O GR28 é um percurso de Grande Rota (GR) que percorre grande parte do Maciço da Gralheira (Serra da Freita, Serra da Arada e Serra de São Macário), uma pequena parte nas "fraldas" da Serra de Montemuro e os Vales dos rios Paiva e Paivô.
O seu itinerário percorre um território de rara beleza, ligando geossítios, aldeias de montanha, vales e cumeadas de onde se desfrutam extraordinárias paisagens.
É também grande a quantidade de património histórico, destacando-se calçadas romanas, monumentos megalíticos e património religioso. Do património natural realçam-se rios, cascatas e fenómenos geológicos únicos.
Com o objectivo de ultrapassar as dificuldades logísticas que um percurso com estas características apresenta na sua realização por etapas, cerca de 90 quilómetros de extensão em terreno de montanha, com acesso rodoviário por vezes difícil ou limitado, decidimos tentar fazer com que cada etapa linear se transformasse em etapa circular.
Para isso, recorreu-se a outros trilhos e/ou outras passagens para regressar ao ponto inicial.
Pelas razões apontadas o "nosso" percurso abrange muitos mais quilómetros (cerca de 136 Km), percorre muitos mais trilhos e engloba muito mais património do que o percurso marcado e identificado como "GR28 - Por Montes e Vales" (Arouca).
Assim, é com base nas actividades realizadas neste percurso que apresentamos nestas páginas a "nossa" versão do GR28.
Maciço da Gralheira no Mapa de Portugal, com enquadramento das serras que o compõem nos mapas dos Distritos de Aveiro e de Viseu
Serra da Gralheira ou Maciço da Gralheira, são designações atribuídas a um conjunto montanhoso acidentado e situado no distrito de Viseu. Desta cadeia de montanhas fazem parte a Serra da Freita, a Serra da Arada, a Serra do Arestal e a Serra de São Macário. Este complexo conjunto de elevações encontra-se situado entre o rio Douro, o rio Paiva e o Sul do rio Vouga.
Este sistema montanhoso, muito regular, é inteiramente talhado no granito.
A Noroeste do Maciço desenvolve-se uma área muito diferente formada por uma sucessão de vales profundos e alinhamentos montanhosos, dispostos segundo os rumos hercínicos.
A Sueste da cadeia montanhosa todas as cristas parecem reunidas por uma outra, transversal, formada por uma série de arcos sucessivamente côncavos e convexos em relação ao resto do maciço.
De Nordeste para Sudoeste distinguem-se três ou quatro cristas de orientação rectilínea, separadas por dois vales similarmente com a mesma nítida orientação:
O vale sinuoso do Paiva;
A crista, muito aguçada, de Monte Redondo (a 950 metros de altitude) a Pedra-de-Água (a 761 metros de altitude);
O vale da Ribeira de Covas do Rio, São Pedro do Sul;
O alinhamento de Drave (a 99l metros de altitude) a Couto Agudo (a 952 metros de altitude);
O vale da Ribeira de Paivó;
A linha do alto das Chãs, na Serra da Arada (a 1.119 metros de altitude), o alto da Cabria (a 1.073 metros de altitude), a Cabrita (a 1.067 metros de altitude), separada por um pequeno afluente do Paivô, entre os picos da Arada (a 1.057 metros de altitude) e Chãs (a 1.116 metros de altitude).
A cumeada transversal descreve uma série de arcos que reúnem as diversas cristas. A linha da cadeia montanhosa serve de divisória das águas que correm para o rio Paiva, a Noroeste, e para o Sul, a Sudeste.
Parte integrante do Maciço da Gralheira, a Serra da Arada é uma elevação de Portugal Continental, com 1.119 metros de altitude, cota esta obtida no Alto das Chãs.
Nesta Serra localizam-se os principais pontos de extracção de minério do Maciço da Gralheira, como é o caso das Minas das Chãs, das Minas da Poça da Cadela, das Cavadas, de Gourim, do Vale de Vapueiro, entre outras.
Localiza-se, ligeiramente, a Noroeste da localidade de São Pedro do Sul, distando desta cerca de dez quilómetros, pertencendo na sua grande maioria, a este concelho. Situa-se na transição da Beira Litoral para a Beira Alta.
A Serra de Arada serve, em parte, de linha divisória das bacias dos rios Paiva e Vouga. Tem 20 km de comprimento e 15 km de largura. Nesta serra podem-se descobrir aldeias perdidas no tempo, tal como Drave.
É uma serra de grandes contrastes, de relevo áspero e imponente. Ao austero planalto, onde só florescem os matos rasteiros, contrapõem-se os profundos vales encaixados, atapetados de espesso arvoredo, por entre o qual correm rios rebeldes e tumultuosos.
Nesta serra é possível a prática de algumas actividades de lazer e de desporto/aventura, existindo vários percursos pedestres marcados e bons trilhos para a prática de BTT.
Parte integrante do Maciço da Gralheira, a Serra da Freita é um ponto alto de Portugal Continental, cuja altitude máxima, 1.102 metros, é alcançada na Malhada, um lugar pertencente à freguesia de Moldes, concelho de Arouca.
Esta serrania pertence, juntamente com a Serra do Arestal (a 830 metros de altitude), a Serra da Arada (a 1.119 metros de altitude) e a Serra de São Macário (a 1.053 metros de altitude), ao conjunto montanhoso denominado Maciço da Gralheira, ou Serra da Gralheira, como também é conhecido.
Situada a Norte do Caramulo, estende-se até à Serra de Montemuro. Distando cerca de 30 km do mar, é a primeira barreira orográfica do Douro Litoral, o que confere um clima muito húmido, chuvoso e frio à região.
A neve constitui presença habitual nos meses de Inverno, mas apenas por períodos de tempo muito curtos, pois as influências do clima oceânico originam a sua rápida fusão.
Encontra-se disposta na orientação noroeste-sudeste e estende-se pela freguesia de Albergaria da Serra, no extremo sudeste do concelho de Arouca, pelas freguesias de Manhouce e de Valadares, na ponta oeste do concelho de São Pedro do Sul, e pelas freguesias de Arões e de Cepelos, no extremo nordeste do concelho de Vale de Cambra.
Para além dos imensos atractivos desta serra, alguns possuem características que não passam despercebidos, quer pela sua beleza, quer pela sua singularidade, como é o caso da cascata da Frecha da Mizarela, a cascata do Côto de Boi, o filão de quartzo de Cabaços, com dois metros de espessura, a secular capela da Senhora da Lage, o fenómeno ímpar das Pedras Parideiras, as Pedras Boroas, localizadas na freguesia da Junqueira, no local conhecido como Nascentes do Caima (a sua textura é parecida com as boroas de milho devido a desequilíbrios das plaquetas exteriores), e a Mamoa da Portela da Anta, importante monumento megalítico.
Existem também vestígios da passagem dos Romanos por esta serra, testemunhados pelas calçadas romanas de Gestoso, Albergaria da Serra, destruída no século XX, e o "Caminho dos Burros" no Merujal.
Do marco geodésico de São Pedro Velho, situado a 1077 metros de altitude, é possível ver o Oceano Atlântico, bem como, as serras do Caramulo e da Estrela.
Ainda é possível observar-se várias habitações e vedações em xisto e granito em algumas das aldeias mais típicas da região, nomeadamente na aldeia da Castanheira, Cabreiros, Rio de Frades e Cando.
Para além do Rio Caima, que tem a sua nascente nesta serra, nascem igualmente outros pequenos e múltiplos ribeiros de águas cristalinas que ajudam a avolumar os caudais dos Rios Paiva e Arda.
Nesta serra é possível a prática de algumas actividades de lazer e de desporto/aventura, existindo vários percursos pedestres marcados, locais próprios para a prática da escalada, kayak, rafting e canyoning e bons trilhos para a prática de BTT.
Parte integrante do Maciço da Gralheira, a Serra de São Macário é uma elevação de Portugal Continental, cujo ponto mais elevado se situa a cerca de 1.052 metros de altitude, cota atingida no Alto de São Macário.
Esta serra encontra-se localizada a pouco mais de 10 km a Norte de São Pedro do Sul.
No ponto mais alto desta serra foi edificada uma primitiva ermida, a de São Macário de Cima. Em 1769 foi edificada uma outra, a uns metros mais abaixo e também dedicada ao mesmo santo, conhecida por ermida de São Macário de Baixo.
Do cume da Serra de São Macário pode observar-se uma bonita e abrangente paisagem que inclui as serras de Montemuro e Caramulo, assim como parte da bacia do Rio Vouga.
Nesta serra abundam as aldeias em xisto, dos quais se destacam, Janarde, Meitriz, Covas do Rio, Covas do Monte, Cortegaça, Pena e Maçagoso, esta última completamente abandonada e em ruínas.
O Rio Paiva banha várias das povoações acima referidas e absorve as águas de várias ribeiras, entre as quais, as da Ribeira da Pena.
Localizada no Douro Litoral, na margem esquerda do Rio Douro, a Serra de Montemuro é um imponente conjunto montanhoso com vertentes abruptas e relevo vigoroso. A sua altitude máxima é atingida aos 1.381 metros, conferindo-lhe uma inigualável beleza e riqueza paisagística e morfológica, numa região escassamente conhecida e explorada.
Esta serra delimita-se, a Norte, pelo Rio Douro, estabelecendo a fronteira com a Serra do Marão; a Oeste pelo Rio Paiva, que a separa do Maciço da Gralheira; e a Sudeste por Castro Daire, Lamego e Régua, abrangendo os concelhos de Resende, Lamego, Castro Daire e Arouca (os maiores aglomerados populacionais), devido à sua grande extensão territorial.
Do ponto de vista estrutural, a Serra de Montemuro integra-se, juntamente com o Maciço da Gralheira e a Serra do Caramulo, nas Montanhas Ocidentais do Portugal Central.
A Serra de Montemuro apresenta uma das orientações mais curiosas de todas as serras portuguesas: do Rio Douro às Portas de Montemuro a sua orientação é Nordeste/Sudoeste e, a partir daí, a serra toma uma orientação aproximadamente perpendicular à anterior, isto é, Noroeste/Sueste.
É precisamente nesta curvatura da serra, junto às Portas de Montemuro, que nasce o rio menos poluído da Europa, o Rio Bestança.
A variedade das formas graníticas da Serra de Montemuro constitui um excelente factor de valorização da paisagem, impondo-se como elemento patrimonial de significativa importância, levando a que diversos turistas visitem a serra ao longo do ano.
A Serra de Montemuro faz parte da 1ª fase da lista nacional de sítios da Rede Natura 2000. Está classificada como BIÓTOPO CORINE, com designação de Serra do Montemuro/Bigorne.
Na descrição que o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) faz, destaca-se a grande biodiversidade, resultado do bom estado de conservação dos vários tipos de habitat que aí se encontram representados.
Alguns deles de considerável valor conservacionista, como as turfeiras activas e, mais concretamente, a vasta comunidade de vertebrados, da qual fazem parte inúmeras espécies com estatuto de ameaça, como, por exemplo, o lobo. A Serra de Montemuro é um dos últimos refúgios desta espécie a Sul do Douro.
A nascente do Rio Paiva situa-se na encosta Sul da Serra de Leomil, próximo de Carapito, Moimenta da Beira, e desagua no lugar do Castelo, em Castelo de Paiva, local assinalado pela famosa “Ilha dos Amores”.
Os seus 108 km de extensão percorrem dez concelhos: Moimenta da Beira, Sernancelhe, Sátão, Vila Nova de Paiva, Viseu, Castro Daire, São Pedro do Sul, Arouca, Cinfães e Castelo de Paiva, entre as serras de Leomil, São Macário, Freita e Montemuro.
Este curso de água, o menos poluído da Europa, percorre persistentemente o fundo de desfiladeiros de vertentes abruptas. Nas suas margens formam-se, por vezes, praias fluviais (Paradinha, Areinho, Janarde, Meitriz, Vau e Espiunca).
O seu longo vale está dividido entre a região do Alto Paiva (de Moimenta da Beira a Vila Nova de Paiva) caracterizada por planalto formado por bosques de carvalhos e castanheiros, e o Baixo Paiva (a partir de Castro Daire até à foz) onde ganha força e se precipita com os seus famosos rápidos por uma zona montanhosa e de grandes desfiladeiros que o tornam quase inacessível em grande parte do percurso.
O Rio Paiva é um dos rios de excelência para a prática de várias actividades relacionadas com o desporto aventura em Portugal e o melhor rio do país para o rafting.
Está classificado como "Sítio de Importância Comunitária na Rede Natura 2000".
O Paivô ou Paivó, é um rio português afluente do Rio Paiva.
Esta linha de água nasce na Serra da Arada, ainda no lado de município de São Pedro do Sul, e atravessa a freguesia de Covelo de Paivô, desaguando no Rio Paiva.
Tem um comprimento total de 25,6 km.
No verão, as margens do Rio Paivô são muito procuradas pelos banhistas, pois as águas transparentes e frescas são óptimas para uns bons mergulhos. Ao longo das suas margens ainda se podem encontrar alguns antigos e tradicionais moinhos.
Parte integrante do Maciço da Gralheira, a Serra da Arada é uma elevação de Portugal Continental, com 1.119 metros de altitude, cota esta obtida no Alto das Chãs.
Parte integrante do Maciço da Gralheira, a Serra da Freita é um ponto alto de Portugal Continental, cuja altitude máxima, 1.102 metros, é alcançada na Malhada, um lugar pertencente à freguesia de Moldes, concelho de Arouca.
Parte integrante do Maciço da Gralheira, a Serra de São Macário é uma elevação de Portugal Continental, cujo ponto mais elevado se situa a cerca de 1.052 metros de altitude, cota atingida no Alto de São Macário.
Localizada no Douro Litoral, na margem esquerda do Rio Douro, a Serra de Montemuro é um imponente conjunto montanhoso com vertentes abruptas e relevo vigoroso. A sua altitude máxima é atingida aos 1.381 metros, conferindo-lhe uma inigualável beleza e riqueza paisagística e morfológica, numa região escassamente conhecida e explorada.
A nascente do Rio Paiva situa-se na encosta Sul da Serra de Leomil, próximo de Carapito, Moimenta da Beira, e desagua no lugar do Castelo, em Castelo de Paiva, local assinalado pela famosa “Ilha dos Amores”. Os seus 108 km de extensão percorrem dez concelhos: Moimenta da Beira, Sernancelhe, Sátão, Vila Nova de Paiva, Viseu, Castro Daire, São Pedro do Sul, Arouca, Cinfães e Castelo de Paiva, entre as serras de Leomil, São Macário, Freita e Montemuro.