Rôge, ou Roge, uma freguesia portuguesa do concelho de Vale de Cambra localizada na margem direita do Rio Caima, dista 5 Km da cidade de Vale de Cambra. Esta freguesia pertenceu aos Condes da Feira e, mais tarde, à Casa do Infantado.
Segundo alguns estudiosos, na altura da fundação da monarquia portuguesa, Macieira de Cambra pertencia ao bispado de Mérida, passando mais tarde para os bispos de Coimbra e no século XIV passou a fazer parte das terras de Santa Maria por doação a Fernão Pereira.
Só em 1510 é que D. Manuel I concede Foral a Macieira de Cambra, sede do concelho até 30 de Dezembro de 1926. É provável que lhe tenha sido concedido Foral no princípio da nacionalidade, mais precisamente no reinado de D. Sancho I, já que no foral de D. Manuel se fazem referências ao maço de 5 forais antigos.
Os documentos dos primeiros forais desapareceram durante a primeira Invasão Francesa.
Em 1839 aparece na comarca de Estarreja, em 1852 na de Arouca e em 1874 na de Oliveira de Azeméis.
Quanto ao património, a igreja paroquial de Santíssimo Salvador e o belíssimo cruzeiro paroquial que foi erguido no adro da mesma, são os ex-libris desta povoação.
PATRIMÓNIO DE RIBEIRA DE FRÁGUAS
Cruzeiro de Rôge
O cruzeiro de Rôge localiza-se na freguesia de Rôge, no concelho de Vale de Cambra, distrito de Aveiro, em Portugal. Contemporâneo da igreja paroquial de São Salvador, o cruzeiro de Rôge encontra-se implantado no seu adro, e comunga da mesma linguagem barroca que caracteriza a fachada do templo.
Quando, em 1947, a Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais consolidou o cruzeiro e restaurou a cruz, entretanto caída, foi possível proceder à leitura da data de 1762, em dois ferros que pertenciam à estrutura interna do monumento. Este ano de 1762 faz avançar, ligeiramente, a cronologia do cruzeiro em relação à igreja, que se pensa ter sido edificada em meados do século XVIII, conforme corrobora a data de 1755, inscrita no intradorso do arco triunfal.
O modelo utilizado no cruzeiro de Rôge é relativamente comum no Norte do país, simbolizando, por outro lado, um dos valores mais importantes da vivência religiosa exterior, de setecentos.
Profusamente esculpido, este cruzeiro conjuga motivos vegetalistas com figuras de atlantes (que, geralmente, carregam os mais variados elementos sobre as costas), e outros símbolos cristãos, como a cruz, bem visível no topo desta longa estrutura.
Sobre uma série de degraus erguem-se quatro figuras de atlantes coroados, sobre os quais assenta o soco paralelepipédico, com molduras onde se inscrevem motivos antropomórficos e vegetalistas. Sobrepõe-se-lhe a coluna, cujo fuste exibe enrolamentos e aves no primeiro terço, sendo o restante seccionado por losangos (com botões florais) dispostos em linhas helicoidais cruzadas. A coluna é rematada por um capitel coríntio, e o conjunto de cerca de 14 metros de altura, termina numa cruz assente sobre ampla esfera.
O cruzeiro de Rôge está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 5 de Abril de 1949.
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