Pedestrianismo na Garganta de Loriga

 

Ficha Técnica

A nossa proposta é partir da aldeia de Loriga iniciando o percurso junto ao café ‘O Vicente’.

Inicia-se a subida por uma estrada situada em frente ao café, passando esta rapidamente a estradão que ascende em ziguezague por entre arvoredo. Esta parte é desgastante e não muito interessante. O desnível a vencer é elevado e o facto de ser logo no início implica alguma calma na progressão.

Terminando o estradão começa um caminho de pé posto, muitas vezes sobre rocha, que percorre o lado esquerdo da Ribeira da Nave a qual corre numa linha de água profunda. Para trás, e cada vez mais lá em baixo, fica a povoação de Loriga.

O trilho é quase sempre ascendente, afastando-se numa primeira fase da ribeira, e dirigindo-se depois para a garganta em ‘V’.

A entrada na garganta propriamente dita faz-se num pequeno patamar plano denominado de Covão da Areia.

Olhando para a frente, uma parede, que parece ser intransponível, é o próximo obstáculo a vencer. A subida faz-se entre rochedos tendo como guias as mariolas e umas marcas recentes de percurso pedestre.

É esta a história do percurso pela garganta. Subir constantemente de patamar em patamar, ou seja, de covão em covão.

Ultrapassado o obstáculo atrás referido entra-se no Covão da Nave. Este covão é caracterizado por ter uma zona plana, mais comprida que a do Covão da Areia, e que, tal como esse, se encontra coberta de turfas devido ao gelo e às águas dos degelos. É necessário ter algum cuidado ao caminhar sobre as turfas devido aos buracos que, por vezes, estas escondem.

No final do Covão da Nave deparamo-nos com o muro de uma barragem. A barragem do Covão do Meio é o próximo obstáculo a vencer. Passando primeiro sobre rochas desce-se depois para junto do muro da barragem. Na encosta oposta sobe-se uma longa escadaria.

A escadaria leva ao topo da barragem e depois permite chegar ao trilho que decorre pela lateral esquerda da mesma.

No outro lado da lagoa, junto ao trilho que vamos percorrer, podem-se observar as ruínas de diversos edifícios que supomos terem sido construídos para apoio aos trabalhadores, durante a construção da referida barragem.

O trilho, longo e coberto de muita pedra solta, sobe de forma íngreme até surgir, do lado esquerdo do mesmo, a Lagoa do Covão do Boeiro.

Um pouco depois, numa curva do caminho, surge do lado direito deste uma pequena lagoa, ou charco, que marca a altura de abandonar o trilho. Deve-se seguir agora na direcção da Lagoa Serrano e da Lagoa do Covão das Quelhas.

As referências deixam de ser as marcas de percurso pedestre, passando a ser mariolas e umas marcas vermelhas já algo gastas.

Chegando às lagoas, situadas uma na proximidade da outra, passámos sobre um pequeno dique situado na Lagoa do Covão das Quelhas e contornámos sempre esta lagoa na direcção da linha de água do Covão das Quelhas. É necessária alguma atenção às mariolas e às referidas marcas vermelhas.

A subida é feita pela linha de água, sempre ascendente, num terreno nem sempre confortável ao andamento, mas sem obstáculos problemáticos. Seguindo as marcas com atenção, estas retiram-nos da linha de água um pouco antes desta acabar, e redireccionam-nos na direcção da Torre.

Um pouco mais acima as velhas torres de radar surgem-nos à vista. A partir daqui é escolher o melhor trajecto para lá chegar e acabar este maravilhoso passeio.