Trebilhadouro, classificada como Aldeia de Portugal, é uma povoação que pertence à freguesia de Rôge, concelho de Vale de Cambra, distrito de Aveiro. Diz a tradição que o seu nome deriva de um tesouro, formado por “três bilhas de ouro”.
Tendo estado desabitada, durante cerca de 15 anos, foi recuperada para fins turísticos e culturais. Mantém, no entanto, a arquitectura tradicional das casas rurais portuguesas em pedra granítica, material que se estende aos caminhos. A aldeia mantém a traça de um espaço que durante séculos se dedicou à agricultura.
Foi vila e sede de concelho entre 1134(?) e 1855. Era constituído apenas pela freguesia da sede e tinha, em 1801, 1.284 habitantes e, em 1849, 1.512 habitantes.
As eiras e os canastros que abundam pela aldeia lembram outros tempos em que se viviam intensamente as desfolhadas, ao som de cantorias, concertinas e violas, a matança do porco ou as vindimas.
Também o espírito comunitário está patente em equipamentos como o tanque público e a fonte.
PATRIMÓNIO DE TREBILHADOURO
Gravuras Rupestres de Trebilhadouro
As gravuras de Trebilhadouro estão situadas na proximidade da aldeia de Trebilhadouro, freguesia de Rôge, concelho de Vale de Cambra, e integram-se na denominada Arte Rupestre Atlântica, caraterística da região Nordeste da Península Ibérica.
Foram insculturadas entre o neocalcolítico e a idade do bronze, o que compreende o período que medeia do 4º ao 1º milénio a.C.
Estas gravuras encontram-se num afloramento granítico junto ao solo, ao lado de um pequeno afluente da ribeira de Fuste, a cerca de 1 km da aldeia de Trebilhadouro. Os motivos gravados incluem espirais, que chegam a ter mais de 60 cm de diâmetro, covinhas, muito numerosas e em toda a superfície, linhas, pelo menos quatro, e armas, provavelmente um machado de pedra.
Estas gravuras encontram-se num afloramento granítico junto ao solo, ao lado de um pequeno afluente da ribeira de Fuste, a cerca de 1 km da aldeia de Trebilhadouro.
Os motivos gravados incluem espirais, que chegam a ter mais de 60 cm de diâmetro, covinhas, muito numerosas e em toda a superfície, linhas, pelo menos quatro, e armas, provavelmente um machado de pedra.
Como nos restantes casos, o seu significado permanece pouco claro, podendo as gravuras estar ligadas ao território ou ter um propósito místico.