Ficha Técnica
Esta etapa tem início na Capela de Covelo de Paivô.
Sobe-se umas centenas de metros pela estrada de acesso à povoação até a uma placa com indicação do GR28. Junto a essa placa surge um trilho empedrado, sob vegetação que sobe de forma íngreme.
Após a longa subida o trilho acaba num estradão com aspecto de ter sido alargado recentemente. O problema é que quem o fez destruiu a sinalética do percurso.
Segue-se então em frente pelo tal estradão, mantendo sempre esse caminho. Mais à frente ignora-se um desvio à esquerda, e o caminho desvia ligeiramente à direita subindo até à estrada. Nesta parte do percurso a zona é um bocado descampada e suja devido ao corte dos eucaliptos.
Na estrada segue-se o trilho situado em frente, reaparecendo novamente as marcações do percurso.
O caminho segue descendente e surge no horizonte a povoação de Silveiras. É esse o nosso destino.
A passagem em Silveiras marca o ponto em que saímos do GR28 subindo pela estrada de acesso à aldeia.
A subida leva-nos até à escola primária. Saímos da estrada principal para uma outra que, passando junto à escola, nos parece levar de volta à povoação. A estrada desce ligeiramente e quando acaba o arame farpado que veda o acesso, no lado direito do caminho, saímos por um trilho que nos levará ao alto da serra. A primeira fase desse trilho é composta por muita pedra solta e apresenta um declive acentuado. Acabada essa fase da subida abandonamos esse trilho seguindo por um outro que desvia à esquerda. Este trilho, menos definido no terreno, sobe acentuadamente até um poste de alta tensão e daí segue até à estrada, junto a uma casa em ruína.
Junto à ruína iniciamos a subida ao planalto, evitando assim descer para Regoufe por estrada. Segue-se para o lado esquerdo do cabeço do monte, a meia encosta, até chegar ao planalto. O trilho é relativamente fácil, com algum mato, mas sem grandes obstáculos. Prolongando em demasia o tempo de caminhada neste planalto, chegaremos às minas de Regoufe. Talvez seja mais aconselhado começar a aproximação à estrada mais cedo tentando evitar descer sobre as minas. A ter em conta que o planalto decorre a uma cota de altitude bem acima daquela em que decorre a estrada.
A chegada a uns edifícios em ruínas indica-nos que já estamos sobre as minas e é junto aos mesmos que se deve iniciar a descida. O facto de não termos descoberto qualquer caminho alternativo, a descida fez-se pelo cascalho resultante da actividade mineira.
ATENÇÃO! Na zona mineira deve haver chaminés de ventilação das galerias, o cascalho é traiçoeiro e a inclinação é grande. Por isso, não se deve andar em zonas cobertas de mato, porque podem esconder buracos. Todo o cuidado é pouco para evitar escorregadelas e quedas. Descer com calma, observando bem o caminho a percorrer e ver sempre onde se metem os pés. Nada de pressas enquanto se faz a descida.
O complexo mineiro é composto por diversos edifícios, com várias entradas para galerias mineiras que, pela sua imponência, é digno de uma visita.
Sai-se desta zona mineira através do estradão de acesso ao mesmo e depois desce-se para a povoação de Regoufe junto ao muro que surge junto ao estradão.
A aldeia é bastante interessante, atendendo aos aspectos rústicos da mesma. O café existente pode dar algum apoio em alimentação e bebidas.
Em Regoufe procuram-se as marcações do percurso “PR13 – Na Senda do Paivô” (Arouca) e é por este percurso que se regressa a Covelo de Paivô.
O caminho segue por um trilho empedrado que decorre numa primeira fase ao longo da Ribeira de Regoufe e depois, na fase final, junto ao Rio Paivô.
A paisagem para as serras da Arada e Freita são magníficas e o trilho é de grande beleza.
Quase sempre descendente, o caminho leva-nos à capela de Covelo de Paivô, terminando aqui mais esta etapa.