Ficha Técnica
O início desta aventura pode ser feito na antiga estação de comboios de Barca d’Alva. Daqui partia a linha internacional para Fregeneda (Espanha) e começava/acabava a Linha do Douro com destino ao Porto.
Deve-se perder algum tempo nesta estação e apreciar a quantidade de património que infelizmente se perderá para sempre se nada se fizer para o recuperar em breve.
Podemos também perceber que esta estação era de grande importância, devido ao seu tamanho e às infra-estruturas que a compunham.
Após partir em direcção ao Pocinho, passa-se sobre dois pequenos viadutos, ambos degradados, e segue-se por entre vegetação rasteira e carris até uma passagem de nível à saída da povoação.
A via continua de forma evidente caminhando-se sempre sobre o balastro da via (pedras) e tendo como companheiro permanente o Rio Douro.
O primeiro momento de alguma adrenalina surge na travessia da primeira ponte ferroviária.
Esta apresenta apenas parte do passadiço num dos lados, sendo sugestiva a sua passagem e implicando o máximo de cuidado.
Surge pouco depois o primeiro túnel da via, meio escondido pela vegetação e com alguns sinais de derrocadas no seu exterior. O túnel é longo e em curva e bem fresco no Verão.
A chegada a Almendra, primeira estação após Barca d’Alva, destaca-se pelo isolamento e abandono do edifício.
A via continua, agora com mais vegetação, e decorre calmamente até à ponte que antecede a estação de Castelo Melhor.
Mais uma ponte degradada, esta com passadiço completo num dos lados o que torna mais confortável a sua travessia.
A estação de Castelo Melhor aparece logo depois, também ela abandonada e degradada.
A caminhada pela antiga linha continua tranquilamente, tal como o rio que a acompanha. Em algumas zonas a densidade da vegetação aumenta o que não impede a chegada ao segundo túnel da via que, no Verão, se atravessa com muito prazer, dada a frescura verificada no seu interior.
Atravessa-se, vários quilómetros depois e um pouco antes de se chegar à estação de Côa, a terceira e última ponte metálica do percurso, também ela ainda com um dos passadiços completo.
A estação é mais um belo exemplar em completa ruína, já só com as paredes de pé.
Junto à ponte é possível tomar um banho no rio Côa, o que ajuda a refrescar. A estação pode ser um bom local para acampamento e tem uma estrada bem perto que permite fazer chegar apoio diverso.
O resto do caminho até ao Pocinho não tem grande património, apenas uma ponte em alvenaria, a ponte dos Canivais, uma ou outra casa de apoio à linha, já em ruínas, e o rio Douro sempre tranquilo como companheiro de jornada.
A vegetação em algumas zonas pode aumentar, mas à data da realização da nossa actividade, em Abril de 2013, em nenhum momento impediu totalmente a passagem.