Ficha Técnica
Saindo de Tondela atravessa-se a estrada no antigo apeadeiro/passagem de nível da Naia e, pouco depois, transpõe-se um pequeno pontão. Surge, mais à frente, a Igreja Românica de Canas de Santa Maria.
O antigo leito da via leva à estação de Sabugosa, a qual se encontra completamente recuperada.
O destino a seguir é a estação de Parada de Gonta, a cerca de 3 km de distância. A desilusão à chegada é grande porque esta estação encontra-se em ruínas (embora à data em que foi realizado este passeio, Jul/2011, parecesse ir entrar em obras).
Após partir desta estação surgirá o primeiro túnel desta viagem, o túnel da Parada. Ainda existe a velha placa com a indicação do nome e comprimento do túnel, 183 metros. Logo de seguida surge a estação de Farminhão, também ela em mau estado de conservação.
A ‘paragem’ a seguir é a estação de Torredeita, onde poderemos observar uma locomotiva a vapor, sobre carris, e diversos vagões. Até parece que por ali ainda passa o comboio.
A passagem no apeadeiro de Mosteirinho antecede um dos grandes momentos da ecopista: a passagem pela imponente ponte de Mosteirinho. A imponência da mesma merece uma saída da ecopista para apreciar a altura e dimensão desta obra de arte ferroviária.
Pouco depois da passagem pela ponte surge o segundo e último túnel da via, o túnel de Figueiró, também ele com a velha placa informativa do seu nome e comprimento, 44 metros. Ambos os túneis encontram-se iluminados no interior.
A passagem na estação de Figueiró marca a fase final do percurso e a parte mais antiga da ecopista, inaugurada em 2007. Esta estação encontra-se recuperada.
A partir deste momento apenas encontraremos alguns apeadeiros e certos vestígios da antiga linha, tais como, sinais ferroviários, antigas passagens de nível e outros edifícios de apoio à antiga ferrovia. Os edifícios dos antigos apeadeiros de Travassós de Orgens, Tondelinha e Vildemoinhos vão surgindo, um após o outro.
Nesta parte do percurso a ecopista cruza diversas vezes algumas estradas, pelo que carece de alguma precaução.
Já no final do percurso surge um pontão moderno, que supomos ter substituído o original, por degradação deste, e finalmente a ecopista acaba na rotunda que fica situada no local onde em tempos foi a estação de Viseu e, onde chegavam duas linhas já desaparecidas, a linha do Vouga e a linha do Dão. Apenas resta um depósito de água como único vestígio do local onde, em tempos, foi uma estação ferroviária.