
Porto Covo
Porto Covo é uma freguesia do concelho de Sines, distrito de Setúbal, em Portugal, foi criada em 31 de Dezembro de 1984, por desanexação da freguesia de Sines, até então a única do concelho do mesmo. Não foi extinta pela reforma de 2013 pois a agregação de freguesias não atingiu os municípios com menos de 4 freguesias.
Porto Covo desde sempre encantou os seus visitantes logo num primeiro olhar. Em meados do século XVIII, Porto Covo não passava de um pequeno lugar implantado na arriba, próximo de uma pequena enseada.
A Ilha do Pessegueiro, com os seus fortes - Forte do Pessegueiro e o Forte da Ilha de Dentro - comprova o que restava de um grandioso projecto de um porto marítimo que Filipe II de Espanha e Felipe I de Portugal tinham concebido para aquele lugar. Este projecto nunca se chegou a concretizar e durante o século XVIII a principal actividade registada em Porto Covo prendia-se com a utilização da calheta local e do ancoradouro do Pessegueiro como portos de pesca e comércio.
O desenvolvimento da povoação só registou um avanço significativo aquando da construção do complexo industrial de Sines. Nessa altura aumentou de cinquenta e cinco fogos e 246 moradores em 1940, para cento e quarenta e quatro fogos em 1980, registando então um total de 539 habitantes.
Inserida no conselho de Sines, Porto Covo tornou-se freguesia em 1984, evoluindo de uma aldeia piscatória para um local de atracção turística, potenciando a beleza da sua paisagem com as suas praias de areia branca e fina aquecidas pelo sol e a hospitalidade das suas gentes.
Outro ponto de interesse turístico é a Ilha do Pessegueiro, com a sua praia com condições para a prática de windsurf, passeios de barco e pesca desportiva.
A Ilha do Pessegueiro, com o seu forte, faz geograficamente parte de um vasto património natural, integrado no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.

Ilha do Pessegueiro
A ilha do Pessegueiro localiza-se na costa do Alentejo Litoral, ao largo da freguesia de Porto Covo (da qual depende administrativamente), no concelho de Sines, Distrito de Setúbal, em Portugal. A ilha, assim como a costa adjacente, faz parte do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.
Acredita-se que a ocupação desta costa remonta a navegadores cartagineses, em época anterior à segunda guerra púnica (218-202 a.C.). À época da Invasão romana da Península Ibérica, a ilha abrigou um pequeno centro pesqueiro, conforme atestam os vestígios, recentemente descobertos, de tanques de salga.
À época da Dinastia Filipina, projectou-se ampliar aquele ancoradouro natural com o objectivo de evitar que corsários o usassem como ponto de apoio naquele trecho do litoral. Um enrocamento artificial de pedras ligaria a ilha do Pessegueiro à linha costeira.
A partir de 1590, no âmbito desse projecto, foi iniciado, em posição dominante na ilha, a edificação do Forte de Santo Alberto, com a função de cruzar fogos com o Forte de Nossa Senhora da Queimada, que lhe era fronteiro, no continente.
Os trabalhos no projecto do Pessegueiro foram interrompidos em 1598 diante da transferência do seu responsável para as obras do Forte de Vila Nova de Milfontes, jamais tendo sido completadas.

Forte do Pessegueiro
O Forte do Pessegueiro, também conhecido como Forte de Nossa Senhora do Queimado, Forte da Ilha de Dentro ou Forte de Santo António do Pessegueiro situa-se em posição dominante sobre a praia do Pessegueiro, em frente à Ilha do Pessegueiro, ao largo da freguesia de Porto Covo, no concelho de Sines, Distrito de Setúbal.
Este forte cruzava fogos, no continente, com outro forte marítimo, o Forte de Santo Alberto do Pessegueiro, também conhecido como Forte da Ilha do Pessegueiro ou Forte da Ilha de Fora. Ambos faziam parte de um projecto maior de defesa da Costa Vicentina, que compreendia um porto artificial ao abrigo de um molhe de pedra que ligaria a ilha do Pessegueiro à ilhota fronteira, o penedo do Cavalo, e esta ilhota ao continente. Actualmente encontram-se compreendidos na área do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.
Ambos os fortes marítimos encontram-se erguidos sobre rocha de arenito, a mesma pedra utilizada na alvenaria dos seus muros. Apresentam planta poligonal, reforçados por baluartes triangulares, com muros em talude.
O Forte de Nossa Senhora do Queimado na praia do Pessegueiro apresenta planta poligonal quadrangular, com tenalha de dois baluartes nos ângulos sudeste e sudoeste pelo lado de terra e uma bateria poligonal sobre a praia.
A estrutura é circundada por um fosso, defendido por um muro baixo. O portão de armas rasga-se a meio do pano de muralhas pelo lado de terra, acedida por ponte de madeira sobre o fosso. Pelo túnel de entrada acedem-se as dependências de serviço em dois pavimentos, dispostas em "U": Quartéis de Tropa, Casa de Comando, Capela (ermida de Nossa Senhora do Queimado), cozinha, paiol, depósitos. Do átrio, uma escada larga conduz ao amplo terraço. Observam-se vestígios de uma guarita circular a meio do pano de muralha pelo lado do mar, a Oeste.
Classificado como Monumento Nacional pelo Decreto nº 41.191 de 18 de Julho de 1957 e como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto nº 735, de 21 de Dezembro de 1974, entre 1983 e 1985 foram-lhe realizadas obras de consolidação e de beneficiação da estrutura por iniciativa da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), especificamente a nível dos paramentos exteriores do baluarte esquerdo e da zona central, na zona da porta de entrada, tendo-se procedido ainda à reconstrução de zonas ruídas ou em riscos de desprendimento.

Praias de Porto Covo e Vila Nova de Milfontes
A Vila de Porto Covo é considerada uma das mais preciosas jóias da Costa Vicentina por estar integrada no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e por ter o mar sempre como cenário de fundo. Nesta vila costeira existe a Praia Grande, uma das mais procuradas por locais e turistas. Situada junto à saída Norte de Porto Covo e abrigada pela falésia, é umas das mais concorridas durante o Verão. Entre outras praias da região encontra-se a Praia do Espingardeiro, a Praia Pequena, a Praia dos Buizinhos, a Baía de Porto Covo, a Praia da Cerca Nova, a Praia do Salto, a Praia da Bica Vermelha, a Praia do Sissal ou Seizal, a Praia da Ilha do Pessegueiro, entre outras de menor dimensão.
Entre Porto Covo a Vila Nova de Milfontes existem outras praias bastante procuradas, como a Praia do Queimado, a Praia dos Aivados, a Praia da Galé e a Praia do Malhão, entre outras, que, por serem pequenos pontos de areal, não deixam de ser procuradas.
Vila Nova de Milfontes é conhecida por ser a ‘Princesa do Alentejo’ pela sua beleza e pelas maravilhosas praias que a envolvem. As praias de Vila Nova de Milfontes caracterizam-se pela vasta extensão dos areais, ao contrário das praias das outras freguesias, escondidas entre as falésias. A Praia Fluvial das Furnas, situada nas proximidades de Vila Nova de Milfontes, na margem esquerda do Rio Mira, é uma praia fluvial, com forte influência marítima. Durante a maré vazia a praia estende-se para lá da foz do Rio Mira, formando-se pequenas enseadas no areal entre as rochas.

Vila Nova de Milfontes
Vila Nova de Milfontes é uma freguesia portuguesa do concelho de Odemira, distrito de Beja, situada na margem Norte da foz do Rio Mira. Encontra-se inserida no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.
No final da reconquista cristã o litoral alentejano era um território escassamente povoado e desorganizado, como tal, o rei de Portugal D. Afonso III fez largas doações à Ordem de Santiago como recompensas pelo seu importante papel na guerra contra os mouros. Em 1486, D. João II fundou uma nova vila, no local chamado Milfontes, com o propósito de proteger e desenvolver as transacções comerciais. Desanexou o seu território do concelho de Sines, a que antes pertencia, e criou, deste modo, um novo concelho que durou entre 1486 e 1836.
Por se situar na costa, esta região era frequentemente assolada por piratas, que pilhavam e assaltavam a população e as embarcações. Nos séculos XVI a XVIII, o corso magrebino afligiu as costas portuguesas de forma dramática. Para fazer face a este clima de medo e instabilidade, no final do século XVI foi mandado edificar o forte de São Clemente, o castelo de Milfontes.
Vila Nova de Milfontes era uma pequena vila piscatória e como sede de concelho nunca foi um pólo atractivo, perdendo este título em 1836 quando foi integrado no concelho do Cercal e posteriormente, em 1855, no de Odemira ao qual ainda hoje pertence.
Esta localidade está ligada ao grande feito da aviação portuguesa que foi a primeira travessia área entre Portugal e Macau, realizada por Brito Paes e Sarmento Beires. Foi a 7 de Abril de 1924 que os pilotos partiram do Campo dos Coitos, junto a Milfontes, rumo ao Oriente. Em homenagem aos aviadores e ao seu feito histórico, foi erguido na Praça da Barbacã, junto ao forte, um monumento que recorda a heróica viagem.
Actualmente, as principais actividades económicas da freguesia são o turismo, o comércio e serviços, a agricultura, a pecuária, a construção civil e ainda a produção florestal.
O Forte de São Clemente ou Castelo de Vila Nova de Milfontes, o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, a sua Igreja Matriz dedicada a Nossa Senhora da Graça e a Ermida de São Sebastião, são alguns dos pontos do património desta bela localidade alentejana.

Rio Mira
O Mira é um rio português que nasce no concelho de Almodôvar, Serra do Caldeirão, a uma altitude de 470 metros. É dos poucos rios portugueses que corre de Sul para Norte, tal como o Rio Sado.
O seu curso tem um comprimento total de 130 km e vai desaguar junto a Vila Nova de Milfontes, 30 km a Sul de Sines. Na maioria do seu curso o desnível é baixo, podendo por isso o rio ser considerado envelhecido.
A bacia hidrográfica do rio Mira, localizada no Sudoeste de Portugal, tem uma área total de 1540 km². A Norte é limitada pela bacia hidrográfica do Rio Sado, a Sul pelas bacias hidrográficas das ribeiras provenientes da Serra de Monchique, a Leste pela bacia hidrográfica do Rio Guadiana e a Oeste pela orla costeira.
Entre os principais afluentes do Mira destacam-se a ribeira do Torgal, os rios Luzianes e Perna Seca na margem direita, Macheira, Guilherme e Telhares na margem esquerda. Na orla costeira, as linhas de água correm perpendicularmente à costa e drenam directamente para o mar.
O vale do Rio Mira, desde a vila de Odemira até à foz, está inserido no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.