
Revelim da Cruz
(Portas de São Francisco)
Neste Revelim existem as Portas Duplas de São Francisco ou da Cruz.
Na Casa da Guarda, da Porta exterior, está situado o Museu das Armas e na Casa da Guarda, da Porta interior, está situado o Posto de Turismo.

Baluarte de São Pedro
O Baluarte de São Pedro é composto por dez canhoneiras.
O paiol da bateria é composto por dois compartimentos abobadados, de planta rectangular, sendo a serventia efectuada pelo exterior do muro de suporte da gola do baluarte, através de portas rectilíneas.

Revelim da Brecha
Estrutura defensiva simples sem canhoneiras nem quaisquer edifício.

Baluarte de Santo António
O Baluarte de Santo António é composto por dez canhoneiras e um paiol de bateria, actualmente soterrado.

Revelim de Santo António
(Portas de Santo António)
Neste Revelim existem as Portas Duplas de Santo António. Nestas Portas existe o Centro de Estudos de Arquitectura Militar – CEAMA, o Museu Histórico Militar e a Sala de Conferências.

Baluarte de Nossa Senhora das Brotas
(Picadeiro)
Também conhecido como Baluarte do Trem por ter abrigado o edifício do Trem de Artilharia.
É composto por treze canhoneiras, existindo ao centro do terrapleno o antigo edifício do Trem de Artilharia, mais conhecido por Picadeiro, constituído por dois grandes recintos de plantas rectangular e pentagonal, divididos por sequência de pilares, apresentando porta de verga recta, a Sul e outra a Oeste com o mesmo perfil, ostentando as armas reais e frontão angular.
Actualmente é o Picadeiro d'El-Rey, uma Escola de Equitação.

Revelim do Paiol
Integra dois edifícios recuperados, de planta rectangular, com vãos de verga recta.
Um dos edifícios servia de Paiol e o outro seria a Casa da Guarda.

Baluarte de Santa Bárbara
(Praça Alta)
Também conhecido como Praça Alta pela sua posição elevada. Este baluarte é composto por vinte e três canhoneiras, tendo havido um paiol com três compartimentos.
No extremo da gola, ainda subsistem os vestígios da antiga Capela de Santa Bárbara.

Revelim Doble
(Hospital de Sangue)
De influência Vaubaniana, é assim designado por ser uma estrutura dupla. Este revelim forma um reduto de configuração triangular, quase um duplo revelim, com o qual se comunicava através de uma ponte levadiça entre o fosso do Revelim e o reduto, conservando duas portas a Oeste e a Sul.
Tecnicamente é dos baluartes mais perfeitos por "tirar das faces dos baluartes que o flanqueiam todo o fogo, cobrindo todos os flancos".
Apresenta no terrapleno uma construção abobadada. A ponte levadiça (recriação) fazia a ligação entre o reduto e o cemitério, onde ainda hoje existem algumas lápides.

Baluarte de São João de Deus
(Casamatas)
Possui vinte e oito canhoneiras, onde existem as Casamatas, compartimentos à prova de bomba organizados em torno de um pátio rectangular, a que se chega por uma galeria coberta, e que compreendem vinte salas de planta rectangular, cobertas com abóbadas de berço.

Revelim dos Amores
Estrutura defensiva simples sem canhoneiras nem quaisquer edifício.

Baluarte de São Francisco
É composto por dezoito canhoneiras, existindo, também, no saliente, uma plataforma externa para tiros de barbete e peças de grande calibre.
No subsolo existe um paiol de bateria composto por dois pequenos compartimentos abobadados, de planta rectangular, aos quais se acede através de uma longa escada desenvolvida no interior do muro de revestimento da gola do baluarte.

Portas Duplas de São Francisco ou da Cruz
(Porta Interior - Século XVII)
Implantadas a meio da cortina, e forçadas a suplantar o fosso e a atravessar o revelim, as portas da fortaleza são duplas. Cada uma delas é aberta em arco pleno, com trânsito curvo, unidas através de uma ponte levadiça que pousava sobre uma ponte dormente fixa de madeira.
Lateralmente, as Portas dispõem de uma casa da Guarda, com quarto para o oficial, lareira, aberturas gradeadas para a esplanada ou para o interior da Vila, por vezes com seteiras nos panos murários, e cobertura à prova de bomba.
A Porta Magistral é a mais exuberante e monumental, a começar pelo tratamento da cantaria: é de ordem toscana, com colunas a suportar um frontão curvo quebrado pela guarita. As armas ocupam todo o pano entre o arco, as colunas e o entablamento. Foi na Porta Magistral que no século XIX se instalou o Comissariado Inglês.
O Posto de Turismo localiza-se na Porta Interior de São Francisco ou da Cruz.

Portas Duplas de São Francisco ou da Cruz
(Porta Exterior - Século XVII)
Implantadas a meio da cortina, e forçadas a suplantar o fosso e a atravessar o revelim, as portas da fortaleza são duplas. Cada uma delas é aberta em arco pleno, com trânsito curvo, unidas através de uma ponte levadiça que pousava sobre uma ponte dormente fixa de madeira.
Lateralmente, as Portas dispõem de uma casa da Guarda, com quarto para o oficial, lareira, aberturas gradeadas para a esplanada ou para o interior da Vila, por vezes com seteiras nos panos murários, e cobertura à prova de bomba.
Actualmente, numa das Casas da Guarda, está em funcionamento o Museu d'Armas.

Convento de Nossa Senhora do Loreto/Quartel e Hospital Militar
(Actual Igreja Matriz - Séculos XVI/XVIII/XIX/XX)
Comenta-se que o Convento de Freiras Terceiras Franciscanas, dedicado a Nossa Senhora do Loreto, já existia no início do século XVI. Em 1767, as religiosas são transferidas para o Colégio de Gouveia, com o objectivo de libertar o edifício conventual para a instalação de um Quartel de Infantaria e de um Hospital Militar.
Apresentava planta em U, desenvolvendo-se em torno de um claustro quadrangular. O que restou do antigo convento mostra uma planta em L, que corresponde à actual Igreja Matriz, já com remodelações oitocentistas.
Inicialmente integrada no complexo do antigo convento, a Igreja Matriz de Nossa Senhora das Candeias sofreu alterações no século XVIII, após a grande explosão. Na sua fachada, o arco abatido comprova as marcas dos rebentamentos.
Com apenas uma nave, incorpora, junto ao arco triunfal, a Capela do Menino Jesus, mandada construir por Dantas da Cunha em 1699, da qual apenas sobreviveu um portal.
Localiza-se na Rua Joaquim Carvalho dos Santos.

Casa Nobre
(Séculos XVII/XVIII)
Edifício de 2 pisos, sem extravagâncias decorativas, segue a tipologia de casa nobre. O eixo central é reforçado pela janela de sacada, portal de moldura lisa e de lintel largo.
Localiza-se na Rua do Poço.

Casamatas
(Séculos XVII/XVIII/XIX)
Em arquitectura militar, uma casamata é uma instalação fortificada fechada e abobadada, independente ou integrada numa fortificação maior, à prova dos projécteis inimigos.
A sua funcionalidade esteve ligada a dois vectores essenciais: a guerra e a paz.
A sua primeira fase construtiva julga-se contemporânea da construção das Muralhas, no século XVII; a segunda fase nunca chegou a ser concluída na totalidade, finalizando em 1797, data que se encontra gravada no frontispício da entrada.
Em 1762 e durante a Guerra dos Sete Anos, as Casamatas albergaram cerca de três mil e quinhentos civis. As casamatas serviram igualmente de quartel e prisão.
São ao todo 20 casas subterrâneas, com uma largura e altura aproximadas de 4,5 metros e com um comprimento variável máximo de 26 metros. Foram construídas em abóbada de volta perfeita, de comprimento variável e com sete metros de largura, onde apenas três não têm túnel de ventilação. As primeiras seis casas comunicam entre si por um corredor e desagua num pátio onde se abrem as entradas para as restantes 14 casas. As poternas das dez Casamatas dão para um pátio interior que comunica com a Praça por um corredor com tecto lajeado.
A cobertura exterior, actualmente em lajes de granito, era completamente tapada com terra, como forma de iludir o inimigo. Possuíam, ainda, cisterna própria e poço para o abastecimento de água.
Em Agosto de 2009, no âmbito das comemorações anuais do cerco de Almeida de 1810, foi inaugurado um Museu Histórico-Militar nas antigas casamatas. Ocupando sete salas, cada uma dedicada a um tema desde a Pré-história, à Guerra da Restauração, às Guerras Peninsulares, passando pela Guerra Civil Portuguesa (1828-1834) e terminando na Primeira Guerra Mundial.
As Casamatas ou Quartéis Velhos, como também foram denominadas devido à carência de alojamento da Infantaria, localizam-se no subsolo do Baluarte de São João de Deus.

Casa da Roda dos Expostos
(Data epigrafada de 1843 - Século XIX)
Instituídas por Pina Manique, no século XIX, as Casas da Roda tiveram um importante papel social. Era uma construção destinada a crianças que, na época, eram abandonadas pelas mães solteiras por não as poderem alimentar, vestir ou porque eram resultado de gravidezes indesejadas.
As crianças eram, geralmente, entregues durante a noite e colocadas numa "roda" de madeira, actualmente reconstruída em metal, existente por trás da portinha verde, que protegia as crianças do frio e permitia manter escondida a identidade dos pais.
Essas crianças, sem qualquer identificação, eram recebidas pelas amas-de-leite que aí viviam, contratadas por uma Instituição de Caridade da localidade.
Em Portugal, as rodas espalharam-se a partir de 1498 com o surgimento das irmandades da Misericórdia, financiadas pelas Câmaras municipais.
A Santa Casa de Lisboa foi pioneira neste dispositivo.
Segundo as Ordenações Manuelinas de 1521 e confirmadas pelas Filipinas de 1603, as Câmaras Municipais deveriam arcar com o custo de criação do enjeitado nascido sob a sua jurisdição, caso esta não tivesse a Casa dos Expostos nem a Roda dos Expostos. A Câmara teria essa obrigação até que o exposto completasse sete anos de idade.
O edifício de um piso, inicialmente composto por dois, é de planta quadrangular e pavimento de seixos rolados.
Actualmente é um núcleo museológico onde é possível observar alguns documentos e objectos da época.
Está localizada na Rua das Muralhas.

Hotel 'Fortaleza de Almeida'
Situa-se no local do antigo Quartel de Santa Bárbara e Assento de pão de Munição. Construída na década de 70 do século XX, procura, pelo jogo de volumes, destacar-se do aglomerado urbano.
Foi neste local que, até 1927, permaneceu o último Esquadrão de Cavalaria, data em que abandonou Almeida.
Localiza-se na Rua das Muralhas.

Praça Alta
Localiza-se no Baluarte de Santa Bárbara. O Baluarte é constituído por 23 canhoneiras, com plataforma no ângulo flanqueada para tiros a barbete, Bateria Baixa com plataforma para lançamento de morteiros. Analisando as plantas iconográficas do séc. XVIII, destacavam-se ainda neste Baluarte a capela de Sta. Bárbara e um armazém de pólvora.
O Tenente John Beresford encontra-se sepultado na Praça Alta. Na lápide consta a seguinte inscrição:
"John Beresford in The Reg. Ressived Morted The Explosion Of a Mine on the reache of Ciudad Rodrigo in 19 The January 1812."
Na lápide consta ainda que o Tenente John Beresford morreu com a idade de 21 anos e que o Marquês de Campo Maior, o Marechal-General William Carr Beresford, mandou comemorar a morte de um parente estimado.

Hospital de Sangue
(Século XVIII)
Estabelecido no Revelim Doble, o Hospital de Sangue é formado por uma luneta de pequenos flancos, fosso com escarpas e contra-escarpas, comunicando com o revelim por uma poterna abobadada, transpondo-se o fosso por uma ponte levadiça.
A Câmara de Almeida planeia criar um ecomuseu dedicado ao mel e à abelha e proceder à musealização do antigo hospital de sangue da vila histórica.

Paiol e Casa da Guarda
(Século XIX)
O Revelim do Paiol integra dois edifícios recuperados, de planta rectangular, com vãos de verga recta: o Paiol e a Casa da Guarda.
Os paióis começaram por ser construções de madeira mas foram substituídos por edifícios de cantaria.

Picadeiro D'El Rei
(Século XVII como Trem de Artilharia, Século XX - Adaptação e Picadeiro)
Localizado no Baluarte de Nossa Senhora das Brotas, o actual picadeiro de Almeida sofreu, desde a sua construção, inúmeras adaptações funcionais.
Funcionou também como Quartel do Destacamento de Artilharia e Hospital Militar, mas foi a organização do seu espaço e a existência de fornos que influenciou decididamente Miguel Luís Jacob a transformá-lo em Assento ou Fábrica do Pão de Munição. Funcionou, também, como Quartel do Destacamento de Artilharia.
Na segunda metade do século XIX caiu em ruína, apenas resistindo as seguintes estruturas originais até à intervenção do século XX: o portal coroado com as armas reais, o edifício das manjedouras, o muro circular e as paredes laterais com contrafortes da Fábrica do Pão de Munição, integradas na renovação para Picadeiro.
Actualmente é uma Escola de Equitação.

Portas Duplas de Santo António
(Porta Interior - Século XVII)
Estruturalmente semelhantes às de S. Francisco embora mais monumentais e de traça distinta.
Apresenta trânsito curvo cobertura à prova de bomba e lateralmente casa da Guarda, lareira, latrinas e pias.
A porta magistral era sobradada e lateralmente possuía dois corpos da Guarda destinando-se um aos "soldados que tivessem que cumprir penas leves".

Portas Duplas de Santo António
(Porta Exterior - Século XVII)
Estruturalmente semelhantes às de São Francisco embora mais monumentais e de traça distinta.
Apresenta trânsito curvo cobertura à prova de bomba e lateralmente casa da Guarda, lareira, latrinas e pias.
A porta magistral era sobradada e lateralmente possuía dois corpos da Guarda destinando-se um aos "soldados que tivessem que cumprir penas leves".
As antigas Casas da Guarda que existem no interior da porta foram transformadas: numa delas funciona o Centro de Estudos de Arquitectura Militar - CEAMA, na outra Casa, o Museu Histórico Militar e a Sala de Conferências.

Castelo de Almeida
A História do Castelo
Anterior à construção da fortaleza actual existiu um castelo, com uma torre de menagem e muralha. De origem árabe, as fundações terão sido aproveitadas por D. Dinis para erigir um castelo medieval.
Decorreram várias remodelações e ampliações ao longo dos tempos: 1º, às ordens de D. Fernando e, seguidamente, de D. Manuel I. A muralha do castelo era composta por duas cinturas, sendo a interior em forma de trapézio rectangular, com apenas uma porta para o exterior, que atravessava o fosso, e quatro torres arredondadas.
Durante o domínio Filipino, o castelo entrou em decadência, devido ao facto de ter perdido importância estratégica, pelo abandono e falta de conservação do mesmo.
Após a restauração da Independência, no reinado de D. João IV, dada a condição obsoleta do castelo, como meio defensivo na época, houve a necessidade de se construir um novo sistema de defesa baseado no modelo abaluartado, sob o projecto do engenheiro francês Antoine de Ville.
A construção apenas ficou concluída no século XVIII e resultou numa fortaleza em formato de estrela, considerada como "um dos maiores expoentes da arquitectura militar abaluartada em Portugal".
Do castelo medieval, actualmente encontramos apenas as ruínas, reconhecendo-se apenas a planta e o fosso original dado que foi destruído por uma violenta explosão de pólvora armazenada no recinto, aquando da terceira invasão francesa.
As Ruínas do Castelo
As actuais ruínas do Castelo de Almeida, consequência da explosão de 26 de Agosto de 1810 (III Invasão Francesa), permitem a leitura de uma planta quadrangular, cercada de um fosso lajeado com contra-escarpa, revestida a cantaria, apresentando nos ângulos as fundações de quatro torres de planta circular.
As intervenções de 1695 desactivaram o obsoleto Castelo Quinhentista com a sua torre de menagem e cintura interna de muralhas, transformando-o num armazém de munições e pólvora.
Durante a Terceira Invasão Francesa, em 1810, a violenta explosão provocada pela pólvora armazenada no recinto provocou a total destruição do castelo.

Torre do Relógio
(1830)
Situada na zona do castelo e da já desaparecida Igreja Matriz de Nossa Senhora das Candeias, a Torre do Relógio sobressai entre a malha urbana.
A antiga Igreja Matriz que existia dentro do castelo medieval ficou totalmente destruída quando, em 1810, a violenta explosão da pólvora armazenada no Castelo destruiu muitos edifícios, entre os quais a própria Igreja. A Torre do Relógio renasceu dos escombros em 1830.
De planta quadrada, mostra quatro aberturas sineiras acessíveis por uma escadaria interior de madeira. Possui uma linguagem de simetria e homogeneidade oscilando entre a sobriedade do neoclassicismo e o exotismo do barroco. Localiza-se no antigo Cemitério da Vila.

Casa Brasonada Brigadeiro Vicente Delgado Freire
(Séculos XVIII/XIX)
Casa de planta rectangular, de cobertura a duas águas, de arquitectura civil residencial.
O Portal é ladeado por quatro janelas com avental, almofadado e chanfrado nos ângulos.
Dispõe lateralmente no pano murário a pedras de armas, com ornatos tardo-barrocos.
Localiza-se na Praça Dr. José Casimiro Matias.

Casa do Marechal de Campo Manuel Leitão de Carvalho/Palácio dos Leitões
(Fins do Século XVII / 1º Quartel do Século XVIII)
É um edifício de arquitectura civil residencial, composto por dois pisos e planta quadrangular.
A fachada principal é composta por pano murário único, delimitado por soco, pilastras e entablamento, inscrevendo um friso separador dos registos. De composição regular, mostra duas portas no primeiro piso e duas janelas no piso superior, estas enquadrando a pedra de armas da família, decorada com ornatos barrocos. Os vãos de lintel recto, apresentam janelas com avental almofadado. A compartimentação interna quadripartida, desenvolve a escadaria a partir do átrio. A escadaria de três lanços e degraus com focinho moldurado, encostada à parede mestra, inclui uma voluta no arranque e dois arcos abatidos sustentados por pilar quadrado.
Salienta-se uma curiosidade construtiva no interior deste edifício: a parede interna de uma das lojas do piso térreo integra a fachada recuada de um edifício quinhentista, com portas biseladas e um símbolo de cristão-novo gravado no seu umbral.
Localiza-se na Rua dos Combatentes Mortos pela Pátria.

Casa Brasonada António Pereira Fontão Júnior
(Século XVIII)
O edifício, designado de "Casa Grande", é uma construção extensa, cuja unidade é sustentada pela repetição de vãos estandardizados, sem demarcação explícita da porta principal e à qual os elementos demarcados em cantaria e as varandas emprestam uma nota de riqueza decorativa.
Pertenceu a António Pereira Fontão Júnior, um rico comerciante da Vila.
Situa-se na Rua Serpa Pinto.

Casa João Dantas da Cunha
(Epigrafada a data de 1769 - Século XVIII)
A Arquitectura civil residencial é arquitectonicamente a mais afirmativa.
Terá sido edificada após o cerco de 1762.
Apresenta uma fachada de aparato onde se destacam os elementos estruturais, sempre com recurso a formas geométricas simples e lineares.

Terreiro Velho
(Século XX)
Este espaço localmente designado "Terreiro Velho", faz alusão aos antigos alpendres do mercado que se localizavam na Praça Velha, onde hoje está o edifício da actual Câmara Municipal.
Situa-se na Rua dos Combatentes Mortos pela Pátria.

Corpo da Guarda Principal
(Século XVIII - 1791)
A construção do edifício iniciou-se em 1791 e ergue-se no local dos antigos alpendres do mercado. Constitui um belo exemplar de edifício militar construído de raiz, podendo considerar-se o mais emblemático da Praça de Guerra, e um dos mais monumentais dos seus Corpos da Guarda.
Caracteriza-se pela severidade do traçado e apresenta uma fachada marcada pelo átrio de tripla arcada, seccionado por pilastras de ordem toscana e aparelho almofadado que sustentam simultaneamente um frontão, centralizado pelo escudo de decoração bélica.
O interior do edifício é marcado axialmente por um pequeno corredor que fazia a ligação do átrio à caserna e aos dois compartimentos laterais, talvez destinados aos oficiais.
Actualmente serve de instalações à Câmara Municipal de Almeida, e localiza-se na actual Praça da Liberdade.

Vedoria Geral da Beira/Casa dos Governadores da Praça de Almeida
(Fins do Século XVII - Início do Século XVIII)
Trata-se tipologicamente de um edifício de arquitectura militar administrativa e residencial, composto por dois pisos, com planta quadrangular e cobertura em telhado de quatro águas.
A fachada principal tem composição regular e simétrica, com portal centralizado, ladeado por pilastras toscanas e rematado por entablamento encimado pelas armas reais. Vãos de lintel recto, janelas com avental liso no piso térreo e janelas de sacada. Panos murários delimitados por soco, pilastras, entablamento e platibanda almofadada pontuada por jarrões.
A Vedoria era um equipamento militar que assegurava a gestão financeira das Praças de Guerra e a cronologia da sua construção indica ser contemporânea da construção do Hospital Militar de S. João de Deus, construção registada ainda hoje no seu alçado posterior.
Localiza-se na Praça da República.
Cronologia:
Vedoria Geral da Beira, nos fins do século XVII, início do século XVIII, cujo equipamento militar assegurava a gestão financeira das Praças de Guerra da zona norte;
Casa dos Governadores, remodelada em 1766-1768 para esse fim;
Secretaria e Arrecadação Geral do Regimento de Infantaria, no século XIX;
Escola Primária a partir do século XX e posteriormente a Tribunal da Comarca, que se mantém até hoje.

Quartel das Esquadras
(Século XVIII - 1736/1750)
No passado, foi o Quartel da Infantaria. Actualmente serve de instalações à GNR – Guarda Nacional Republicana.
Edifício de dois pisos, com planta rectangular alongada, cobertura de quatro águas pontuada na cumeeira por sucessão ritmada de chaminés tronco-piramidais. A construção é composta por dois volumes justapostos e escalonados definindo alçados muito compridos e ritmados sendo o interior constituído por vinte e um módulos transversais, subdivididos em duas casetas destinadas a soldados de Infantaria. Apesar das características barrocas, o edifício é marcado pelas formas disciplinadas, concebido de forma ordenadamente militar e simultaneamente atraente, sendo de excelente execução e de impacto visual excepcional.
Localiza-se na proximidade das Portas de São Francisco.

Capela da Misericórdia
(Século XVII)
A Capela da Misericórdia encontra-se adossada ao antigo Hospital onde actualmente funciona o Lar de Acamados da Santa Casa da Misericórdia de Almeida.
Em 1521, D. Manuel I dava ao seu escudeiro, Pedro Garcia e mulher, Catarina Fernandes, moradores na vila de Almeida, carta de doação para construírem uma capela na ermida de S. João de Deus que se erguia encostada às fortificações da Praça.
A ermida de S. João de Deus foi demolida durante as Guerras da Restauração e com a edificação das muralhas e respectivas fortificações da vila e assim, a Misericórdia de Almeida, durante muitos anos não teve sede própria. Só por alvará de 14 de Março de 1692, D. Pedro lI, a pedido dos Oficiais da Câmara, Nobreza e Povo de Almeida, autorizou a que se impusesse "um real em cada quartilho de vinho e arrátel de carne" por um ano para se acabar a Igreja e a Casa da Misericórdia, feita por planta e apontamentos do Sargento-Mor da Praça.
Porque o imposto arrecadado foi insuficiente para terminar as obras, a novo "pedido das autoridades de Almeida, D. Pedro II mandou prorrogar por mais dois anos a imposição do imposto criado para tal fim, conforme alvará de 21 de Julho de 1693".
É um edifício de planta longitudinal rectangular e irregular, com cobertura a duas águas.
Os dois volumes justapostos correspondem espacialmente à nave, com pavimento de lajetas e cobertura de madeira e à capela-mor demarcada pelo arco triunfal em cantaria, ladeada por dois retábulos de talha dourada do século XIX.
Localiza-se na Praça da República.

Antiga Casa da Câmara
(Século XVI)
Foi a primeira instalação dos Paços do concelho. No piso inferior funcionava a cadeia e no superior, com fachada em átrio, o poder concelhio e judicial. Actualmente neste local funcionam os serviços complementares da Câmara.
É um edifício de planta rectangular e cobertura a duas águas. Apresenta uma fachada marcada pelo átrio de quatro arcadas. Ao centro da composição está o brasão Manuelino com as armas do concelho.

Casa dos Vedores Reais
Foi a residencial dos oficiais ligados à Vedoria Geral e tinha com função gerir a Praça de Guerra: controlar o exército, inspeccionar regulamentos e recrutar oficiais, sargentos e praças.
A fachada sudoeste organiza-se em quatro módulos. Apresenta uma composição simétrica rectilínea, modelada por quatro vãos em cada piso. O andar nobre apresenta ao centro a pedra de armas.

Porta Falsa
Estas portas falsas, dissimuladas, dão acesso a galerias subterrâneas da fortificação. Estas permitem a ligação entre a Praça e os fossos, comunicam com o exterior da Fortaleza e, sendo invisíveis do lado de fora, o contacto com o exterior era efectuado por estas portas e, principalmente, com o Revelim onde estava instalado o Hospital de Sangue.
Existem três poternas, ou portas falsas, na fortificação, que fazem a ligação entre a praça e os fossos, ladeadas de pequenos paióis.
Uma delas é esta porta, situada na face Este do Baluarte de São João de Deus, a denominada "Porta Falsa" e tem, no lintel, a data de 1797.

Porta Nova
Projectada desde 1736 só foi aberta em 1986.
Em 2007 foi reconfigurada, conforme indica a placa alusiva à inauguração da referida porta, onde consta o seguinte:
"RECONFIGURAÇÃO DA IMAGEM DA DENOMINADA PORTA NOVA INAUGURADA EM 25 DE AGOSTO DE 2007, SENDO PRESIDENTE O Prof. António Baptista Ribeiro".

Antigo Cemitério
Antigo cemitério municipal de Almeida, encontra-se actualmente degradado e abandonado.

Museu Histórico-Militar
Em Agosto de 2009, no âmbito das comemorações anuais do cerco de Almeida de 1810, foi inaugurado um Museu Histórico-Militar nas antigas Casamatas.
Ocupando sete salas, cada uma dedicada a um tema desde a Pré-história, à Guerra da Restauração, às Guerras Peninsulares, passando pela Guerra Civil Portuguesa (1828-1834) e terminando na Primeira Guerra Mundial.
Cada sala encontra-se equipada com diversos equipamentos multimédia que, em quatro línguas diferentes, abordam a parte da história de Portugal referente ao tema da sala. Visita a não perder.