Rota Vicentina

 


 

Costa Vicentina (2018)

A Rota Vicentina, integrada no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, é um conjunto de percursos pedestres no Sudoeste de Portugal, interligados entre si, que podem ser percorridos a pé ou de bicicleta, num total aproximado de 400 km, entre a cidade de Santiago do Cacém e o Cabo de São Vicente, o ponto mais a Sudoeste da Europa.

Esta rota foi eleita pela ‘Condé Nats Traveller’, a ‘Bíblia’ das viagens, uma das seis costas litorais mais bonitas do mundo e a última costa selvagem da Europa.

Praia dos Buizinhos (2018)

A Rota Vicentina é constituída pelo Caminho Histórico, o Trilho dos Pescadores e por vários Percursos Circulares, todos de uma beleza ímpar em Portugal e no mundo.

Muitos destes trilhos já eram bem conhecidos dos peregrinos que partiam do Cabo de São Vicente com destino a Santiago de Compostela.

 

PERCURSOS DA ROTA VICENTINA

 

Porto Covo (2018)

O Caminho Histórico – Percorre as principais vilas e aldeias da região, num itinerário rural com vários séculos de história. Constituído na sua maioria por caminhos rurais é apto para a sua realização a pé ou de BTT. Encontra-se dividido em 12 etapas, idealizadas para a realização a pé, num total de 230 km.

Com início em Santiago do Cacém o seu percurso tem passagem em locais como Vale Seco, Cercal do Alentejo, São Luís, Odemira, São Teotónio, Odeceixe, Aljezur, Arrifana, Carrapateira e terminus em Vila do Bispo. Tem uma variante que liga Cercal do Alentejo a Porto Covo.

O Caminho Histórico foi certificado em 2016 com o selo Europeu “Leading Quality Trails – Best of Europe” pela sua elevada qualidade enquanto percurso pedestre.

 

Zambujeira do Mar (2018)

O Trilho dos Pescadores – Decorre sempre junto ao mar usando os caminhos utilizados pelos locais para acesso às praias e pesqueiros.

Percorrendo-se entre falésias e praias, com muita areia, este percurso é exequível apenas a pé. Inclui 4 etapas, com cerca de 75 km, e 5 percursos complementares. Ao todo são 120 km de percursos junto ao mar.

As etapas têm início em Porto Covo, com passagem em Vila Nova de Milfontes, Almograve, Cavaleiro, Zambujeira do Mar, Azenha do Mar e Odeceixe. Os Circuitos são os da Praia de Odeceixe, o da Praia da Amoreira, o da Ponta da Atalaia, o do Pontal da Carrapateira e o da Praia do Telheiro.

 

Vila Nova de Milfontes – Rio Mira (2018)

Os Percursos Circulares – É um conjunto de cinco pequenos percursos, com um total de 46 km, que permitem conhecer melhor a região.

São eles as Dunas do Almograve, Hortas de São Luís, Troviscais ao Mira e Rotas de Santa Clara, que é composto por dois percursos: o de Santa Clara à Barragem e o de Santa Clara a Sabóia.

 
 
 

O TERRENO DA AVENTURA

 

O PARQUE NATURAL DO SUDOESTE ALENTEJANO E COSTA VICENTINA

 

O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina localizam-se no litoral Sudoeste de Portugal, entre a ribeira da Junqueira, em São Torpes, e a praia de Burgau, com uma extensão de 110 km, numa área total de 89,595 hectares.

O Parque abrange o litoral Sudoeste de Portugal Continental, no Sul do litoral alentejano e no barlavento algarvio em redor do Cabo de São Vicente. Inclui territórios de freguesias dos seguintes concelhos e distritos:

Distrito de Setúbal – Sines (freguesias de Porto Covo e Sines);

Distrito de Beja – Odemira (freguesias de Longueira / Almograve, Santa Maria, São Luís, São Salvador, São Teotónio, Vila Nova de Milfontes e Zambujeira do Mar);

Distrito de Faro – Aljezur (freguesias de Aljezur, Bordeira, Odeceixe e Rogil);

Vila do Bispo – Freguesias de Budens, Raposeira, Sagres e Vila do Bispo.

 


Localização do Parque Natural do SW Alentejano e Costa Vicentina no Mapa de Portugal (Distritos de Setúbal, Beja e Faro)

 

Para além da faixa costeira e da zona submarina de 2 km a partir da costa, o parque inclui o vale do Rio Mira desde a foz até à vila de Odemira.

Na área do parque encontram-se diversos tipos de paisagens e habitats naturais, como arribas e falésias abruptas e recortadas, praias, várias ilhotas e recifes (incluindo a Ilha do Pessegueiro e um invulgar recife de coral na Carrapateira), o estuário do Mira, o Cabo Sardão, o Promontório de Sagres e Cabo de São Vicente, sistemas dunares, charnecas, sapais, estepes salgadas, lagoas temporárias, vales encaixados com densa cobertura vegetal, entre outros.

As altitudes máximas rondam os 324 metros no interior, em São Domingos, Odemira, e os 156 metros no litoral, em Torre de Aspa, Vila do Bispo. A profundidade máxima é de 32 metros, 2 km ao largo do Pontal da Carrapateira, Aljezur.