De São Pedro do Sul a Viseu – Etapa 4

 

Ficha Técnica

 

 

Saindo da estação de São Pedro do Sul surge nova ponte, em curva, sobre o Vouga e começa a ascensão mais longa e estranha do percurso. A linha faz uma curva longa e apertada, quase se tocando, embora em relevo tenha alguns metros de desnível entre si. Pelo caminho encontra-se uma rotunda “enfeitada” com relíquias ferroviárias.

A passagem sob viadutos marca esta longa subida até novamente o alcatrão ter sobreposto a via em Real das Donas, onde ainda é visível a placa do desaparecido apeadeiro.

Mais uma vez encontrar a via pode ser complicado, mas o ponto de reentrada é junto ao entroncamento onde se encontram as placas de Real das Donas (Centro) e Figueiredo das Donas (Centro). A via surge do lado esquerdo da estrada e tem um início com muito balastro (a pedra usada nas linhas).

À frente novo túnel, a passagem junto a mais uma casa de um passagem de nível e surge a actualmente recuperada estação de Moçâmedes.

Continuando pelo evidente percurso da linha surge o último túnel do percurso que antecede o antigo apeadeiro de São Miguel do Mato, cuja placa está a degradar-se de dia para dia. Aconselhamos desviar no estradão à esquerda e visitar as ruínas da antiga igreja e cemitério local. Suba com cuidado ao topo da torre e veja a paisagem em redor.

Regressando ao apeadeiro passa-se sobre outro viaduto e pela estação de Bodiosa. Um pouco mais à frente nova estrada corta a via encontrando-se do lado direito e de forma discreta o apeadeiro/passagem de nível de Travanca da Bodiosa.

A partir daqui a via sofreu grandes alterações. Por a mesma se encontrar cortada apenas umas centenas de metros, mais à frente aconselhamos a seguir um pouco por estrada até passar por baixo da A25. Após passar a rotunda surge novamente o leito da via sobre o lado esquerdo da estrada, mantendo-se paralelo à mesma.

Seguindo a via passa-se então pelo apeadeiro de Moselos, actualmente uma sucata e lixeira de arrepiar.

A via volta a ser cortada por uma estrada implicando a passagem por baixo da mesma pelo túnel de escoamento de águas. Após o mesmo, virar logo à direita até às casas e dessas pela estrada até à rotunda (é possível e até aconselhável, caso seja épocas de chuvas, evitar esta passagem e arranjar uma solução por estrada).

Na rotunda procurar em frente por um trilho sobre o lado esquerdo da estrada e paralelo à mesma durante um bocado e segui-lo sem desviar até atravessar uma estrada. Seguir em frente e manter o trilho até chegar novamente a outra estrada (numa curva).

Esta parte é bastante confusa e depende do estado do trilho no que diz respeito ao mato. Ao chegar à estrada, mesmo na curva da mesma parece evidente que a linha seguia em frente mas a partir daqui os vestígios da mesma desapareceram completamente. O melhor é virar à esquerda e, ao chegar à avenida, virar à direita e continuar por ela até chegar à rotunda onde foi, em tempos, a estação de Viseu, final desta bonita e interessante aventura.

Neste lugar o vestígio que permanece é um depósito de água onde ainda se lê a palavra “Viseu”.