Ficha Técnica
A Linha do Sabor ligava a povoação do Pocinho à de Duas Igrejas – Miranda. Pode ser percorrida em qualquer dos sentidos mas a nossa proposta, fruto da nossa aventura, é a realização da mesma no sentido Norte/Sul (De Duas Igrejas ao Pocinho).
Parte-se junto à antiga estação de Duas Igrejas – Miranda, não sem antes apreciar o património existente na mesma, salientando a ponte rotativa que servia para virar as locomotivas, o depósito da água, armazém de mercadorias e o equipamento que servia para meter água na locomotiva. A não perder os azulejos que decoram a antiga estação com motivos regionais.
Saindo da estação para Sul o leito da via em breve desaparece dando origem a dois caminhos. A via segue em frente embora de forma não muito evidente.
Junto a uma quinta é necessário saltar o arame farpado para continuar pela antiga via-férrea. O leito não é muito evidente, mas tal como faremos ao longo de quase todo o trajecto, o balastro (pedras da linha), será o melhor indício de que por ali segue a antiga e abandonada via.
O mato vai tomando conta do leito, tornando a passagem, em alguns pontos difícil ou mesmo impossível. Por vezes é necessário caminhar pelos campos adjacentes à via-férrea.
Mais para a frente a existência de um estradão (uma antiga via romana) junto à linha, será a única hipótese para a acompanhar, dado que o mato ocupou a via tornando impossível percorrê-la. Mais uma vez será a quantidade de balastro que nos vai indicando onde fica o leito da via.
A chegada a uma estrada marca a chegada ao apeadeiro de Fonte de Aldeia, um pequeno abrigo em ruína e uma casa de apoio à linha também degradada.
A via continua intransitável mas a existência do caminho paralelo ajuda-nos a prosseguir com a actividade. Pelo caminho encontram-se alguns vestígios da passagem dos comboios, nomeadamente placas ‘Pare, Escute e Olhe’.
Já perto da estação de Sendim volta a ser possível caminhar pela linha, aparecendo então os primeiros carris, meio cobertos pelo alcatrão da estrada que cruzavam. Não esquecer de apreciar os azulejos, alguns já degradados, que embelezam esta pequena estação ferroviária.
A saída da estação marca novamente o início dos problemas, com a via a ser novamente ocupada pelo mato. O caminho paralelo vai ajudando a caminhar, mas acaba por terminar junto à estrada nacional. Na impossibilidade de seguir pela via caminham-se umas centenas de metros pela estrada voltando novamente à via já perto de Urrós.
A entrada neste antigo apeadeiro é marcada pelo grande depósito de água, pelo estado de ruína e de ocupação pelas silvas dos edifícios ferroviários que ficam quase escondidos pelo mato.
