são rebocadas e possuem lintéis de arco recto.
A Igreja é rematada por pináculos e uma torre sineira, acrescentada mais tarde com a sua cúpula piramidal.
Evidencia-se a decoração em baixo-relevo com figuras geométricas e vegetalistas emolduradas individualmente.
Em 1831 passou a ser a Igreja Matriz da aldeia, onde se concentrou todo o espólio de arte Sacra oriundo de várias capelas e templos de Idanha.

Calçada Romana
Os romanos notabilizaram-se sobretudo pela construção de sofisticadas infra-estruturas como canalizações, aquedutos e as estradas.
Estas obras estenderam-se por todo o Império, e grande parte do seu sucesso e divulgação deveu-se à extensa rede viária.
Apesar de não oferecer o conforto do asfalto dos dias de hoje, pois as rochas de basalto não proporcionavam grande continuidade e suavidade ao terreno, a verdade é que essas rochas estão hoje bem fixadas nos percursos, 2000 anos depois.
Deve-se, provavelmente, à técnica de preparação do terreno, em que eram colocadas várias camadas de materiais para assegurar a sua estabilidade e, só no final, o revestimento, com as rochas.

Ponte Romana
Esta ponte do século I sobre o rio Ponsul possui quatro arcos em volta perfeita, talhamares, tabuleiro de três faces, parapeito em cantaria e pavimento de calçada irregular.
Esta ponte servia para fazer a ligação entre redes viárias importantes da época romana: Mérida-Braga e Cáceres-Viseu.
Além de possibilitar a passagem para terrenos agrícolas, também permitia o acesso aos moinhos situados nos limites da aldeia.

Antigo Palheiro de São Dâmaso
Neste local e após trabalhos de investigação arqueológica, colocaram a descoberto um troço da muralha romana e um torreão.
Requalificado como oficina de Arqueologia, funciona agora como abrigo dos arqueólogos que trabalham nas escavações em Idanha-a-Velha.

Capela de São Dâmaso
Maneirista, é uma construção do século XVIII.
Apresenta pilastras salientes, telhado de duas águas, cornija saliente e nicho a encimar o portal.

Palacete da Família Marrocos
Construído no século XX, este palacete ocupa uma considerável extensão dentro da antiga cidade.
Apesar de apresentar sinais evidentes de abandono, ostenta uma estrutura de estilo ecléctico, que combina vários estilos arquitectónicos, desde o Classicismo ao Barroco.
As suas varandas talhadas em pedra monolítica, a torre cilíndrica e a janela de canto das casas quinhentistas a aparar a janela, destacam-se pela beleza que concedem ao palácio.
A família Marrocos, considerada em pleno século XIX como a maior e mais poderosa da região, foi detentora de enormes extensões de terras agrícolas.
A construção do palacete exterioriza o auge da sua prosperidade.
Pedras de vários feitios, com inscrições gravadas e símbolos, entre outros tesouros, aguardam melhores dias para se poderem desvendar mistérios esquecidos.

Tulhas
Estas tulhas ou armazéns, pertencentes à família Marrocos, eram locais onde armazenavam os frutos das colheitas e as alfaias agrícolas utilizadas na agricultura.

Porta Norte
Localizada a Norte, esta porta faz parte da muralha Romano-Medieval.
Possui arco de volta perfeita, dois torreões circulares e está reforçada por duplas arcadas interiores, aproximando-se rigorosamente da sua forma original.
Contudo, encontra-se vedada por uma parede construída posteriormente e que nada tem a ver com a sua forma original.

Muralha Romano-Medieval
Erguida pelos romanos, esta fortaleza terá sido alvo de constantes destruições e reconstruções ao longo de vários séculos, durante o domínio dos visigodos, islâmicos e a Reconquista Cristã.
Antes das intervenções arqueológicas, a muralha encontrava-se praticamente soterrada.
As Muralhas, de formato ovalado, possuem cerca de 750 metros de extensão, alguns torreões semi-circulares e quadrangulares e duas portas de acesso: a porta sul e a porta norte.

Capela do Espírito Santo
Este pequeno templo foi edificado entre os séculos XVI-XVII e localiza-se a Nordeste, na zona envolvente da aldeia.
Esta capela, de estilo maneirista regional e bem conservada, apresenta uma fachada simples, com empena rematada por uma cruz e uma cabeceira saliente.

Capela de São Sebastião
Construída no século XVII, corresponde a um exemplar de arquitectura religiosa com características vernaculares.
Este espaço serviu de Museu Lapidar da Egitânia, com o legado descoberto nos domínios da família Marrocos.