Ficha Técnica
O início desta aventura deverá ser feito na estação de comboios de Sernada do Vouga. Aqui chega a Linha do Vouga, com origem em Espinho, e o Ramal de Aveiro, com origem nessa cidade.
Parte-se desta estação em direcção a Oeste com destino a Viseu, seguindo pela estrada e passando sobre a linha algumas centenas de metros depois.
O antigo leito da via está agora ocupado pela estrada e até ao Carvoeiro o alcatrão é o piso a trilhar. Pelo caminho passa-se sobre a velha ponte metálica sobre o Rio Caima e na rotunda que dá acesso à A25 desvia-se à direita para o Carvoeiro.
Nesta povoação apenas resta a placa que indicava o antigo apeadeiro e, pouco depois, sai-se da estrada, pela direita, apanhando mais à frente, o antigo leito da via. Segue-se por entre arvoredos com o Rio Vouga à direita até chegar às ruínas da antiga passagem de nível. Atravessando a estrada, onde ainda existem vestígios das linhas, segue-se pelo antigo leito da via até à Foz.
Na Foz do Rio Mau passa-se pelo antigo apeadeiro da Foz, onde ainda existe a placa com o seu nome, e entra-se na actual ciclovia seguindo na direcção de Paradela do Vouga.
Durante a ciclovia passa-se pelo primeiro de muitos túneis do percurso, o Túnel do Ródão, e em seguida pela monumental Ponte Ferroviária do Poço de Santiago. Mais dois túneis e chega-se à estação de Paradela, recentemente recuperada.
O pontão original que passava sobre a estrada e que tinha sido destruído, foi recentemente substituído por uma ponte dedicada ao uso pedestre e ciclista, servindo assim a parte mais recente da ciclovia. O percurso segue depois pela Rua do Vouguinha.
A ciclovia continua até ao antigo apeadeiro de Cedrim, não sem antes atravessar diversos túneis. O apeadeiro foi recuperado e do antigo armazém de mercadorias apenas restou a fachada, também ela recuperada. No local existe um pequeno parque de estacionamento e alguns bancos para descanso dos utilizadores desta infra-estrutura.
A ciclovia prolonga-se por mais meia centena de metros, acabando abruptamente.
Neste ponto começa a verdadeira aventura na Linha do Vouga.
A via continua sem oferecer grande dificuldade na interpretação do seu trajecto. Passa-se por mais túneis até ao apeadeiro de Senhora da Lourosa, aparentemente em restauração, e daí até à estação de Ribeiradio. Antes de chegar à estação, passa-se junto a um pavilhão, de construção recente, e a um campo de futebol e segue-se depois pela esquerda, por estrada.