Caracterização da Serra do Caramulo

 

Serra do Caramulo

 

Enquadramento Biológico

Mata na serra (2013)

As urzes e a carqueja predominam na flora da serra do Caramulo, salientando-se algumas das espécies vegetais da galeria ripícola, nomeadamente: salgueiro, amieiro, junco, zangarinho, hortelã d’água, entre outras.

São ainda apreciáveis os campos verdes e a beleza das árvores junto à água cristalina dos ribeiros que a atravessa por todos os lados enquanto respira um ar realmente puro e saudável.

 
 

Enquadramento Geológico

Formações rochosas na serra (2006)

A Serra do Caramulo dispõe-se segundo uma direcção NE-SW, constituindo um bloco tectónico dissimétrico, balançado para ocidente e limitado por uma importante falha a leste. Deste modo, do lado oriental a serra é limitada por uma importante escarpa, enquanto a vertente ocidental desce progressivamente até dominar a plataforma litoral.

Apesar da sua posição litoral, esta região apresenta acentuados contrastes entre a sua fachada mais litoral e a área mais interior.

No que diz respeito aos aspectos geológicos e pelo facto de estarem presentes duas unidades morfoestruturais muito diferentes – a Orla Sedimentar Mesocenozóica e o Maciço Antigo Ibérico – faz com que, além de idade, as rochas apresentem litologias diferenciadas.

Enquanto na Orla predominam as formações sedimentares, essencialmente constituídas por grés, conglomerados, calcários, calcários dolomíticos, calcários mais ou menos margosos, margas, arenitos e areias, pelo contrário, no Maciço Antigo predominam as formações cristalinas, constituídas essencialmente por rochas magmáticas à base de granitóides e por rochas metamórficas, constituídas por xistos, grauvaques, quartzitos e corneanas, estas nas auréolas de metaformismo de contacto.

 

Calçadas Romanas na Serra

Calçada Romana em Guardão (2018)

Os troços de calçada romana que existem na Serra do Caramulo, e são diversos, poderão ter sido uma variante à Via que ligava Cabeço do Vouga/Marnel (TALABRIGA) a Viseu (VISSAIUM).

O Troço de Calçada Romana de Guardão ergue-se, actualmente, de forma destacada, por entre habitações e um dos muros do cemitério da localidade que lhe deu nome, ostentando um cruzeiro que lhe foi implantado já em época medieval.

Conservando, na grande maioria do traçado, a largura primitiva, cerca de 3,5 metros, o troço aparelhado com grandes lajes graníticas em bom estado de conservação distribui-se ao longo de um traçado sinuoso conferido pela própria encosta em que assenta, para terminar de forma abrupta.

O restante da Calçada Romana encontra-se sob empedrado moderno, desde a porta do cemitério até à EN 230, coberta com areão e, sobre ele, se calcetou a via.

Este troço de Calçada Romana está classificado como Imóvel de Interesse Público.

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