Reriz cuja União das Freguesias foi constituída em 2013, no âmbito da Reforma Administrativa Nacional pela agregação das então freguesias de Reriz e Gafanhão tem a sua sede localizada em Reriz.
Reriz foi uma freguesia portuguesa do concelho de Castro Daire. Reriz é uma povoação muito antiga. D. Manuel I deu-lhe foro de Vila em 9 de Março de 1514, e foi esta aldeia até 1834, sede de concelho que, sendo então suprimido, passou a fazer parte do concelho de Sul. Este foi também suprimido em 1855 e desde então passou a freguesia de Reriz a pertencer ao concelho de Castro Daire.
Reriz situa-se num vale do Rio Paiva, entre o “Monte das Cabeçadas”, Serra de Montemuro e Serra do Ladário. Junto à aldeia estende-se uma enorme e fértil várzea, passando, no fundo desta, o Rio Paiva.
Foi no alto do “Monte das Cabeçadas” que o célebre eremitão Leovigildo fundou a capela de Nossa Senhora de Rodes, a que alguns escritores dão, erradamente, o nome de Nossa Senhora da Roda. Não se sabe ao certo o ano em que Leovigildo construiu a capela, mas supõe-se que terá sido no ano de 1140, pouco depois da Batalha de Ourique, entre D. Afonso Henriques e os Mouros, em 1139.
Na aldeia de Reriz encontram-se as tradições ainda bem presentes que, aliadas à sua riqueza paisagística, lhe conferem um carisma especial.
PATRIMÓNIO DE RERIZ
Capela do Senhor dos Aflitos
A Capela do Senhor dos Aflitos em Reriz, também chamada de Capela do Senhor dos Passos, foi mandada construir em 1741.
É uma singela capela de um só corpo, construída em granito e embelezada por uma bela peça entalhada, colocada por cima da porta de entrada da mesma.
Igreja Paroquial de Reriz
A Igreja Paroquial de Reriz fez parte das igrejas da medieval terra de Lafões e, posteriormente, das do Arciprestado de Mões. No século XVII era da apresentação ordinária, passando depois, a abadia da apresentação da mitra, ou, do padroado real.
A igreja, nos finais do século XVIII, sofreu grandes alterações nas suas obras, o que resultou um trabalho final singelo do seu altar-mor e retábulo, destacando-se o portal em arco quebrado e arestas biseladas, possíveis da construção quatrocentista.
O seu interior encontra-se adornado de imagens de arte sacra com grande valor, são elas as imagens da Padroeira, de Nossa Senhora do Pranto, imagem de madeira estofada de Nossa Senhora das Dores, do Rosário e de São Sebastião. Ostenta, ainda, em prata uma coroa da Senhora do Pranto do século XVI e uma Cruz processional.