Ficha Técnica
Saindo do apeadeiro de Vilar de Rei segue-se na direcção da igreja local onde, junto à mesma, voltamos a encontrar a via e um belo edifício que foi uma passagem de nível. No edifício encontra-se escrito o nome da aldeia e marca o quilómetro 68,234 da Linha do Sabor.
Seguindo pelo leito da via, à esquerda, o percurso é perfeitamente circulável durante 1,4 quilómetros. Depois desaparece dando lugar a campos lavrados e arvoredo. A via nesse ponto fazia um desvio à direita, bastante pronunciado, vindo depois a desviar à esquerda bem mais à frente. O ideal é atravessar o primeiro campo pela esquerda da vegetação e, após esta, atravessar o campo lavrado tendo, como orientação, a vegetação que existe um pouco sobre a direita.
Atravessando o campo e chegando junto à vegetação podemos constatar pelo balastro que a linha por ali passava. A via segue depois para a esquerda. Perca um pouco de tempo à procura dos indícios da via e depois pode seguir por ela. A povoação de Vilar de Rei vai reaparecer do seu lado esquerdo.
A via segue um pouco em linha recta e depois começa a desviar para a direita e novamente à direita seguindo pelos campos. Novamente fora da via, que por vezes decorre em valas (taludes), segue-se pelos campos até a um caminho que cruza a antiga via. Nesta parte torna-se um pouco confuso o caminho da via e o mato dificulta o seu acompanhamento. A via vai começar a desviar à direita, mas a vegetação que se interpõe vai-nos obrigando a caminhar para a esquerda. Procurar uma passagem e procurar o leito da via. No início não é possível caminhar sobre a linha mas depois, apesar de ter algum mato, é possível fazê-lo.
A antiga linha atravessa os campos em direcção a uma elevação fortemente arborizada. Nessa parte de vegetação mais densa é difícil caminhar pela via e, por vezes, é necessário caminhar ora pela mata, ora pela via. A atenção nesta parte do percurso tem que ser redobrada, sob pena de nos perdermos da via e perdermo-nos na mata. A via acaba por desaparecer entre mato e temos que continuar a caminhar entre arvoredo rasteiro até chegarmos a um estradão. Mais uma vez o balastro será o nosso guia.
No estradão seguimos para a direita em busca dos vestígios da linha, encontrando-os pouco depois, à direita do estradão, o qual nos acompanha durante bastante tempo.
Nesta fase do percurso estamos a atravessar uma serra, sem vivalma por perto e sem qualquer indicação do caminho. Um GPS de estrada que marcava o leito da via ajudou-nos bastante. O resto é muita atenção aos vestígios do antigo leito da via-férrea, tentando nunca os perder de vista.
Sempre que possível deve caminhar-se pelo leito da via, quando tal não é possível utilizam-se os caminhos laterais, campos ou mata.
A via ora é interrompida por mato ou por valas que a cortam e implicam saídas frequentes do leito, sempre com alguma dificuldade em regressar ao mesmo.
Numa bifurcação de caminhos encontra-se uma placa de um percurso pedestre “Trilho da Castanha”. Segue-se pelo caminho da direita até uma estrada onde um pontão passa sobre a antiga via. A estação de Bruçó surge pouco depois de passar a estrada. Mais um belo exemplar em completa ruína.
A saída da estação é também fora da via, ocupada pelo mato. Junto a uma casa abandonada desvia-se à direita e segue-se por caminhos tendo sempre em atenção os vestígios do leito. O mesmo acaba por desviar mais para a direita. É uma parte difícil de acompanhar e temos que o fazer ora pelo mato ora pelo próprio leito. Segue-se uma pequena recta, que vai estando cada vez mais limpa de mato até que a via é cortada por uma pedreira.
Contorna-se a pedreira pela sua esquerda, seguindo primeiro um muro em direcção a uma pedra grande e, junto a esta, curva-se ligeiramente à direita, passando por um abrigo de pastores. Depois continua-se a contornar sempre à direita até se estar na traseira da pedreira e novamente no leito da via. Em dias em que a pedreira esteja a laborar é aconselhável contorná-la o mais afastado possível porque nas explosões voam pedras de dimensões apreciáveis a distâncias consideráveis, o que torna a passagem bem perigosa (os vestígios no solo ilustram bem a perigosidade).
Após a passagem da pedreira a via segue numa longa recta, sem qualquer mato a dificultar, nem balastro. Depois começa a desviar, primeiro para a direita e posteriormente para a esquerda, acompanhada por caminhos dos quais se afasta mais à frente. Nesta fase vê-se a povoação de Lagoaça à esquerda. Os caminhos seguem para a aldeia mas a linha desvia agora para a direita em direcção à estrada nacional.
Deve-se caminhar pelo leito da via até passar sob o pontão da estrada e depois voltar a caminhar por caminhos laterais à via que volta a estar coberta pelo mato.
Apesar dos vestígios serem bastantes no que diz respeito à sinalização vertical ferroviária, seguir a via torna-se difícil, devido ao mato que a cobre. Apesar de existirem caminhos perto da povoação, a proximidade da via é barrada por mato cerrado e silvas que dificultam o acompanhamento da mesma.
A via passa a ser circulável apenas nas traseiras da estação de serviço a duas centenas de metros da antiga estação de Lagoaça. Esta estação é, ou foi, um restaurante e, por isso, encontra-se em bom estado de conservação.