
Merujal
Merujal é um lugar que pertence à freguesia de Urrô, concelho de Arouca.
O Parque de campismo do Merujal é um parque rural instalado num pequeno bosque constituído por uma grande variedade de árvores. Tem capacidade para mais de 200 pessoas. Possui zona para auto-caravanas, caravanas e zona de tendas.
A Capela da Senhora da Lage, um dos monumentos religiosos do Merujal, é uma ermida de estilo Barroco com nave única, capela-mor e sacristia. No interior as coberturas dos tectos são com caixotão. Nesta capela realiza-se no dia 3 de Maio a célebre festa das cruzes, muito concorrida por gente de Arouca e Cambra.
Junto à capela da Senhora da Lage existe uma das 3 paredes de escalada da Serra da Freita, com 5 vias de iniciação e equipadas com tops.

Arouca
Arouca é uma vila da Área Metropolitana do Porto, pertencente ao distrito de Aveiro. Em 2013, o concelho de Arouca foi subdividido em 16 freguesias. Antes da integração no âmbito da reforma administrativa nacional, concluída em 2013, constituía uma freguesia autónoma. Arouca é, actualmente, parte da denominada União das Freguesias de Arouca e Burgo, pertencente ao concelho de Arouca.
O território Arouquense foi povoado desde tempos remotos, como o comprovam múltiplos vestígios pré-históricos encontrados. Da época da presença e domínio dos romanos na Península Ibérica, e pelos vestígios arqueológicos encontrados, deve ter sofrido uma romanização tardia, talvez por se encontrar afastada do litoral e das vias de circulação Norte-Sul.
Pela toponímia é atestada a permanência de populações de origem germânica, resultante das chamadas invasões bárbaras.
De períodos mais recentes e durante as incursões muçulmanas, os núcleos habitacionais de Arouca ficaram quase desertos de população cristã, que se refugiou em locais pouco acessíveis ou noutras paragens mais a Norte, donde só terá regressado quando, mais tarde, com os avanços da Reconquista Cristã para Sul, a instabilidade se afastou.
No entanto, a história de Arouca só ganha destaque a partir da fundação e posterior crescimento do seu Mosteiro, sobretudo após o ingresso, na sua comunidade de religiosas, de D. Mafalda, filha do rei D. Sancho I.
O actual concelho de Arouca é o resultado do antigo Couto, da concessão do foral de D. Manuel em 1513, das posteriores reformas administrativas levadas a efeito pelos Liberais em 1836 e de uma última ampliação durante a 1ª República. Em 1836 foi extinto o concelho de Alvarenga e parte das suas freguesias foram integradas no de Arouca: Alvarenga, Espiunca, Canelas e Janarde. Nova Reforma Administrativa extinguiria o concelho de Fermedo e as freguesias de Escariz, Fermedo, S. Miguel do Mato e Louredo seriam integradas também no concelho de Arouca. A freguesia de Louredo passou posteriormente para o concelho da Feira.
A implantação da República em 1910, a instauração da Ditadura Salazarista a partir de 1926 e a Revolução de Abril em 1974, para além de raras mexidas na Administração Local, precedidas de alguns conflitos de bastidores, na luta pelo poder, não foram acompanhadas de agitação popular.
Durante a Primeira Guerra Mundial iniciou-se em Arouca a corrida ao volfrâmio, minério utilizado no fabrico de armas e munições, com vista ao seu endurecimento e maior resistência. Foram estrangeiros quem fez as principais demarcações, que ainda conservavam aquando da Segunda Guerra Mundial, ou as transmitiram a outros, também estrangeiros. Durante a Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945, operaram na saga da exploração de volfrâmio em Arouca a Companhia Mineira do Norte de Portugal, em Rio de Frades e a Companhia Portuguesa de Minas, em Regoufe, ambas de capital maioritariamente estrangeiro. Outras pequenas empresas ou empresários individuais exploraram volfrâmio em Alvarenga e em demarcações periféricas das referidas empresas, em Regoufe e Rio de Frades.
A revolta do povo contra o corte das videiras americanas em 1936 e a resistência à polícia que veio confiscar o volfrâmio de Alvarenga em 1944 e de que resultaram vários feridos e um morto em cada situação, constituem actos pontuais de desespero de um povo pacífico, que emigrou por esse mundo sempre que o pão escasseou e se viu desamparado pelas autoridades do regime da época.
A agricultura praticada nos vales e terras férteis dos vales e meia encosta, o pastoreio nas serras e a enorme mancha florestal que cobre parte considerável do concelho, constituem desde tempos imemoriais o sustento das gentes.

Capela de Santo António
Situada junto aos Paços do Concelho, a capela de Santo António é um templo barroco, edificado no século XVIII.
Possui nave única, capela-mor e arco triunfal. As coberturas internas são de madeira e o tecto em caixotão. Actualmente encontra-se em bom estado de conservação.

Pelourinho de Arouca
Arouca passou a concelho em 1513, quando D. Manuel lhe concedeu carta de foral, na sequência da qual se terá levantado o Pelourinho.
O Pelourinho de Arouca levanta-se presentemente num largo do centro histórico, junto à igreja do Mosteiro e à antiga Casa da Câmara, em implantação ligeiramente distinta da original. Resulta de uma reconstrução, uma vez que o monumento foi desmontado em finais do século XIX, sendo então guardado nos claustros conventuais, onde permaneceu durante cerca de um século. Embora em 1942 os Monumentos Nacionais tenham manifestado uma primeira intenção de reerguer o pelourinho, este trabalho foi apenas realizado em 1989, com aproveitamento dos fragmentos que não se haviam perdido.
Sobre soco de três degraus hexagonais, de parapeito, e de factura moderna, levanta-se o conjunto da base, coluna e remate. A base da coluna é circular, e o fuste é cilíndrico e liso, sendo ambos igualmente feitos de novo em 1989. O remate, assente directamente sobre a coluna, aproveita peças originais, constando de um capitel de cesto decorado com dois escudetes ligados por fitas ou cordames, encimado por esfera armilar de bom tamanho e talhe.
A análise de uma pintura representando o pelourinho, realizada em 1962 por Artur Guimarães, que terá recorrido a elementos então ainda existentes e que entretanto se perderam ou mutilaram, demonstra que o monumento original teria três escudetes no capitel, a espaços iguais, e pelo menos duas esferas armilares na base.

Mosteiro de Santa Maria
O Mosteiro de Arouca, erigido no século X, teve como primeiro padroeiro São Pedro. O primitivo edifício não seria mais do que uma pequena moradia, abrigando, no seu interior, um pequeno número de professos de ambos os sexos.
Já no século XII, com o domínio da congregação religiosa por parte de D. Toda Viegas e família, a sua riqueza e engrandecimento tornaram-se notáveis.
D. Afonso Henriques, ainda antes da independência nacional, concedeu a esta fidalga e às monjas de Arouca vários privilégios e doações. Entre eles constam as cartas de couto de 1132 e de 1143.
Nos primeiros anos do século XIII, o Mosteiro de Arouca passou para a posse da Coroa e D. Sancho I deixou-o em testamento a sua filha D. Mafalda. O seu ingresso na comunidade religiosa de Arouca deu-se entre 1217 e 1220. D. Mafalda levou o Mosteiro a uma época de esplendor que o marcou para sempre, não só pela honra de nele se ter recolhido, como pelos benefícios materiais que consigo trouxe e lhe atribuiu.
O Mosteiro, já apenas feminino, era o principal pólo de dinamização económica do vale de Arouca. Após a morte de D. Mafalda, em 1256, o prestígio do mosteiro continuou, evocando a sua passada protecção, a sua memória, a sua fama de santa e o seu culto. Foi beatificada em 1792. O seu corpo repousa numa urna, executada em ébano, cristal, prata e bronze, numa das alas da Igreja do Mosteiro, para onde foi trasladada em 1793.
Com a extinção das ordens religiosas no país em 1834, o mosteiro e todo o seu património passaram para o Estado Português. Às freiras que viviam no convento manteve-se o direito de residência até ao falecimento da última, que ocorreu em 1886. A partir de então, os seus bens transitaram para a Fazenda Pública, abrindo-se um período de utilizações diversas deste amplo conjunto edificado. Manteve-se, contudo, o espólio artístico, recolhido no Museu de Arte Sacra, entretanto aí instalado.
Da construção original apenas chegaram até nós algumas pedras aproveitadas numa parede do edifício dos séculos XVII e XVIII. Pela volumetria, o mosteiro de Arouca enche a vila e encerra no seu interior, além do Museu de Arte Sacra, a Igreja Matriz, com o magnífico altar-mor em talha dourada, o cadeiral, ao fundo, e o órgão de 1352 vozes, todos do século XVIII.
Actualmente, o IPPAR tem vindo a proceder a pequenas obras de recuperação e restauro que visam modernizar o Museu de Arte Sacra, implementar um modelo de gestão que garanta a qualidade e a continuidade dos serviços a prestar, e dar novo impulso ao Centro de Estudos, constituído em torno do espólio documental de D. Domingos de Pinho Brandão.

Igreja Matriz de Arouca
A Igreja Matriz de Arouca integra-se no conjunto arquitectónico do Mosteiro de Santa Maria de Arouca.
A Igreja Matriz de Arouca, imponente e sóbria, abre-se à luz exterior que inunda o espaço e dá às pinturas, às esculturas e à abundante talha dourada, cor e forma. Local de recolhimento e oração é, também, espaço de contemplação.
A Igreja do convento que passou a matriz, o magnífico altar-mor em talha dourada, que fala de uma época em que o ouro proveniente do Brasil marcou presença na maioria dos templos religiosos do país e também de Arouca.
A Igreja é ainda ladeada por diversas esculturas de Santos e, do lado direito, encontra-se o altar em ébano, prata e cristal, que serve de túmulo à beata Mafalda, que o povo de Arouca elegeu como a sua Rainha e Santa e cuja festa é promovida anualmente em 2 de Maio, pela Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda. Este dia é, também, e desde 1946, o Feriado Municipal.
Ao fundo da igreja encontra-se o coro das freiras, constituído por um sumptuoso cadeiral entalhado por volta do ano de 1725, a que se sobrepõem, nas paredes, vários óleos com cenas da vida e dos "milagres" da Santa Rainha e ainda diversas esculturas. O órgão com 1352 vozes montado no coro das freiras em 1743 foi recuperado recentemente e encontra-se em bom estado para desempenhar a função para que foi criado. Na ala Sul do cadeiral, do fundo da Igreja, existem três altares estilo barroco, em talha dourada, que representam outros tantos ex-votos de emigrantes portugueses no Brasil.

Capela da Misericórdia
A Capela da Misericórdia foi mandada construir por devotos e data de 1612. Ligada à antiga casa da câmara, situa-se no Centro Histórico da Vila de Arouca.
É um templo de pequenas dimensões onde a sacristia e a casa do despacho albergam uma interessante e rica colecção de pinturas, esculturas, alfaias litúrgicas e paramentaria, que vão do século XVII ao século XIX, fruto de várias influências artísticas, do maneirismo, ao barroco e ao neoclássico.
O tecto da nave principal ostenta curiosas pinturas de alguns dos santos mais relevantes da Igreja Católica, com destaque para os apóstolos, os evangelistas, os doutores da igreja e outros santos da devoção, remetendo a iconografia para as cenas da Paixão de Cristo. Formando uma composição azulejar, designada por azulejo de tapete, presencia-se a inclusão de pequenos painéis hagiográficos com a figuração dos Apóstolos, datáveis de cerca de 1620, em tons de branco, azul e amarelo-torrado.
A capela da Misericórdia está classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1959.

Calçada Romana no Merujal
No Merujal a antiga calçada passa na Venda Nova e na aldeia.
Esta via romana é conhecida por “Caminho dos Burros”, seguindo o caminho para Albergaria da Serra.

 
Parque de Campismo Refúgio da Freita
O Parque de Campismo do Merujal conhecido por Parque de Campismo "Refúgio da Freita" é um parque rural instalado num pequeno bosque constituído por uma grande variedade de árvores nos arredores da povoação do Merujal.
Tem capacidade para 200 pessoas. Possui zona para autocaravanas e caravanas e zona de tendas.
Ao seu redor é possível a prática de Pedestrianismo, com a existência de diversos Percursos Pedestres marcados, vias equipadas para a pratica de Escalada Desportiva, vias para escalada Clássica, Canyoning e BTT, entre outras modalidades.