Marcha da Guarda a Loriga – Etapa 1

 

 

 

Da Guarda a Vila Soeiro (Quinta do Paixão) ou a Trinta

 

Ficha Técnica

 

Esta marcha baseou-se no percurso identificado como “T1” descrito no livro “À descoberta da Estrela”.

A saída da cidade da Guarda pode ser a primeira grande dificuldade a ultrapassar, pelo que, toda a atenção é importante. Inicia-se a travessia junto à Sé Catedral da Guarda seguindo pela Rua 31 de Janeiro até ao ponto em que esta dá lugar à Av. Dr. Francisco Sá Carneiro. Segue-se agora esta avenida até junto a uma bomba de gasolina da BP. Percorreu-se desde a Sé Catedral um total de 1,6 km.

Junto à bomba de gasolina desvia-se para a rua à direita.

Segue-se por essa estrada, um acesso da via de cintura externa da Guarda, passando por uma estação de fornecimento de electricidade. Quando surge um caminho de terra batida do lado direito sai-se da estrada, não para esse caminho, mas para um caminho de pé posto junto a um poste.

Atravessa-se um descampado com alguma vegetação, cujo trilho é uma antiga via romana. A antiga via leva-nos até à estrada N16.

Na estrada segue-se um pouco para direita para sair por um caminho situado do lado esquerdo da mesma. O caminho surge perto da placa indicativa da povoação de Cubo e junto a um painel informativo do ICN sobre o percurso “T1” (o que estamos a percorrer). No poste que se encontra junto ao painel ainda é possível observar a marca vermelha que indica este percurso e que nos servirá para nos orientar ao longo da travessia.

Segue-se pelo caminho referido até uma bifurcação. Nesta segue-se pelo caminho à esquerda, seguindo na direcção de Chãos.

Esta parte do percurso é muito complicada devido à grande construção de casas e estradas, o que causa muitos problemas na orientação. Por ter sido uma parte em que tivemos de improvisar não vamos esmiuçar a descrição, dando apenas a indicação dos locais a passar.

Segue-se na direcção de Pêro Soares onde o objectivo é chegar à via romana que atravessa o Rio Mondego em Vila Soeiro.

Após passar a ponte sobre o Rio Mondego surge o momento das grandes decisões. No entanto, fica o aviso de que qualquer opção escolhida será sempre fisicamente desgastante e pode implicar muitas horas de marcha. Para se perceber melhor o que a seguir se vai descrever convém fazer o download do ficheiro disponível na página da Ficha Técnica da actividade. Nele estão contidas as diversas cartas militares com o percurso e alternativas marcadas.

A ligação entre Vila Soeiro e Videmonte, que segue o percurso correcto (no mapa marcado a azul) encontrava-se intransitável devido ao mato denso que cobria o trilho. Em 2014 tentámos percorre-lo mas sem sucesso, tendo que regressar a Vila Soeiro. Se tivéssemos seguido o T1 a etapa teria de distância aproximada de 14 km.

Em 2004, por indicação de um residente, avisando já para a situação da intransitabilidade do trilho, seguimos um novo percurso, caminhando na direcção da povoação da Mizarela (no mapa marcado a verde) o que se traduziu em mais horas de marcha, com subidas acentuadas, mas efectivamente, em trilhos mais largos e bem definidos no terreno. Pontualmente ofereceu alguma dúvida na escolha dos caminhos a seguir. Acampámos junto à abandonada e em ruínas Quinta do Paixão. A etapa assim rondou os 16 Km de distância.

Em 2014 decidimos seguir o percurso original (no mapa marcado a azul). Como solução ao insucesso, devido ao mato denso que cobria o percurso, e querendo evitar a solução de 2004 procurámos outra passagem. Em contacto com pessoas da povoação surgiu a possibilidade de seguirmos na direcção da povoação de Trinta (no mapa marcado a lilás). Nessa altura, devido ao esforço e às condições atmosféricas adversas acabámos por pernoitar nessa povoação. A etapa ficou assim perto dos 15 km de distância.

Esta solução é também longa e desgastante, devido ao declive acentuado, embora menos longa que a solução adoptada em 2004. A ligação entre Trinta e Videmonte segue pela estrada que liga as duas aldeias e caminhar pelo alcatrão não é agradável de todo.

Ambas as soluções têm os seus custos e as suas dificuldades. Haverá certamente outras possibilidades que não foram exploradas por nós. No entanto, há que ter em conta que numa actividade deste tipo, em autonomia total, o equipamento usado, o peso da carga a transportar às costas e as condições atmosféricas verificadas são factores extremamente importantes e a ter em conta em todas as decisões a tomar. Cada situação implica um tipo de decisão e cada decisão implica um preço a pagar.

Após Videmonte a parte relacionada com a orientação deixa de ser tão complicada.