
Ribeira de Fráguas
Ribeira de Fráguas é uma freguesia portuguesa do concelho de Albergaria-a-Velha. Fazem parte desta freguesia os lugares: Alto dos Barreiros, Bosturenga, Carvalhal, apenas a margem esquerda do Rio Caima, Gavião, Palhal, na margem esquerda do Rio Caima, Ribeira de Fráguas, Telhadela, Vale, Vilarinho de São Roque, Vale da Sapa, Fráguas, Coucinho, Casaldelo, Campo, Igreja e Coval da Mó (actualmente desabitado).
Os primeiros documentos que se referem a esta freguesia datam dos finais do século XI, surgindo tanto Fráguas (Frauegas) como Telhadela.
Ribeira de Fráguas pertenceu ao concelho de Pinheiro da Bemposta, extinto em 24 de Outubro de 1855, passando então a integrar o concelho de Albergaria-a-Velha.
A exploração mineira é ancestral na freguesia, tendo sido no século XIX que ela se intensificou, designadamente as minas do Coval da Mó e Volta de Telhadela, nas quais se extraía cobre e chumbo. Em 1744, os ingleses descobriram as minas do Palhal. A tradição conta que continham vestígios de indústria metalúrgica, do tempo dos mouros. Em 1796, foram abandonadas devido a uma cheia do rio Caima. Em meados do século XIX foram exploradas pela Companhia Lusitana de Mineração, produzindo cobre, galena de chumbo, blenda, níquel, cobalto e alguma prata. O topónimo Fráguas indica fornos ou fornalhas, onde eram separados o minério da escória.
Em termos de património natural, trata-se de um local de beleza contagiante, onde ressaltam os seus vales cultivados sobre um fundo verde, fruto das vastas áreas florestais.

Igreja Matriz de São Tiago
A Igreja Matriz de Ribeira de Fráguas tem, como padroeiro, São Tiago Maior.
Os primeiros registos documentados desta paróquia datam do início do século XVII, data provável da edificação deste templo religioso.
É uma igreja de traçado simples e construída em granito. Numa das intervenções de conservação que este templo sofreu ao longo do tempo, as paredes exteriores da mesma foram rebocadas e pintadas de branco. Actualmente encontra-se em mau estado de conservação e a necessitar de nova intervenção de preservação da estrutura e pintura.

Igreja Nova de Ribeira das Fráguas
Igreja Nova de Ribeira das Fráguas foi construída após um incêndio que destruiu a anterior, em 3 de Maio de 1953.
Esta igreja teve como pároco Raul Domingues da Cruz, de 31 de Outubro de 1933 até 1986, ano em que viria a falecer. Notabilizou-se pela força que dedicou na construção da nova igreja. Foi o grande mentor do Cortejo da Telha, no qual cada paroquiano participava com uma telha para a nova igreja e de outras importantes iniciativas de angariação de fundos para a mesma.

Vilarinho de São Roque
Vilarinho de São Roque é uma aldeia que pertence à freguesia da Ribeira de Fráguas, concelho de Albergaria-a-Velha. É a aldeia mais serrana e interiorizada do concelho. Boa parte da sua estrutura urbana está situada numa encosta virada a nascente. O Rio Fílveda moldou, de forma bastante dura, a orografia da região, por exemplo a montante, nos Pisões, e na aldeia, a área do Regatinho.
O espaço territorial na qual Vilarinho tem influência directa confina a Norte com a freguesia de Palmaz, (Oliveira de Azeméis) e nascente com a freguesia de Silva Escura, (Sever do Vouga).
A região onde se insere Vilarinho é habitada pelo Homem desde tempos imemoriais. A fecundidade deste espaço físico, associada à sua privilegiada localização em termos defensivos, terá sido decisiva para a fixação humana neste território. A poente do lugar poucas centenas de metros são necessárias calcorrear para atingirmos um ponto com o sugestivo nome de ‘castro’. Ora este topónimo por muito comum que seja em Portugal, leva-nos para o provável primitivo locus do povoamento da região. A primeira alusão a este lugar aparece nas Inquirições de Afonso III, em 1258. Surge como pertencente a Julgado de Figueiredo, provavelmente inserido na freguesia de Palmaz, sendo designado como Vilarinho de Baixo, ao lado de outros lugares vizinhos como: Campo e Telhadela. O segundo documento escrito conhecido onde Vilarinho é mencionado, trata-se do Foral de Figueiredo e Bemposta, passado em Lisboa por D. Manuel I a 15 de Agosto de 1514.

Capela de São Roque
Capela de São Roque situa-se na Rua do Caldeirão, em Vilarinho de São Roque, Albergaria-a-Velha.
A capela tem uma nave única, com torre sineira lateral e a fachada antecedida por um alpendre. No interior do templo localiza-se a imagem de São Roque, que é padroeiro da aldeia.

Moinhos do Regatinho
Situado no Lugar de Vilarinho de São Roque, freguesia de Ribeira de Fráguas, Albergaria-a-Velha, é um conjunto de dois moinhos de rodízio, cada um com um único casal de mós, accionado pelas águas do Rio Fílveda e encontra-se integrado no núcleo mais antigo desta aldeia classificada como "Aldeia de Portugal".
Denominados Moinho da Quingosta e Moinho do Silva, são ambos moinhos de consortes, ou de herdeiros, pertencentes a várias famílias da aldeia, geralmente pequenos e médios lavradores, que no passado os utilizavam de forma regular e mediante uma escala de horas previamente acordada.
A sua construção remonta, pelo menos, ao século XIX. Actualmente continuam a ser utilizados por alguns dos habitantes da aldeia, seja para a moagem de cereal para a alimentação dos animais de criação doméstica, seja também para produção de farinha para a cozedura da broa e outros produtos tradicionais. Muitos ainda se recordam das deliciosas papas de carolo da sua infância, cujo paladar poderá ser novamente saboreado por quem utilize a farinha destes moinhos na confecção dessas antigas receitas dos nossos avós.

Mamoa de Castro
Mamoa de Castro é um conjunto de monólitos graníticos situados junto ao marco geodésico de Cabeço dos Mouros, no lugar de Vilarinho de São Roque, freguesia de Ribeira de Fráguas.
O requerimento de Procedimento de Classificação datado de Abril de 2015 tentou reconhecer este aglomerado pétreo como o monumento "Mamoa 1 de Cabeço dos Mouros, Telhadela" identificado pelo arqueólogo Fernando Silva. No entanto, depois de duas deslocações ao local por parte dos arqueólogos da Direcção Regional de Cultura do Centro foi possível determinar que "a probabilidade daquela organização pétrea ser um monumento megalítico se afigurava bastante improvável" não constituindo, portanto, "nenhum monumento megalítico pré-histórico".

Rio Fílveda
O Rio Fílveda nasce na Serra do Arestal, atravessa as freguesias de Dornelas e os limites das freguesias de Silva Escura (Sever do Vouga) e Palmaz (Oliveira de Azeméis), a freguesia de Ribeira das Fráguas e Vale Maior no concelho de Albergaria-a-Velha, onde desagua no Rio Caima junto à ponte do Rendo.

Moinhos do Rio Fílveda
Os Moinhos de Água predominam em Albergaria-a-Velha, o concelho com o maior número de moinhos inventariados da Europa. Constituem um dos elementos importantes da paisagem rural das linhas de água que percorrem todo o concelho. São, por esse motivo, elementos com elevado valor patrimonial e turístico.
Toda a história do local, cuja primeira referência data do século XVI, está ligada ao rio, aos moinhos de água para moer o milho e às florestas verdejantes.
Dos inúmeros moinhos existentes ao longo das margens do Rio Fílveda destacam-se pelo seu estado de conservação os seguintes conjuntos:
Moinho de Baixo- É um moinho de rodízio com um único casal de mós accionado pelas águas do Rio Fílveda, cuja construção remonta, pelo menos, ao século XIX. Trata-se de um moinho de consortes, ou de herdeiros, originalmente pertencente a várias famílias da aldeia, pequenos e médios lavradores que no passado o utilizavam de forma regular e mediante uma escala de horas previamente acordada. Mais recentemente foi adquirido e recuperado pelo Rancho Folclórico da Ribeira de Fráguas, integrando-se num aprazível parque de lazer propriedade desta associação local.
Nas imediações deste moinho, ao longo das margens do ribeiro, cultivava-se a vinha, sendo que, segundo relatos de alguns dos antigos consortes, aqui também se moía a grainha das uvas, assim como os resíduos secos do bagaço, ambos utilizados na alimentação dos porcos de criação doméstica.
Moinhos da Quinta da Ribeira- Conjunto de dois moinhos de rodízio, os moinhos da Quinta da Ribeira tinham um único casal de mós cada, accionado pelas águas do Rio Fílveda. A sua construção remonta pelo menos ao século XIX.
São ambos de consortes ou de herdeiros, originalmente pertencentes a várias famílias de Ribeira de Fráguas, que dividiam a sua utilização horária da água. Mais recentemente foram adquiridos e recuperados pelo Rancho Folclórico de Ribeira de Fráguas. A jusante deste conjunto encontra-se o moinho de Baixo, cuja visita é um excelente pretexto para um agradável passeio ao longo das margens do rio, apreciando a beleza natural deste espaço.

Ribeira da Felgueira
A Ribeira da Felgueira, localmente conhecida como Rio Pequeno, é um afluente do Rio Caima cuja foz é conhecida pelo sugestivo topónimo – Entre-as-Águas.

Ponte do Barro Negro
Edificada sobre a Ribeira de Felgueira, no lugar de Telhadela, na freguesia de Ribeira de Fráguas, a Ponte do Barro Negro apresenta uma estrutura em aparelho de pedra, composta por um tabuleiro de cerca de 11 metros assente num único arco central, de forma apontada, com vão de 4 metros. Junto à ponte erguem-se as ruínas de um lagar de azeite.
Não existem dados concretos sobre a construção da Ponte do Barro Negro, pelo que a datação da estrutura será sempre assente em hipóteses. Será uma ponte antiga, uma vez que é a única passagem, neste lugar de Telhadela, que permite aos habitantes locais a transposição da ribeira em direcção a Arouca.
Esta ponte tem a singularidade de apresentar apenas um arco de vão quebrado, em forma apontada, o que poderá indiciar a sua construção nos inícios da Idade Moderna, ou, pelo menos, ser uma reconstrução de uma estrutura primitiva tardo-medieval.
Também conhecida por Ponte do Lagar de Azeite, pela sua proximidade a um antigo lagar, de que restam apenas ruínas, alguns autores levantam a hipótese de a sua construção se dever à necessidade de possibilitar o transporte de azeitonas para o referido engenho de produção de azeite.
Actualmente, esta ponte serve o trânsito rural da freguesia de Ribeira de Fráguas.

Rio Caima
O Caima é um rio português que nasce na Serra da Freita, na freguesia de Albergaria da Serra, a uma altitude de cerca de mil metros.
Pouco depois da sua nascente, este forma uma queda de água a uma altura superior a 70 metros, que dá pelo nome de Frecha da Mizarela, excelente local para a prática de canyoning.
No seu percurso, passa por Vale de Cambra, atravessa os concelhos de Oliveira de Azeméis e Albergaria-a-Velha, indo desaguar na margem direita do Vouga, junto da povoação de Sernada do Vouga.