
Merujal
Merujal é um lugar que pertence à freguesia de Urrô, concelho de Arouca.
O Parque de campismo do Merujal é um parque rural instalado num pequeno bosque constituído por uma grande variedade de árvores. Tem capacidade para mais de 200 pessoas. Possui zona para auto-caravanas, caravanas e zona de tendas.
A Capela da Senhora da Lage, um dos monumentos religiosos do Merujal, é uma ermida de estilo Barroco com nave única, capela-mor e sacristia. No interior as coberturas dos tectos são com caixotão. Nesta capela realiza-se no dia 3 de Maio a célebre festa das cruzes, muito concorrida por gente de Arouca e Cambra.
Junto à capela da Senhora da Lage existe uma das 3 paredes de escalada da Serra da Freita, com 5 vias de iniciação e equipadas com tops.

Albergaria da Serra
Albergaria da Serra foi sede de uma freguesia extinta (agregada), em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, tendo sido agregada à freguesia de Cabreiros, para formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Cabreiros e Albergaria da Serra. Está situada na Serra da Freita, sendo também o local onde se situa a nascente do Rio Caima. Esta freguesia, para além de Albergaria, é constituída pelas aldeias da Mizarela, Cabaços, Castanheira e Ribeira.
Albergaria da Serra encontra-se atestada através da toponímia, em nomes como "Portela de Anta" e "Anta" e através da existência de uma grande Mamoa com um dólmen principal e outros secundários, que se encontram no referido local de Portela de Anta, o mesmo onde, em 1257, foi colocado um marco divisório do couto de Arouca.
Por esta freguesia passava a antiga via romana que seguia de Viseu até ao Porto; era designada, na Idade Média, por estrada e depois por estrada velha e estrada mourisca.
Esta freguesia designava-se, no início do século XIII, como "Albergaria de Monte Fuste" e na primeira metade do século XVI ainda ostentava o mesmo topónimo. Por vezes era simplesmente denominada por "Albergaria". Ao longo dos tempos chamou-se "Albergaria da Serra", "Nossa Senhora da Assunção de Albergaria" e mais tarde "Albergaria das Cabras", topónimo que se vulgarizou no início do século XIX e que perdurou até há alguns anos atrás, onde voltou a chamar-se "da Serra". Também apelidada "Albergaria de Roças", por uma parte do Monte Fuste ter pertencido à Comenda de Rossas. O nome "Albergaria" deve-se à existência de uma albergaria naquela zona, fundada pela rainha D. Mafalda e ampliada e protegida por sua neta homónima, a rainha "Santa Mafalda".
A Frecha da Mizarela, situada na aldeia com o mesmo nome, as Pedras Parideiras, de Castanheira, a Portela da Anta, e o filão de quartzo de Cabaços, são alguns dos principais atractivos turísticos desta freguesia, para além da sua Igreja Matriz dedicada a Nossa Senhora da Assunção e os locais destinados ao campismo, bastante procurados e frequentados durante todo o ano.
Os habitantes desta freguesia dedicam-se, essencialmente e desde tempos muito remotos, à agricultura e à pastorícia, ocupando-se do pastoreio de ovelhas, cabras e vacas e cultivando algum milho e centeio no Verão.

Tebilhão
Tebilhão é uma povoação que faz parte da freguesia de Cabreiros, concelho de Arouca. De pequenas dimensões e de características idênticas às dos outros lugares da mesma freguesia, a paisagem é predominantemente composta por courelas em socalcos.
Este encantador panorama paisagístico leva o visitante a meditar do enorme esforço que os homens aí residentes tiveram que fazer para dominar a montanha agreste e dura e construir nela aquela bucólica e cativante paisagem.
A Capela de Santa Bárbara é um dos símbolos culturais desta aldeia.

Cabreiros
Cabreiros pertence ao concelho de Arouca, em plena Serra da Freita, e no Maciço da Gralheira. Extinta em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, foi agregada à freguesia de Albergaria da Serra, para formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Cabreiros e Albergaria da Serra da qual é sede.
Em 1767, Cabreiros possuía 65 habitações e em 1950 subiu para 165 fogos e 918 habitantes, tendo esta subida sido motivada pela procura de volframite e cassiterite, muito abundante nestas paragens.
O principal atractivo deste lugar reside nas minas de Volfrâmio. Durante a Primeira Guerra Mundial, iniciou-se em Arouca a corrida a este minério, utilizado no fabrico de armas e munições, com vista ao seu endurecimento e maior resistência.
Nem só em Rio de Frades se explorou o Volfrâmio, sendo a procura deste minério um pouco por toda a freguesia, com predominância nas proximidades de Cabreiros.
Actualmente, residem nesta freguesia cerca de 253 habitantes e têm como principal actividade económica a agricultura.
O património cultural e edificado é composto pela igreja matriz, que serve como sugestão de visita, aconselhando-se a visita à aldeia de traçada tradicional.

Candal
Candal é uma aldeia integrada nas Aldeias do Xisto e dista cerca de 10 km da Lousã. Situa-se na Serra da Lousã, na vertente ocidental da serra, onde é refrescada pela Ribeira do Candal.
A maioria das construções da aldeia dispõe-se na encosta exposta a nascente, outras dispõem-se ao longo das outras encostas, todas convergindo para um mesmo ponto onde também se encontram as linhas de água.
Estrategicamente colocada junto à EN236, que liga Lousã ao ponto mais alto da serra, o Alto de Trevim, e a Castanheira de Pera, quem visita esta aldeia é recompensado ao subir as suas ruas inclinadas pois, chegados ao miradouro, uma belíssima vista sobre o vale se apresenta, refrescada pela Ribeira do Candal.
A fixação da população nas aldeias da Serra da Lousã terá ocorrido a partir da segunda metade do século XVII ou pelo início do século XVIII. Os documentos mais antigos que indiciam a sua ocupação são uma multa infligida pela Câmara da Lousã em 1679 e o registo de propriedades foreiras ordenado por D. Pedro II, de 1687. No início do séc. XIX apenas o Candal e a Cerdeira escaparam ao saque do exército napoleónico.
No Candal, em 1911 viviam na aldeia 129 pessoas. Na década de 1920 inicia-se a emigração para os EUA, mas, mesmo assim, em 1940 a aldeia atingiu o máximo de 201 habitantes. Por esta altura, a aldeia contava com dois rebanhos de cabras e ovelhas, num total de 1200 cabeças. Pastorícia, fabrico de carvão e uma agricultura de subsistência seriam as actividades da população. Depois seguiram-se as ocupações como plantadores aquando da florestação da serra e como cantoneiros da estrada que a atravessa.
Nas décadas de 1950 e 1960 muitos candalenses partem para o Brasil. Em 1958 a aldeia festejou a chegada da primeira telefonia, a pilhas. Os censos de 1960 já indiciam um acentuado decréscimo da população das aldeias, que passa a representar apenas 4,2% da do total da freguesia da Lousã (8191 habitantes). Em 1970 já só representavam 2,5%. A electricidade só chegaria ao Candal na década de 70, tal como o telefone. Em 1976 começaram a ser adquiridas as primeiras habitações para recuperação e para funcionarem como segunda residência. E em 1991 a aldeia já só possuía 15 habitantes.
Candal é frequentemente considerada a mais desenvolvida das aldeias serranas e uma das mais visitadas. Pelo seu fácil acesso possui um papel privilegiado no desenvolvimento de actividades lúdicas na serra. Durante as férias e fins-de-semana os habitantes do Candal costumam conviver com os ocupantes temporários da aldeia que aqui procuram ar puro e boa companhia.

Covelo de Paivô
Covelo de Paivô é uma freguesia portuguesa do concelho de Arouca, Portugal. Com 27,48 km² de área e 103 habitantes (2011), faz parte do Maciço da Gralheira, mais especificamente, da Serra da Arada.
Pertenceu ao extinto concelho de Sul até 1853, quando foi integrado em São Pedro do Sul. Em 1917 passou para o actual concelho. Covelo de Paivô é a única freguesia do concelho de Arouca que pertence à diocese de Viseu.
Esta freguesia contempla as aldeias de Covelo de Paivô, Regoufe, Drave, Pego e Emproa. Pertenceram à freguesia de S. Martinho das Moutas. Constituída a freguesia, eclesiasticamente ficou como curato da apresentação do vigário de São Martinho das Moutas, que fazia parte do concelho de Lafões, passando mais tarde para o concelho de Sul, extinto em 24 de Outubro de 1855, passando para o concelho de São Pedro do Sul, mas, pela lei nº 653, de 16 de Fevereiro de 1917, foi anexada ao concelho de Arouca.
A origem de povoados nesta região é anterior à fundação da nacionalidade e mesmo ao domínio Romano, pois em 1946 foi encontrada em Regoufe uma pulseira de ouro com o peso de 171 gramas, formada por dois troncos de cone, ligados pela parte mais estreita, com o diâmetro num dos bordos externos de 67,5 milímetros, e no outro de 69,5 milímetros e com 30 milímetros de altura. Por dentro é lisa e por fora tem, junto de cada bordo, dois sulcos paralelos e pequenas incisões oblíquas, em grupos de treze. Esta pulseira, do período Romano, encontra-se no Museu de Arte Sacra, em Arouca.
A agricultura e a pastorícia têm, ainda hoje, um papel importante nesta região de paisagens virgens e incomparáveis, da qual a aldeia tradicional da Drave e o Rio Paivô, com as suas águas cristalinas, fazem parte integrante.

Póvoa das Leiras
Póvoa das Leiras é uma pequena povoação que pertence à União das Freguesias de Carvalhais e Candal, uma freguesia do concelho de São Pedro do Sul, Distrito de Viseu.
Esta aldeia e a do Candal formam um anfiteatro, pois estão situadas numa encosta escarpada da serra.
As suas habitações são caracterizadas pela predominância de xisto e o modo de sobrevivência está dependente da agricultura, com ênfase para o milho e a criação de gado.

Regoufe
Regoufe é uma aldeia da freguesia de Covelo de Paivô, concelho de Arouca, que é um local de visita obrigatória para quem gosta de explorar e descobrir o património que resta da exploração mineira que existiu no século passado na Serra da Arada.
A presença de minerais exploráveis nesta região, nomeadamente o volfrâmio, atraiu as atenções de empresas mineiras estrangeiras.
Nesta aldeia funcionou, até ao fim da Segunda Guerra Mundial, as minas da companhia Inglesa, mantendo-se a exploração do minério, embora menos intensa, até finais da década de 60 do século passado. As ruínas dessas minas e as inúmeras escombreiras são o testemunho dessa autêntica 'febre do ouro negro'.
Actualmente, esta aldeia vive da pastorícia e da agricultura.

Silveiras
Silveiras é uma pequena aldeia situada no Maciço da Gralheira e que faz parte do conjunto de localidades pertencentes à freguesia de Janarde, concelho de Arouca.
É uma pequena aldeia, com poucos habitantes, que mantém o casario típico desta região. Economicamente, a sua subsistência baseia-se na actividade agrícola e pastoril.
Em 1982 foi rodado nesta aldeia o filme "Na Bela Aldeia de Silveiras”, da autoria de António Amorim, com a participação dos habitantes desta aldeia. É um filme com cerca de 70 minutos de duração, sobre o quotidiano dos habitantes de Silveiras, na zona serrana de Arouca. Aos habitantes foi apenas pedido que representassem os seus próprios papéis na vida real.

Cortegaça
Cortegaça é uma pequena aldeia que pertence à freguesia de Janarde, concelho de Arouca.
A aldeia encontra-se encaixada num pequeno vale, entre a aldeia de Silveiras e a de Meitriz.
Nas habitações são bem visíveis os vestígios das construções em xisto e dos telhados em lousa.
Actualmente a aldeia, apesar de bem conservada, aparenta não ter qualquer habitante em permanência.

Meitriz
Meitriz é uma pequena aldeia que pertence à freguesia de Janarde, concelho de Arouca, que dista da sua sede cerca de 22 km. Junto à aldeia, o Rio Paiva divide Meitriz do lugar Além do Barco.
A Aldeia de Meitriz foi recentemente reconhecida e classificada com a Marca "Aldeias de Portugal". Desta forma, passou a integrar uma rede composta por 36 Aldeias classificadas no Norte de Portugal. Este conceito "Aldeias de Portugal" visa a valorização, promoção, conservação do património rural, da cultura tradicional, da paisagem e melhoria da qualidade de vida dos seus habitantes.
Há alguns anos atrás a travessia do rio fazia-se de barco, único meio de ligação entre as duas margens. Hoje existe uma ponte e uma pequena praia fluvial com zona de lazer.

Alvarenga
Alvarenga é uma freguesia portuguesa do concelho de Arouca, distrito de Aveiro. Com cerca de 40 Km² de área, está situada a 20 Km a Nordeste da sede do concelho, Arouca, na margem direita do Rio Paiva e na encosta Leste da Serra de Montemuro.
Esta localidade assistiu ao primeiro período de grande exploração de volfrâmio que ocorreu no início do século XX. Mineral em grande abundância na Serra de Montemuro, grande parte das habitações da povoação e respectivos muros eram construídos com este minério. No final de 1918 houve uma decadência na actividade mineira e, em 1935/36, as Companhias renunciaram à exploração do volfrâmio em Alvarenga.
Encontravam-se no território de Alvarenga as Minas da Cerdeira, do Pereiro, da Espinheira, do Casal do Moledo, da Travessa e a da Gola.
Banhada pelo Rio Paiva, é uma freguesia de uma beleza natural única, excelente para a prática do desporto aventura, (montanhismo, pedestrianismo, rafting, BTT, TT), entre outras actividades lúdicas e ao ar livre.
A nível da gastronomia, esta localidade é muito conhecida pelo famoso bife de Alvarenga, elaborado a partir da carne de bovino da raça arouquesa.

Canelas
Canelas foi uma freguesia do concelho de Arouca desde o ano de 1843 até 2013, tendo pertencido até esta data ao extinto concelho de Alvarenga (Arouca). Faz fronteira a Norte com a freguesia de Espiunca, a Este com Alvarenga, a Oeste com Santa Eulália e Arouca, com as freguesias de Moldes e Janarde a Sul e é constituída pelas povoações de Gamarão de Baixo, Gamarão de Cima, Mealha, Vilarinho, Estreitinha, Canelas de Baixo e Canelas de Cima.
Em 2013, no âmbito da reforma administrativa nacional, as antigas freguesias de Canelas e Espiunca foram agregadas, constituindo, desde então, uma única freguesia do concelho de Arouca, a União das Freguesias de Canelas e Espiunca, sendo Canelas a sede.
Considera-se que Canelas possui as maiores trilobites do mundo. Os vestígios paleontológicos de trilobites encontrados na exploração das lousas são de fósseis de animais marinhos que viveram no mar há cerca de 490 milhões de anos. Estes achados são, pela sua riqueza científica, o fenómeno mais raro desta região do país.
Existem, ainda, vestígios de uma ocupação Romana ao longo do "complexo xisto-Grauváquio" onde exerceram forte actividade mineira, que se comprova pelas inúmeras minas existentes, e que se destinavam à exploração de ouro, destacando-se as minas da "Gralheira D'água" e as da "Ribeira de Mealha" onde, em ambos os locais, se encontraram pequenas mós manuais de granito destinadas a triturar as rochas. Esta actividade terá sido exercida desde o século I d.C. ao século CXI d.C..
A descoberta do filão das lousas em 1820 por Manuel da Costa, converteu-se na maior riqueza de Canelas. As lousas vieram substituir o colmo na cobertura de quase todas as casas de Canelas e das freguesias mais próximas.
O Centro de Interpretação Geológica de Canelas e os Passadiços do Paiva são, actualmente, os pontos de maior atracção turística desta localidade do concelho de Arouca.

Arouca
Arouca é uma vila da Área Metropolitana do Porto, pertencente ao distrito de Aveiro. Em 2013, o concelho de Arouca foi subdividido em 16 freguesias. Antes da integração no âmbito da reforma administrativa nacional, concluída em 2013, constituía uma freguesia autónoma. Arouca é, actualmente, parte da denominada União das Freguesias de Arouca e Burgo, pertencente ao concelho de Arouca.
O território Arouquense foi povoado desde tempos remotos, como o comprovam múltiplos vestígios pré-históricos encontrados. Da época da presença e domínio dos romanos na Península Ibérica, e pelos vestígios arqueológicos encontrados, deve ter sofrido uma romanização tardia, talvez por se encontrar afastada do litoral e das vias de circulação Norte-Sul.
Pela toponímia é atestada a permanência de populações de origem germânica, resultante das chamadas invasões bárbaras.
De períodos mais recentes e durante as incursões muçulmanas, os núcleos habitacionais de Arouca ficaram quase desertos de população cristã, que se refugiou em locais pouco acessíveis ou noutras paragens mais a Norte, donde só terá regressado quando, mais tarde, com os avanços da Reconquista Cristã para Sul, a instabilidade se afastou.
No entanto, a história de Arouca só ganha destaque a partir da fundação e posterior crescimento do seu Mosteiro, sobretudo após o ingresso, na sua comunidade de religiosas, de D. Mafalda, filha do rei D. Sancho I.
O actual concelho de Arouca é o resultado do antigo Couto, da concessão do foral de D. Manuel em 1513, das posteriores reformas administrativas levadas a efeito pelos Liberais em 1836 e de uma última ampliação durante a 1ª República. Em 1836 foi extinto o concelho de Alvarenga e parte das suas freguesias foram integradas no de Arouca: Alvarenga, Espiunca, Canelas e Janarde. Nova Reforma Administrativa extinguiria o concelho de Fermedo e as freguesias de Escariz, Fermedo, S. Miguel do Mato e Louredo seriam integradas também no concelho de Arouca. A freguesia de Louredo passou posteriormente para o concelho da Feira.
A implantação da República em 1910, a instauração da Ditadura Salazarista a partir de 1926 e a Revolução de Abril em 1974, para além de raras mexidas na Administração Local, precedidas de alguns conflitos de bastidores, na luta pelo poder, não foram acompanhadas de agitação popular.
Durante a Primeira Guerra Mundial iniciou-se em Arouca a corrida ao volfrâmio, minério utilizado no fabrico de armas e munições, com vista ao seu endurecimento e maior resistência. Foram estrangeiros quem fez as principais demarcações, que ainda conservavam aquando da Segunda Guerra Mundial, ou as transmitiram a outros, também estrangeiros. Durante a Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945, operaram na saga da exploração de volfrâmio em Arouca a Companhia Mineira do Norte de Portugal, em Rio de Frades e a Companhia Portuguesa de Minas, em Regoufe, ambas de capital maioritariamente estrangeiro. Outras pequenas empresas ou empresários individuais exploraram volfrâmio em Alvarenga e em demarcações periféricas das referidas empresas, em Regoufe e Rio de Frades.
A revolta do povo contra o corte das videiras americanas em 1936 e a resistência à polícia que veio confiscar o volfrâmio de Alvarenga em 1944 e de que resultaram vários feridos e um morto em cada situação, constituem actos pontuais de desespero de um povo pacífico, que emigrou por esse mundo sempre que o pão escasseou e se viu desamparado pelas autoridades do regime da época.
A agricultura praticada nos vales e terras férteis dos vales e meia encosta, o pastoreio nas serras e a enorme mancha florestal que cobre parte considerável do concelho, constituem desde tempos imemoriais o sustento das gentes.

Capela de Santo António
Situada junto aos Paços do Concelho, a capela de Santo António é um templo barroco, edificado no século XVIII.
Possui nave única, capela-mor e arco triunfal. As coberturas internas são de madeira e o tecto em caixotão. Actualmente encontra-se em bom estado de conservação.

Pelourinho de Arouca
Arouca passou a concelho em 1513, quando D. Manuel lhe concedeu carta de foral, na sequência da qual se terá levantado o Pelourinho.
O Pelourinho de Arouca levanta-se presentemente num largo do centro histórico, junto à igreja do Mosteiro e à antiga Casa da Câmara, em implantação ligeiramente distinta da original. Resulta de uma reconstrução, uma vez que o monumento foi desmontado em finais do século XIX, sendo então guardado nos claustros conventuais, onde permaneceu durante cerca de um século. Embora em 1942 os Monumentos Nacionais tenham manifestado uma primeira intenção de reerguer o pelourinho, este trabalho foi apenas realizado em 1989, com aproveitamento dos fragmentos que não se haviam perdido.
Sobre soco de três degraus hexagonais, de parapeito, e de factura moderna, levanta-se o conjunto da base, coluna e remate. A base da coluna é circular, e o fuste é cilíndrico e liso, sendo ambos igualmente feitos de novo em 1989. O remate, assente directamente sobre a coluna, aproveita peças originais, constando de um capitel de cesto decorado com dois escudetes ligados por fitas ou cordames, encimado por esfera armilar de bom tamanho e talhe.
A análise de uma pintura representando o pelourinho, realizada em 1962 por Artur Guimarães, que terá recorrido a elementos então ainda existentes e que entretanto se perderam ou mutilaram, demonstra que o monumento original teria três escudetes no capitel, a espaços iguais, e pelo menos duas esferas armilares na base.

Mosteiro de Santa Maria
O Mosteiro de Arouca, erigido no século X, teve como primeiro padroeiro São Pedro. O primitivo edifício não seria mais do que uma pequena moradia, abrigando, no seu interior, um pequeno número de professos de ambos os sexos.
Já no século XII, com o domínio da congregação religiosa por parte de D. Toda Viegas e família, a sua riqueza e engrandecimento tornaram-se notáveis.
D. Afonso Henriques, ainda antes da independência nacional, concedeu a esta fidalga e às monjas de Arouca vários privilégios e doações. Entre eles constam as cartas de couto de 1132 e de 1143.
Nos primeiros anos do século XIII, o Mosteiro de Arouca passou para a posse da Coroa e D. Sancho I deixou-o em testamento a sua filha D. Mafalda. O seu ingresso na comunidade religiosa de Arouca deu-se entre 1217 e 1220. D. Mafalda levou o Mosteiro a uma época de esplendor que o marcou para sempre, não só pela honra de nele se ter recolhido, como pelos benefícios materiais que consigo trouxe e lhe atribuiu.
O Mosteiro, já apenas feminino, era o principal pólo de dinamização económica do vale de Arouca. Após a morte de D. Mafalda, em 1256, o prestígio do mosteiro continuou, evocando a sua passada protecção, a sua memória, a sua fama de santa e o seu culto. Foi beatificada em 1792. O seu corpo repousa numa urna, executada em ébano, cristal, prata e bronze, numa das alas da Igreja do Mosteiro, para onde foi trasladada em 1793.
Com a extinção das ordens religiosas no país em 1834, o mosteiro e todo o seu património passaram para o Estado Português. Às freiras que viviam no convento manteve-se o direito de residência até ao falecimento da última, que ocorreu em 1886. A partir de então, os seus bens transitaram para a Fazenda Pública, abrindo-se um período de utilizações diversas deste amplo conjunto edificado. Manteve-se, contudo, o espólio artístico, recolhido no Museu de Arte Sacra, entretanto aí instalado.
Da construção original apenas chegaram até nós algumas pedras aproveitadas numa parede do edifício dos séculos XVII e XVIII. Pela volumetria, o mosteiro de Arouca enche a vila e encerra no seu interior, além do Museu de Arte Sacra, a Igreja Matriz, com o magnífico altar-mor em talha dourada, o cadeiral, ao fundo, e o órgão de 1352 vozes, todos do século XVIII.
Actualmente, o IPPAR tem vindo a proceder a pequenas obras de recuperação e restauro que visam modernizar o Museu de Arte Sacra, implementar um modelo de gestão que garanta a qualidade e a continuidade dos serviços a prestar, e dar novo impulso ao Centro de Estudos, constituído em torno do espólio documental de D. Domingos de Pinho Brandão.

Igreja Matriz de Arouca
A Igreja Matriz de Arouca integra-se no conjunto arquitectónico do Mosteiro de Santa Maria de Arouca.
A Igreja Matriz de Arouca, imponente e sóbria, abre-se à luz exterior que inunda o espaço e dá às pinturas, às esculturas e à abundante talha dourada, cor e forma. Local de recolhimento e oração é, também, espaço de contemplação.
A Igreja do convento que passou a matriz, o magnífico altar-mor em talha dourada, que fala de uma época em que o ouro proveniente do Brasil marcou presença na maioria dos templos religiosos do país e também de Arouca.
A Igreja é ainda ladeada por diversas esculturas de Santos e, do lado direito, encontra-se o altar em ébano, prata e cristal, que serve de túmulo à beata Mafalda, que o povo de Arouca elegeu como a sua Rainha e Santa e cuja festa é promovida anualmente em 2 de Maio, pela Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda. Este dia é, também, e desde 1946, o Feriado Municipal.
Ao fundo da igreja encontra-se o coro das freiras, constituído por um sumptuoso cadeiral entalhado por volta do ano de 1725, a que se sobrepõem, nas paredes, vários óleos com cenas da vida e dos "milagres" da Santa Rainha e ainda diversas esculturas. O órgão com 1352 vozes montado no coro das freiras em 1743 foi recuperado recentemente e encontra-se em bom estado para desempenhar a função para que foi criado. Na ala Sul do cadeiral, do fundo da Igreja, existem três altares estilo barroco, em talha dourada, que representam outros tantos ex-votos de emigrantes portugueses no Brasil.

Capela da Misericórdia
A Capela da Misericórdia foi mandada construir por devotos e data de 1612. Ligada à antiga casa da câmara, situa-se no Centro Histórico da Vila de Arouca.
É um templo de pequenas dimensões onde a sacristia e a casa do despacho albergam uma interessante e rica colecção de pinturas, esculturas, alfaias litúrgicas e paramentaria, que vão do século XVII ao século XIX, fruto de várias influências artísticas, do maneirismo, ao barroco e ao neoclássico.
O tecto da nave principal ostenta curiosas pinturas de alguns dos santos mais relevantes da Igreja Católica, com destaque para os apóstolos, os evangelistas, os doutores da igreja e outros santos da devoção, remetendo a iconografia para as cenas da Paixão de Cristo. Formando uma composição azulejar, designada por azulejo de tapete, presencia-se a inclusão de pequenos painéis hagiográficos com a figuração dos Apóstolos, datáveis de cerca de 1620, em tons de branco, azul e amarelo-torrado.
A capela da Misericórdia está classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1959.

Capela da Senhora da Mó
Erigida no cume de um monte a cerca de 711 metros de altitude e a uma distância de 8 quilómetros da vila de Arouca, encontra-se uma pequena e singela capela dedicada a Nossa Senhora da Mó, de contornos pouco convencionais no contexto da região, cuja primeira construção data, presumivelmente, do século XVI.
A Nossa Senhora da Mó é considerada a advogada dos campos, das colheitas e dos animais e protectora contra as secas e as trovoadas.
Do seu cume desfruta-se de uma deslumbrante vista panorâmica sobre o vale de Arouca, da Serra de Montemuro, o cume de São Macário com o seu parque eólico e a Serra da Arada.

Calçada Romana no Merujal
No Merujal a antiga calçada passa na Venda Nova e na aldeia.
Esta via romana é conhecida por “Caminho dos Burros”, seguindo o caminho para Albergaria da Serra.

Calçada Romana em Albergaria da Serra
Em Albergaria da Serra, ou das Cabras, como também foi conhecida, existiu um lanço de calçada romana a seguir ao cemitério.
O lanço foi destruído nos finais do século XX, para ser substituído por paralelo.

Mamoa da Portela da Anta
Situada em plena Serra da Freita e na freguesia de Albergaria da Serra, este importante "tumulus", situado à cota de 1076 metros, e constituído por um dólmen principal e outros secundários, é um monumento megalítico de grande relevo na península, não pelo seu espólio, mas devido às suas excepcionais dimensões, com um diâmetro de cerca de 40 metros.
"Anta" é a designação corrente no país para um certo tipo de construções em pedra, tendo também o nome de dólmen, sendo já esta designação um galicismo.
Este dólmen é constituído por 9 pedras/esteios aprumados que limitam um espaço quase circular, não possuindo sobre estas a costumada "mesa". Comunica com a parte exterior por um corredor, mais baixo que a "Câmara" e igualmente formado por pedras/esteios ao alto, também sem a usual cobertura. A construção encontra-se numa ligeira elevação de terreno e com o corredor referido apontado para Sudeste.
À volta do monumento e, em parte, coberto com ele, existe um monte de terra com pequenas pedras, o "tumulus", parte que lhe confere notoriedade pelas invulgares dimensões. Têm sido várias as sugestões apontadas para a existência desta configuração, desde efeitos da erosão até técnicas de construção para colocação das "tampas".
Esta grande mamoa encontra-se no mesmo lugar onde, em 1257, foi colocado um marco divisório do couto de Arouca.

Pedras Boroas no Junqueiro
As Pedras Boroas no Junqueiro, situadas no local conhecido como Nascentes do Caima, devem o seu nome à sua textura parecida com as boroas de milho.
São o resultado da erosão diferencial que o granito sofreu e que pôs em evidência a sua estrutura base. Este fenómeno dá origem à formação de uma rede de fissuras poligonais nas partes da rocha mais erodidas que, à vista desarmada, lembra a superfície de uma boroa.
As Pedras Boroas no Junqueiro são um importante geossítio do Arouca Geopark que se enquadra num relevo residual de granito da serra da Freita, aflorante no planalto de Albergaria da Serra.

Capela de Santa Bárbara
A Capela de Santa Bárbara situa-se em Tebilhão, uma pequena povoação que pertence à União das Freguesias de Cabreiros e Albergaria da Serra, do concelho de Arouca.
Relativamente ao património cultural e religioso edificado no lugar de Tebilhão, a capela de Santa Bárbara é um dos pontos de atracção.
Actualmente bem conservada, não se sabe ao certo quando terá sido construída, mas, pelo traçado da arquitectura que apresenta, supõe-se que terá sido erguida no século XX.
Possui planta longitudinal de nave única, precedida de alpendre. O alpendre é da largura da nave. Possui ainda duas portas: a principal e uma segunda porta, e um campanário de um só sino.

Igreja de São Mamede
Situada em Cabreiros, esta igreja tem, como titular, São Mamede.
É um edifício pequeno e baixo, possivelmente do século XVIII, tendo a sua capela-mor sofrido ampliações. As aberturas são rectangulares, sendo a porta travessa, do lado esquerdo, simplesmente recortada na cantaria geral. Tem uma torre do lado esquerdo, baixa, do início do século XIX. O arco-cruzeiro, embora antigo, é incaracterístico.
Durante a Segunda Guerra Mundial, devido ao surto económico do centro mineiro, o edifício teve obras de beneficiação, incluindo a douragem dos altares, do século XIX, simples e seguidores das formas tradicionais.
Entre as esculturas destaca-se a de São Mamede, do século XV, em calcário e de oficina coimbrã, representado como pastor.

Minas das Chãs
Situadas no planalto das Chãs, próximo do ponto mais alto do Maciço da Gralheira, o Alto das Chãs, na Serra da Arada, estas minas encontram-se a uma altitude de 1.116 metros, no limite da freguesia das Chãs com a de Manhouce.
Centram-se, assim, a par da travessia do planalto e das suas panorâmicas ímpares, no património que foi constituído aquando da Segunda Guerra Mundial com a procura do Ouro Negro, o Volfrâmio, que se encontrava por toda a serra.
Devido à implementação do parque eólico sobre as galerias mineiras é perigosa a tentativa de percorrer essas velhas e muito provavelmente instáveis galerias.

Igreja de Nossa Senhora da Natividade
A Igreja Matriz do Candal, consagrada a Nossa Senhora da Natividade, foi erigida num dos pontos mais altos da povoação.
Construída em granito, possui uma nave e um anexo nas traseiras da mesma.
O campanário, situado à direita da entrada principal da igreja, tem dois sinos e escadaria de acesso aos mesmos.
Em 2014 foi alvo de algumas obras de beneficiação e conservação do edifício.

Igreja Paroquial de São Pedro
A Igreja Paroquial de São Pedro é um templo religioso de Covelo de Paivô.
Situada num dos pontos mais elevados da povoação, é um ponto de referência de partida e chegada de alguns percursos pedestres.
É um edifício construído em granito embora a fachada principal esteja pintada de branco. Possui uma nave e anexos.
O campanário, também ele em granito, está adossado à esquerda da fachada principal, tem um sino e escadaria de acesso ao mesmo.
O altifalante, imprescindível em quase todas as igrejas e capelas serranas, está colocado no topo da fachada principal da igreja, por cima de uma pequena torre que outrora serviu de sineira.
No átrio, à frente da entrada principal, existe um antigo cruzeiro.

Mina de Poça da Cadela
A mina de Poça da Cadela, em Regoufe, aldeia da freguesia de Covelo do Paivô, iniciou a actividade a 9 de Janeiro de 1915. No entanto, o auge da exploração aconteceu depois de 1941, ano em que foi constituída a Companhia Portuguesa de Minas, que funcionou essencialmente com capitais e administração britânicos. Ficou conhecida como a "Companhia Inglesa" e a ela se devem importantes melhoramentos na região, como a abertura de estrada a partir da Ponte de Telhe e a instalação de electricidade e telefone nas minas.
O complexo mineiro da Poça da Cadela possuiu uma área de cerca de 57 hectares, integrando tanto as instalações técnicas e administrativas, como as residências e diversas entradas de galerias. Foi a concessão mais rentável em Regoufe, sendo possível encontrar ainda hoje diversas galerias e escombreiras espalhadas por toda a zona central.
A mina de Poça da Cadela ocupava vários pisos. Actualmente é possível observar-se mais de uma dezena de entradas de galerias.
Esta mina, a mais importante na zona de Regoufe, era composta por mais de uma dezena de filões de quartzo com uma mineralização de volframite, cassiterite, arsenopirite e, acessoriamente, pirite, blenda, apatite e berilo.
Os filões de direcção média tinham, normalmente, uma espessura entre 10 e 20 cm (excepcionalmente, até 50 cm) e estavam incrustados no granito de Regoufe. Contornando o plutão existe uma auréola de "metamorfismo de contacto" (metamorfismo em redor de uma intrusão ígnea, resultante do calor emanado pela intrusão durante a sua instalação e arrefecimento) até 2 km do granito, onde existiram outras minas: Muro, Raposeira e Cerdeiral.
A alteração provocada na paisagem pela presença de ruínas, das galerias e das escombreiras confere-lhe um elevado interesse do ponto de vista da paisagem cultural e da arqueologia mineira. A presença de filões mineralizados com volframite, conferem ao sítio médio interesse mineralógico e para colecções museológicas. Possui elevado interesse didáctico, não só relativamente aos aspectos da indústria mineira passada, mas muito em particular com os aspectos geológicos relacionados com as mineralizações desta área. Usufrui igualmente de elevadas potencialidades turísticas e, uma vez sujeito a uma estratégia de geoconservação, poderá constituir uma mais-valia económica para a região.
A título de curiosidade, sabe-se que entre 1935 e 1951 foram extraídas 639.000 toneladas de minério de volfrâmio e estanho destas minas.

Capela de Silveiras
A Capela de Silveiras é um pequeno monumento religioso construído em granito.
Possui uma nave e um pequeno campanário com um sino situado à esquerda da entrada principal, e um altifalante.

Igreja Paroquial de Canelas
Situada no lugar de Canelas de Baixo, a Igreja Paroquial de Canelas tem, por orago, São Miguel. Foi edificada junto à estrada principal que atravessa a povoação, à entrada Sul da mesma.
Esta igreja possui planta rectangular com eixo longitudinal interno, composta por nave, capela-mor, com sacristia adossada ao lado esquerdo e torre sineira ao lado direito, com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas (nave e capela-mor) e três águas (sacristia).
No adro da igreja foi implantado um coreto.

Centro de Interpretação Geológica de Canelas
Inaugurado a 1 de Julho de 2006, o Centro de Investigação e Interpretação Geológica de Canelas, Arouca, é um Museu de Sítio, conhecido internacionalmente pela recolha, inventariação e exposição das maiores trilobites de mundo.
Este Centro é um exemplo ímpar de cooperação entre a indústria extractiva, a ciência e a educação, tendo prestado um Serviço Educativo e um Turismo Científico de elevada qualidade.
Os exemplares fósseis expostos neste espaço são, pela sua raridade e espectacularidade, únicos no mundo.
A colecção é formada, quase na sua totalidade, por fósseis resgatados durante a exploração de ardósias do Ordovícico Médio da pedreira gerida pela empresa “Ardósias Valério & Figueiredo, Lda.”. Esta empresa, em exploração desde 1988, trouxe à luz do dia achados paleontológicos em excelente estado de conservação, como trilobites, moluscos, braquiópodes, equinodermes, hiolitídios, conulárias, ostracodes e graptólitos.
O Centro de Interpretação Geológica de Canelas e as trilobites permitiram a realização de várias publicações, artigos científicos, teses de Mestrado e Doutoramento acabando por ser reconhecido sob os auspícios da UNESCO como Património Mundial.

Igreja Paroquial de Albergaria da Serra
A Igreja Paroquial de Albergaria da Serra é dedicada a Nossa Senhora da Assunção.
Construída em granito, a Igreja Paroquial de Albergaria da Serra possui planta rectangular de uma só nave, com um corpo adossado. A torre sineira foi adossada à nave e situa-se à direita da porta principal do templo.
Albergaria da Serra pertenceu à diocese de Lamego e, em 1882, passou a integrar a diocese do Porto.

Rio Caima
Rio Caima é um rio português que nasce na Serra da Freita, na freguesia de Albergaria da Serra, a uma altitude de cerca de mil metros.
Pouco depois da sua nascente, este forma uma queda de água a uma altura superior a 70 metros, que dá pelo nome de Frecha da Mizarela, excelente local para a prática de Canyoning.
No seu percurso passa por Vale de Cambra, atravessa os concelhos de Oliveira de Azeméis e Albergaria-a-Velha, indo desaguar na margem direita do Vouga, junto da povoação de Sernada do Vouga.

Rio Paivô
Rio Paivô é um rio português afluente do Rio Paiva.
Esta linha de água nasce na Serra da Arada, ainda no lado de município de São Pedro do Sul, e atravessa a freguesia de Covelo de Paivô, desaguando no Rio Paiva.
Tem um comprimento total de 25,6 km.
No verão, as margens do Rio Paivô são muito procuradas pelos banhistas, pois as águas transparentes e frescas são óptimas para uns bons mergulhos. Ao longo das suas margens ainda se podem encontrar alguns antigos e tradicionais moinhos.

Rio Paiva
Rio Paiva é um rio cuja nascente se situa na encosta Sul da Serra de Leomil, próximo de Carapito, Moimenta da Beira, e desagua no lugar do Castelo, em Castelo de Paiva, local assinalado pela famosa “Ilha dos Amores”.
Os seus 108 km de extensão percorrem dez concelhos: Moimenta da Beira, Sernancelhe, Sátão, Vila Nova de Paiva, Viseu, Castro Daire, São Pedro do Sul, Arouca, Cinfães e Castelo de Paiva, entre as serras de Leomil, São Macário, Freita e Montemuro.
Este curso de água, o menos poluído da Europa, percorre persistentemente o fundo de desfiladeiros de vertentes abruptas. Nas suas margens formam-se, por vezes, praias fluviais (Paradinha, Areinho, Janarde, Meitriz, Vau e Espiunca).
O seu longo vale está dividido entre a região do Alto Paiva (de Moimenta da Beira a Vila Nova de Paiva) caracterizada por planalto formado por bosques de carvalhos e castanheiros, e o Baixo Paiva (a partir de Castro Daire até à foz) onde ganha força e se precipita com os seus famosos rápidos por uma zona montanhosa e de grandes desfiladeiros que o tornam quase inacessível em grande parte do percurso.
O Rio Paiva é um dos rios de excelência para a prática de várias actividades relacionadas com o desporto aventura em Portugal e o melhor rio do país para o rafting.
Está classificado como "Sítio de Importância Comunitária na Rede Natura 2000".