Marcha de Regoufe a Covas do Monte

 

Ficha Técnica

 

A nossa proposta é partir da aldeia de Regoufe já de noite seguindo o PR14 na direcção a Drave.

Após a subida ao alto de Regoufe deve-se tomar o estradão à esquerda (não é o que sobe de forma acentuada) e seguir pelo mesmo umas boas centenas de metros até chegar ao velho trilho em laje.

Seguindo ao longo desse trilho chega-se à povoação de Drave, cerca de duas horas depois.

O bivaque na aldeia é sempre uma bela opção que permite, pela manhã, contemplar a beleza única desta povoação. No entanto, o acampamento não deve ser efectuado em zonas pertencentes a privados pelo que, normalmente, se acampa na área dos escuteiros que fazem de Drave a sua base. Se presentes na aldeia, os escuteiros indicam-nos os locais onde podemos montar as tendas, senão tenha como referência os locais junto à ribeira.

Pela manhã, seguindo pelo trilho que atravessa a aldeia na direcção do Portal do Inferno, acompanha-se a Ribeira de Palhais pelo seu lado direito, embora, de início, a uma cota mais elevada.

Ao longo deste troço atravessa-se a ribeira, primeiro para a margem esquerda e mais à frente regressa-se à margem direita, após passar uma pequena habitação cercada por uma vedação.

A partir deste momento o trilho tem algum mato, mas nada que a esta altura (Jul/2012) impeça a progressão no terreno.

Já com a cascata à vista, o caminho desaparece junto a uns velhos troncos de árvore. Junto a uma das árvores existe uma passagem para a margem esquerda e procurando na encosta oposta surgem algumas mariolas que nos servem de indicação para a longa e íngreme subida que nos espera até à estrada. A cascata surge em baixo à nossa direita e a subida, nem sempre assinalada por mariolas, deve ser feita com calma e na busca do melhor caminho possível. O melhor é ir acompanhando a cascata até ao seu topo e continuar a subir ligeiramente em paralelo à ribeira até se chegar à estrada.

Já no alcatrão, atravessa-se para o outro lado onde se pode observar, ao fundo, a povoação de Covas do Monte e a linha de água que nos servirá de caminho de descida. A linha de água é a da Ribeira de Covas e inicia-se junto à pequena curva que a estrada faz.

A descida é longa e bastante íngreme, com zonas bastante acentuadas e com muito cascalho solto, o que pode tornar a descida escorregadia em alguns pontos. Principalmente para quem for carregado com mochilas pesadas a descida deve ser feita devagar e com algum cuidado.

Outro cuidado a ter, uma vez que após a visita à aldeia se deve regressar ao Portal do Inferno pelo mesmo caminho, é marcar com atenção alguns dos pontos da descida, principalmente aqueles em que a mesma não segue nenhum trilho definido. Na fase de subida existem dois ou três pontos um pouco confusos e convém evitar opções erradas, que se traduzirão em esforço suplementar e indesejado na subida.

A visita à aldeia de Covas do Monte tem os seus pontos de interesse, com alguns vestígios da sua antiga rusticidade. Na antiga escola primária existe um restaurante/bar onde se pode obter algum apoio.

A subida de regresso ao Portal do Inferno é íngreme e implica alguma forma física, principalmente se as mochilas forem muito carregadas. No entanto, convém que se avalie bem os caminhos a percorrer porque num ou noutro ponto podem não ser tão evidentes os trilhos que foram utilizados durante a descida.

Após a chegada à estrada, percorre-se um par de quilómetros em alcatrão (para o lado direito da subida), atravessando o ponto que toma o nome de Portal do Inferno e sobe-se a estrada em ziguezague até esta chegar ao planalto. Um pouco mais à frente surge um estradão do lado esquerdo que se deve tomar.

Seguindo este estradão que decorre pela cumeada, passando pelas antigas Minas de Vale de Vapueiro em direcção ao Alto Celado, desce-se depois até ao Alto de Regoufe. Aí surge-nos a descida final até à povoação, acabando aqui este passeio.