Mamoas na Serra

 

Anta da Lapa da Meruje

 

Anta da Arca

A primeira referência existente sobre a “Anta da Arca”, erguida no Neo-calcolítico desta zona do actual território português, datará de finais do século XIX. Deve-se esta menção a José Leite de Vasconcellos, que a menciona numa das edições de uma revista da especialidade: “O Archeologo Portuguez, em 1898, onde manifestava a intenção de a explorar, tal como sucedia noutros arqueossítios dos quais tinha conhecimento”. Exploração essa que teria lugar apenas em 1921.

De um ponto morfológico, o exemplar em epígrafe parece não enquadrar-se em nenhum dos tipos sepulcrais sob ‘tumulus’ propostos para o megalitismo da Beira Alta.

Este Dólmen, ou “Anta”, como será mais vulgarmente conhecido na região esta tipologia megalítica, com câmara sepulcral de planta circular, de diâmetro máximo de três metros e setenta e cinco e altura aproximada aos dois e sessenta e cinco, composta de cinco esteios, dois dos quais fracturados, e da respectiva laje, “chapéu”, de cobertura, mas aparentemente desprovido de corredor, embora um dos esteios geralmente atribuído à câmara lhe possa ter pertencido na origem.

Ainda que se conheça outra situação análoga na Beira, a “Anta de Pera Moço”, não se poderá eliminar por completo a possibilidade de a inexistência, nos nosso dias, de vestígios do primitivo corredor resultar de uma contínua reutilização secular dos seus elementos constituintes para levantamento de outras estruturas mais consentâneas às necessidades diárias de toda uma comunidade, não apenas as habitações, mas sobretudo, nos muros de delimitação de propriedade.

 

Anta da Lapa da Meruje

A Anta da Lapa da Meruje situa-se na freguesia de Cambra e Carvalhal de Vermilhas, no concelho de Vouzela.

É um importante monumento funerário pré-histórico, cuja construção deverá ter ocorrido há cerca de seis mil anos, no período neolítico.

Foi noticiada e explorada pela primeira vez na década de 1920 pelo Professor Aristides de Amorim Girão, natural de Vouzela, professor de geografia na Universidade de Coimbra e pioneiro da arqueologia da antiga região de Lafões.

Este dólmen de corredor possui câmara poligonal, composta por 7 esteios monolíticos e actualmente encontra-se em bom estado de conservação.