Tendais

 


 

Tendais é uma freguesia e paróquia portuguesa do concelho de Cinfães. Foi vila e sede de concelho, extinto entre 1821 e 1832, passando a integrar o concelho de Ferreiros de Tendais a partir daí e até à sua inclusão no actual município de Cinfães.

Tendais tem a sua origem anterior à fundação da nacionalidade, sendo que o primeiro documento de que há registo faz menção a este lugar data de 1109. A 6 de Setembro de 1513, o concelho de Tendais recebe foral de D. Manuel I, Foi extinto entre 1821 e 1832, passando a freguesia para o de Ferreiros de Tendais, anexando-se ao concelho de Cinfães.

Esta povoação situa-se abaixo dos elevados cumes do Montemuro, tendo como limite mais meridional as Portas de Montemuro. Aproxima-se do Castelo de Alrete, sobre a sua povoação de Soutelo, mais a oriente e abeira-se de um palco circular conhecido por Pedra Posta, a ocidente, e a Sul, com o cume do Perneval.

Região essencialmente rural, os seus habitantes ainda hoje se dedicam na sua maioria a actividades agrícolas, sendo as de maior peso as culturas do milho, do centeio, da batata e da castanha, e pecuárias, com especial destaque para a criação de gado bovino da característica raça arouquesa, a par do chamado “gado miúdo”- ovinos e caprinos.

Não obstante o progresso corrosivo, ainda se observam hoje, localmente, alguns vestígios de vivência comunitária.

A prática agrícola em socalcos foi o recurso encontrado pelas populações locais para vencer os desníveis das vertentes e praticar uma agricultura semi-intensiva, em que as culturas alternam com o lameiro e o recurso a fertilizantes naturais é ainda a regra.

No seu património destaca-se a Igreja de Santa Cristina.

 

PATRIMÓNIO DE TENDAIS

 

Igreja de Santa Cristina

A Igreja Matriz da paróquia de Tendais, cujo orago é Santa Cristina de Bolsena, está localizada no lugar de Quinhão. Foi edificada entre os séculos XVIII-XIX, durante o consulado pombalino próximo a uma outra, talvez de fundação medieval, que apresentaria a orientação canónica Este-Oeste, o que não é o caso da actual.

Reconstruída em 1767, em estilo barroco nacional tardio, destacam-se, no seu interior, algumas esculturas barrocas de alguma relevância, nomeadamente as de Santa Bárbara e São Sebastião. A da padroeira, trabalho menos erudito do século XVII ou de transição para o século XVIII, foi profundamente alterada por criminosos repintes. Trata-se, contudo, de uma curiosa representação de Santa Cristina, mártir, com a serpente “enroscada” no seu braço direito (ver Paróquia).

A torre sineira assenta no centro da fachada desta Igreja, de nave única. No seu interior existem quatro altares, para além do altar-mor, dois laterais e dois colaterais. O tecto é decorado com uma representação da última ceia.