Portas da Vila
É a principal porta de entrada das muralhas. Em arco perfeito e de cunho gótico, está flanqueada por dois torreões bem conservados.
Em cada um dos torreões existe um berrão, figuras zoomórficas e monolíticas de origem celta, que se pensam serem porcos ou javalis.
Estas duas esculturas divinizadas constituem um dos ex-libris de Castelo Mendo.
Chafariz
Chafariz, fontanário ou simplesmente fonte, é uma construção provida de uma ou mais bicas, de onde jorra água potável.
Geralmente, situa-se em local aberto à visitação pública, como praças e jardins, como é o caso deste fontanário.
Igreja de São Vicente ou da Misericórdia
A sua construção data do século XIII. De raiz românica, com intervenções posteriores provavelmente nos séculos XVI e XVII, revela pontualmente influências maneiristas.
Encontra-se situada no segundo núcleo intramuros e apresenta planta longitudinal composta pela nave e pela capela-mor rectangular. Do seu interior faz parte um tecto de madeira de alfarge, com vigas apoiadas em cachorros de cantaria.
Podem-se observar várias pedras sepulcrais antigas no pavimento do interior desta igreja. Nos finais do século XVI existem alguns vestígios de ter sido reformada, tendo em conta a cronologia habitual nos tectos mudéjares.
A capela da Nossa Senhora da Conceição, no interior da igreja, foi construída em 1684 para servir de túmulo a Manuel Sarinho de Brito.
No século XVII foram recuperadas as fachadas, atendendo às características dos portais.
Em 1758 a paróquia constituía uma vigaria da apresentação do Convento de São Vicente de Fora de Lisboa, extinta em 1834.
Facilmente identificável pelo seu campanário, este templo, antiga Misericórdia, possui valioso património no seu interior e encontra-se encerrado ao público.
Por cima da janela quadrada da fachada principal, existe um escudo indicando a dedicação do templo a São Vicente.
Casa Quinhentista
Muito próxima da porta principal de entrada das muralhas situa-se a casa quinhentista, uma moradia tipicamente beirã.
É um edifício de dois andares, em que o piso térreo é destinado à loja e a zona de habitação se encontra no piso superior.
O acesso à zona de habitação faz-se pelo balcão; este possui duas colunas octogonais.
Casa Manuelina
O Estilo Manuelino, por vezes também chamado de Gótico português tardio ou flamejante, é um estilo decorativo, escultórico e de arte móvel que se desenvolveu no reinado de D. Manuel I e prosseguiu após a sua morte, ainda que já existisse desde o reinado de D. João II.
Neste estilo predominam as formas exuberantes e uma forte interpretação naturo-simbólica de temas originais, eruditos ou tradicionais.
Casa Manuelina
O Estilo Manuelino, por vezes também chamado de Gótico português tardio ou flamejante, é um estilo decorativo, escultórico e de arte móvel que se desenvolveu no reinado de D. Manuel I e prosseguiu após a sua morte, ainda que já existisse desde o reinado de D. João II.
Neste estilo predominam as formas exuberantes e uma forte interpretação naturo-simbólica de temas originais, eruditos ou tradicionais.
Solar do Fidalgo
Edificado no século XIX, o Solar do Fidalgo ou Casa Grande como é também conhecido, pertenceu a António Fragoso de Albuquerque, aristrocrata e senhor do Paço Velho, um pequeno condado entre Vilar Formoso e Nave de Haver.
A sua arquitectura é em estilo barroco.
Casa com Varanda Alpendrada
É um edifício construído entre os séculos XVI e XVII.
Serviu de instalação das Escolas Pombalinas, Posto de Correios e Junta de Freguesia.
Como principal característica desta estrutura, destacam-se as colunas que compõem o alpendre.
Pelourinho de Castelo Mendo
Símbolo jurídico e administrativo, do século XVI, possui sete metros de altura e é um dos mais altos da Beira.
Construído em granito, possui uma base oitavada, coluna octogonal, gaiola e é encimado por um capitel.
Igreja de São Pedro
A Igreja Matriz, ainda hoje local de culto, situa-se na Praça do Pelourinho.
Trata-se de uma arquitectura religiosa, de planta longitudinal, à qual foi adossada uma torre sineira.
O portal e todos os vãos são de lintel recto, exceptuando uma janela em arco na fachada principal.
Possui apenas uma nave, pavimento lajeado e cobertura de madeira em falsa abóbada de berço.
A diferença relativamente à capela-mor é que esta possui a abóbada em alvenaria. Os retábulos são em talha dourada.
Documentação da época situa a sua existência a partir de 1320/1321.
Em 1519 a Igreja está atestada nos desenhos de Duarte de Armas. A capela foi reedificada no século XIX.
No seu interior existem peças que deverão ter vindo da antiga Igreja de Santa Maria do Castelo, actualmente em ruínas.
Chafariz
Chafariz, fontanário ou simplesmente fonte, é uma construção provida de uma ou mais bicas, de onde jorra água potável.
Geralmente, situa-se em local aberto à visitação pública, como praças e jardins, como é o caso deste fontanário.
Este chafariz tem dupla face e data do século XIX.
Domus Municipalis e o Mendo
Edifício construído no século XVII, encontra-se situado na Rua do Castelo, sobre a muralha do primeiro recinto amuralhado.
A planta é rectangular simples, com alpendre de duas colunas fuseladas, de base e capitel de secção quadrada, vãos de lintel rectos, sem moldura e dispostos nas fachadas de forma regular.
O recinto deixou de ter utilidade no século XIX. Recuperado recentemente, foi adaptado a Posto de Turismo (embora nada exista fisicamente na fachada do mesmo que o indique), e a um núcleo museológico intitulado Museu do Tempo e dos Sentidos.
No piso inferior funcionava a Cadeia, facilmente identificável pela presença do gradeamento nas janelas. No piso inferior funcionava o Tribunal e a Casa da Câmara. Da Cadeia pouco resta, existindo apenas a latrina.
A Menda e o Mendo
O Mendo (2012)
A Menda (2012)
Pensa-se que a povoação não se chamaria, inicialmente, Castelo Mendo, mas teria sido assim baptizada com o nome do seu primeiro alcaide "Meenedus Menendi", sendo o último a assinar o primeiro foral concedido por D. Sancho I.
Curiosamente e passados tantos séculos, o nome do alcaide ainda fomenta mitos e histórias narradas pelos populares, que o associam a duas gárgulas esculpidas em duas pedras lendárias que se encontram dentro do recinto muralhado: o Mendo e Menda.
O Mendo, esculpido numa pedra sobranceira à entrada do velho tribunal, hoje o Museu do Tempo e dos Sentidos de Castelo Mendo, olha na direcção da sua suposta "amada", a Menda.
A Menda, uma escultura figurativa de origem Celta, encontra-se na parede do antigo palheiro.
Antigo Palheiro e a Menda
De planta simples este edifício rústico foi em tempos o local de depósito de palha e alimentação para animais.
A Menda e o Mendo
O Mendo (2012)
A Menda (2012)
Pensa-se que a povoação não se chamaria, inicialmente, Castelo Mendo, mas teria sido assim baptizada com o nome do seu primeiro alcaide "Meenedus Menendi", sendo o último a assinar o primeiro foral concedido por D. Sancho I.
Curiosamente e passados tantos séculos, o nome do alcaide ainda fomenta mitos e histórias narradas pelos populares, que o associam a duas gárgulas esculpidas em duas pedras lendárias que se encontram dentro do recinto muralhado: o Mendo e Menda.
O Mendo, esculpido numa pedra sobranceira à entrada do velho tribunal, hoje o Museu do Tempo e dos Sentidos de Castelo Mendo, olha na direcção da sua suposta "amada", a Menda.
A Menda, uma escultura figurativa de origem Celta, encontra-se na parede do antigo palheiro.
Porta do Castelo ou de D. Sancho
A Porta do Castelo ou de D. Sancho, assim denominadas em honra de D. Sancho II, o rei que mandou erguer a aldeia em meados do século XIII.
Esta porta ostentou, na sua base, o símbolo heráldico do Rei que lhe deu o foral, D. Sancho I, em 1229.
Actualmente, a muralha encontra-se parcialmente destruída, restando apenas alguns vestígios da porta que dava acesso ao núcleo mais antigo do castelo.
Calçada Medieval
Esta antiga calçada, datada da época medieval, ligava os dois núcleos amuralhados, a cidadela e a barbacã.
Igreja de Santa Maria do Castelo
Da antiga igreja de Santa Maria do Castelo restam apenas as suas ruínas. Esta igreja românica, de planta longitudinal composta e com sacristia adossada à Capela-mor, situa-se no primeiro núcleo amuralhado.
Foi construída no ano de 1229 considerando a data do foral concedido por D. Sancho II, onde são mencionadas as autoridades religiosas e a instituição recente da paróquia.
Encontra-se representada nos desenhos de Duarte de Armas de 1513, onde é possível observar o portal em arco pleno e o campanário.
De estrutura simples, no século XVI é construída a capela lateral, tendo em conta a presença do tecto mudéjar e da gárgula de canhão.
Em 1758 possuía quatro altares (Altar-mor, Altar do Espírito Santo, Altar de Nossa Senhora do Rosário e Altar de Nossa Senhora da Conceição) e estava dependente da abadia de Moreira. A paróquia é extinta em 1834.
Actualmente sem cobertura, permanecem as paredes de sustentação da estrutura e o chão intacto em granito, pavimentado por pedras sepulcrais, algumas já com as inscrições ilegíveis.
Ruínas da Torre de Menagem
A Torre de Menagem, em arquitectura militar, é a estrutura central de um castelo medieval, definida como o seu principal ponto de poder e último reduto de defesa, podendo em alguns casos servir de recinto habitacional do castelo.
A construção da Torre de Menagem, tal como a edificação do castelo, remonta à passagem do século XII para o XIII, sob o reinado de Sancho I de Portugal.
O local da Torre de Menagem, segundo alguns autores, erguia-se adossada à muralha do antigo núcleo e junto à cisterna (ponto 20 deste Roteiro), existindo actualmente escassos vestígios da sua existência.
No nosso ponto de vista e observando alguns indícios e características do terreno, acreditamos que a Torre de Menagem teria existido neste local.
Parece-nos mais provável que, onde se afirma serem as ruínas desta Torre, sejam as de um dos torreões da muralha, pelo tamanho e formato que apresenta.
Sepultura do Fidalgo
Túmulo do século XIX, aqui está sepultado D. Miguel Augusto Mendonça, fidalgo da Casa Real, comendador das Ordens de Avis e de Nossa Senhora da Conceição.
Foi assassinado pelos seus soldados a 12 de Setembro de 1840, por incumprimento da promessa a eles efectuada, do fornecimento de alimentação e vestuário.
Porta do Castelinho
Último reduto defensivo, seria por esta porta que os combatentes de patente mais elevada se refugiavam em caso de ataques praticados pelas forças inimigas.
Torre de Menagem
A Torre de Menagem, em arquitectura militar, é a estrutura central de um castelo medieval, definida como o seu principal ponto de poder e último reduto de defesa, podendo em alguns casos servir de recinto habitacional do castelo.
A construção da Torre de Menagem, tal como a edificação do castelo, remonta à passagem do século XII para o XIII, sob o reinado de Sancho I de Portugal.
Segundo alguns autores, a Torre de Menagem teria sido erguida neste local.
Alguns indícios e características do terreno sugerem, no entanto, que a Torre de Menagem possa ter sido construída entre as traseiras da Igreja de Santa Maria do Castelo e a Porta do Castelinho (ponto 17 deste Roteiro).
Actualmente, estas ruínas apresentam pouco mais que a sua base.
Cisterna
Uma cisterna é um reservatório de águas pluviais ou de águas obtidas pelos degelos.
Utilizada maioritariamente para consumo, nomeadamente na alimentação, na higiene e na limpeza, é usada também para a rega.
Na arquitectura militar constituía-se em elemento essencial à sobrevivência das populações que habitavam as zonas intramuros dos castelos e fortalezas.
Porta da Traição
Em arquitectura militar, porta da traição, porta falsa, poterna, ou porta do ladrão, é uma porta secundária, dissimulada nas muralhas de um castelo ou fortaleza, que conduzem ao exterior, permitindo aos ocupantes das instalações, sair ou entrar sem atrair as atenções nem serem vistos.
Atribui-se o mesmo nome às passagens que permitiam à infantaria dirigir-se de um ponto a outro do forte, ou até entre fortes, sem ser descoberta, ou às passagens nas cortinas das fortalezas abaluartadas.
Durante um cerco, uma porta da traição poderia funcionar tanto como uma porta para fuga, como para efectuar incursões às tropas agressoras.
Miradouro
Deste ponto consegue-se ter uma espetacular vista da aldeia de Castelo Mendo e a paisagem em redor.
Forno Comunitário
Construído entre o século XVIII e XIX, possui apenas uma porta de lintel sem moldura.
O edifício é coberto por uma falsa abóbada de granito.
Porta do Sol
Castelo Mendo permanece actualmente com as 6 portas originais: do Castelinho, da Vila, da Guarda, da Traição, de D. Sancho e a do Sol.
Esta porta garantia o acesso à calçada que descia até ao Porto de São Miguel.
Torreão
Estrategicamente instalados em paredes defensivas ou erguidos perto de um alvo, as torres, torreões ou cubelos têm proporcionado aos seus usuários um recurso importante no estabelecimento de posições defensivas e na obtenção de uma melhor visualização do território à sua volta, incluindo os campos de batalha.
Actualmente, este torreão de planta quadrangular apresenta pouco mais que a sua base.
Torreão
Estrategicamente instalados em paredes defensivas ou erguidos perto de um alvo, as torres, torreões ou cubelos têm proporcionado aos seus usuários um recurso importante no estabelecimento de posições defensivas e na obtenção de uma melhor visualização do território à sua volta, incluindo os campos de batalha.
Actualmente, este torreão de planta quadrangular apresenta-se em bom estado de conservação.
Porta da Guarda
Castelo Mendo permanece actualmente com as 6 portas originais: do Castelinho, da Vila, da Guarda, da Traição, de D. Sancho e a do Sol.
Esta porta garantia o acesso ao Jarmelo e à cidade da Guarda.
Antigo Hospital da Misericórdia
O antigo Hospital da Misericórdia remonta à segunda metade do século XVI.
Edifício de dois andares, a fachada principal apresenta, no andar térreo, uma porta ampla, de lintel recto. No centro do lintel existe um ornamento em forma vegetalista. O piso superior apresenta uma janela com um ornamento esculpido no lintel em alfabeto capital que, na década de 30 do século XVI dominava a epigrafia portuguesa, onde se lê: "SPES MEA DEUS" que significa "A minha esperança é Deus".
À direita da porta original existe uma outra porta sem qualquer ornamentação.
Como curiosidade, a porta, a janela e a cruz existente no telhado do edifício, possuem um alinhamento comum.
Construção de raiz filipina, a sua existência teve, como propósito, apoiar as peregrinações a Santiago de Compostela.
Na esquina do antigo Hospital existe uma vieira esculpida na pedra, símbolo da Rota de Santiago.
Casa da Roda
Instituídas por Pina Manique no século XIX, as Casas da Roda tiveram um importante papel social. Estas instituições eram destinadas a crianças que, na época, eram abandonadas pelas mães solteiras por não as poderem alimentar, vestir ou porque eram resultado de gravidezes indesejadas.
As crianças eram geralmente entregues durante a noite e colocadas numa "roda" de madeira existente por trás da pequena porta, que protegia as crianças do frio e permitia manter escondida a identidade dos progenitores.
Em Portugal, as rodas espalharam-se a partir de 1498 com o surgimento das Irmandades da Misericórdia. A Santa Casa de Lisboa foi pioneira neste dispositivo.
Segundo as Ordenações Manuelinas de 1521 e confirmadas pelas Filipinas de 1603, as Câmaras Municipais deveriam arcar com o custo de criação do enjeitado nascido sob a sua jurisdição, se a localidade não tivesse casa da Roda. A Câmara teria essa obrigação até que o exposto completasse sete anos de idade.
Actualmente o edifício mantém as antigas características, nomeadamente, a pequena porta onde eram colocadas as crianças.
Torreão
Estrategicamente instalados em paredes defensivas ou erguidos perto de um alvo, as torres, torreões ou cubelos têm proporcionado aos seus usuários um recurso importante no estabelecimento de posições defensivas e na obtenção de uma melhor visualização do território à sua volta, incluindo os campos de batalha.
Actualmente, este torreão de planta quadrangular apresenta-se em bom estado de conservação.
Pombal
Edificado no século XIX, apresenta planta circular simples comum a porta de lintel recto sem moldura e com uma janela semelhante.
Esta estrutura foi recentemente recuperada, encontrando-se em bom estado de conservação.
Capela e Cemitério
Em 1519, através dos desenhos de Duarte de Armas, aparece um edifício que corresponderá a esta capela, devido à localização da mesma.
A capela exibe um portal recto de moldura saliente na fachada principal, planta rectangular simples e volume interior revestido a seixos rolados. Importa referir que nas fachadas laterais não existem janelas.
Calvário
Imóvel de Interesse Público, a sua época de construção ronda o século XIX.
De arquitectura religiosa devocional, o calvário situa-se no outeiro das oliveiras. É composto por cinco cruzes.
Padrão Comemorativo da Restauração da Independência de Portugal
Padrão comemorativo da Restauração da Independência de Portugal em 1640, como forma de homenagear as gentes e a aldeia de Castelo Mendo, pela meritória e importante participação nas lutas da Restauração da Independência Nacional.
Alminha
As chamadas "Alminhas" são padrões de culto aos mortos, hoje consideradas património artístico-religioso.
De acordo com os rituais religiosos, à passagem por qualquer um destes pequenos altares deve-se parar um momento para deixar uma oração.
Geralmente, as alminhas são erguidas em encruzilhadas de caminhos, quase sempre em caminhos rurais, em matas ou perto de cursos de água, embora também se possa encontrar alminhas junto às estradas nacionais.
Cruzeiro
De cariz essencialmente popular, este cruzeiro possui base quadrangular de 2 degraus onde assenta a coluna hexagonal, encimada pela cruz que caracteriza este tipo de edificações.
Alpendres da Feira
De arquitectura civil e comercial de carácter popular, a sua estrutura apresenta planta rectangular simples, coberta por um telhado de duas águas.
Pensa-se que a sua construção terá sido efectuada no ano de 1281, data em que a Feira foi transferida para a Devesa.
Recentemente recuperados, estão classificados como Imóvel de Interesse Público.
Chafariz
Conhecido por Chafariz d'El Rey, foi mandado construir por D. Dinis.
A sua água servia para refrescar os feirantes e os seus animais.