
 
Mansores
É uma freguesia do concelho de Arouca e distrito de Aveiro. A freguesia está dividida em 20 lugares: Agras, Avitureira, Bouça, Casal, Castêlo, Concha, Costa, Crasto, Espinheiro, Estrada, Juncide, Leira, Mata, Mouta, Pias, Ribeira, Serra da Vila, Vale, Vila e Vista Alegre.
Encontra-se inserida numa zona relativamente montanhosa, a cerca de 14 km da sede concelhia e o seu orago é a mártir Santa Cristina. Fez parte das Terras de Santa Maria.
Arqueologicamente, o local é muito rico, embora não tenham sido feitas prospecções nesse domínio. Existem várias mamoas dentro do perímetro da freguesia, e as épocas do cobre, bronze e ferro estão testemunhadas por achados ocasionais e pela toponímia.
Quanto ao seu património natural, histórico e religioso, pode-se visitar nesta freguesia a Igreja Matriz, reconstruída em 1861, as Capelas de Nossa Senhora do Rosário e de Santo António, as Cruzes dos Passos ou Calvário, o Cruzeiro Paroquial, a Casa das Terças com capela, vestígios romanos e dolménicos, e as paisagens naturais de extraordinária beleza, fruto da sua inserção no espaço da Serra da Vila e da Vista Alegre.
No âmbito das actividades económicas da freguesia, as principais são a agricultura, a pecuária, a indústria de madeiras e a construção civil, com vários empreiteiros sediados neste local. As principais actividades geradoras de emprego estão relacionadas com o sector das madeiras, as fábricas de metalomecânica, moldes, colchões e calçado, entre outras.

 
Cruzeiro dos Centenários
O “Cruzeiro dos Centenários” é também conhecido como “Cruzeiro da Independência”.
Foi construído em 1940, no lugar de Vila, no contexto das políticas estatais de celebração dos centenários da independência e da restauração da soberania nacional.

 
Capela de Nossa Senhora do Rosário
A Capela de Nossa Senhora do Rosário encontra-se edificada no lugar de Vila, em Mansores, do concelho de Arouca.
Antes do actual edifício, existiu perto um outro templo dedicado a Nossa Senhora do Rosário, presumivelmente situado na zona onde foi construído o coreto da Vila.
A actual capela foi construída por volta do ano de 1890, graças ao patrocínio dos “Moreiras” das Agras. Segundo a inscrição visível na fachada, “Mandaram reidificar us benemeritos Manoel Joaq. Moreira e F. José Joaq. Moreira 1890”.
Possui planta longitudinal, composta por nave única, capela-mor e sacristia adossada do lado esquerdo, a Noroeste, volumetricamente distintos, com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas, aos quais se une, também do lado Noroeste, adossada à frontaria, torre sineira quadrangular coberta com coruchéu em pirâmide.
Em meados dos anos 60 do século XX, a capela foi alvo de obras de melhoramentos e, mais recentemente, em 2008, foi novamente restaurada.

 
Levadas de Água
Levada é a designação que se dá a um canal de irrigação ou aqueduto ladeado por um percurso pedestre.
Também se chamam levadas aos canais, normalmente de menores dimensões, que levam a água para os moinhos de água.
Estas canadas de água levam-na por canalizações artesanais e são de grande beleza paisagística.
A actual capela foi construída por volta do ano de 1890, graças ao patrocínio dos “Moreiras” das Agras. Segundo a inscrição visível na fachada, “Mandaram reidificar us benemeritos Manoel Joaq. Moreira e F. José Joaq. Moreira 1890”.
Possui planta longitudinal, composta por nave única, capela-mor e sacristia adossada do lado esquerdo, a Noroeste, volumetricamente distintos, com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas, aos quais se une, também do lado Noroeste, adossada à frontaria, torre sineira quadrangular coberta com coruchéu em pirâmide.
Em meados dos anos 60 do século XX, a capela foi alvo de obras de melhoramentos e, mais recentemente, em 2008, foi novamente restaurada.

 
Igreja Paroquial de Mansores
A actual Igreja Paroquial de Mansores foi precedida por uma outra da qual não existem vestígios materiais.
Segundo as Memórias Paroquiais de 1758, “o orago, ou padroeira desta igreja e freguesia é Santa Cristina; tem quatro altares, o mor de Santa Cristina, os dois juntos ao arco, um é da Senhora da Conceição, outro do Santo Nome de Jesus, um mais abaixo do Senhor Crucificado, não tem naves nem irmandades, por ser terra pobre”.
A actual igreja nem sempre teve o mesmo aspecto e a mesma utilização dos seus espaços interiores e exteriores. No ano de 1858 a igreja sofreu fortes efeitos de um terramoto. As obras de “reedificação” foram longas, começaram em 1861 e estenderam-se por cerca de 15 anos, e delas resultou um novo templo, que é aquele que hoje se conhece.
Possui planta longitudinal, composta por nave única, capela-mor e corpo rectangular, de sacristia adossada à direita, a Sul, volumetricamente distintos, com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas, aos quais se une, a Sul, também à direita, adossada à frontaria, torre sineira quadrangular coberta com coruchéu em pirâmide.

 
Moinhos da Barrosa
Os moinhos encontram-se profundamente ligados aos saberes e formas de vida das nossas populações e constituem uma das formas de arquitectura tradicional mais comuns nos vales das pequenas ribeiras.
É nos vales verdejantes que se escondem as maiores concentrações de moinhos de água. Os cereais colhidos nos campos limítrofes e mesmo noutras áreas da região, eram transportados por estradas e carreiros até aos moinhos, para moagem ou descasque nas mós graníticas existentes nos ribeiros espalhados pelas aldeias.
Os velhos moinhos da Barrosa, alguns em completa ruína e outros já recuperados, e as ribeiras, cujas águas se precipitam em pequenas cascatas, têm, como protagonista, a grande quantidade de água que se precipita em pequenas cascatas, criando um cenário visual e "musical" ímpar.

 
Calvário
O calvário será possivelmente do século XVIII e permaneceu em ruína durante várias décadas. Apenas algumas das cruzes subsistiam completas, das outras restaram os respectivos socos. Foi restaurado pela Junta de Freguesia de Mansores no início do presente século, tendo o local sido embelezado.
A par das sete cruzes do calvário, existiam sete outras cruzes (entre Juncido e Estrada) no caminho que leva da igreja ao calvário, perfazendo o conjunto de 14 cruzes da via-sacra. Dessas sete cruzes do caminho restam apenas três.

 
Moinho de Mata
Dos diversos moinhos ao longo deste percurso salientam-se os velhos moinhos da Barrosa, alguns em completa ruína e outros já recuperados.
No entanto não são os únicos que existem e aos quais as inúmeras levadas de água faziam chegar as águas necessárias à sua laboração.
Este moinho, situado nas proximidades de povoação de Mata, está inserido num local de grande beleza e merece também um destaque.