Ficha Técnica
À saída de Vidago atravessa-se uma ponte ferroviária sem qualquer problema e depois entra-se num engraçado empedrado onde estão desenhados, com paralelos de outra cor, os antigos carris e travessas da linha. Assim se mantém o piso até ao antigo apeadeiro de Campilho.
Atravessada a estrada, a via segue em terra batida aproximando-se da auto-estrada (A24), sendo mesmo cortada por esta. No entanto, segue-se junto à vedação que nos volta a levar ao percurso correcto. Assim se segue até ao apeadeiro de Vilarinho das Paranheiras. Após a passagem neste apeadeiro, a via volta a aproximar-se da auto-estrada, acabando o trilho por terminar abruptamente.
Sem outra opção, a solução é subir a encosta, sempre junto à vedação, e descer do outro lado, também junto à vegetação. Na proximidade de um poste de alta tensão começa um trilho que se deve seguir. Num cruzamento de caminhos um pouco mais à frente, surge um caminho à direita que sobe demasiado e que, por esse motivo, deve ser ignorado. O caminho a seguir, também ele à direita, forma uma curva mais suave, mantendo a cota de altitude. É esse que se deve seguir.
Já perto de uma povoação aparecem os primeiros vestígios da linha, como marcos da CP e um sinal ferroviário. De seguida, surge o apeadeiro de Vilela do Tâmega. Pelo caminho não encontrámos vestígios do apeadeiro da Peneda.
Após a passagem no apeadeiro de Vilela do Tâmega o trilho é evidente até à ponte ferroviária do Tâmega, que permite a passagem sobre o rio com o mesmo nome, e daí até à estação do Tâmega.
Actualmente é uma propriedade particular, estando vedado o acesso. No seu interior, para além da bem cuidada estação, encontra-se uma locomotiva a vapor e uma carruagem de passageiros, ambas em excelente estado de conservação.
A partir deste ponto, a via praticamente desaparece e caminhar nela é quase impossível. Ainda se conseguem fazer algumas centenas de metros entre mato queimado, mato mais denso e piso enlameado e em mau estado, mas as vedações de ETARs, pedreiras, fabriquetas e populares que cortam consecutivamente a via, acabam por impedir caminhar pela mesma. A solução é fazer pela estrada todo o caminho até Chaves. Para ciclistas só mesmo pela estrada.
Perde-se, assim, a noção exacta por onde a via entrava na cidade terminal desta Linha Férrea, no entanto pode-se reencontrar a antiga via a partir das traseiras do apeadeiro de Fonte Nova.
Em Chaves resta a velha estação, em bom estado de conservação, e toda a zona envolvente com armazéns, uma ponte rotativa e um depósito de água.
Perto da estação é possível visitar o Espaço Museológico onde se encontram poucos, mas bonitos, exemplares de locomotivas a vapor que circularam pela extinta Linha do Corgo.