Ficha Técnica
A saída do apeadeiro está completamente adulterada, criando confusão sobre o trajecto a seguir. Deve-se seguir na direcção do IC5 passando pelo túnel que passa sob a estrada. Era por esse caminho que seguia o comboio, muito antes da estrada ser construída. Basta passar o túnel para, com olhar atento, percebermos que a via-férrea decorria por esse trilho.
Nesta fase do percurso e em contradição com o percurso até Urrós, é possível caminhar sempre pela via. Pontualmente será necessário caminhar em trilhos paralelos à linha ou ao longo dos campos que acompanham e envolvem o antigo leito da via. De vez em quando será necessário passar sobre alguma vedação ou abrir algum portão para se poder passar.
Este troço da via é bastante isolado, não passando em povoações e apenas se tem como companhia as vacas, as ovelhas e um ou outro agricultor que lavra os campos de tractor.
O apeadeiro de Sanhoane já não existe e nem se vislumbra qualquer vestígio do mesmo.
Antes de chegar a Variz o leito parece querer entrar no quintal de uma vivenda. Como não tem qualquer portão segue-se atravessando o ‘quintal’, pela via, e duas centenas de metros depois entra-se na estação de Variz. Esta é das poucas estações da Linha do Sabor que se situam dentro da povoação. É um bonito conjunto formado pela estação, armazém, passagem de nível e depósito da água em estado de degradação e abandono. As silvas também já ocupam o seu espaço.
A via continua transitável e começa a contornar uma serra, curvando na direcção da IC5, o qual acaba por atravessar sobre um pontão moderno, ligeiramente fora da sua passagem original. Segue-se pelo estradão para o lado direito. Com atenção verifica-se que a via desvia deste estradão pouco depois, seguindo para a direita deste, tendo agora algum mato no leito. Aproxima-se da estrada nacional sobre a qual passa pelo antigo pontão ferroviário.
O mato invadiu agora o leito que desaparece pouco depois transformando-se em campo lavrado. Desviamo-nos para a estrada que passa à esquerda, e dirigimo-nos aos edifícios que distam algumas dezenas de metros, entrando na antiga estação de Mogadouro.
Esta estrutura ferroviária era imponente, com diversos edifícios, dos quais se destaca o da estação, sendo também marcada pela existência de silos de cereais da EPAC que indiciavam o carregamento e transporte de cereais a partir deste local. O estado de abandono e de ruína de todos estes edifícios é algo que marca quem por lá caminha.
A saída da estação é marcada novamente pelo desaparecimento da via, ocupada por uma quinta e por campos lavrados. Alguns vestígios do leito da linha notam-se pelo facto da via decorrer em terreno mais elevado, pela existência de mato e pelo balastro. Acompanha-se um pouco pela estrada, mas depois é necessário atravessar o campo na direcção de uma estrada que se vê ao fundo, passando sob a linha de alta tensão, chegando depois novamente à antiga via. Pensamos que é possível seguir sempre pela estrada, evitando a passagem pelos campos, mas na fase inicial a mesma desvia-se bastante para a esquerda, vindo só depois a juntar-se novamente à antiga via.
Chegando novamente ao leito ferroviário continua a ser impossível caminhar sobre ela, pelo que o ideal é continuar pela estrada. O leito desvia-se fortemente para a direita, afastando-se da estrada aquando da passagem por uma depressão, mas depois regressa junto da mesma, atravessando-a e acompanhando-a depois pelo seu lado esquerdo.
Já na entrada da povoação de Vilar de Rei é de evitar seguir pela via-férrea porque a mesma vai passar por uns barracões habitados por vários cães (denominada de matilha). É mais seguro seguir pela estrada evitando assim os cães. O antigo apeadeiro surge pouco depois à direita. Também este está degradado, abandonado e o caminho meio vedado. Dá para fotografar pelas traseiras mas depois implica voltar atrás até à estrada e seguir até ao centro da aldeia.