Covas do Monte
A aldeia de Covas do Monte, pertencente à freguesia de Covas do Rio, fica encravada num vale da Serra de São Macário a uma altitude de 450 metros. À sua volta fica uma imensa montanha de xisto, manchada de verde das giestas e do mato, aqui e ali salpicada por algumas manchas de pinheiro e alguns eucaliptos.
Apenas nos anos oitenta do século passado se abriu a estrada, chegando, mais tarde, o alcatrão. Dali não segue para mais lado nenhum. Por estrada florestal (o popular estradão) pode-se desfrutar de um belo passeio até Covas do Rio, passando por Serraco.
É constituída na sua maioria por construções de xisto, incluindo o telhado que é feito por placas desta mesma rocha (lousa). Dispostas por ruas sinuosas, por norma, as casas têm um piso térreo onde se abrigam os animais e as alfaias agrícolas e um primeiro andar destinado a habitação.
Curiosamente, é nesta aldeia que se encontra um dos maiores, senão o maior, rebanho do país. Todos os dias, cerca de 2500 cabras saem todas as manhãs para a montanha, num ritual ancestral de pastoreio comunitário que envolve toda a pequena povoação de apenas 56 habitantes. Ao fim da tarde, no regresso à aldeia, os animais parecem saber de cor o curral e a porta certa.
No prolongamento do vale ficam situadas as "Terras do Pão". São terrenos férteis e com abundância de água que escorre da serra por alguns ribeiros que, no estio, é utilizada e distribuída pelos campos através de um regadio tradicional. É também essa água que dá força para fazer andar as mós, nos seculares moinhos de água, onde se procede à moagem dos cereais para se fazer a broa.
Antigamente existiam na aldeia três lagares de azeite. Um deles, o comunitário, encontra-se neste momento em recuperação.
Drave
É uma aldeia desabitada mas não abandonada. Drave é um lugar onde as casas em ruínas são feitas de pedra, denominada pedra Lousinha, e cobertas de xisto.
Aldeia da freguesia de Covelo de Paivô, concelho de Arouca, Drave é uma aldeia perdida entre a Serra da Freita e a Serra de São Macário.
Drave fica situada a 1000 metros de altitude, praticamente isolada dos lugares vizinhos, com fracos acessos, quase impraticáveis durante o Inverno.
Drave foi berço da família Martins, que se conhece desde 1700, tendo o padre João Nepomuceno de Almeida Martins, tomado a iniciativa de realizar neste local, em 1946, a primeira reunião familiar, que levou até este local mais de 500 parentes. Desde então esta reunião tem-se vindo a realizar de 2 em 2 anos.
Os seus dois últimos habitantes, O Sr. Joaquim e a Dª Ana, dois septuagenários ou mesmo octogenários, zelavam pela velha e isolada aldeia com o carinho de uma vida. Para quem ainda compartilhou com eles alguns bons momentos, fica a saudade.
Presentemente, a Drave é bastante procurada por montanheiros e escoteiros que aqui encontram um local onde a natureza, a paz e a liberdade ainda falam mais alto.
Capela de Nossa Senhora da Saúde
Pequeno edifício situado numa das mais belas aldeias em xisto da Serra da Arada, a capela de Drave é dedicada a Nossa Senhora da Saúde.
Foi mandada edificar por Manuel Martins da Costa em 1851.
A festividade em honra de Nossa Senhora da Saúde realiza-se todos os anos a 15 de Agosto. Consta de uma Eucaristia realizada nesta capela, seguida de uma procissão e um piquenique e participam regularmente centenas de pessoas.
Regoufe
Aldeia da freguesia de Covelo de Paivô, concelho de Arouca, é um local de visita obrigatória para quem gosta de explorar e descobrir o património que resta da exploração mineira que existiu no século passado na Serra da Arada.
A presença de minerais exploráveis nesta região, nomeadamente o volfrâmio, atraiu as atenções de empresas mineiras estrangeiras.
Nesta aldeia funcionou, até ao fim da Segunda Guerra Mundial, as minas da companhia Inglesa, mantendo-se a exploração do minério, embora menos intensa, até finais da década de 60 do século passado. As ruínas dessas minas e as inúmeras escombreiras são o testemunho dessa autêntica 'febre do ouro negro'.
Actualmente, esta aldeia vive da pastorícia e da agricultura.

Mina de Poça da Cadela
A mina de Poça da Cadela, em Regoufe, aldeia da freguesia de Covelo do Paivô, iniciou a actividade a 9 de Janeiro de 1915. No entanto, o auge da exploração aconteceu depois de 1941, ano em que foi constituída a Companhia Portuguesa de Minas, que funcionou essencialmente com capitais e administração britânicos. Ficou conhecida como a "Companhia Inglesa" e a ela se devem importantes melhoramentos na região, como a abertura de estrada a partir da Ponte de Telhe e a instalação de electricidade e telefone nas minas.
O complexo mineiro da Poça da Cadela possuiu uma área de cerca de 57 hectares, integrando tanto as instalações técnicas e administrativas, como as residências e diversas entradas de galerias. Foi a concessão mais rentável em Regoufe, sendo possível encontrar ainda hoje diversas galerias e escombreiras espalhadas por toda a zona central.
A mina de Poça da Cadela ocupava vários pisos. Actualmente é possível observar-se mais de uma dezena de entradas de galerias.
Esta mina, a mais importante na zona de Regoufe, era composta por mais de uma dezena de filões de quartzo com uma mineralização de volframite, cassiterite, arsenopirite e, acessoriamente, pirite, blenda, apatite e berilo.
Os filões de direcção média tinham, normalmente, uma espessura entre 10 e 20 cm (excepcionalmente, até 50 cm) e estavam incrustados no granito de Regoufe. Contornando o plutão existe uma auréola de "metamorfismo de contacto" (metamorfismo em redor de uma intrusão ígnea, resultante do calor emanado pela intrusão durante a sua instalação e arrefecimento) até 2 km do granito, onde existiram outras minas: Muro, Raposeira e Cerdeiral.
A alteração provocada na paisagem pela presença de ruínas, das galerias e das escombreiras confere-lhe um elevado interesse do ponto de vista da paisagem cultural e da arqueologia mineira. A presença de filões mineralizados com volframite, conferem ao sítio médio interesse mineralógico e para colecções museológicas. Possui elevado interesse didáctico, não só relativamente aos aspectos da indústria mineira passada, mas muito em particular com os aspectos geológicos relacionados com as mineralizações desta área. Usufrui igualmente de elevadas potencialidades turísticas e, uma vez sujeito a uma estratégia de geoconservação, poderá constituir uma mais-valia económica para a região.
A título de curiosidade, sabe-se que entre 1935 e 1951 foram extraídas 639.000 toneladas de minério de volfrâmio e estanho destas minas.
Portal do Inferno
Miradouro singular rodeado por duas profundas ribeiras que drenam, em sentidos opostos, o Portal do Inferno, foi desde sempre um local de passagem íngreme que amedrontava os que por ali passavam. As vertigens provocadas a muitos dos visitantes ainda hoje atraem numerosas visitas ao local.
Na sua vertente Sul, a Ribeira de Palhais precipita-se por uma cascata, visível do Portal, e cujas águas correm até Drave. Na vertente Norte, a Ribeira de Covas acompanha a descida em trilho até à povoação de Covas do Monte.
A estrada que o cruza liga para Este a Covas do Monte, São Macário, Pena, Drave (estradão), São Pedro do Sul e Arada. Para Oeste liga a Regoufe, Ponte de Telhe, Rio de Frades e Arouca.

Ribeira de Palhais
A Ribeira de Palhais nasce nas imediações do Portal do Inferno, a Nordeste de Drave e criou algumas piscinas naturais fantásticas, com pequenas cascatas, uma no centro da aldeia de Drave, e outra mais a jusante.
Outras lagoas perto de Drave resultam da confluência de duas ribeiras: a de Palhais e a Ribeira da Bouça, que vem do alto da Arada, a Este de Drave.
As suas águas desaguam no Rio Paivô perto do lugar do Pego.
Ribeira de Regoufe
As águas da Ribeira de Paivô desaguam no Rio Paivô, um afluente do Rio Paiva.
A ribeira, após passar pela povoação de Regoufe, desce em pequenas cascatas para desaguar no Rio Paivô antes de este passar em Covelo de Paivô.
Os seus longos cursos de água contam histórias do minério, especialmente as vividas nas proximidades da exploração inglesa, em Regoufe.
Estas linhas de água marcam fortemente toda a paisagem, sulcando um vale de grande beleza.
Rio Paivô
O Paivô ou Paivó, é um rio português afluente do Rio Paiva.
Esta linha de água nasce na Serra da Arada, ainda no lado de município de São Pedro do Sul, e atravessa a freguesia de Covelo de Paivô, desaguando no Rio Paiva.
Tem um comprimento total de 25,6 km.
No verão, as margens do Rio Paivô são muito procuradas pelos banhistas, pois as águas transparentes e frescas são óptimas para uns bons mergulhos. Ao longo das suas margens ainda se podem encontrar alguns antigos e tradicionais moinhos.