De Vila Real a Vila Pouca de Aguiar – Etapa 2

 

Ficha Técnica

 

 

Partindo da antiga estação de Vila Real é possível apreciar um conjunto de estruturas ferroviárias que davam suporte à mesma. O conjunto, em geral, encontra-se em razoável estado de conservação.

Após sair da estação, pelo que foi uma passagem de nível, surgem os primeiros carris no leito da via e, durante um bocado, tudo parece estar como antigamente. Depois o mato toma conta da via e finalmente as silvas tornam a passagem impossível. É necessário improvisar passando pelas traseiras de uns prédios. Pelo facto da via curvar fortemente à esquerda aconselha-se a consulta a habitantes locais para apurar onde retomar o percurso. Até ao ponto onde se volta a entrar na via as silvas apoderaram-se da mesma.

A reentrada no leito é feita ainda com carris e terra batida, passando depois a antiga via a alcatrão. Até à estação de Abambres é esse o tipo de leito.

A partir da estação, a via é uma pista exclusiva a peões, ciclistas e cavaleiros, e em terra batida. Mantém-se assim por muitos quilómetros. Pelo caminho passa-se por um pequeno pontão totalmente recuperado.

À chegada a Fortunho a auto-estrada corta a via. Seguindo o caminho agora existente passa-se sob o pontão virando depois para o caminho do lado direito. Sobe-se um pouco para voltar à via e pouco depois entra-se no abandonado apeadeiro de Fortunho.

Após o apeadeiro a via curva fortemente à esquerda, passando depois pela traseira da povoação. Mais uma vez a passagem da autoestrada alterou o percurso. Deve-se seguir o caminho junto à rede, passando na mesma por trás da aldeia, descer até à passagem subterrânea e, após a passagem, curvar para a direita. Segue-se então o caminho até nova passagem subterrânea. Após a passagem, numa encruzilhada de caminhos, escolher o caminho do lado esquerdo que se encontra fechado com uma cancela e com a indicação de trânsito exclusivo a peões, ciclistas e cavaleiros.

Ao longo da linha vamos encontrando com frequência os sinais do Caminho Português Interior para Santiago de Compostela. Este caminho coincide, em parte, com a antiga Linha do Corgo.

Entramos agora na parte mais isolada desta etapa do percurso. Serão alguns quilómetros a caminhar em terra de ninguém. Pelo caminho passa-se pela degradada estação de Samardã.

A via passa a betuminoso um pouco depois da estação e até à entrada de Vila Pouca de Aguiar é esse o tipo de piso.

Pelo caminho o trilho desce ao vale e depois percorre, em longas rectas, várias povoações. A passagem pelo apeadeiro de Tourencinho, estação de Zimão, apeadeiro de Parada de Aguiar e dois pequenos pontões ferroviários marcam a passagem dos comboios por esta zona.

A entrada em Vila Pouca de Aguiar é confusa atendendo a que o leito da via foi substituído por uma rotunda e diversas estradas. Fica difícil de saber por onde seguiria a antiga via até chegar à estação local. Ainda faltam umas boas centenas de metros para finalmente se chegar ao final desta etapa, na antiga estação de Vila Pouca de Aguiar.