Macieira de Alcôba

 


 

Macieira de Alcôba foi uma freguesia portuguesa do concelho de Águeda. É composta essencialmente pela aldeia serrana de Macieira de Alcôba.

Foi sede de uma freguesia extinta (agregada) em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, tendo sido agregada à freguesia de Préstimo, para formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Préstimo e Macieira de Alcôba.

Macieira de Alcôba situa-se na extremidade oriental do concelho, e tem como vizinhos a localidade de Préstimo, a Oeste, e os concelhos de Oliveira de Frades (parte principal e Ex clave), a Norte e a Leste, Vouzela a Nordeste e Tondela a Sul.

Pequeno povoado de características rurais, pode ser apreciado por quem gosta de ambientes idílicos e rústicos. A sua pequena população mantém muitos dos hábitos tradicionais, bem como o modo comunitário de viver, antes típico da região serrana, e que se caracteriza pela partilha de alguns dos meios de produção agrícola, ou o forno comunitário.

Situa-se entre um conjunto de serras graníticas, a Serra do Caramulo, salpicadas de urze florida na Primavera e de neve no Inverno que permitem alcançar o mar com a vista, já que este se encontra apenas a 50 km de distância. É um facto que um dos seus grandes atractivos é a sua paisagem.

A aldeia tem uma represa que é frequentemente utilizada para banhos.

Quanto à arquitectura local, esta utiliza, maioritariamente, o material de construção mais abundante na região, o granito.

 

PATRIMÓNIO DE MACIEIRA DE ALCÔBA

 

Capela de Nossa Senhora de Fátima

A capela de Nossa Senhora de Fátima em Macieira de Alcôba foi a primeira capela construída depois da Capelinha das Aparições, no Santuário da Cova da Iria, sob a invocação de “Nossa Senhora do Rosário”, teve a autorização prévia do bispo da Diocese de Coimbra.

Na padieira da porta está gravado o ano de 1928. A sua bênção litúrgica, também autorizada superiormente, foi em 12 de Junho de 1930, já sob a invocação de “Nossa Senhora do Rosário de Fátima”, ainda antes do reconhecimento canónico e da permissão do respectivo culto em 30 de Outubro de 1930.

A imagem foi esculturada em madeira por José Ferreira Tedim, de São Mamede do Coronado – Trofa – o mesmo santeiro que fez a do Santuário; é cópia desta, mas menos cuidada.

Está implantada num local elevado, com um largo horizonte da Serra do Caramulo até ao litoral marítimo do Atlântico. A ermida foi construída em pedra, possui uma torre e é uma construção que se distingue nas redondezas dando um agradável efeito cenográfico na paisagem.