Solar Sampaio Roquete
A sua construção data do século XIX e trata-se de uma casa senhorial de influência Românica.
Apresenta uma planta longitudinal, janelas de guilhotina, um painel de azulejos policromáticos com temas religiosos, balcão com alpendre e duas colunas, janelas de sacada, uma janela de canto no primeiro andar e cornija.
Quinta do Ouriço ou Quinta das Obras
A Quinta das Obras, conjunto composto pela casa principal, as dependências e o chafariz, data possivelmente, da época em que os Templários se fixaram nesta região.
Nos terrenos da quinta é possível observar muros e outros vestígios arqueológicos.
Chafariz Fundeiro ou d'El Rei
Da época do reinado de D. Dinis restou, na povoação, o chafariz Fundeiro.
Também conhecido por chafariz d'el Rei, este imóvel do século XIV apresenta planta rectangular, duas bicas, espaldar simples, cornija, a bacia rectangular e as armas de D. Dinis.
Solar da Família Falcão
A casa da Família Falcão, ou solar D. Silvestre, ou do Visconde de Trancoso ou da Duquesa de Pozem, localiza-se no gaveto da Rua da Bica e Rua da Misericórdia.
Exibe planta longitudinal irregular, com uma porta de cocheiro, janelas de guilhotina e de sacada, uma coluna de canto com quatro volutas, um brasão com a data de 1616 e a inscrição do nome do impulsionador da construção do solar: Silvestre Francisco Leitão, alcaide-mor de Castelo Novo.
Corresponde a um solar maneirista, que mistura influências clássicas com influências vernaculares.
Solar Correia de Sampaio
Edifício do século XVIII, de grandes dimensões, o Solar da Família Correia de Sampaio está estruturado em função de um pátio aberto.
Apresenta uma planta composta, pilastras de granito na fachada principal e vãos de lintel recto.
Corresponde a um solar maneirista, que mistura influências clássicas com influências vernaculares.
Nos domínios deste solar encontra-se uma capela, de lintel em arco perfeito, janelas de guilhotina e janelas de sacada.
Chafariz da Bica
O chafariz da Bica, edificado no século XVIII, localiza-se no Largo da Bica e, em termos de arquitectura, sofreu influência barroca. Apresenta um espaldar rectangular, com duas pilastras, rematado por uma cruz latina biselada e o brasão de D. João V. Do conjunto fazem ainda parte os vasos, de influência barroco-joaninos.
Igreja da Misericórdia
Imóvel do século XVII e localizado no Terreiro da Misericórdia, a Igreja da Misericórdia apresenta influência maneirista.
Exibe uma planta longitudinal, vãos de lintel recto, cornija, uma cruz latina, um púlpito com guarda em madeira suportado por mísula, uma capela lateral, arco triunfal de volta perfeita, altar-mor com três painéis em talha dourada e cobertura em abóbada de berço.
Solar dos Gamboas
Localizado entra as ruas da Praça, da Misericórdia e do Paço, o solar dos Gamboas fica próximo do pelourinho e dos antigos Paços do Concelho.
A sua construção data do século XVIII, altura em que a família Gamboa se instalou em Castelo Novo.
Apresenta planta longitudinal, janelas de sacada, de guilhotina, vãos de lintel recto e remate em cornija.
Pelourinho de Castelo Novo
Provavelmente edificado no século XVI, o Pelourinho localiza-se na Rua da Praça, frente aos antigos Paços do Concelho.
Corresponde a um pelourinho manuelino de pinha piramidal, tipo heráldico, decorado com meias esferas e motivos vegetalistas estilizados, ainda com os ferros de sujeição.
Possui seis degraus octogonais, coluna sem base, fuste octogonal de superfície plana e com peça cilíndrica decorada com esferas armilares. No capitel existem esferas armilares e flores-de-lis.
Os ferros de sujeição possuem a representação de cabeças de serpentes.
O pelourinho é rematado com uma peça que tem nas suas faces a cruz de Cristo, o escudo nacional, a esfera armilar e motivos vegetalistas estilizados.
Apresenta ainda uma peça, no topo, com trifólios.
Chafariz de D. João V
O chafariz de D. João V, também conhecido por chafariz da Praça ou da Vila, localiza-se na Praça dos Antigos Paços do Concelho e encontra-se adossado ao edifício com a mesma denominação.
A sua construção data do século XVIII, do reinado de D. João V, e sofreu influências do estilo joanino floreado.
Possui uma planta trapezoidal, três faces que terminam em cornija, o brasão de D. João V e três bicas.
Antigos Paços do Concelho
Inserido nas tipologias românicas, o imóvel dos antigos Paços do Concelho é um exemplar de edifício com funções políticas e administrativas.
Localiza-se entre a Praça dos Paços do Concelho e a Rua da Torre de Menagem.
É possível que a construção deste edifício remonte a 1290, possivelmente, por acção de D. Dinis, que o terá mandado construir, assim como ao castelo e ao chafariz Fundeiro.
Em 1510, D. Manuel I mandou esculpir no edifício as armas reais, a cruz de Cristo e a esfera armilar.
Possui planta longitudinal, fachada principal voltada à praça, com dois pisos, tendo no piso inferior dois arcos de volta perfeita e um arco quebrado, prolongado em abóbada de berço. Os restantes vãos são de lintel recto. Apresenta balcão e escadaria, cornija e seis gárgulas.
No piso térreo estaria localizada a Cadeia e no primeiro piso a Câmara ao lado do Tribunal, sendo possível o acesso a este piso pelo balcão de pedra ou pela retaguarda, pela Rua do Castelo.
A partir de 1835 o edifício foi utilizado como escola.
Nos nossos dias, a antiga Cadeia é um Núcleo Museológico, estando expostos os vestígios arqueológicos encontrados na aldeia (moedas portuguesas dos reinados de D. Sancho I (1169-1210) até ao de D. João III (1521-1557), peças metálicas em ferro e cobre, peças de cerâmica, entre outras).
Capela de Santo António
Exemplar de arquitectura religiosa construído no século XVI, a capela de Santo António localiza-se na rua de Santo António, próximo da antiga Casa da Câmara.
Possui planta longitudinal, um arco de volta perfeita, uma janela de rampa e uma cruz latina de estilo barroco.
Casa Petrus Guterri
(Antigo Hotel)
Este edifício funcionou como Hotel Termal do Alardo nos anos 20 do século passado, acabando por encerrar algum tempo depois.
É uma estrutura com três pisos, um grande varandim e águas furtadas.
Recentemente foi convertido para Turismo de Habitação.
Casa de São Mateus
O edifício na Rua Nossa Senhora das Graças n.º 7, ou Casa de São Mateus, foi construído no século XVII e está inserido no estilo maneirista.
Apresenta planta longitudinal, vãos de lintel recto, janelas de sacada, uma janela de canto com varanda e um canto com coluna de capitel decorado com quatro volutas.
Foi adaptado a Turismo de Habitação.
Casa com Janela Manuelina
O Estilo Manuelino, por vezes também chamado de Gótico português tardio ou flamejante, é um estilo decorativo, escultórico e de arte móvel que se desenvolveu no reinado de D. Manuel I e prosseguiu após a sua morte, ainda que já existisse desde o reinado de D. João II.
Neste estilo predominam as formas exuberantes e uma forte interpretação naturo-simbólica de temas originais, eruditos ou tradicionais.
A janela, tanto em edifícios religiosos como nos seculares, é um dos elementos arquitectónicos onde melhor se pode observar este estilo.
Lagariça
Data provável do século VII-VIII, esta Lagariça ou Lagareta fica localizada na Rua do Parque do Alardo, Rua da Lagariça e Azenha da Lagariça.
Do conjunto fazem ainda parte duas escadarias de acesso à tina maior, no centro um orifício para colocação do eixo helicoidal da prensa manual e um outro orifício num dos extremos por onde era esvaziado o mosto.
Considerado "Valor Concelhio" desde 31 de Dezembro de 1997.
Casa do Comendador, do Alardo ou da Cerca
A Casa do Comendador, também conhecida como Casa do Alardo ou Casa da Cerca, foi construída no século XVI, tendo em conta a existência de vãos e nichos quinhentistas no interior do edifício.
Este edifício, actualmente em ruínas, corresponde a um imóvel que sofreu influência manuelina e maneirista.
Localiza-se no gaveto da rua do Castelo e rua do Alardo, no local onde ficaria o Castelo Velho. Apresenta uma planta longitudinal, três pisos, com janelas de sacada, vãos de lintel recto, molduras de meia-cana e uma janela em rampa.
Igreja Matriz
A Igreja Matriz, com data provável da sua construção o ano de 1732 e dedicada a Nossa Senhora da Graça, é um exemplar de arquitectura religiosa, localizado no Largo do Adro.
Apresenta uma planta longitudinal composta, portal principal de lintel recto, frontão interrompido, encimado por nicho, com cornija.
As janelas de lintel recto também possuem frontões triangulares, volutas e concheados.
Destacam-se ainda as janelas de rampa, arco triunfal de volta perfeita e altar-mor em talha.
Castelo
Segundo alguns autores, D. Pedro Guterri terá sido um dos responsáveis pela edificação do castelo. Outros atribuem a sua construção a Gualdim Pais, mestre da Ordem do Templo, no reinado de D. Sancho I.
O castelo surge referenciado pela primeira vez em 1223.
D. Dinis manda reformular a fortificação no século XIV.
Contudo, em 1505 encontrava-se em ruína, sendo remodelado em 1510, por ordem de D. Manuel I.
Esta reconstrução está relacionada com um episódio curioso. O rei incumbiu um escudeiro da Casa Real de proceder a esta reparação. Este requisitou um mestre-de-obras castelhano e um pedreiro para levar a cabo a obra. No entanto estes entraram em litígio, tendo mesmo chegado a actos de violência. O mestre-de-obras acabou por se refugiar na igreja da povoação e daqui pediu clemência ao rei e autorização para prosseguir as obras. O rei ouviu os seus pedidos e o problema foi solucionado.
Em 1758 o monumento apresentava alguns derrubes, sofridos com o sismo de 1755, e no século XX foi restaurado.
A fortaleza de Castelo Novo corresponde a um dos castelos da Raia, de influência gótica, com planta longitudinal irregular e localizado num outeiro, tendo a cidadela duas portas: uma possui duas torres de entrada com lintel em arco quebrado e possui mata-cães, a outra possui arco de volta perfeita.
O castelo apresenta uma torre sineira e uma torre de menagem, destruída no topo, com gárgulas. As muralhas teriam adarves, ameias e merlões.
O posto de turismo está situado junto à entrada do castelo, no seu lado direito.
Do terramoto de 1755 até aos nossos dias
Ruínas da fortaleza de Castelo Novo após o terramoto de 1755 (2010)
No ano de 1704, o Juiz que procedia à actualização dos bens da Comenda com o Procurador e mediadores da mesma, refere que o castelo se encontrava quase em ruína. Ainda nesse século, as Memórias Paroquiais dão conta de que o terramoto de 1755 lhe provocara derrocadas.
No século XX, a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais executou obras de consolidação e restauro nos panos de muralha, entre 1938 e 1939, sendo retomadas em 1942.
O conjunto não se encontra classificado como Monumento Nacional, nem como Imóvel de Interesse Público, nem em Vias de Classificação.
Recentemente, entre 2002 e 2004, foram desenvolvidas três campanhas de escavações arqueológicas no castelo, no âmbito do Programa das Aldeias Históricas de Portugal, que colocaram a descoberto centenas de vestígios da sua ocupação medieval, entre a sua construção, no século XII, e o seu abandono, por volta do século XVII.
Moedas portuguesas dos reinados de D. Sancho I (1169-1210) até ao reinado de D. João III (1521-1557), peças metálicas em ferro e em cobre, peças de cerâmica, entre outras, podem ser apreciadas a partir de 2005 no Núcleo Museológico de Castelo Novo, nas dependências da antiga Cadeia, requalificada como Museu Histórico-Arqueológico.
Torre Sineira do Castelo
Esta torre, anteriormente uma torre de menagem, foi adaptada para servir de campanário da igreja.
Pertence às muralhas do castelo e possui um relógio e sinos.
Actualmente permanece quase fiel à sua arquitectura original.
Casa com Porta Manuelina
No estilo Manuelino, as paredes exteriores ou interiores dos edifícios são geralmente nuas, concentrando-se a decoração em determinados elementos estruturais como janelas, portais, arcos de triunfo, tectos, abóbadas, pilares e colunas, arcos, nervuras (ogivas, liernes e terceletes), frisos, cornijas, platibandas (óculos e contrafortes, além de túmulos, fontes, cruzeiros, etc., mantendo as edificações livres de ornamentação desnecessária.
Nesta habitação podem-se observar os pormenores marcadamente Manuelinos na decoração da porta.
Casa com Janela Manuelina
No estilo Manuelino, as paredes exteriores ou interiores dos edifícios são geralmente nuas, concentrando-se a decoração em determinados elementos estruturais como janelas, portais, arcos de triunfo, tectos, abóbadas, pilares e colunas, arcos, nervuras (ogivas, liernes e terceletes), frisos, cornijas, platibandas (óculos e contrafortes, além de túmulos, fontes, cruzeiros, etc., mantendo as edificações livres de ornamentação desnecessária.
Nesta habitação podem-se observar os pormenores marcadamente Manuelinos na decoração da janela.
Fonte Paio Pires
Este fontanário é uma fonte de mergulho ou de "chafurdo".
Capela de São Brás
Edificada no século XVI, esta capela foi construída, provavelmente, pelos Templários, a partir das ruínas da Ermida de Nossa Senhora do Mosteiro, não restando nos nossos dias quaisquer vestígios da sua existência.
Sofreu influência manuelina e maneirista, resultante de remodelações sofridas.
Possui planta longitudinal, portal com lintel em arco de volta perfeita, a representação da Cruz de Cristo, ou dos Templários, e janelas de rampa.
Padrão Comemorativo
Este padrão foi erguido para assinalar o 8.º Centenário da Independência de Portugal e o 3.º Centenário da Restauração da Independência Nacional.
Cabeço da Forca
Data, provavelmente, do século XIII/XIV, época em que o povoado possuía poder judicial.
Corresponde a um penedo com vestígios da antiga forca, local privilegiado para a execução das sentenças de morte.
Possui duas caveiras esculpidas em relevo, uma delas com um jogo de tíbias, um sinal em forma de seta ou falus e um orifício onde se colocaria um dos esteios da forca.
Destaca-se ainda a sua localização, situada num cabeço, observável de todos os ângulos.
Calçada Romana
Os romanos notabilizaram-se, sobretudo, pela construção de sofisticadas infra-estruturas como canalizações, aquedutos e as estradas.
Estas obras estenderam-se por todo o Império e grande parte do seu sucesso e divulgação deveu-se à extensa rede viária.
Apesar de não oferecer o conforto do asfalto dos dias de hoje, pois as rochas de basalto não proporcionavam grande continuidade e suavidade ao terreno, a verdade é que essas rochas estão hoje bem fixadas nos percursos, 2000 anos depois.
Deve-se, provavelmente, à técnica de preparação do terreno, em que eram colocadas várias camadas de materiais para assegurar a sua estabilidade e, só no final, o revestimento, com as rochas.
Capela de Santa Ana
Edificada no século XVI, esta capela apresenta planta longitudinal simples, portal principal com arco de volta perfeita encimado por um janelo de lintel curvo.
A sobressair, o campanário em arco de volta perfeita assente em cornija e a influência vernacular presente na estrutura.
Foi alvo de várias intervenções sendo a primeira em 1878, da responsabilidade do único visconde de Castelo Novo.