Pedestrianismo na Rota dos Cabeços

 

Ficha Técnica

 

 

Este percurso tem início junto à Igreja de São Pedro em Varzielas.

Atravessa a povoação, onde é possível apreciar diversas casas em granito, característica da construção nesta serra. Muitas dessas casas já se encontram abandonadas e em ruína.

Sai-se pelas traseiras da povoação iniciando a subida da serra.

Pouco depois de sair da povoação passa-se por um antigo cruzeiro, o Cruzeiro do Passal, que, segundo consta, está ligado às origens da povoação uma vez que nos seus arredores foram encontrados vestígios do que terá sido a sua primeira capela. Nesse ponto é possível ter uma boa panorâmica da aldeia.

Continua depois a longa subida da serra. Durante a subida a paisagem é bastante agradável, sendo possível ter uma vista alargada da serra e da povoação de Varzielas, cada vez mais longe.

Antes de chegar ao topo da serra surge no horizonte a povoação da Bezerreira, para onde se dirige o trilho.

O topo da serra é marcado pelos grandes blocos de pedra que a polvilham. O percurso segue depois por estradão, do qual se sai para contornar alguns cabeços repletos de blocos de pedra.

O trilho leva-nos depois ao parque eólico e daí a Bezerreira. A descida à povoação é algo longa e acentuada.

A chegada à povoação está algo confusa, por falta de marcações, mas a Capela de Nossa Senhora de Fátima, situada num cabeço, serve-nos de guia até à mesma.

Depois de visitar a capela inicia-se a descida para a Corga da Ribeira, um pequeno curso de água que acompanha e anima o trilho durante vários quilómetros.

O percurso segue por caminhos de pé posto junto à corga até chegar ao Rio Águeda, uma linha de água com um caudal um pouco mais substancial.

Nesta parte do percurso é possível encontrar alguns moinhos de água e uns blocos de pedra denominados de Cabeço da Freira e Cabeços da Solheira e o trilho apresenta algumas descidas mais acentuadas, entre rochas, que implicam algum cuidado e a necessidade de utilizar algumas cordas fixas, como apoio nas descidas.

As inscrições da Solheira, gravuras na rocha datadas do início do século XX que assinalavam a separação de terrenos e de freguesias, indicam o início da subida final a Varzielas. Longa e por vezes acentuada, a mesma decorre, em grande parte, entre vegetação e por estradões. Em Varzielas dá-se por terminada a actividade.