
1 - Palácio do Buçaco
Situado na Mata Nacional do Buçaco, o antigo Palácio Real é considerado o último legado dos Reis de Portugal.
As obras para a construção deste magnífico palacete, inicialmente destinado aos períodos de descanso fora da cidade da família real (D. Carlos e D. Amélia), iniciaram-se no mês de Novembro de 1888 e deram-se por concluídas nos finais de 1906.
Após a extinção das Ordens Religiosas, D. Maria Pia pretendeu criar neste espaço um palácio real, que rivalizasse com a Pena, mas os planos acabaram por não se concretizar. O então Ministro das Obras Públicas, Emídio Navarro, muito ligado ao Buçaco, propôs a construção de um palácio do Povo, ou seja, um hotel. Para tal, encarregou o cenógrafo Luigi Manini, que terminou as primeiras aguarelas em 1886. O plano foi aprovado em 1888 e as obras tiveram início ainda nesse ano.
A antiga igreja, em torno da qual se encontravam as primitivas celas, foi conservada no seio do novo edifício, bem como algumas das estruturas conventuais. Manini inspirou-se na Torre de Belém e no Claustro do Mosteiro de Santa Maria de Belém para criar no Buçaco uma obra que não pode ser considerada apenas como um neo, mas sim como uma recriação ecléctica que denota aspectos historicistas.
Salientam-se alguns nomes de ilustres figuras ligadas a esta magnífica obra de arte, como os arquitectos Nicola Bigaglia, José Alexandre Soares e Manuel Joaquim Norte Júnior.
A partir de 1903, foram contratados diversos artistas para decorar os interiores do Hotel, entre os quais se encontram os pintores António Ramalho, Carlos Reis, João Vaz, o pintor de azulejo Jorge Colaço (que executou, entre outros, os painéis do vestíbulo, alusivos à Batalha do Buçaco), e o escultor Costa Motta Sobrinho, responsável pelos grupos escultóricos da Via Sacra.
Trata-se de um monumento em estilo neomanuelino, com algumas reminiscências da renascença Cristã, e está decorado com painéis de azulejos, frescos e quadros alusivos à Epopeia dos Descobrimentos portugueses, todos eles assinados por alguns dos grandes mestres das artes.
A estrutura exibe perfis da Torre de Belém lavrados em pedra de ançã, motivos do claustro do Mosteiro dos Jerónimos, alguns arabescos e florescências do Convento de Cristo, alegando um gótico florido com episódios românticos em contraste com uma austera severidade monacal.
No seu interior destacam-se notáveis obras de arte de grandes mestres portugueses da época, desde a colecção de painéis de azulejos do mestre Jorge Colaço, evocando Os Lusíadas, os Autos de Gil Vicente e a Guerra Peninsular, graciosas esculturas de António Gonçalves e de Costa Mota, telas de João Vaz ilustrando versos da epopeia marítima de Luís Vaz de Camões, frescos de António Ramalho e pinturas de Carlos Reis. O mobiliário inclui peças portuguesas, indo-portuguesas e chinesas, realçadas por faustosas tapeçarias. Destaque ainda para o tecto mourisco, o notável soalho executado com madeiras exóticas e a galeria real.
Desde 12 de Novembro de 1907 que o Palace Hotel do Buçaco está reconhecido como um dos mais belos e históricos hotéis mundiais. Está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1996.
Anexas ao edifício principal destacam-se quatro outras construções: a Casa do Brasões, a Casa Românica ou dos Arcos, a Casa das Pedrinhas ou dos Embrechados e a Casa dos Cedros.
A Casa dos Brasões
É da autoria do arquitecto Manuel Joaquim Norte Júnior. A sua construção, iniciada em 1905 e terminada em 1910, segue a lógica das ‘Beaux-Arts’.
É um edifício de 3 pisos que se destaca pela magistral fachada, com colunelos facetados com decoração floral e uma série de 15 brasões distritais dispostos sobre arco pleno rendilhado. O topo é ramatado por um florão, ladeado por medalhões com bustos clássicos.
Nos panos laterais observam-se os brasões de Lisboa e Porto. O remate é em platibanda rendilhada com cruzes.
A Casa Românica ou dos Arcos
Da autoria de Manini, foi erguida em simultaneidade com o Hotel.
Este espaço foi depois reaproveitado para edificar a Casa das Pedrinhas ou dos Embrechados em 1922.
Casa das Pedrinhas ou dos Embrechados
Adossada ao Convento de Santa Cruz do Buçaco, esta construção é da autoria de Luigi Manini e foi erguida em simultâneo com o Hotel.
Revestida com pequenas pedras brancas, negras, rosa, laranja e vermelho escuro, compondo desenhos geométricos e florais.
Sob janelão em arco pleno encimado por escudo nacional e cruz, tem defronte retábulo pétreo flanqueado por colunas grupadas sobre plintos com águia e leão, abrigando pintura mural de Nossa Senhora com o Menino, de Manini, assente em cachorrada com 2 imagens de anjo.
A arquitectura deste edifício segue a tradição herdada das edificações Carmelitanas.
Casa dos Cedros
De autoria do arquitecto Nicola Bigaglia, a sua construção iniciou-se na viragem dos séculos XIX e XX, e estava, em 1902, em fase de conclusão.
Conhecida anteriormente como Casa do Cão, este edifício de três pisos é parte integrante do património arquitectónico edificado junto ao Palácio.
A fachada Norte está parcialmente adossada ao antigo Convento.

2 - Convento de Santa Cruz do Buçaco
Foi construído entre 1628 e 1639 pela Ordem dos Carmelitas Descalços que o ocupou de 1630 até 1834, data da extinção das ordens religiosas masculinas.
A Mata do Buçaco, na posse do Bispado de Coimbra desde 1094, foi doada em 1628 pelo então bispo de Coimbra, D. João Manuel, à Ordem dos Carmelitas Descalços para ali ser construído o seu Deserto em território português.
Iniciadas as obras em Agosto desse ano, a construção do convento e da sua cerca terminaria em 1639. A vida monástica regular iniciou-se mais cedo, em 1630.
O Convento de Santa Cruz, de traçado simples de acordo com a vocação eremítica do Deserto, apresenta uma planta única em Portugal.
A igreja domina um espaço sem claustro, com os pátios a imprimir a regularidade ao conjunto, inscrevendo-se dentro de um espaço claustral simulado, recuperando a organização da ideia mítica do Templo de Jerusalém. O revestimento arquitectónico da cortiça ou embrechado como técnica decorativa alargada ao circuito conventual traduz o espírito de despojamento adequado às práticas ascéticas dos religiosos.
Ainda permanecem obras de escultura, pintura e azulejaria dos séculos XVII e XVIII que denunciam uma comunidade religiosa dinâmica e atenta ao sentido artístico específico dos tempos.
Este convento desfruta de duas celas que se encontram abertas ao público para visita e onde se recorda a presença do Tenente-General Arthur Wellesley, futuro Duque de Wellington, que comandava as forças anglo-lusas contra o general francês André Masséna, durante a Terceira Invasão Francesa, cuja batalha ocorreu na Serra do Buçaco a 27 de Setembro de 1810.
Em 1834 a extinção das ordens religiosas decretou o fim da presença dos Carmelitas Descalços no Buçaco, embora o último religioso, António de Tomás de Aquino, aqui tenha permanecido até à sua morte em 1860. O convento passou para a posse do Estado, sendo mais tarde parcialmente destruído para dar lugar ao Palace Hotel do Buçaco e a novas construções que ainda hoje o rodeiam.
Em 1888 o antigo Convento, foi parcialmente demolido, tendo dado lugar à construção do Palácio Real, actualmente o Palace Hotel do Buçaco.

3 - Jardim do Palácio
A principal e mais significativa área ajardinada da Mata do Buçaco é a que envolve o Convento e o Palace Hotel, designada por ‘Jardim Novo’. Foi construída entre 1886-87.
A sua flora, de ímpar riqueza, designadamente de árvores, reflecte, de certa forma, a actividade ali desenvolvida noutros tempos. Neste amplo espaço é possível desfrutar de um lago, bem como de vários jardins temáticos.

4 - Centro Interpretativo da Mata do Buçaco
As futuras instalações do Centro Interpretativo da Mata do Buçaco servem, actualmente, como garagem do Palace Hotel.

5 - Capela de Santa Maria Madalena
Devocional e dedicada a Santa Maria Madalena, foi erguida no caminho entre o convento e as Portas de Coimbra, o antigo caminho principal da Mata.
Nesta capela existiu, em tempos, uma fonte.

6 - Capela de São Pedro
Devocional e dedicada a São Pedro, foi erguida no caminho entre o convento e as Portas de Coimbra, o antigo caminho principal da Mata.

7 - Fonte da Samaritana
A sua construção deve-se à iniciativa do Reitor da Universidade de Coimbra, D. Manuel de Saldanha, em meados do século XVII.
A Fonte da Samaritana, também considerada capela, remonta à era dos Carmelitas Descalços. A passagem por este ponto representava o encontro entre Jesus e a Samaritana, junto ao poço de Jacob. Após a reforma de 1878, a figuração do encontro desapareceu conservando-se apenas duas lápides onde estão gravadas passagens desse diálogo bíblico.
Na placa descritiva que reproduz o diálogo entre Jesus e a Samaritana lê-se ‘OMNIS, QVI BIBIT EX AQVA HAC, SITIET ITERVM: QVI AVTEM BIBERITEX AQVA QVAM EGO DA BOEI, NON SITI ET IN AETERNVM. JOÃO 4º’. Tradução: Quem bebe desta água volta a ter sede. Mas aquele que beber a água que eu vou dar, nunca mais terá sede.
Na placa descritiva que reproduz o diálogo da Samaritana com Jesus lê-se ‘DOMINE, DAMIHI HANC AQUA MUT AQUAM, UT NON SITIAM’. Tradução: Senhor, dá-me dessa água, para que nunca mais tenha sede.
Seca há mais de um século, a água desta fonte era proveniente da Fonte do Carregal.

8 - Ermida de São José
Esta ermida faz parte de um conjunto de onze ermidas de habitação ou de penitência e foi fundada em 1644 pelo Reitor da Universidade de Coimbra Manuel de Saldanha e Bispo de Viseu. A sua construção iniciou-se em 1643 vindo a ser concluída em 1644.
Esta pequena capela conserva, no interior, um frontal de azulejos policromáticos e uma imagem de São José.
Cedro de São José: Junto à ermida encontra-se o que resta do mais célebre dos "Cedros do Buçaco", o Cedro de São José, considerado o mais antigo existente em Portugal.
O cipreste-português (Cupressus lusitanica), também designado por pinheirinho, cedro-de-portugal, cipreste-de-portugal, cedro-do-buçaco, cipreste-mexicano, cipreste-de-bentham, cipreste-de-lindley ou cedro-de-goa, é uma árvore muito utilizada como "cerca-viva" e para a produção de madeira. É nativa da América Central. O facto de ser designada como "cedro-de-portugal" ou "cedro-do-buçaco" (ou de "cipreste", em vez de cedro) deve-se ao facto de a planta ter sido introduzida em Portugal no século XVII na mata do antigo Convento do Buçaco. Foram estes exemplares, aí cultivados, que foram depois enviados para outros países da Europa e mesmo para o Brasil, onde a árvore continua a ser designada como "portuguesa", tal como é explícito também no nome científico. É uma árvore de crescimento rápido, chegando a atingir cerca de 20 a 30 metros de altura.
Plantado em 1644, ou talvez antes, o ‘Cupressus lusitanica’ não resistiu ao temporal que assolou Portugal em Janeiro de 2013, restando apenas uma parte do tronco e um pequeno ramo de pé.
Ao longo dos anos, o Cedro de São José sempre foi alvo de curiosidade de turistas e visitantes nacionais que, em excursões à Mata do Buçaco, eram apresentados a uma árvore verde de grande importância: a primeira espécie exótica introduzida no Buçaco, o cedro mais antigo de Portugal e, provavelmente, da Europa.

9 - Passo de Pretório
É uma das capelas alusivas às cenas da Prisão de Cristo. Aqui se considera o Pretório de Pilatos onde este sentenciou à morte Jesus de Nazaré.
Na placa descritiva da passagem pela capela do Pretório lê-se ‘AQUI SE CONSIDERA O PRETÓRIO DE PILATOS ONDE SENTENCIOU A MORTE A JESUS DE NAZARÉ. PADRE NOSSO AVÉ MARIA’.

10 - Passo da Cruz às Costas
É um dos passos que representa a Paixão de Cristo. Aqui se considera o passo onde puseram a cruz às costas de Cristo.
Na placa descritiva colocada sobre a porta de entrada da capela lê-se ‘AQUI SE CONSIDERA O PASSO AONDE PUSERAM A CRUZ ÀS COSTAS A CRISTO SENHOR NOSSO. UM PADRE NOSSO E UMA AVÉ MARIA POR QUEM MANDOU FAZER ESTA ERMIDA’.
As capelas com a representação dos Passos da Paixão de Cristo possuem grupos escultóricos alusivos ao passo, sendo os últimos quatro policromáticos.

11 - Varanda de Pilatos
A Varanda de Pilatos é uma construção teatral situada numa clareira da floresta, representando um palácio com duas torres piramidais nas extremidades e a varanda com balaustrada ao centro à qual se acede através de uma escada colocada num dos lados, com 28 degraus, "em memória dos que Nosso Senhor Jesus Cristo subiu até à casa de Pilatos". No interior são ainda visíveis pinturas murais de brutesco.
Esta capela difere das restantes capelas da Via Crucis do Buçaco, pois marca um dos momentos mais relevantes de toda a Via Sacra, a condenação do Salvador. Neste, D. João de Melo incorporou os elementos que deveriam conferir-lhes maior verosimilitude. Assim, encontram-se no Pretório os vinte e oito degraus que Cristo subiu no palácio de Pilatos e a varanda do ‘Ecce Homo’ (Eis o Homem).
Na entrada da porta do Passo de Pilatos encontra-se uma lápide gravada e embebida no arco que dá acesso ao Pretório com a inscrição 'ESTA É A PORTA DOS PASSOS DE PILATOS POR ONDE ENTROU CRISTO SENHOR NOSSO PRESO COM GRANDE ESTRONDO E FOI APRESENTADO EM SEU TRIBUNAL'.
A Varanda de Pilatos possui duas inscrições: a primeira, colocada sobre a porta, indica a entrada no Pretório, lendo-se ‘PRETORIO’; na segunda inscrição, colocada na parede exterior sob a varanda, descreve a sentença de Pilatos, lendo-se ‘NESTE LUGAR SE REPRESENTA O PRETÓRIO DO PRESIDENTE PONCIO PILATOS AO QUAL NOSSO SENHOR JESUS CRISTO FOI TRAZIDO DEPOIS DE SER RELAXADO PELO CONSISTÓRIO DO SACRILEGO CAIFÁS. ACUSADO POR AMOTINADOR DO POVO CHAMANDO-SE FILHO DE DEUS E REI DOS JUDEUS E POR OUTROS CRIMES IMPOSTOS POR FALSAS TESTEMUNHAS. E COM INTRANHÁVEL ÓDIO AO SALVADOR DO MUNDO REQUEREU A IMPÍA SINAGOGA QUE FOSSE SENTENCIADO À MORTE PERDOANDO A BARRABÁS HOMEM FACINOROSO PELO QUE DEPOIS DE O SENHOR SER AÇOITADO, VESTIDO DE PÚRPURA DE REI DE ESCÁRNEO E COROADO DE ESPINHOS E SOFRENDO OUTROS MUITOS OPRÓBRIOS PELA SALVAÇÃO DO GÉNERO HUMANO PROFERIU O INJUSTO MINISTRO A SEGUINTE SENTENÇA. SENTENÇA: EU PONCIO PILATOS GOVERNADOR EM JERUSALÉM PELO IMPERADOR O POTENTISSIMO TIBÉRIO CÉSAR FAZENDO NO TRIBUNAL JUSTIÇA E AUDIÊNCIA ÀS PARTES E SINAGOGA DOS JUDEUS OUVIDA E CONHECIDA A CAUSA DE JESUS DE NAZARÉ, O QUAL TROUXERAM PRESO OS JUDEUS POR SER AMOTINADOR DOS POVOS DESPREZADOR DE CÉSAR E SE FAZER FALSO MESSIAS COMO SE PROVOU POR TESTEMUNHOS DOS PRINCIPAIS DE SUA GENTE JULGO SEJA LEVADO AO COMUM LUGAR DO SUPLÍCIO E COM ESCÁRNEO DA MAGESTADE REAL SEJA CRUCIFICADO ENTRE DOIS LADRÕES. VAI ALGOSA PARELHA AS CRUZES’.

12 - Passo da Primeira Queda
É um dos passos que representa a Paixão de Cristo. Aqui se considera o passo onde Cristo caiu pela 1ª vez com a cruz às costas.
Na placa descritiva colocada sobre a porta de entrada da capela lê-se ‘AQUI SE CONSIDERA O PASSO ONDE CRISTO SENHOR NOSSO CAIU PRIMEIRA VEZ COM A CRUZ ÀS COSTAS. PADRE NOSSO AVÉ MARIA’.
As capelas com a representação dos Passos da Paixão de Cristo possuem grupos escultóricos alusivos ao passo, sendo os últimos quatro policromáticos.

13 - Passo do Encontro de Jesus com a Virgem
É um dos passos que representa a Paixão de Cristo. Aqui se considera o passo onde Cristo com a cruz as costas encontrou Maria.
Na placa descritiva colocada sobre a porta de entrada da capela lê-se ‘AQUI SE CONSIDERA O PASSO AONDE CRISTO SENHOR NOSSO COM A CRUZ ÀS COSTAS ENCONTROU MARIA SANTA SENHORA NOSSA. PADRE NOSSO AVÉ MARIA’.
As capelas com a representação dos Passos da Paixão de Cristo possuem grupos escultóricos alusivos ao passo, sendo os últimos quatro policromáticos.

14 - Passo do Cireneu
É um dos passos que representa a Paixão de Cristo. Aqui se considera o passo onde mandaram ao Cireneu que ajudasse a levar a cruz a Cristo.
Na placa descritiva colocada sobre a porta de entrada da capela lê-se ‘AQUI SE CONSIDERA O PASSO AONDE MANDARAM AO CIRENEU AJUDA-SE A LEVAR À CRUZ A CRISTO SENHOR NOSSO. PADRE NOSSO AVÉ MARIA’.
As capelas com a representação dos Passos da Paixão de Cristo possuem grupos escultóricos alusivos ao passo, sendo os últimos quatro policromáticos.

15 - Passo da Verónica
É um dos passos que representa a Paixão de Cristo. Aqui se considera o passo onde Verónica, saindo de sua casa com uma toalha, limpou o suor do divino rosto de Cristo e nela ficou retratado o Seu rosto.
Na placa descritiva colocada sobre a porta de entrada da capela lê-se ‘AQUI SE CONSIDERA O PASSO ONDE A VERÓNICA SAINDO DE SUA CASA COM UMA TOALHA ALIMPOU O SUOR DO DIVINO ROSTO A CRISTO SENHOR NOSSO E NELA FICOU RETRATADO O ROSTO DO SENHOR. PADRE NOSSO AVÉ MARIA’.
As capelas com a representação dos Passos da Paixão de Cristo possuem grupos escultóricos alusivos ao passo, sendo os últimos quatro policromáticos.

16 - Gruta de São Pedro
Esta pequena gruta situa-se numa elevação por trás da capela do Passo da Segunda Queda, sendo necessária alguma perícia para a conseguir encontrar.
Segundo reza a lenda, durante a invasão francesa, terá sido por um antigo túnel que os frades fugiram para o Convento da Vacariça. Os poucos monges que ficaram para trás para cuidar dos feridos terão tapado o túnel dando origem à gruta de São Pedro.

17 - Passo da Segunda Queda
É um dos passos que representa a Paixão de Cristo. Aqui se considera onde Cristo caiu pela segunda vez com a cruz às costas.
Na placa descritiva colocada sobre a porta de entrada da capela lê-se ‘AQUI SE CONSIDERA O PASSO AONDE CRISTO SENHOR NOSSO CAIU SEGUNDA VEZ COM A CRUZ ÀS COSTAS. UM PADRE NOSSO E UMA AVÉ MARIA POR QUEM MANDOU FAZER ESTA ERMIDA’.
As capelas com a representação dos Passos da Paixão possuem grupos escultóricos alusivos ao passo, sendo os últimos quatro policromáticos.
Junto ao Passo da Segunda Queda está a Porta Judiciária, composta por um arco que passa sobre o caminho da Via Sacra. No fecho deste arco existe a inscrição ‘Porta Judiciária’.

18 - Passo do Encontro com as Filhas de Jerusalém
É um dos passos que representa a Paixão de Cristo. Aqui se considera o passo onde Cristo com a Cruz às costas se virou às filhas de Jerusalém.
Na placa descritiva colocada sobre a porta de entrada da capela lê-se ‘AQUI SE CONSIDERA O PASSO AONDE CRISTO SENHOR NOSSO COM A CRUZ ÀS COSTAS SE VIROU ÀS FILHAS DE JERUSALÉM’.
As capelas com a representação dos Passos da Paixão possuem grupos escultóricos alusivos ao passo, sendo os últimos quatro policromáticos.

19 - Passo da Terceira Queda
É um dos passos que representa a Paixão de Cristo. Aqui se considera o passo onde Cristo com a cruz às costas caiu pela terceira vez.
Na placa descritiva colocada sobre a porta de entrada da capela lê-se ‘AQUI SE CONSIDERA O PASSO AONDE CRISTO SENHOR NOSSO COM A CRUZ ÀS COSTAS CAIU TERCEIRA VEZ. PADRE NOSSO AVÉ MARIA’.
As capelas com a representação dos Passos da Paixão possuem grupos escultóricos alusivos ao passo, sendo os últimos quatro policromáticos.

20 - Passo Despojaram Jesus Cristo das Suas Vestes
É um dos passos que representa a Paixão de Cristo. Passo em que despojaram Cristo das suas vestes.
Na placa descritiva colocada sobre a porta de entrada da capela lê-se ‘NESTE LUGAR SE CONSIDERA COMO DESPOJARAM A NOSSO SENHOR JESUS CRISTO DAS SUAS VESTIDURAS. PADRE NOSSO AVÉ MARIA’.
As capelas com a representação dos Passos da Paixão possuem grupos escultóricos alusivos ao passo, sendo os últimos quatro policromáticos.

21 - Passo Pregaram Jesus Cristo na Cruz
É um dos passos que representa a Paixão de Cristo. Neste lugar se considera onde pregaram a Jesus Cristo na cruz, rasgando-lhe cruelmente mãos e pés.
Na placa descritiva colocada sobre a porta de entrada da capela lê-se ‘NESTE LUGAR SE CONSIDERA COMO PREGARAM A NOSSO SENHOR JESUS CRISTO NA CRUZ RASGANDO-LHE CRUELMENTE MÃOS E PÉS. PADRE NOSSO E AVÉ MARIA’.
As capelas com a representação dos Passos da Paixão possuem grupos escultóricos alusivos ao passo, sendo os últimos quatro policromáticos.

22 - Passo Desceram Jesus Cristo da Cruz
É um dos passos que representa a Paixão de Cristo. Neste lugar se considera como descido o Senhor dos braços da cruz e o puseram nos de sua Santíssima e magoada Mãe.
Na placa descritiva colocada sobre a porta de entrada da capela lê-se ‘NESTE LUGAR SE CONSIDERA COMO DESCIDO O SENHOR DOS BRAÇOS DA CRUZ O PUZERAM NOS DE SUA SANTISSIMA E MAGOADA MÃE. PADRE NOSSO AVÉ MARIA’.
As capelas com a representação dos Passos da Paixão possuem grupos escultóricos alusivos ao passo, sendo os últimos quatro policromáticos.

23 - Ermida do Calvário
Esta ermida, de corpo paralelepípedo, faz parte de um conjunto de onze ermidas de habitação ou de penitência e foi fundada pelo Bispo-Conde D. João de Melo em 1694. À sua forma sextavada está encostada uma capela. Este ponto da Via Sacra retrata o momento em que içaram a cruz com Nosso Senhor Jesus Cristo pregado.
Construída sobre rochedos talhados a pique, deste ponto desfruta-se de uma excelente vista panorâmica. É constituída por um estreito terraço, no qual se encontra uma pequena cisterna que retinha as águas pluviais.
Sobre a porta da ermida foi colocada uma lápide trapezoidal de lados arredondados, emoldurada por embrechados com a inscrição: ‘PADRE NOSSO AVÉ MARIA POR QUEM MANDOU FAZER ESTA ERMIDA ANO DE 1694’.
A encimar a lápide encontra-se o brasão fantasiado de Cristo: escudo redondo com bordadura legendada: ‘JESU CHRISTE REDEMPTOR MISERERE NOBLE QVI PASSVS ES PRO NOBIS’; ao centro uma cruz em tau carregada com 3 cravos (pregos), nos braços e na haste, firmada por meio de duas estacas num monte pedregoso tendo aos pés uma caveira e duas tíbias passadas em aspa; à destra: turquês, cálice, sol, vara com esponja, lanterna, palma, tronco de madeira onde pousa um galo; à sinistra: martelo, cálice, lua, lança, a bolsa dos 30 dinheiros, dados de jogar sobre um prato, chicote e escada.
Colocada à esquerda da porta da capela anexa à Ermida do Calvário encontra-se uma incrição comemorativa da dedicação e consagração das Capelas da Paixão pelo bispo D. João de Melo, gravada numa lápide emoldurada por embrechados, onde se lê 'ILLUSTRISSIMUS DOMINUS, COMESQUE PRAECLARISSIMUS DOMNUS JOANNES DE MELLO CONIMBRICENSIS ECCLESIAE ET PIETATE PATER, ET VIGILANTIA, PASTOR EGREGUS, CUI ET, SI SUMMI PASTORUS PRINCIPATUS DESIT, PASTORIS MAXIMI PROMERITUM ADEST, AETERNO PASTORI, AC SERVATORI NOSTRO DOMINO DEO JESU CHRISTO PER GREGE SUO PASSO ET CRUCIFIXO PROPRIIS MANIBUS ALLACTO ET COLLOCATO HAEC SACELLA IN MIRIFICAE PASSIONIS MONIMENTUM ANACHORESIS ISTIS MUNIMENTUM ET SUI AMORIS PIGNUS, SACRO IN PONTIFICALIBUS PERACTO, GENUFLEXUS HUMIQUE PROV[O]LUTUS DICAVIT, VOVIT ET CONSECRAVIT SOLIS DEI, V NONAS O[CTOB]RIS IN ANNO MDCLXXXXIV'. Tradução: O ilustríssimo senhor e preclaríssimo conde D. João de Melo, na piedade pai, e na vigilância pastor egregio da igreja conimbricense, a quem, embora falte a dignidade de sumo pastor, assiste por certo o mérito de pastor máximo ao eterno pastor e salvador nosso, o senhor Deus Jesus Cristo, que pela sua grei padeceu e foi crucificado, e cuja imagem por suas próprias mãos aqui foi trazida e colocada, estas capelas em memória da milagrosa Paixão, abrigo para estes anacoretas e penhor de seu amor; depois de dita missa pontifical, de joelhos e prostado no chão, dedicou, votou e consagrou, em um domingo, cinco das nonas de Outubro (=3 de Outubro) do ano de 1694.

24 - Passo do Santo Sepulcro
É um dos passos que representa a Paixão de Cristo. Neste lugar se considera o Sepulcro onde depositaram o Santíssimo corpo de Cristo.
Na placa descritiva colocada sobre a porta de entrada da capela lê-se ‘NESTE LUGAR SE CONSIDERA O SEPULCRO EM QUE DEPOSITARAM O SANTÍSSIMO CORPO DE JESUS CRISTO. PADRE NOSSO AVÉ MARIA’.
As capelas com a representação dos Passos da Paixão possuem grupos escultóricos alusivos ao passo, sendo os últimos quatro policromáticos.

25 - Ermida do Santo Sepulcro
Construída entre rochedos, esta ermida faz parte de um conjunto de onze ermidas de habitação ou de penitência e foi fundada em 1646 pelo Reitor Manuel de Saldanha, Reitor da Universidade e Bispo de Viseu.
Em 1722 passou a ser propriedade de Ascêncio de Paiva Pinto e foi restaurada pelo seu terceiro neto Francisco Augusto de Mesquita Paiva e Pinto, em 1863.
Esta ermida é uma das mais impressionantes, pois o seu miradouro proporciona uma das melhores paisagens do Buçaco.

26 - Cruz Alta
Mandada construir em finais de 1648 por Manuel de Saldanha, Reitor da Universidade, foi restaurada em 1841 por instâncias do Governo Civil de Coimbra. No mesmo local existiu, anteriormente, uma cruz de madeira.
A Cruz Alta simboliza um dos momentos mais importantes da Via Sacra: a Crucificação de Jesus Cristo.
Miradouro privilegiado, a Cruz Alta situa-se no ponto mais elevado da Serra do Buçaco, onde a montanha atinge uma altitude de 547 metros. A paisagem a partir deste local é deslumbrante, avistando-se desde o Oceano Atlântico (a Oeste) à Serra da Estrela (Sudeste), passando pela Serra do Caramulo (Nordeste).

27 - Capela de Santo Antão
Mandada construir em finais de 1648 por Manuel de Saldanha, Reitor da Universidade, foi restaurada em 1841 por instâncias do Governo Civil de Coimbra. No mesmo local existiu, anteriormente, uma cruz de madeira.
A Cruz Alta simboliza um dos momentos mais importantes da Via Sacra: a Crucificação de Jesus Cristo.
Miradouro privilegiado, a Cruz Alta situa-se no ponto mais elevado da Serra do Buçaco, onde a montanha atinge uma altitude de 547 metros. A paisagem a partir deste local é deslumbrante, avistando-se desde o Oceano Atlântico (a Oeste) à Serra da Estrela (Sudeste), passando pela Serra do Caramulo (Nordeste).

28 - Passo de Herodes
É uma das capelas alusivas às cenas da Prisão de Cristo. Foi mandada construir pelo Reitor da Universidade Manuel de Saldanha, entre 1643 e 1646.
Aqui, Nosso Senhor Jesus Cristo, em casa de Herodes, foi dado como louco e, por isso, vestiram-no de púrpura.
Na placa descritiva colocada sobre a porta de entrada da capela lê-se ‘AQUI SE CONSIDERA A CASA DE HERÓDES, AONDE CRISTO SENHOR NOSSO FOI TIDO COMO LOUCO, E POR TAL O VESTIRAM DE PÚRPURA E O TORNARAM A MANDAR A PILATOS’.

29 - Portas de Coimbra
Fundadas em 1630, as Portas de Coimbra, antiga ‘Portaria da Mata’ ou ‘Portaria de Fora’, viradas a Sudoeste, foram fundadas em 1630, remodeladas em 1831 e restauradas em 1866.
Até à extinção das ordens, esta era a entrada principal da Mata do Buçaco, devendo-se a designação ao facto de estar voltada para a cidade de Coimbra.
A circulação por estas portas faz-se apenas por via pedonal.
AS BULAS PAPAIS
À entrada das Portas de Coimbra encontram-se expostas duas bulas papais. A primeira, do Papa Gregório VIII, datada de 1622, proibindo, sob pena de excomunhão, a entrada de mulheres na Mata. A segunda, do Papa Urbano VIII, datada de 1643, proibindo, igualmente sob pena de excomunhão, maus-tratos ou cortes ao arvoredo, e que constitui um dos primeiros documentos de protecção ambiental existentes em Portugal.

30 - Capela de São João da Cruz
Devocional, esta capela destaca-se pelo frontal com azulejos representando diversas plantas e animais exóticos.
Sobre a porta da capela, no exterior, salienta-se a moldura recta contornada por embrechado onde se eleva uma cruz de pedra rústica animada por uma linha branca.